Austrália: parte 3 – Praias

Sim, mudei o cabeçalho do blog. Foto linda né. Fiz com o celular na praia de Scarborough, em Perth, Austrália. Linda praia. Aliás, não fui a uma praia na Austrália em que pudesse dizer: temos melhores no Brasil. Provavelmente temos. Já fui a muitas: mergulhei em Fernando de Noronha e conheci suas praias mais belas, fui a todas as praias da cidade do Rio de Janeiro, visitei algumas em Salvador, outras em Maceió, Natal, Porto de Galinhas, Recife, Espírito Santos… Mas em nenhuma delas encontrei a estrutura que vi nas praias australianas.

Cottesloe Beach - Perth

Em todas que visitei encontrei banheiros públicos limpos (incluindo papel higiênico), sacos gratuitos para que as pessoas recolham seus lixos e as fezes de seus cachorros, chuveiros bons (sem ser aquela gambiarra das praias cariocas) e areias LIMPAS. Cottesloe é um exemplo a ser copiado em todas praias do mundo.

Chuveiros sem aquela bomba de água como gambiarra - tudo legalizado

Também não há qualquer tipo de ambulante passando de um lado pro outro, berrando e abafando o som divino que vem do mar. Não há crianças jogando areia em quem só quer curtir um dia de sol. Tudo muito ordenado, civilizado. Em algumas praias existem daquelas churrasqueiras que mostrei em outro post. Para usar, basta chegar com sua carne e pronto. Ligue a churrasqueira e divirta-se com amigos e familiares.

Vale ressaltar que é proibida a venda ou consumo de qualquer bebida alcoólica nas praias e nas ruas próximas. Isso deve ser chato pra quem curte uma cervejinha na praia, mas, pra mim, isso não faz a menor falta. Quem quiser consumir qualquer outro tipo de bebida ou comida, tem que levar de casa ou comprar nas lojas/restaurantes próximos às praias. Super tranquilo.

Este é um dos banheiros da praia de Manly, em Sydney

Chegar nas praias é também moleza. Dá pra ir de ônibus sem nenhum perrengue e até de trem. Já imaginou como seria isso na Barra da Tijuca??
Se as praias de Perth são lindas, as de Sydney… nossa. Agora, me diz, o que é Bondi Beach??? Manly também é bem bonita, mas nada é igual a Bondi.

Para ir para Bondi, basta pegar o trem até Bondi Junction e de lá pegar um ônibus que nos deixa em frente ao paraíso. Sem possibilidade de erro. Muito bom conhecer um país onde tudo é lindo e funciona perfeitamente.

Curtindo uma piscina em Bondi Beach

Sacou a piscina atrás de mim na foto? Então, esta é uma das duas piscinas cravadas no meio da pedra em Bondi Beach. Perfeito !! A água do Pacífico invade a piscina e a completa ininterruptamente… isso mesmo, há renovação permanente da água. Uma maravilha. Para usar as piscinas e toda uma estrutura com sauna e afins, basta pagar 5,50 dólares australianos. Vale muito a pena porque aproveitamos a água do mar e ficamos longe das gigantes ondas, surfistas e suas pranchas.

Bondi Beach ou paraíso, como preferir chamar

Olhando as fotos e visitando, dá pra entender porque muitos estudantes de Sydney preferem morar em Bondi, uma mini Búzios. Vale lembrar que o pôr do sol é lá pelas 19h30. São muitas e muitas horas de sol. Bondi conta com restaurantes e bares fofos, muita gente bonita e jovem. Um programa obrigatório, sem dúvida, para quem visita a Austrália.

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A Super Interessante tem uma reportagem, de fato, interessante. É sobre a votação que vai eleger a pior empresa do mundo para se trabalhar. Esta ano, temos uma brasileira na lista, a Vale. O motivo? Belo Monte. Se quiser ler a matéria, clique aqui. Se quiser votar, aqui. Por enquanto, a Vale está em segundo lugar no ranking. A título de curiosidade, votei na Samsung.

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Sim, eu tenho ciúmes

Tá, eu confesso, fui acometida pelo mal do ciúme. Isso não me orgulha em nada, mas é um fato que já não consigo esconder. Liliane, minha amiga desde a terceira série primária, está assustada. Diz que nunca me viu assim. E ela está coberta de razão.

Por que tanto ciúme? Bem, os mais imediatistas dirão que é a distância. Eu, aqui. Ele, na Austrália. OK OK, isso pode até ajudar, mas não é o mais importante.

Acredito mesmo que traumas de relações anteriores me deixaram assim, tiraram alguma da muita confiança que sempre tive em mim. Não me reconheço mais. Não sou a menina cheia de si, a menina que eu era aos 20 e pouquinhos. E, acredite, isso não tem nada a ver com a idade. Algo mudou nos últimos 14 anos. Minhas relações mudaram. Me modificaram.

Me tornei uma pessoa ciumenta. Não que isso seja ruim. Meu ciúme não é doentio, que isso fique bem claro, está longe de ser. Mas o fato de sentir isso já é estranho para mim. Sei lá, acho até que deveria comemorar, não?

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Austrália: Perth – parte2

O cacto serve de ponto de encontro da galera, fica bem perto da estação de trem

A cidade ordenada, limpa e bonita, como descrevi no post anterior, é também um bom lugar pra compras. Duas ruas centrais, a Hay Street e a Murray Street, reúnem boa parte do comércio e entretenimento. Gastei suados dólares por ali. As ruas também reúnem artistas, de todas as idades, e, confesso, algumas performances são pra lá de duvidosas. Tinha uma japa/coreana/chinesa/whatever que insistia em fazer uma dança estranha. Não era dança do ventre, mas parecia. Todo dia a mulher estava ali e a coreografia (?) sempre acabava com ela se jogando no chão. Eu, claro, não desperdicei um centavo com isso, até pq o dólar australiano é caro, mais caro que o americano (facada no peito). Mas, há gosto pra tudo e a mulher devia ganhar algum trocado, caso contrário não estaria ali.

Mas, como dizia, estas duas ruas são bem badaladas no quesito compra e as ruas adjacentes abrigam bons restaurantes, mas eles fecham cedo. Tem que ficar ligado no relógio porque 19h30 ainda tá um puta sol.

Sino da cidade. É possível ir até o topo e dar umas badaladas

Este da foto aí de cima é o sino da cidade. Eu sei, não tem cara de sino, não parece um sino, mas é um sino. Pagando um valor bem pequeno dá pra subir de elevador e ter uma bela vista da cidade. Super recomendo o programa. Dependendo da hora, é possível ver a estrutura gigantesca do sino trabalhando ao badalar ou ainda, como eu e meu namorado fizemos, colocar uns míseros dólares numa máquina, escolher uma música e pronto: o sino toca a música que a pessoa escolheu. Acho que fizemos isso umas 2 ou 3 vezes, é divertido. Bem, pelo menos para quem toca. Os funcionários não devem mais aguentar rs.

Vista da cidade do alto do sino

Moradores

Bem, o que dizer sobre os moradores? Conheci poquíssimos australianos, praticamente nenhum, e não foi por vontade própria. Simplesmente a impressão que tive é que os australianos são a minoria em Perth. Conheci a galera que estuda com meu gatinho, gente de todo o mundo, incluindo brasileiros. Mas, o que mais a gente vê nas ruas são pessoas de olhos puxados, das que não conseguimos diferenciar a origem, todas falando daquela forma estranha iáioiáiáiáiá, num tom agudo. Difícil de aturar, entende o que digo? Chega a irritar entrar num ônibus com dezenas de orientais.

Salta aos olhos também a grande quantidade de homens. Sério, mulherada-solteira-encalhada no Brasil compre agora mesmo sua passagem para Perth. A cada bar/noitada que ía, era visível um número muito maior da espécie macho. Em alguns lugares, o público era 80% masculino e não to falando de nenhuma sauna gay. Tá sobrando homem!!!

Sobre as noitadas é preciso ressaltar que meu hotel ficava bem perto de Northbridge, a meca dos bares e boates, praticamente a Lapa de Perth. Um grande ponto pra mim, eu sei, mas confesso que isso foi 100% aleatório. (apesar da boa localização, não recomendo o  hotel e nem vou citar o nome do mesmo. roubaram meu celular na lavanderia e ninguém quis ajudar. uó)

O bairro tem toda uma estrutura para bares e policiamento especial, sobretudo à noite. A prefeitura oferece ainda, todos os dias, sessões de cinema gratuitas na Northbrigde Piazza. A praça é uma graça, tem um telão ótimo e pufes convidativos. Uma iniciativa bem legal. Como disse no post anterior, tudo pensado, e muito bem pensado, para agradar a moradores e turistas. Uma puta qualidade de vida.

Fui a dois lugares bem movimentados. Na quarta, o point é o Mustang Bar com uma decoração de madeira simples, mas convidativa, um palco com shows ao vivo e de boa qualidade e cerveja barata, o lugar reúne muitos jovens da cidade. Uma galera muito doida, por assim dizer. Neguinho bebe muiiiito, entorna todas, e isso faz com que até as mulheres percam a linha de uma forma que não é muito comum nem aqui no Rio de Janeiro. São quase todas bem assanhadas.

Mustang bar

Não to aumentando, fiquei chocada e olha que pra isso acontecer… eu mal tinha entrado no Mustang quando vi uma menina abrir as pernas para que um homem colocasse a máquina fotográfica por baixo do vestido da mesma e fotografasse a xereca dela. Como assim??? E isso tudo sem o menor constrangimento. O clima é de pegação e isso muito me preocupa, confesso, porque meu namorado costuma frequentar tal lugar.

Outro lugar que também ferve é o The Deen. São três pistas de dança, o lugar é bem grande, tem espaço para salsa, outro para música ao vivo e um para boate mesmo. E, pasmem, todos os ambientes ficam cheios. Pegamos até uma fila na porta para entrarmos. Foi divertido, mas constatei, mais uma vez, que as australianas têm muito fogo no rabo.

Preciso registrar também que as vagabas de Perth têm o hábito de voltarem das boates bêbadas e descalças. Não falo de uma ou outra, mas de praticamente todas as mulheres. Elas usam saltos mega-ultra-hiper-altos e depois não têm cu de voltarem pra casa calçadas.

The Deen

Fui também a bons restaurantes e a uma chocolateria!!! Isso mesmo, uma chocolateria, a San Churro. Muito fofa, com uns chocolates deliciosos e uns mimos para levar pra casa que, olha, se eu não morasse tão longe…. teria trazido alguns. Comemos um belo foundue. Uma delícia. Super recomendo.

Chocolateria San Churro !! Delícia !!!

Preciso registrar duas pragas que incomodam bastante em Perth: baratas e moscas. Sério, a prefeitura deveria ver isso ae. Até entendo as baratas pq a cidade é quente e as bichinhas saem às ruas. mas e as moscas?? É mega irritante. Elas ficam acompanhando a gente pela rua. Não é sempre, claro, mas quando uma mosca resolve sacanear uma pessoa… é um saco rs.

Depois contarei sobre as praias… são maravilhosas e com uma estrutura muito melhor que as do Rio de Janeiro.

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Destino final: Austrália!!! Parte 1 – Perth

Depois de uma semana na Itália, segui minha peregrinação até o destino final: a Austrália. Por que ir para tão longe? bem, sempre tive vontade de conhecer, mas, de fato, não estava na minha lista de prioridades. Acontece que a vida, sempre a vida, nos prega umas peças e, desta vez, decidiu levar meu namorado por um ano para a Austrália. Óbeveo que fui atrás dele rs.

Então, depois de fazer conexões em Paris e Singapura (e quase morrer de asma correndo no gigantesco aeroporto de Singapura para trocar de terminal e seguir viagem) finalmente, cheguei em Perth, capital e maior cidade do estado de Western Australia. Não sabia, mas descobri que Perth é a quarta maior cidade do país. De fato, não falta riqueza. Muitos e muitos prédios lindos, a construção civil está a pleno vapor, obra para todos os lados e tudo muito organizado.

Foi em Perth que vi os primeiros aborígenes da minha vida e também coalas e cangurus. Isso sem falar que nadei com golfinhos, mas vamos com calma rs. Cada bichinho terá seu espaço neste blog rs. O mais importante, e o que eu queria de fato, acabei encontrando logo no aeroporto: meu namorado. Nossa, como foi bom reencontrá-lo depois de dois meses de ligações telefônicas pelo viber e afins. A viagem se pagou ali. Sim, é preciso mencionar que viajar para a Austrália não é nada barato. Só de passagem aérea foram uns R$ 5 mil (e olha que paguei barato).

Banhada pelo Oceano Índico, Perth é uma das cidades mais isoladas de todo o planeta, fica bem no cantinho oeste da Austrália, onde o sol é forte, quase não chove e venta muito. A cidade apresenta um crescimento acima da média nacional e tem sua economia baseada na exportação de ouro, níquel, ferro e alumínio.

Mas, o que impressionou mesmo, ainda mais a uma moradora do Rio de Janeiro, foi o cuidado do governo com os moradores/visitantes. A cidade é toda organizada, pensada, estruturada. TUDO funciona perfeitamente. Dá até vergonha de algumas coisas aqui do Rio. O sistema de transporte é um bom exemplo.

A cidade oferece três linhas gratuitas, isso mesmo, gratuitas, que cobrem todo o centro da cidade. E, pasmem, não é preciso nem sinalizar para que o motorista pare o buzum. Basta ficar nos pontos de ônibus específicos. Detalhe: os pontos avisam quanto tempo falta pro próximo ônibus passar. E, acreditem, a espera nunca passa de 7 minutos. Estou falando dos Cats: yellow cat, blue cat e red cat. O sistema é invejável e não consigo imaginar isso funcionando em NENHUMA cidade do Brasil.

Ponto de ônibus compartilhado entre as linhas do red cat e do yellow cat

Os parques da cidade e as praias (que serão objeto de um post exclusivo) também oferecem estrutura de banheiro, equipamentos de ginásticas, bebedouro e até mesmo churrasqueira. Incrível, não? Tudo limpo, bem cuidado e DE GRAÇA!!! . Fiquei besta de ver que até o papel higiênico é de boa qualidade. Primeiro mundo é mesmo outra coisa né. Dá pra imaginar algo assim no Rio?? Eu, por mais que tente e gostaria, não consigo.

Exemplo de churrasqueira. São muitas pelos parques e praias

Claro, tudo que é muito bom precisa ter um defeitinho né. Para mim, o único defeito de Perth é que TUDO na cidade fecha super cedo. Tente jantar depois das 22h… praticamente impossível. Só mesmo na região de Northbridge, reduto das baladas, é possível encontrar algo para comer e, até lá, os restaurantes fecham antes da meia noite. Isso, sinceramente, torna a cidade meio que inviável pra mim. Sei lá, acho que só com 65 anos moraria em um lugar tãoooo tranquilo. Sim, deve ser ótimo para criar os filhos, mas como não os tenho ainda…

O Rio Swan é bem bonito e abriga um pôr do sol invejável. Confesso que não me animei muito para fazer passeio pelo rio, mas foi muito bom passar uma parte da manhã sentada à beira do mesmo, observando e curtindo a brisa. Bem, depois conto mais um pouquinho. Fiquei super bem impressionada com as praias. Vale a pena visitar, sem dúvida.

PS: Crédito das fotos. A primeira é de um certo canguru que está morando em Perth. As outras são minhas mesmo, fiz com o celular.

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Itália – parte 2: Firenze

Sim, quem passa uma semana em Roma tem tempo de sobra para conhecer os melhores cantinhos da cidade e ainda dar um pulo em um lugar próximo. Foi o que fiz. Entre Veneza e Florença, escolhi a última. Os motivos são óbeveos: não rola ir pra Veneza sozinha né, vou deixar para conhecer com o meu gatinho em uma outra oportunidade.

Decidido o destino,  fui até Roma Termini e comprei nas máquinas de autoatendimento um tiquete de trem para Firenze, como eles chamam Florença. A viagem foi ótima, rápida, sem maiores problemas.

A capital da Toscana tem seu charme, mas, não sei se foi o frio e a chuva, sei lá, acho que falta um pouco de cor à Florença. Tudo muito bonito, muito ordenado, mas meio triste, achei. De todo o passeio, o grande destaque foi a Catedral de Santa Maria dei Fiore, conhecida apenas como DUOMO, a catedral mais bela que já visitei na vida, sem dúvida. Cheia de detalhes, de cor, de vida.

A mais bela igreja por mim visitada: DUOMO

Gigantesca, majestosa, revestida com mármore verde, rosa e branco, a igreja levou quase 2 séculos para ser construída e é a 4ª maior catedral do mundo. Vale muiiiito a pena visitar.

Também visitei a Santa Cruce, mas é até maldade entrar em qualquer outra igreja depois de sair do DUOMO. O melhor da Santa Cruce, que guarda 276 sepulturas de nomes imortais das artes, é poder rezar no túmulo de Michelangelo, Dante e Galileo.

Na Ponte Vecchio

A Ponte Vecchio (Velha Ponte), de 1345, a mais antiga da cidade, tem um charme especial, é verdade, mas lojinha de prata e outro também tem na SAARA aqui no Rio. Sei lá, achei Roma mais interessante. O almoço no Ristorante Totó até que foi bacana, mas podia vir mais comida no prato rs.

PS: OK OK o frio de matar deve ter alterado minha percepção da cidade. Prometo voltar na primavera para ter outro olhar.

 

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Comprou?

Então, comprou os ingredientes: pente de piolho e reparil gel? Bem, lá vai a receita:

Uma amiga saiu com um gatinho casado (sem julgamento de valores, ok) e o encontro foi, digamos assim, intenso. O moço é bem branquinho e ficou com algumas marcas no corpo, chupões, roxos no braço… já imaginou a situação né. Então, ele ficou desesperado e ligou para alguns amigos, uma confraria de puladores de cerca, e soube como resolver o problema. Como? Comprar reparil gel e passar no local roxo com pente de piolho. Simples assim. E, olha, segundo ele, FUNCIONA.

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Fórmula da alegria

Leitores queridos,

Amanhã prometo publicar uma fórmula revolucionária e que vai fazer a alegria de muitos no pós carnaval. Quem puder, corre pra farmácia e compre os ingredientes:

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Itália – parte 1: Roma

As férias foram deliciosas e tenho muito a contar. Pensei em falar primeiro das coisas que mais gostei, mas decidi contar em ordem cronológica ou pelo menos tentar. Por isso, começo por Roma, meu primeiro destino. A capital da Itália é muito bonita, ordenada e fica linda no Natal. Igrejas majestosas, homens e mulheres lindos, bem arrumados, povo alegre, que fala alto, que sacode os braços ao falar.

Passei uma semana na cidade e, sem dúvida, o lugar que mais gostei foi a Fontana de Trevi. Não sei explicar o motivo. Sempre imaginava um chafariz meio mequetrefe, um lugar pequeno e repleto de moedas. No entanto, me deparei com algo 20 vezes maior, bem iluminado e com uma aura linda, uma energia fantástica. Antes mesmo de ver a fonte, caminhando pelas ruas laterais, começamos a ouvir o som da água circulando e isso já nos deixa feliz. Bem, pelo menos foi o que senti.

Fontana de Trrevi - Majestosa

Fiz questão de colocar esta foto, bem de lado, para destacar a amplitude da fonte. Linda, não? Gostei tanto do lugar que voltei três vezes, sentei em frente à fonte, observei os turistas, o fluxo da água, os detalhes das esculturas. À noite a fonte fica ainda mais bela. Claro que joguei minha moedinha, uma apenas, com o objetivo de voltar à cidade. Bem, deu certo. Visitei Roma pela primeira vez em dezembro de 2011 e voltei no início de 2012, mas isso explico depois rs.

O meu segundo lugar em Roma é o Coliseu ou Anfiteatro Flaviano, como preferir chamar. Que estrutura estupenda !!! Utilizada por 500 anos. Incrível. Imagina aquilo cheio… que vibração, que energia.  Visitei duas vezes: à noite e de dia. Foi muito bacana ter feito o passeio com uma guia (é baratinho, vale a pena pagar), aprendi muito sobre o local, sobre a própria história de Roma, de Nero, sobre a hierarquia da sociedade e como cada casta sentava nas arquibancadas: as mais ricas ficavam na parte de baixo e as mais pobres, em cima. Não sabia, por exemplo, que o subsolo do Coliseu tinha uma estrutura de corredores, de elevadores que erguiam animais … muito bacana.  Um verdadeiro símbolo do Império Romano.

Coliseu

Roma é também um belo lugar para fazer compras, para bater perna e observar as pessoas. Como fui para lá duas semanas antes do Natal, peguei a cidade toda iluminada, uma graça. As vitrines estavam super caprichadas e a loja da Fendi estava bárbara. Todos os dias, à noite, eles faziam um espetáculo com música e simulação de neve que era a coisa mais fofa e emocionante. Quase chorei quando vi, sério. De fato, sabem bagunçar o emocional das pessoas rs. A multidão se aglomerava na porta da loja.

Gostei também da Piazza Navonna, a minha praça preferida e onde está a Embaixada Brasileira, da Piaza di Spagna, com sua bela escadaria, e, claro, da Praça de São Pedro, no Vaticano. Aliás, vale a pena pagar para subir até a cúpula da Basílica de São Pedro. A vista que se tem do Vaticano e de Roma é de tirar o fôlego. Por falar nisso, prepare-se para subir os muiiiiitos degraus. Quase fiquei com asmas, mas valeu a pena.

Vista do topo da Basílica de São Pedro

Lá no Vaticano, vale ainda pagar para ter um áudio-guia no Museu do Vaticano. Graças ao guia fiquei sabendo que a escolha do Papa se dá no interior da Capela Sistina, a bela e maravilhosa capela com afrescos pintados por artistas como Michelangelo, Rafael e Botticelli. Nossa, fiquei horas na capela, olhando cada detalhe. Pena não poder fazer fotos lá dentro. Até que tentei, na encolha, mas não ficou muito legal. Meu encontro com o Papa será detalhado em outro post. Contarei tudo.

Outro lugar que gostei de conhecer foi a a famosa Bocca della Veritá, a Boca da Verdade, máscara de Tristão com a boca aberta, feita em mármore, a quem a lenda medieval atribui o poder de morder os dedos da mão de um mentiroso que ousasse inseri-la na abertura. Bem, coloquei a mão lá dentro e estou com tudo no lugar. Ou seja, só falo a verdade Rá. A boca fica na igreja Santa Maria in Cosmedin. Visitei o subsolo da igreja, onde estão alguns túmulos e, confesso, não senti uma energia legal. Deu um certo nervoso.

Deslocamento

Se deslocar por Roma é tarefa fácil. O metrô nos leva a todos os lugares, ou quase todos. Caminhar é também uma boa opção, mas cansa, é verdade. O hotel onde me hospedei era bem perto da Estação Ferroviária Roma Termini. Foi de lá que peguei, por exemplo, o trem que me levou para Florença, mas isso é outro post. Portanto, se for para Roma, tente se hospedar perto de uma estação de trem ou metrô, isso vai facilitar em muito sua vida.

Circulei de ônibus também, mas daqueles de turistas mesmo porque queria pegar vento no rosto e ouvir sobre a cidade. Para quem não sabe, estes ônibus têm um sistema de som com várias línguas. Dá para entender bem o espanhol, vai por mim. Uma forma barata de ter um guia e de conhecer a cidade.

Internet

Do que senti falta em Roma? Bem, senti falta de lugares com wifi. Sério, era um custo achar restaurantes que disponibilizassem wifi. Gente burra, não? Eu, como turista, só parava para almoçar/jantar em locais que me permitissem checar emails, mandar fotos para a família, ler o twitter, falar no celular com o namorado via viber…. Custa tanto assim agradar a clientela??? Aloooowww romanos, bora ver isso ae. Enfim, apesar deste detalhe, se puder, vá à Roma !!! Depois conto mais da cidade, das lojas de luxo e das ruas chiques!!!

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Exportações

Então, o Brasil foi o quarto maior exportador do mundo no ano passado. O dado é surpreendente, eu sei, mas o que me intriga mesmo neste bolo de exportações é o sucesso das sandálias Havaianas. OK, são bonitinhas, não soltam as tiras e blá, blá, blá, mas nada, NADA, justifica a febre que as sandálias são lá fora.

Sério, durante minhas férias na Austrália pude perceber que 9 entre 10 pessoas que usavam sandálias de borracha estavam usando Havaianas. Os estrangeiros AMAM. Geral de havaianas nas praias e até em shoppings.

Em Sydney, em um dos principais prédios comerciais, há uma loja gigantesca da marca, com um super telão que exibe imagens dos desfiles das escolas de samba aqui do Rio. Um case de sucesso mundial, um mistério rs que, sem dúvida, ajuda a engrossar as estatísticas econômicas do pais. Parabéns à marca.

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To voltando…

…. as ferias estao acabando e faz umas 6 horas deixei meu amor em Perth. Agora estou em Cingapura, de onde sigo para Paris, passo um dia em Roma e volto para o Rio. Tenho muitas historias pra contar. To com saudades de escrever…

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É possível ter um relacionamento à distância?

Sim. Esta é minha resposta para a pergunta-título deste post. Fácil? Não, nem um pouco. Mas impossível não é. Dá saudades? Sim. Pra caralho. O ciúmes é escroto? Demais. Mas, confesso, algumas destas relações pode ter muito mais lealdade e cumplicidade que muitas relações presenciais. Sério, o mercado não tá bacana. To cansada de ouvir histórias de traições, puladas de cerca e afins.

Tem muito cara escroto. Uma amiga chegou a ser ameaçada, de diversas formas, por um carinha que namorou por anos. O motivo? Fútil, claro. Ele acha que ela ainda vive em função dele ahahahahaha só gargalhando né. Daí, o malando fica ligando, escrotizando pessoalmente e, pior, aceitando que a atual namorada faça ameaças virtuais. É muita loucura.

E os homens que vão ser pais e, mesmo assim, pulam a cerca? Não respeitam nem a mulher grávida. E não estou falando de poucos.. infelizmente são muitos. Outro dia uma amiga saiu com um carinha do passado, transaram e tal e… no dia seguinte ele mandou uma mensagem de texto, todo feliz, contando que iria ser pai. WHAT THE FUCK !!! Escroto é pouco para definir gente assim.

São situações como estas, entre tantas que ouço, que me faz pensar, pensar, pensar e concluir que não é mesmo a distância ou rótulos que vão fazer o sucesso da minha relação. Graças a Deus encontrei um parceiro, amigo, leal, atencioso, carinhoso e LINDO ! O que quero mais?? Por hora, nada. Melhor, quero sim. Quero continuar confiante e acreditando no amor, na felicidade e na minha relação. Amém !

 

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Música do Dia

Set Fire To The Rain

I let it fall, my heart,
And as it fell, you rose to claim it.
It was dark and I was over,
Until you kissed my lips and you saved me.
My hands they were strong, but my knees were far too weak,
To stand in your arms without falling to your feet,
But there’s a side, to you, that I never knew, never knew.
All the things you’d say, they were never true, never true,
And the games you’d play, you would always win, always win.

 

(Chorus)
But I set fire to the rain,
Watched it pour as I touched your face,
Well, it burned while I cried,
‘Cause I heard it screaming out your name, your name!

 

When I lay, with you, I could stay there,
Close my eyes, feel you here forever,
You and me together, nothing is better!
Cause there’s a side, to you, that I never knew, never knew.
All the things you’d say, they were never true, never true,
And the games you’d play, you would always win, always win.

 

(Chorus)
But I set fire to the rain,
Watched it pour as I touched your face,
Well, it burned while I cried,
‘Cause I heard it screaming out your name, your name!
I set fire to the rain
And I threw us into the flames
Well, it felt something died,
Cause I knew that that was the last time, the last time!

 

Sometimes I wake up by the door,
That heart you caught must be waiting for ya…
Even now when we’re already over
I can’t help myself from looking for ya.

 

Chorus:
I set fire to the rain,
Watched it pour as I touched your face,
Well, it burned while I cried,
‘Cause I heard it screaming out your name, your name!
I set fire to the rain
And I threw us into the flames
Well, it felt something died,
‘Cause I knew that that was the last time, the last time!

Oh oh oh oh oh…

Let it burn…

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Malas…

… Sim, eu sei, fim de domingo e ainda não arrumei as malas da viagem de amanhã, mas e a preguiça?? Isso sem contar que o preciso/quero não cabe e não estará na minha mala. Na verdade o que preciso/quero está na Austrália, meu segundo destino de viagem. Até chegar lá, irei trocar um plá com o Papa. Rezarei por todos, podem deixar. To falando dos amigos, claro ahahaha.

Não sei se conseguirei atualizar o blog na viagem. Por isso, desejo a todos um Feliz Natal e um 2012 sensacional.

PS: Adorei as ligações (incluindo da minha sogra) e mensagens de texto das amigas desejando boa viagem, bom Natal e feliz réveillon !!! Valeusis

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Acabou !!!!

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Curiosa

To mega curiosa para ouvir o disco Lioness: Hidden Treasures, novo disco de Amy Winehouse que tem 12 músicas. O álbum póstumo  alcançou  o topo das listas dos mais vendidos da Grã-Bretanha. Até agora ouvi apenas uma faixa na internet e adorei. Tá na minha lista de desejos. Será que consigo comprar um na minha viagem?? Vou procurar, óbeveo.


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Contagem regressiva…

…. um dia para as férias, quatro para a viagem, 19 dias para reencontrar meu quase namorado…

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E aí, o que fazer??

Vale a leitura desta coluna publicada hoje na Folha de SP. Adoro os textos da Mirian.

Amor, paixão e amizade

O maior problema do casamento é a morte do desejo sexual, já que este se alimenta da falta, da incerteza

Meus pesquisados apontam três ingredientes presentes no casamento: amor, paixão e amizade. O amor aparece como um sentimento amplo e difícil de ser definido. É diferente da paixão, inicial e provisória, que se transforma em amor ou acaba.

Segundo os entrevistados, é impossível manter um estado permanente de paixão, por dois motivos: ela não resiste ao cotidiano e sua irracionalidade é insuportável.

Quando não acaba como fogo de palha, a paixão se transforma em algo mais tranquilo: o amor. Já esse, para durar, deve conter resíduos da paixão inicial ou corre o risco de se transformar em outro sentimento: a amizade.

O casamento deve combinar os três sentimentos: uma grande dose de amor com pitadas de paixão e amizade.

É preciso ter cuidado para não desequilibrar essas porções, já que uma grande dose de amizade poderia destruir o desejo sexual.

O amor se encontra entre a paixão e a amizade. É menos explosivo do que a primeira, mas menos morno do que a segunda. É mais tranquilo do que a paixão, mas menos seguro do que a amizade.

Se a paixão é insuportável por sua imprevisibilidade e sua loucura, o perigo da amizade está na racionalidade e na rotina. Um equilíbrio complicado é necessário para que uma e outra estejam presentes no casamento, mas que não sejam mais fortes do que o sentimento de amor.

A paixão é associada ao excesso de sexo. A amizade é relacionada à falta dele.

O sexo deve ser frequente e agradável, mas mais controlado do que na paixão. O casal deve estar atento para não deixá-lo cair na rotina e na burocracia, fantasma que ameaça os relacionamentos.

A ideia de que é possível administrar esses três sentimentos apareceu entre os pesquisados.

A paixão, mais irracional, deve ser domada, mas não pode ser excluída do casamento. Uma dose controlada de insegurança e de incerteza sobre a posse do outro é considerada necessária para alimentar o desejo sexual.

Essa matemática complicada torna os casais reféns de lógicas contraditórias. Os pesquisados apontam como perigos para o casamento a rotina, a burocratização, a mesmice. Mas falam também da necessidade de fidelidade, segurança, tranquilidade.

O maior problema do casamento, dizem eles, é a morte do desejo sexual, já que este se alimenta da falta, da insegurança, da incerteza.

Como conciliar, então, amor e desejo sexual no casamento? Eis a questão.

MIRIAN GOLDENBERG é antropóloga, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro e autora de “Por Que Homens e Mulheres Traem?” (Ed. BestBolso)

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Amo esta música e a dedico ao meu gatinho. Well, pra você… na bela voz de Marisa Monte e do meu querido Paulinho da Viola. O outro vídeo, com a mesmo música, está no instrumental e acho que fica fantástico assim.

Carinhoso, Pixinguinha

Meu coração, não sei por quê
Bate feliz quando te vê
E os meus olhos ficam sorrindo
E pelas ruas vão te seguindo,
Mas mesmo assim foges de mim.

Ah se tu soubesses
Como sou tão carinhoso
E o muito, muito que te quero.
E como é sincero o meu amor,
Eu sei que tu não fugirias mais de mim.

Vem, vem, vem, vem,
Vem sentir o calor dos lábios meus
À procura dos teus.
Vem matar essa paixão
Que me devora o coração
E só assim então serei feliz,
Bem feliz.

Ah se tu soubesses como sou tão carinhoso
E o muito, muito que te quero
E como é sincero o meu amor
Eu sei que tu não fugirias mais de mim

Vem, vem, vem, vem
Vem sentir o calor dos lábios meus a procura dos teus
Vem matar essa paixão que me devora o coração
E só assim então serei feliz
Bem feliz

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Ele voltou…

…. depois de merecidas férias, Ivan Martins voltou a escrever sua coluna no site da Época. A desta semana está bacana.

Amar é para poucos

Você já esteve apaixonada por alguém incapaz de gostar?
IVAN MARTINS

IVAN MARTINSÉ editor-executivo de ÉPOCA

A capacidade de amar, assim como a coragem ou a inteligência, não é do mesmo tamanho em todos nós. Eu sou forçado a lembrar disso todo vez que converso com S., uma amiga de Brasília que é, possivelmente, a mulher mais apaixonada do mundo.

Quando falamos, na semana passada, ela estava em preparativos para um novo casamento. Conheceu o rapaz há poucos meses, está profundamente envolvida e, sem temor aparente, se prepara para iniciar uma vida comum. Não é a primeira vez que ela faz isso e é provável que não seja a última, mas, assim como no passado, avança para o casamento com a convicção tranquila de que, se alguma coisa der errada, não será por falta de amor, lealdade e dedicação da parte dela.

Ao contrário da minha amiga, que tem uma facilidade até exagerada de se vincular, muitos de nós sofremos do oposto: uma enorme dificuldade em criar ligações profundas e verdadeiras. O sintoma mais comum é que vivemos atormentados por dúvidas sobre a intensidade e a profundidade dos nossos sentimentos. Quem tem uma conexão emocional profunda não se pergunta a todo o momento se deveria seguir em frente ou tentar com outra pessoa.

Muitos acham difícil construir mesmo essa ponte precária em direção aos outros. Há pessoas para quem o ato de se entregar emocionalmente nem existe. Elas sentem-se de alguma forma isoladas mesmo sendo parte de um casal. Gostam, compartilham, respeitam, transam intensa e prazerosamente, mas não se sentem vinculadas. Há uma barreira invisível de privacidade que jamais é rompida. Persiste a sensação de que o outro é fundamentalmente um estranho. A delícia de sentir-se íntimo, que na minha amiga é natural como respirar, nunca foi experimentado de forma duradoura por milhões de pessoas.

Quando penso em mim e nas pessoas que conheço intimamente, me parece que existe uma progressão que vai dos apaixonados incondicionais às pessoas que não conseguem se vincular – e que a maioria de nós se encontra emocionalmente em algum ponto entre esses dois extremos. Temos graus variáveis de dificuldade para amar e sair de nós mesmos, mitigados por períodos de entrega e arrebatamento.


De qualquer forma, a ideia de que somos todos iguais diante do amor, e que a única dificuldade está em encontrá-lo, me parece falsa – ou pelo menos exagerada. Postos diante da possibilidade do amor, uns não conseguirão reconhecê-lo e outros terão impulso de afastar-se. Poucos serão capazes de abraçá-lo assim que ele virar a esquina. Somos diferentes também nisso.

Se pensarmos na dificuldade de se vincular como um problema, ele talvez seja mais comum entre os homens (embora eu conheça mulheres que também preferem manter-se a uma distância emocional segura). Quantos caras você conhece que trocam periodicamente de parceiras sem estabelecer um vínculo real com qualquer uma delas? Esse tipo de comportamento pode ser tanto o resultado de uma opção social quanto de uma deficiência emocional. Talvez haja alguma verdade no clichê rancoroso sobre “homens incapazes de amar”.

As causas dessas dificuldades são, para mim, insondáveis, mas me parece óbvio que o caos interior e a ansiedade em que boa parte de nós vive não ajuda a gostar de ninguém. Como criaturas tão atormentadas por seus próprios demônios conseguiriam reunir a atenção e a generosidade que o amor exige? É fácil proclamar-se apaixonado ou apaixonada a cada esquina, de forma imaginária e histérica. Mas manter um afeto duradouro na vida real exige mais do que pirotecnia e rock and roll. Exige sentimentos profundos que alguns de nós não são capazes de oferecer.

As consequências da dificuldade de amar são óbvias. A primeira é o sofrimento que ela impõe aos parceiros. É duro lidar com alguém que não está 100% ali. É chato confrontar-se com a hesitação de quem não sabe o que sente. Dói lidar com a aspereza de quem não consegue se coloca na pele do outro – ou não permite que o outro entre sob a sua própria pele.

É evidente, também, que gente com dificuldade em se entregar não tem relações satisfatórias. Para que elas existam, os laços afetivos têm de estar ancorados em algo mais sólido do que os nossos desejos imediatos, que variam de um dia para o outro. Mas a criação de laços duradouros não se faz por um ato de vontade. É preciso ser capaz de gostar, amar e confiar. É preciso sentir-se parte de algo – e alguns de nós, muitos de nós, não conseguem sentir-se parte de coisa nenhuma

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25 dias para o Natal…

 

Então é isso, 1º de dezembro de 2011. Sim, é clichê, todos falam e vou repetir: o ano passou voando e estamos naquela época de fazer uma avaliação do que foi bacana e do que não precisava ter acontecido.

Sem dúvida, a perda de três amigos tornou o ano cinza. Ninguém gosta de lidar com a morte e ver gente jovem, inteligente, amiga e alegra partindo foi de cortar o coração. Triste demais. Na verdade, este ano só não foi mais triste porque conheci meu quase namorado (isso foi mesmo muito maravilhoso) e, claro, porque passei o réveillon em Paris. Realizei alguns sonhos, adiei outros. Tudo bem, o que é a vida sem estas pequenas negociações, né? Temos de ceder, repensar, pensar novamente e, talvez, decidir. Plantei boas sementes e espero colher frutos maravilhosos em 2012. Vou colher.

Preciso registrar também a alegria proporcionada por meus amigos, tive grandes momentos ao lado deles. Fiz muitas viagens. Na verdade, nunca viajei tanto rs. E adorei todas. Meus 34 anos foram muito bem celebrados e minha saúde está excelente. Sim. Tenho muitas coisas a comemorar. A começar, pela viagem que farei em 12 dias. Outro sonho a realizar. Outra semente a plantar. Trabalhei muito e não faltou $$. Amém.

E o seu ano, como foi? Faltou coragem? brilho? alegria? amor? saúde? dinheiro? E o que sobrou?

 

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Que lindo…

… meu gatinho está lendo o blog e comentando!!! Isso é felicidade!!!

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