É HOJE !!

Por causa do trabalho dos últimos 2 dias ..já ía esquecendo. Mas é hoje o tal dia para recomendarmos 5 blogs. Não tenho como escolher apenas 5. Gosto de vários. Se quiser começar, pode ir lendo os que estão no link aí ao lado. Boa leitura.

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Dor de amor

Ontem conversei por tel, durante algum tempo, com uma amiga muito queria. Falávamos sobre o amor. Mais precisamente sobre o momento em que o amor vai embora. Ele acaba, mas permanece dentro da gente em forma de ausência. Na verdade, passamos meses, alguns anos, sofrendo não pelo amor que tínhamos pela pessoa. Sofremos porque é mais cômodo alimentar aquele sentimento a partir para a luta, a colocar a cara a tapa, topar se apaixonar de novo e até sofrer de novo. Algumas pessoas não aguentam isso. A gente sofre (eu não mais, acho) por uma coisa que não é o amor, sofre pela falta dele.

Hoje, ela encontrou um texto da Martha Medeiros, ‘A despedida do Amor’, que exprime bem este sentimento. Vou reproduzir alguns trechos:

Existe duas dores de amor. A primeira é quando a relação termina e a gente ….. A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.

Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender…. É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a dor-de-cotovelo propriamente dita. É uma dor que nos confunde. Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra.

A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: eu amo, logo existo.

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente.

Desejo X Vontade

Desejo e Vontade. São a mesma coisa? De acordo com o dicionário Aurélio, sim. Para meu astrólogo, não. Segundo ele, eu tenho desejo e vontade na mesma casa. Marte e Júpiter, juntinhos, no mesmo grau, em câncer. Ele diz que desejo é algo que termina quando é atendido e que vontade é uma coisa plena. Vc concorda? Tenho minhas dúvidas. Acho que confundo muito os dois.

Ele diz que isso acontece porque tenho dois lados muito importantes, com pesos iguais: uma relação com processos de sedução e uma necessidade afetiva real. Não gosto de abrir mão nem de um, nem de outro. Isso me fez ser infiel algumas vezes e que não cabe nenhum julgamento moral sobre isso. Simplesmente acontece. Estou em um trânsito de laboratório na vida afetiva o que, segundo ele, é muito bom.

O engraçado é que eu já havia comentado com algumas amigas sobre isso e dito que realmente estava sentindo estas experiências. Fiz coisas nos últimos 9 meses que antes eram inimagináveis. Me coloquei em situações loucas, me testei ao extremo, diria. Ainda me testo. É como se meu coração estivesse mesmo em um laboratório, em um tubo de ensaio. Vou acrescentando químicas, vendo o que acontece, observando.

E observar é, segundo o astrólogo, o melhor a fazer mesmo. Não observar o outro, mas a si mesmo. Olhar para minhas reações, meus sentimentos. Se sinto tesão puro ou se quero sentir a presença do outro? Dúvidas, muitas dúvidas. Mas nada sofrido.

Sobre este laboratório, ele diz que todos deveriam fazer. Mas não o fazem porque as pessoas têm medo de sofrer (tema recorrente este, não?) e que isso é muito perigoso em certas pessoas e menos em outras. Ele disse que para algumas pessoas ele não pode dizer que dor de amor é coisa que dá e passa. Mas, para mim, pode. Ele falou que tem gente que se envolve em um relacionamento que não dá certo e que para elas isso é fatal. Mas para mim não é assim que funciona. Tenho armas para sair desta situação. Por isso, ele pode dizer: enfrenta seu medo porque vale a pena. E tenho enfrentado !

Ele diz que sou uma sonhadora e que sonho grande mesmo, que quero voar, crescer. Mas este é um momento de fazer uma base, se é que você me entende. E estou fazendo. Ele também fala que sou uma pessoa reativa que não me vê como um monge tibetano (rs). Que ouço uma coisa e respondo na hora, sem pensar. Se recebo um e-mail, respondo. Não fico regurgitando, estudando palavras, deixo fluir. Mas ele acha que é hora de conter um pouco esta reatividade. Conter apenas, porque é impossível me livrar dela.

Tenho também, diz ele, desejos poderosíssimos e que isso não vai mudar nunca. Que bom né. Enfim, são algumas considerações do meu mapa. Não vou contar tudo aqui. Perderia a graça. Perderia o mistério…

Dia doido !!!!

Este dia está muito louco. Muitas coisas acontecendo. Tenho que pensar um pouco antes de sair digitando qq coisa. Logo cedo fui ao astrólogo e percebi coisas sobre mim que estavam latentes, conflitos que precisam ser equacionados, degustados. No geral, tá tudo bem, tudo ótimo até. O que não foi muita surpresa. Isso é bom.

Na parte da tarde… bem aí ficou pesado. Três pessoas no jornal foram demitidas. Uma delas é muito minha amiga. To mexida. Preciso pensar. Acho que só vou conseguir postar algo amanhã. Até pq hj estou atolada de trabalho. Fiz uma matéria para o Caderno B e estou em pleno fechamento da revista. Vou ficar com tendinite !!!

A bolha

Ontem fui com uma amiga ao cinema. Assistimos The Bubble (Há-Buah). O filme é imperdível. Impossível sair da sala sem pensar, comparar a realidade dos jovens israelenses e palestinos com o que vivemos aqui no Brasil. Minha amiga acha que é a mesma coisa. Sei não, acho que lá é bem pior.
Certo que não temos como ir e vir a qualquer hora, em qualquer lugar. Mas, de um modo geral, temos mais liberdade. Podemos falar o que pensamos, escrever bobeiras em blogs como este, ser gays, lésbicas, heteros,… o que for. Podemos ter filhos de amigos e criá-los sozinhos. Podemos fazer mais coisas, ir às ruas distribuir panfletos sem levar um tapa na cara.
Impossível também em não pensar em nossas bolhas, nas favelas de cidades como o Rio de Janeiro. Não sei se vc, leitor, já entrou mesmo em uma favela. Não estou falando só de ir na parte baixa, mas em entrar mesmo. Por causa da minha profissão fiz isso muitas vezes. É uma realidade dura, bem diferente do que estamos acostumados.
Uma vez, na Rocinha, abri a geladeira de uma moça, que tinha seus 19 anos e 2 filhos pequenos, e fiquei com o coração despedaçado: só tinham garrafas pets com água e umas folhas de alface. Ela, sem dúvida, vive em uma bolha. Pode sair da favela, andar pelas ruas de São Conrado, falar o que quer e tal… mas ela tem mesmo liberdade? Não sei.
E eu, será que vivo em uma bolha? Na maioria das vezes não, mas não há como garantir que, vez ou outra, a gente entre em uma bolha e fique ali, protegido de alguma forma. São noites em que preferimos ficar em casa a sair com as amigas, em buscar colo na casa da mãe, em evitar lugares. Quem nunca fez isso? Eu já. E digo isso sem problemas. Acho normal entrar em uma bolha algumas vezes. O problema está em não querer sair.
Bem, voltando ao filme… Vale a pena assistir também para conhecer um pouco mais sobre a cultura, forma de pensar e agir de jovens israelenses. Imperdível.

Eis a sinopse: Três jovens israelenses dividem um apartamento em um bairro hippie de Tel Aviv. Lulu, que trabalha em uma boutique de produtos para banho; o extravagante Yali que administra um moderno café; e Noam, balconista de uma loja de música que passa os fins de semana servindo em um posto de fiscalização da Guarda Nacional. Quando Noam se apaixona por um palestino chamado Ashraf, ele e os amigos decidem ajudar Ashraf a ficar ilegalmente em Tel Aviv. Participam de uma manifestação na praia celebrando uma coexistência pacifica, e pedindo um fim à ocupação de territórios palestinos. Mas no final das contas, a utopia cuidadosamente construída por eles é quebrada pelas realidades políticas e sociais do Oriente Médio, e as constantes explosões de violência.

PS: Ver homens lindos se beijando, transando e fazendo declarações de amor é que é dose dura rs.

Palhaçada !!

Longe de mim usar este espaço para promover algo que não presta. Vou sim fazer publicidade, mas é em benefício dos poucos leitores que tenho. No começo do ano fiz uma oficina de palhaço e é exatamente isso que recomendo a todos. Calma, ninguém vai aprender a dar cambalhotas. O curso é uma grande viagem emocional, interna. Ri muito no primeiro dia e chorei o dobro no segundo. Se faria de novo? Sim, se pudesse. Conheci gente interessante, pude compartilhar dos problemas alheios e tb os meus. Leia, pense e decida:

“O coração do palhaço é uma flor e o palhaço nasceu para doar essa flor para o mundo”

A oficina não aborda o palhaço a partir da perspectiva do circo ou do teatro e sim sobre a sua condição de arquétipo de humanidade. O arquétipo do palhaço encerra a luta entre “Autoridade e Rebeldia”, pois desde que o homem passa a viver em sociedade, vive o eterno conflito entre “Ser quem realmente se é ou aquilo que querem que você seja”, por isso a maior expressão dessa arte está nas duplas: O Gordo e o Magro, Dedé e Didi, Jerry Lewis e Dean Martin, etc. Sempre um idiota e um sério (não menos idiota).

Marcio Libar considera o palhaço sob o signo do perdedor, daquele que perdeu para o sistema. O nariz do palhaço é vermelho, porque com o tempo de choro, álcool e quedas de cara no chão o nariz fica vermelho. Suas calças e sapatos são grandes porque não lhe pertenciam.

O palhaço é aquele que perdeu a dignidade, porém, só quem a perdeu totalmente é que pode atingir uma outra condição de dignidade. Esta só emerge a partir da aceitação de sua condição de perdedor sem mágoas ou ressentimentos, sem autopiedade e sem culpar ninguém pelo seu fracasso. Ele se supera quando ri de si mesmo.

O riso sobre o palhaço, não é o riso da chacota ou do deboche, o riso nesse caso, é a aceitação publica.

A oficina se propõe a colocar o indivíduo em contato com suas perdas, a fazer com que ele entenda que é de fato um idiota e precisa aceitar essa condição em si, rir disso e oferecer esse ridículo generosamente ao mundo.

O palhaço é “o idiota” e é feliz nesse mundo justamente por ser “o idiota”, por não fazer parte do mundo dos que se arrogam a ser mais inteligentes e espertos que os outros. É um processo bastante divertido e em certa medida difícil, pois o primeiro contato com nossas fragilidades e fraquezas é de fato doloroso, até que você as aceite, pois como diz o velho ditado “Ri melhor, quem ri de si”.

DATAS: dias 29 e 30 de setembro de 2007 (sábado e domingo)

HORÁRIOS: das 09:00 as 18:00horas

CARGA HORÁRIA: 16 horas

INVESTIMENTO: R$ 400

LOCAL: Fundição Progresso – Espaço Teatro de Anônimo Rua dos Arcos, 24 Lapa – RJ MINISTRANTE: Márcio Libar – Projeto Mundo ao Contrário

CONTATO: (21) 8871-7779 com Ivana

Blogday

Tava na cara que não ía demorar muito … já to viciada de novo em blog. Bem, reclamar não adianta né. Se você quiser conhecer blogs diferentes, de todos os cantos do mundo, o dia certo é o dia 30. O chamado blogday é o dia onde blogueiros de todo o mundo vão recomendar em suas páginas pessoais cinco blogs diferentes. A idéia é de fazer uma publicidade mesmo.
Se você tiver um blog e for participar, estas são as instruções:
Liste cinco novos blogs que você acha interessantes.
Notifique previamente este cinco blogs de que você irá citá-los no Blog Day.
Escreva uma pequena descrição do blog recomendado, e coloque seu link.
Publique o post de recomendação apenas no dia 31 de agosto.
Use em seu post a tag BlogDay2007 e coloque um link para o site do BlogDay.
É isso. Espero que consigamos descobrir links interessantes.

‘A pior vontade de viver’

E aí, já leu a crônica da Martha Medeiros na revista O Globo de hj? Não??? Bem, não vou ficar copiando os textos dela, mas o de hj é bem inspirador. Fala sobre a pior das nossas vontades. Fiquei feliz por descobrir que tenho esta tal ‘pior vontade de viver’ que ela tão bem descreve.

Estou mesmo numa fase onde não estou disposta a negociar minhas vontades com as de outra pessoa. Acho que não vale a pena o esforço. Bem, pelo menos não valeu até agora. Estou enfrentando, arriscando, ousando. Fazendo coisas nunca imaginadas.

Tenho vivido os momentos como se eles realmente fossem o último. Um dia vou acabar acertando mesmo. Pra que o desespero com coisas que não podemos mudar? Pq deixar de viver coisas só pq a sociedade condena? E minhas vontades? O que faço com elas?

Não estou saindo por aí matando ou roubando. Tenho satisfeito pequenos caprichos. Como todos, eu acho, quero ser amada, desejada. Nem que seja por algumas horas. Alguns dizem: ‘mas vc não acha isso.. ou aquilo?’ De verdade? Não! Eu não quero achar nada. Eu quero mais é viver.

Tenho pensado muito sobre a morte. Apesar de ser a única certeza na vida (a de que vamos morrer), temos o péssimo hábito de esquecer este ‘pequeno’ detalhe. Quer dizer, temos não. Eu, por motivos que não cabem aqui, tenho convivido com a morte de perto.

Por um longo tempo da minha vida, não soube como tirar proveito. Acabei aceitando coisas que não queria, que eram bem diferentes do que havia desejado, apenas pelo pensamento idiota: ‘tudo bem, é melhor aceitar isso.. vai que não tenho muito tempo’.

Cabe esclarecer que este foi, durante todo este longo período de hibernação, um pensamento secreto. Eu não tinha mesmo consciência disso. E, mesmo sem ter clareza, fazia, ou deixava de fazer, algumas coisas por causa da possibilidade real, presente e, pq não dizer viva, da morte.

Bem, passado algum tempo e algumas sessões de análise, percebi que ter a plena noção da morte é bom e que devo tirar proveito disso da melhor forma possível. É exatamente o que tenho feito nos últimos 10 meses. Me entreguei à vida, ou melhor, à morte.

Hoje, faço o que tenho vontade, sem pensar muito em convenções sociais, no que os outros consideram certo ou errado. Não fico presa às vontades e sonhos que tive na adolescência. Vivo o hoje, o agora. Só falta um pequeno passo para me libertar completamente: ter menos expectativas. Tenho tentado, é verdade, mas ainda falta algum aprimoramento.

Sei que parece idiota dizer que não quero ter expectativas, nem sei se isso é possível, provavelmente não. Mas, ok, se é para ter expectativa… que ela seja pouca, quase nula. Assim, o que vier é lucro.

Não quero dizer com isso que estou abrindo mão dos meus sonhos. Pelo contrário. Tenho cada vez mais claro o que desejo na vida. E não estou falando de coisas genéricas, e que todos querem, como felicidade, dinheiro, saúde, paz e amor. Tenho em mente coisas reais, paupáveis. Sonhos que, certamente, se tornarão realidade. E tudo, por ousadia. Por ter a ‘pior vontade de viver’, como bem disse Clarice Lispector.

Sinais ….

… alguém sabe ler sinais? Não estou falando de nenhuma terapia alternativa nova que descobre doenças ou desvenda o futuro através de marcas no corpo. Estou falando de atitudes, ou falta de. Quero saber como entender o outro, o ser humano.

Pq tenho certeza de algumas coisas e… sinais trocados percebo que estava completamente errada, ou acho que estava? Esta dúvida me mata, me consome.

Em que acreditar? No romantismo do momento? Nos olhares longos, certeiros? No carinhos? No sorriso? No abraço apertado? ….. ou em palavras truncadas? Em piadinhas engraçadinhas?

Não seiiii. Vc tem a resposta? Como posso ler sinais? Existe fórmula? Acho que não né.

Já li algumas coisas sobre ‘o corpo fala e tal’. A questão é: será que não sabemos ou podemos mesmo manipular o que nosso corpo está falando? Se sei que cruzar os braços diante de uma situação demonstra falta de interesse, por exemplo, não posso ficar com os braços estendidos mesmo estando entediada? Só para não dar na cara?

Não posso dizer que não quero me envolver, mesmo querendo, só para garantir alguns abraços a mais? Quem nunca fez isso? Quem nunca se mostrou blasé, mesmo sem tanta vontade? Ah!!! Vai entender, né? Sinais ! Sinais! Como entender??????

Dores da vida e saudade

Quem nunca sentiu dor de amor que atire a primeira pedra. Estou falando de uma dor física mesmo. Aquela que aperta o peito, nos deixa com dor de barriga, nos desconcerta. Bem, quem me conhece sabe já tive, mas quem ainda não teve? As dores no peito eu curei com acupuntura, acredite. Isso mesmo, foram as pontas afiadas de agulhas chineses que aliviaram meu peito, regularam meu intestino, tiraram minha ansiedade. Me deixaram calma, tranquila, de bem com a vida. Não quero mais saber de outra coisa. Agora resolvo tudo, ou quase tudo, com minhas agulhinhas. Mas não era sobre isso que queria falar.

O primeiro post de hj (sim, estou inspirada a vou escrever mais rs) é sobre a dor da saudade. Tem um texto da Martha Medeiros (adoro os textos dela) que fala exatamente sobre isso e traduz muito, de forma exata, o que penso. Eis alguns trechos:

” Mas o que mais dói é saudade.Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância…. Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida….Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu…. Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer“.

Existe definição melhor que essa? Tenho saudade, mas não quero saber, prefiro não saber. Pior, as pessoas insistem em contar. NÃO QUERO SABER !!! ME DEIXEM COM MINHA SAUDADE SOLITÁRIA E SAUDÁVEL

Você acredita em amor?

A pergunta “Você acredita em amor?” foi feita umas 4 vezes apenas na última semana aqui no jornal. Volta e meia um repórter virava para o outro e fazia a pergunta. Por duas vezes o tema dominou todos e o segundo andar do JB, que virou um grande salão de debates. Até editores falaram sem qualquer pudor.

A enquete começou quando minha editora elogiou uma matéria que fiz sobre amor romântico. Após ler, ela me disse que tinha gostado e mandou: “Viu Renata, ainda existe amor romântico?”. Pronto, foi o suficiente para o ti ti ti ter início.

Na verdade, não sei mais em que acredito. Sou uma pessoa romântica, que passou a vida esperando por um príncipe encantado, que até se relacionou com, ele era fake, ok, mas acreditava ser real. Enfim, desde então perdi um pouco a noção do que realmente acredito.

No fundo, quero acreditar, até torço para que exista. Mas, meu lado racional impede que eu esbraveje por aí: Sim, o amor romântico existe, ele ainda não morreu. A questão é: Até quando vou pensar assim…. será que apenas até o próximo amor aparecer? A conferir …

Comunicação

É impressionante como a comunicação, ou a falta dela, afeta nossa vida. As pessoas vivem mandando sinais truncados. Acho que algumas têm medo de dizerem o que realmente pensam e sentem. Aí, mandam mensagens pela metade e querem que vc compreenda tudo.

Esta semana estive ao telefone com um amigo bem querido. Lá pelas tantas, ele mandou que eu não entendia ele. Pudera…. falta clareza ! Já conversamos bastanta e até acho que entendo suas vontades, seus desejos, mas a lacuna deixada, o silêncio, o abraço de algumas horas me passam outras sensações, me deixam fazer nova leitura sobre as coisas.

O mais estranho é que, mesmo tendo consciência disso, também mando sinais truncados. Faço de propósito. Sei que, se mandar os sinais de forma clara, posso assustar este amigo querido. Vou dando corda, esperando para ver até onde as coisas vão, quais são os limites de cada um.

Sei também que neste joguinho posso sair perdendo. Mas, ok, estou pagando pra ver. Sem medo.

Medo !

Medo. Pensar sobre o medo é impressionante. Diante dele, algumas pessoas ficam paralisadas. Outras, ativas. É engraçado perceber este movimento. No caso de relacionamentos amorosos, tenho percebido que o medo age mais da forma paralisante.

As pessoas têm medo de se envolverem. Não querem comprometimento. Sabe-se lá por que? Trauma de infância? Dor de amor ainda não curada? Dificuldade em se relacionar com outros? Os motivos podem ser muitos, os mais variados possíveis. O fato é que, por medo, as pessoas estão deixando de viver e experimentar coisas boas na vida. Sensações únicas.

E se privar de boas sensações é, no mínimo, burrice. Quem me conhece de perto sabe que passei nesta vida por poucas e boas. Intercalei momentos de alta com muitos de baixa. Apesar disso, adotei uma postura mais otimista em relação à vida. Tenho medo de sofrer de novo? Sim, tenho. Sou um ser humano normal. A diferença é que não me deixo paralisar. Enfrento de cara os novos desafios. Com cautela, é verdade. Mas não tenho medo de meter a cara em novo relacionamento e me estabacar no chão.

Na pior das hipóteses vou passar um tempinho chorando. Mas isso passa. Aliás, tudo passa, até a vida. O problema é que a gente teima em esquecer este pequeno detalhe e acaba sofrendo por coisas que não deveria. Tudo por medo.

Enfim, tema longo.. voltarei a ele em breve.

78 e nada a mais

Voltei! Depois de muito relutar decidi, inspirada por um amigo, a voltar a escrever na internet, para que todos possam ler, sem censura ou patrulha. O título “78 e nada a mais” é uma homenagem aos 78 do meu avô Guilherme, ontem, dia 22. Não há como se deparar com uma festa de 78 e nao pensar na vida, nas boas e más fases, nos ganhos, nas perdas, nas pessoas que se vão, nas que chegam…. enfim, dá muito para pra manga.

O nome do blog também não é ao acaso. A vida é mesmo incoerente. E daí? Ela é linda assim mesmo, com todas as coisas loucas, viradas, puxadas de tapete e flores, muitas flores.

Passei a madrugada pensando sobre coisas que tenho vontade de escrever. Aos poucos, meus poucos, mas fiéis leitores, saberão do que se trata.

Ainda não sei se farei com este blog o que fiz com o “Reflexões Victais”: entupir de coisinhas, carinhas, links, calendários,….. estou em uma fase mais clean. A conferir.

Seja benvindo ao meu novo barraco eletrônico