Não me peça….

…. para ficar calma. Não diga que não é nada. Nem que vai passar. Hoje não. Me deixe sofrer. Sim, eu sei que tudo passa, mas me reservo o direito a chorar e arrancar todos os meus cabelos no dia de hoje. Há pouco mais de uma hora estava na minha dermatologista e ela constatou o que eu já temia: minha doença (esclerodermia) está ativa.

Sim, depois de 10 anos de estagnação, umas manchinhas voltaram a nascer. São pequenas e não deveria me preocupar muito. Mas, na boa, isso é impossível. Só de saber que a doença tá ativa fico pensando: será que vai se transformar em sistêmica? Já marquei a reumatologista para segunda-feira. Os exames que ela vai me passar irão determinar isso. Se for verdade, a morte é mais real e próxima do que nunca.

Sim, eu você, todos nós vamos morrer um dia. Talvez hoje, sei lá. Nunca sabemos. E por não sabermos levamos a vida como se a morte não fosse uma possibilidade. Ser lembrada disso é que é o problema. Por isso me reservo o direito de chorar.

Sei que é uma doença diretametne ligada ao meu estado emocional e passei por muitas decepções no último ano. Impossível não ligar uma coisa a outra. Tenho vontade de xingar umas pessoas, de mandá-las tomar no cú. Mas isso não resolve, não me cura.

Vou fazer o possível. Começo o tratamento, que é horrível, às 9h de segunda e às 11 vou na reumato.

Pq estou escrevendo sobre isso aqui? pq é a forma mais rápida de contar a todos os meus amigos o que está se passando. Não quero falar sobre isso, não agora, não pelo telefone. Não me sinto preparada. Até pq já sei o que vou ouvir. As pessoas vão querer me consolar. É natural, comprensível. Foi o que minha mãe fez. Foi o que minha irmã, que é médica fez. Elas dizem que não posso me estressar, que faz mal. Sim, eu sei que faz mal, mas preciso de um dia ao menos pra chorar, pra sofrer.

Minha irmã me pediu calma, mas ontem ela deu um ataque com sua filha, de 2 anos, pq a pobre menina encostou no pé dela que estava dormente. Na boa, não venha me pedir calma, paciência. Depois, ela sacou que não me consolou e já me ligou 3 vezes, em menos de 40 minutos, para dizer que me ama. Sim, é fofo, é lindo, mas isso me deixa mais triste. Parece mesmo que vou morrer.

Minha mãe quer que eu vá pra casa dela à noite. Não sei, acho melhor beber e tentar esquecer. aproveitar a vida. Sim, eu sei que isso não resolve, mas ajuda. Sim, estou me expondo, mais uma vez, mas OK, não me importo. Aliás, me importo cada vez menos com o que os outros vão pensar de mim. Impossível não relativizar as coisas, a vida. Queria poder viajar.

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Música do dia

A música do dia de hoje é Talk, do Coldplay. Eis uns trechos foda !

I’m so scared of the future and I want to talk to you …

… Are you lost or incomplete
Do you feel like a puzzle
You can’t find your missing piece
Tell me how do you feel…

….So you don’t know where you’re going but you want to talk

Samba do criolo doido !

Constrangedor. Sim, foi mega constrangedor ver Martinho da Vila sair do cinema Odeon na noite de ontem após a avant première mundial (e dernière, provavelmente) do longa A Magia do Samba no Festival do Rio.

Fui com 4 amigos. Karla, Anabelly e Cabeça desistiram na metade. Foram pra casa. Eu e Daniel decidimos ficar e, acredite, valeu a pena. Rimos muito das situações non sense do fime. Até agora não sabemos qual a proposta. O que o roteirista e diretor inglês Teddy Hayes queria ? É indecifrável !!!

Acredite, sobrou até para São Jorge. Sim, o santo guerreiro matou uma pessoa no filme, um cara da imigração que perseguia brasileiros ilegais em Londres. Ah! Como assim? É, vc não leu errado, o cara tinha problema com brasileiros pq sua esposa o largou por um belo exemplar tupiniquim. Bem, o cara em questão estava perseguindo uma brasileira, foi atropelado e morreu, simples assim. O vilão do filme morreu atropelado.

E as cenas dramáticas… nossa eu ri em todas. Até na hora em que um coroa chamado Antônio estava enfartando. Sim, o cara morrendo e a impossibilidade de chorar era tamanha que só rindo mesmo. Bem, este Antônio era de Curitiba e se dizia amigo de marinho há 52 anos. Ele estava na Europa há 40 anos e a imagem que apareceu dele, na boa, qtos anos ele tinha qdo matou um cara no Brasil? As datas não batem de jeito algum. E o reencontro dele com o Martinho em Londres? Nossaaaaaa foi muito bizarro mesmo. O cara fugiu de um hospital para ira té o tal clube de samba em Londres. Chegando lá, deu um abraço no ‘amigo’ e morreu em seguida, sozinho, nos bastidores. dããããããã Nem vou mencionar a cena ridícula dele reencontrando com a mulher já falecida no hospital. Foi uma visão muito estranha.

Lá pelas tantas, Martinho da Vila aparece de camisa vermelha e branca (ah???? pq? como? a vila não é azul e branco), desfilando nuam escola chamada Paraíso. Mais uma cena non sense. Fiquei com pena. O cara não merecia esta falta de respeito.

Prefiro não comentar o mini-flashback que uma das atrizes teve sobre a morte de seu marido no Brasil. O que era aquilo???

E a trilha sonora?? Cara, o que dizer sobre as músicas? Algumas de Martinho (que ganharam traduções bizarras para o inglês) e outras, piores ainda, do próprio Teddy Hayes. O filme pretendia mostrar um concurso de samba em uma boate londrina e, acredite, o longa acabou sem o concurso. Pq? Alguém sabe explicar?

Platão e o amor

Esta semana começei a reler O Banquete, de Platão. O mais interessante até agora é que estou com um olhar bem diferente sobre tudo o que lá está escrito. Os 10 anos de distanciamento da primeira leitura parece que fizeram surtir algum efeito.

Para Platão, e tenho que concordar com ele, existem vários níveis de realidade. Não apenas o que é visível, mas, principalmente o que é invisível.

O livro, para quem não leu, reúne sete peças, são discursos de elogios ao Amor. Os vários discursos se ressentem na dificuldade: ou não mostram a face do amor ou não revelam a da virtude.

Em seu discurso, Sócrates defende que se eros é eros da beleza, ele não pode ser belo porque se ele é eros da beleza é porque ele não tem a beleza ou tem medo de perdê-la.

Parece confuso, mas não é. O princípio é que Amor (Eros) é eros de algo. O algo de que eros é eros, é porque ele deseja e desejar é incompatível com possuir. Quem deseja, não possui.

Desejo sempre é falta, defende Sócrates, que defende ainda que o amor é um tipo de delírio.

Sorte e azar

Já me considerei uma pessoa de sorte. Ganhava todas as rifas, bingos,…. agora… tá foda. Ontem fui fazer um frila numa festa do mercado segurador. Uma chatice só, mas valia ficar apenas, mesmo depois de ter feito todas as entrevistas, por causa do sorteio de 3 TVs LCD de 32′

Acredite: não ganhei nenhuma delas. Pior, um cara rico ganhou uma. Pior ainda: a amante dele ganhou outra. E eles nem foram convidados, foram de bicões. Na boaaa isso é que é sorte… deles.. azar o meu !

Agilidade e Culpa

To impressionada com a agilidade do carinha de 37 anos que tá saindo com minha amiga. To falando daquele case, em que eles se conheceram em um casamento. Pois bem, ontem o cara levou uma cafeteira pra casa dela e colocou uma escova de dentes no banheiro. Como assim?? Em menos de 2 semanas?? Ela ficou assustada, claro, mas foi o que conversamos: melhor encara logo.

Ela tem medo de se envolver demais, se magoar ou, pior, magoar o cara. Sim, eu e ela jogamos no time que pensa que é pior ser amado sem corresponder do que amar sem ser amado. Acho que não há nada pior do que ter o sentimento de pena por uma pessoa. Quem nunca sentiu isso?

Acredite, é horrível saber que a gente tá em outra e que uma pessoa sofre por nós. Nos sentimos culpados por nossa felicidade. Que merda né. Acho que a culpa é uma das piores coisas que um ser humano pode sentir. A culpa é opressora e limitadora.

Como aliviar a dor do que não foi vivido?

Sabia que “viver não dói…. O que dói é a vida que não se vive”.
Definitivo, como tudo o que é simples nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. Por que sofremos tanto por amor?

O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável….um tempo feliz.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos….

Por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e Não compartilhamos….

Por todos os beijos cancelados, pela eternidade Interrompida….

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar…

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: se iludindo menos e vivendo mais.

Lindo este texto de Emílio Moura, né? Foi enviado por uma amiga queria. Obrigada.

Cases

Hoje, de papo no msn com uma amiga, pedi autorização para publicar aqui um case. Aliás, vou fazer isso com certa frequência. O tema do papo era homens, só para variar um pouco.

Perguntei como estava o namoro. Ela riu e disse que não estava namorando. Bem, vamos aos fatos. Eles se conheceram há duas semanas, em um casamento. Saíram durante a semana (encontrei eles num show, estavam fofos).Se falam quase todos os dias. Ele passou o finde na casa dela, foram à praia e o cara ainda queria cozinhar pra ela… isso, pra mim, é namoro.

Foi então que surgiu o velho papo do medo. Ela tem medo de quebrar a cara. Foi quando eu disse: encara logo. Se vc for sofrer, se fuder, é melhor que seja logo. Se der certo, vc vai aproveitar mais, ser feliz. Ela acabou concordando.

Fácil falar quando é para os outros né. Aliás, tenho o péssimo hábito de resolver tudo para os outros. Já comigo… resolvo, mas sou mais complicadinha, levo um tempo. Penso muito, consulto as amigas, as cartas, os búzios, os astros… tudo ! E, as vezes, não fico satisfeita. Eita mulherzinha difícil !

Eu só queria…

…. fazer as unhas. Meus pés e minhas mãos estavam um lixo. Dei uma relaxada nas duas últimas semanas, mas tudo tem um limite e o meu limite chegou ao fim hoje. Pois bem, troquei o almoço pela manicure. Lá fui, toda feliz. Queria sentar, ficar quieta e sair com as unhas maneiras. Cheguei a dizer que estava com sono e queria dormir, mas… encontrei uma tagarela e, como gosto de ouvir boas histórias, dei papo.

Saí de lá com o número do celular da manicure, sei que ela tem 48 anos, dois filhos, um neto e que já está entrando na menopausa. Sim, a menstruação dela está falhando. Não é novidade para ela, ainda na adolescência, logo quando começou a sangrar, a então menina teve uns ‘pobremas’ de saúde. A regra não descia sempre. Desesperada, sua mãe a levou em uma rezadeira. Tomou chás, banhos,… até que decidiu fazer promessa para Cosme e Damião. A regra normalizou e ela passou 7 anos dando doces no dia 27.

Descobri tb que a dona do salão onde ela trabalha, aqui no Rio Comprido, maltrata as funcionárias. Ela já deu aviso prévio e sai no próximo dia 20. Motivo: além das fofocas, coisa que ela detesta, a proprietária beliscou a cabelereira e a pediu para latir ??? Sim, como assim?? Foi a minha pergunta. Ela contou que a proprietária é louca.

Falamos também re religião e valores morais. Em quanto tempo? Pouco mais de 1h. É por isso que adoro ir a salões. Saio de lá abastecida !!

Lata Velha …

… e esta é a matéria sobre a fraude no Lata Velha

Renata Victal

Estava bom demais para ser verdade. Foi o que pensou João Marcelo Vieira, 37 anos, ao participar do quadro Lata velha, no programa Caldeirão do Huck, da Rede Globo. O sonho de ver seu Opala verde, ano 79, transformado em uma supermáquina durou menos de 24 horas. No dia da gravação, o vendedor não percebeu que não existia mais nada do Opala no modelo reformado. Nem no dia seguinte, quando a produção rebocou novamente o carro para a oficina, alegando que iria acertar a documentação. Meses depois, ele recebeu o carro, e só então percebeu, com o documento na mão, que o registro era uma Caravan 79.

O próprio João Marcelo demorou para entender o que estava acontecendo. O documento esclarecia as dúvidas: a Caravan marrom, que antes pertencia a Rubem de Souza, em Minas Gerais, teria sido comprada por ele próprio por R$ 4.200! O problema é que João, dono de um quiosque na Praia do Recreio, garante que nunca esteve na cidade de Ribeirão das Neves, em Minas, tampouco adquiriu o carro e muito menos assinou o documento de compra e venda. Estava, segundo ele, configurada a fraude. E começou uma odisséia em busca do verdadeiro carro.“Me deram o documento do carro com minha assinatura falsificada e sumiram com o Opala, que era de um tio que morreu de câncer e me pediu para não vendê-lo nunca”, lembra João Marcelo.

O Opala, que tinha o apelido carinhoso de Ogro, estava caindo aos pedaços, só pegava no tranco, mas quebrava galhos. O quiosqueiro nunca tinha pensado em fazer a reforma. A participação no Lata velha foi sugestão de dois clientes, os atores Rodrigo Hilbert e Fernanda Lima. A pedido deles, João Marcelo escreveu uma carta, entregue, em mãos, a Luciano Huck, durante uma festa. Dias depois, a produção do programa procurou pelo comerciante, fez entrevistas e fotos do carro.

“Na terceira entrevista, o Luciano apareceu no meu quiosque já para pegar o carro. Ele me propôs cantar uma ópera. Tive sete aulas de canto em Niterói. Tudo isso levou uns 26 dias. O carro supostamente foi para Belo Horizonte, eu acho, porque, até agora, a Justiça não conseguiu achar a oficina, cujo endereço foi passado pelo próprio dono, Paulinho Fonseca, baterista da banda Jota Quest”, diz João Marcelo.Para ter seu carro modificado no programa, João interpretou no ar O sole mio, de Luciano Pavarotti, e emocionou o público.

“No dia seguinte à gravação, dei uma volta com o carro, escoltado pela Globo. Logo depois, a emissora mandou rebocá-lo sob alegação de que atualizaria a documentação. No quarto dia, recebi um telefonema da Rita, da produção do Caldeirão, dizendo que uma pessoa do Sul tinha oferecido R$ 120 mil para comprar meu carro. Não aceitei porque minha intenção era ficar com o Opala modificado”, explica.

Dois meses se passaram e nada do carro voltar. Ele conversou com Fernanda Lima, que conseguiu marcar uma reunião na Globo. Lá, João Marcelo diz que recebeu uma proposta financeira e que todos assumiram o erro do programa. Segundo o comerciante, a emissora não gostaria que o caso fosse para a Justiça. O encontro teria acontecido na sala do diretor da emissora Aloísio Legey.

“Havia três advogados, o Paulinho, o Aloísio e a Ana Bezerra, diretora de produção. O Aloísio perguntou o que eu queria e disse que se eu levasse o caso para a Justiça demoraria três anos. Falei que não queria nada, só o meu carro de volta”, conta João Marcelo, que não esperava uma reação tão enérgica do diretor:”

O Aloísio bateu na mesa e disse que isso poderia acabar com o programa do Luciano quando eu falei que minha carruagem tinha virado abóbora e, por isso, a situação era grave”, afirma.

O comerciante contou que ficou acertado no encontro que o programa devolveria o Opala transformado. Passados outros dois meses, o carro foi entregue. Mais uma vez, era a tal Caravan:

“Quando me deram a documentação, vi que era da Caravan marrom. O carro foi comprado por R$ 4.200 e ainda falsificaram minha assinatura para legalizar a transferência. O número do chassi na documentação não era do Opala. As placas de identificação nas portas do veículo também eram de outro carro. O carro é um Frankenstein, foi remontado em cima de outra carcaça”, garante.

Desde janeiro, corre na Justiça um processo contra a Rede Globo e a Oficina Nittro Hot Rods no cartório da 1ª Vara Cível, em Jacarepaguá, com um pedido de indenização por danos morais e materiais.

O resto tá na internet.. a matéria é enorme.

O pianista endiabrado

Lembram que fui para Olinda cobrir um festival de música. Eis a matéria que foi publicada no Caderno B.

O pernambucano Vítor Araújo tem 18 anos, diz ser influenciado pelo Náutico, por Woody Allen e pelas cervejas com os amigos. Sentado ao instrumento, transforma-se: retorce clássicos, é aplaudido de pé, mas faz a comunidade erudita virar-lhe a cara. É um fenômeno

Renata Victal
Olinda, Pernambuco.

Tênis All Star preto, calça jeans e camisa de malha. Assim, desapegado de uma roupa formal para a ocasião, o pianista pernambucano Vítor Araújo tocou na 4ª Mostra Internacional de Música em Olinda (Mimo), que terminou domingo. Tal qual um Jamie Cullum do Nordeste, o garoto de 18 anos vem distorcendo peças clássicas e deixando narizes torcidos no vaidoso e competitivo mundo erudito. Entre os que viram as costas para ele está o maestro Marlos Nobre.

O motivo do desconforto é o modo como o rapaz mexeu nas harmonias de Frevo, uma de suas composições. Sua participação no evento quase não aconteceu. A produção temia que a comunidade clássica boicotasse o festival. Mas sua trajetória ascendente tem calado os opositores. O concerto do garoto arrancou aplausos do público que lotou o Convento de São Francisco e, logo após a apresentação, recebeu um convite do consulado italiano para se exibir na Itália em 2008. O jovem, que ainda não saiu do país, vai gravar seu primeiro DVD em dezembro, no Teatro Santa Isabel, no Recife.

Esposa de Marlos Nobre, a pianista Maria Luiza Corker-Nobre, membro da Comissão de Patrimônio Intelectual do Rio de Janeiro, condena as intervenções de Araújo:
– Quando um compositor põe barra dupla numa partitura é o ponto final. A música popular também é maravilhosa e acho que esse deveria ser o caminho do Vítor, onde poderá fazer qualquer arranjo. Ele precisa aprender que na música clássica não se pode fazer essas modificações. É um desrespeito. É grave – critica a pianista.

Professor do Conservatório Brasileiro de Música do Rio de Janeiro, o pianista Ivanildo Guilherme Ribeiro diz que Vítor é um talento a ser lapidado e conta que já assistiu a uma de suas apresentações.
– É inegável que Vítor é um dos grandes talentos surgidos no Brasil – atesta Ribeiro, citando o arranjo de Asa branca (Gonzagão e Humberto Teixeira) como um dos melhores que já ouviu e acrescentando que ele deveria investir em temas próprios. – Não resta a menor dúvida, a habilidade dele não se discute. O problema é que, no caso, o compositor e o intérprete estão se misturando. Acho que ele deve ser orientado, até porque há possibilidade de sofrer conseqüências, inclusive judiciais, se reescrever partituras consagradas, como vem fazendo. Ele precisa entender que não pode modificar partituras de outros músicos.

O maestro João Carlos Martins põe a batuta na polêmica, mas para salvar a pele do rapaz. Não vê problema nos (re) arranjos, caso a interferência seja boa. Cita o francês Jacques Lussier e o americano Bobby McFerrin, que fazem Bach suingar:
– Já ouvi falar muito bem do Vítor. Infelizmente ainda não vi nenhuma apresentação dele, mas as referências que tenho são maravilhosas. Se ele faz bem, está de parabéns. Agora, se for de mau gosto, aí eu mato o cara.

Produtora do festival, Lú Araújo conta ter tido receio ao escolher o jovem para se apresentar na mostra. Mudou de idéia depois de ouvi-lo tocar.
– Ele é polêmico e tive medo em chamá-lo. Muita gente o critica porque ele muda todas as músicas, mas é fantástico, performático e empolga o público.

Distante da polêmica em torno de seu nome, Araújo diz que toca por amor e que não tem a intenção de irritar o meio. Mas confessa não conseguir executar os temas de outra forma. Ao tocar as Bachianas nº 4, de Villa-Lobos, costuma fazer o que chama de “citação”. Adiciona compassos, misturando, na mão esquerda, notas de uma das partes da música e, na mão direita, notas de outra parte. O resultado impressiona pela beleza e está disponível em várias aparições em vídeos no YouTube.
– Estamos acostumados a achar que o bom é o complexo, mas é o simples que me preenche – disse à platéia. – Falaram que eu não era responsável com a obra dos outros. Sinceramente não sei definir o que é ser responsável pela obra dos outros.

Pianista desde os 10 anos, Araújo diz que não sabe o que acontece quando se senta à frente do piano. No concerto em Olinda, misturou Lenine, Chico Buarque, Luiz Gonzaga e Villa-Lobos. Empolgadas, algumas crianças tentavam imitar os movimentos do instrumentista com os dedos no chão da igreja.
– É o meu dedo que vai sozinho. Não sei o que acontece. A cada vez, a música fica diferente. Não toco com partituras porque acho que a partitura me prende. Aquelas bolinhas pretas me prendem. Minha memória é boa e prefiro tocar de cabeça. Querem que eu vá estudar na Europa, mas não sei se me encaixo nesse modelo. Eu me preencho com o público. Já levei muitas broncas, é o que mais levo na vida, mas não me importo – argumenta.

O pianista diverte e parece pôr mais ingredientes na controvérsia a seu respeito ao falar sobre suas influências, embora pegue luz em Chopin, Beethoven e Bill Evans:
– Minhas grandes influências são os jogos do Náutico, cervejas no bar com amigos e filmes de Stanley Kubrick e Woody Allen. Não digo que sou normal, porque seria pretensão demais desejar isso. Toco para quebrar a frieza inerente ao mundo erudito. Sou mais Galo da Madrugada do que Nelson Freire e sei que meu tipo de arte é suscetível a críticas, mas não gosto de radicalismo, não gosto quando querem me impor algo ou acabar com a minha liberdade. Meus dedos são uma extensão do meu coração.

Renata Victal viajou a Olinda a convite do festival

E domingo também….

…. foi agitado. Preciso dormir !!! Ontem passei o dia com minha sobrinha. Uma excelente madrinha !!! rs. Levei ela para a Ribalta, láááááá na Barra. Era uma tarde de premiação do canal
Nick. Apesar de ter a pulseirinha VIP, Giovanna quis ficar lá embaixo, longe do camarote, bem perto do povão. E a tia foi com ela, claro. Nossa, a menina pulava tanto. Acho que ela foi a menina de dois anos que mais se divertiu. Uma fofa. Nem preciso dizer que nós duas voltamos muito cansadas e dormindo no carro. Ela no meu colo e eu largada no banco traseiro. Até pq tinha chegado às 5h da Mangueira. Definitivamente preciso de outro finde para me reenergizar rs.

Sábado animado !!!

Sábado foi um dia atípico e bem animado. Eu tive uma graaaaande revelação. Ainda estou digerindo, mas tudo bem, daqui a pouco me acostumo.

Depois de tal notícial, fui ao niver de um amigo querido. De lá, parti com um grupo para a Mangueira. Fui contra a minha vontade e já decidi que jamais farei isso novamente. Deveria ter ido pra casa, mas ok, até que rendeu uma gama maravilhosa de histórias. Vou poupar nomes e detalhes sórdidos. Só quem estava lá sabe … enfim, pelo breve relato dá pra ter um idéia da insanidade desta noite:

– Teve quem foi acordado, às 6h, em um ponto de ônibus por um cachorro. Sim. A pessoa foi pegar o buzum de volta pra casa e, chapada, perdeu o ônibus. Praticamente um mendigo com direito a cachorro vira-lata fazendo companhia. Um clássico….

– Teve quem chegou acompanhado de um e… saiu com outro. Detalhe: achando supernormal. Afinal, os homens não prestam mesmo e devem penar de vez em quando! Sim,e sta é a filosofia de uma grande amiga. Um dia acabo concluindo que ela está certa rs…

– Teve quem foi embora com o gatinho no carro e esqueceu que a bolsa da amiga (com todo o dinheiro e chaves da casa) estava no carro.

– Teve quem, por não ter a chave de casa, foi parar no motel com um gatinho e… ele brochou. Ninguém merece. ahahahah

– Teve quem foi para um motel, mas em Cascadura, e ainda teve de passar pela manhã na casa do maluco para ele trocar de roupa. Motivo: tinha que entregar um ar condicionado em Madureira.

– Teve quem caiu no chão e se ralou toda.

– Teve quem quase apanhou injustamente, apenas por ter esbarrado em uma pessoa.

E isso tudo aconteceu, acredito, pq praticamente todos (menos eu) encheram a cara. JJá rimos bastante de tudo isso ontem. Mas, por hora, vamos dar um tempo de Mangueira. aahahaha

Músicas parte 1

Sim, tenho muitas músicas. Inúmeras. Eis os trechos de algumas delas. Separei por cores, ou seja, cada cor é um trecho de uma música, sacou? São muitas, cada dia vou postar um pouco.

I’ve been, I’ve been thinking
That you don’t know me any more
Cause I’m forever lost

What’s the problem I don’t know
Well maybe I’m in love (love)
Turn a little faster
Come on, come on
The world will follow after

Will it make it easier on you now
You got someone to blame

Too late, tonight
To drag the past out into the light
We’re one, but we’re not the same

You gave me nothing
Now it’s all I got

You ask me to enter
But then you make me crawl

E até quem me vê
Lendo jornal
Na fila do pão
Sabe que eu te encontrei
E ninguém dirá
Que é tarde demais
Que é tão diferente assim

Tout le monde a de l’enfance qui ronronne,
Au fond d’une poche oubliée,

Tout le monde a une seule vie qui passe,
Mais tout le monde ne s’en souvient pas,

Promiscuous boy
You already know
That i’m all yours
What you waiting for?

Como pode alguém sonhar
o que é impossível saber?
Não te dizer o que eu penso
já é pensar em dizer

‘Cause nothing seems so truth
When I’m beside you

Que tu m’aimais encore,
C’est quelqu’un qui m’a dit que tu m’aimais encore.
Serais ce possible alors ?

Vai passar
Esse meu mal estar
Esse nó na garganta
Deixe estar…
O próprio tempo dirá
Água demais mata a planta

Que a terra fértil um dia se cansa
É uma questão de esperar
Relógio que atrasa não adianta

Exibe à frente o coração
Que não divide com ninguém
Olha ali quem tá pedindo aprovação
Não sabe nem pra onde ir
Se alguém não aponta a direção
Periga nunca se encontrar
Será que ele vai perceber
Que foge sempre do lugar

Passado, presente, futuro….

…é interessante pensar como passado, presente e futuro estão intimamente relacionados. Sim, é óbvio, mas gostaria de iniciar este post assim. Pq? Bem, pq acabo de voltar de um almoço de duas horas com minha ex-sogra, Vania. Foi um almoço comemorativo do meu aniversário, ela queria me entregar um presente e tal…falamos sobre passado, presente e futuro. Foi bem divertido, como costuma ser todos os nossos encontos. Mas este, em especial, foi diferente. Marcamos de sair amanhã. Ela vai lanchar lá em casa e depois vamos para a night.

Para muita gente este seria um relacionamento impossível. Mas, para mim, não. Cheguei a conclusão de que sou uma mulher perfeita para casar (rs) simplesmente pq me dou bem com todas as sogras. Tem sido assim desde os meus 12 anos, quando arrumei meu primeiro namorado. E, detalhe, toda vez que o relacionamento chegava a fim, as sogras lamentavam. Não digo que elas reclamavam só para mim, mas para os outros. E, graças a Deus, estão sempre falando bem de mim. Como sei disso: Pq os outros me contam, pq elas me contam e tb pq eles, claro, me contam.

Sim, eu consigo me relacionar com todos meu ex. Foram poucos, quatro, no total, até pq sempre foram relacionamentos longos. O primeiro deles, Márcio, era um namoro fofo, digamos assim. Na época, só rolava beijo na boca. Eu, com 12, ele com 15. Era bem inocente. Hj, ele joga no outro time. A amizade continua. Trocamos e-mails e tal. Outro dia peguei uma carona com ele e o namorado novo. Foi estranho, mas muito bacana.

Meu segundo namorado, Heitor, é uma figura. Boa figura, diga-se de passagem. Nos conhecemos na sexta série. Eu era apaixonada por ele. Ficava esperando a hora do recreio para olhar pra ele, que era da sétima série. Para sorte minha ele repetiu de ano e, no ano seguinte, estava na minha turma. Nossa ! Eu nem acreditei qdo constatei isso. Mas ele passou outro ano me ignorando rs. Ficamos amigos e ele me zoava muito. No ano seguinte… as coisas mudaram e ele ficou apaixonado por mim. Nossa foi um romance fofo. Os dois eram virgens, foi bem bacana. Começamos a viajar juntos, tínhamos vários amigos em comum, nos divertimos bastante.

Volta e meia passamos as tardes no msn, falando bobeiras. Ele está de malas prontas. Vai mudar com a esposa para a França. Tá cheio de medo, normal, eu tb estaria. Ele é um ombro amigo, ouve todas as minhas histórias sórdidas, ri na minha cara, levanta minha moral. Um fofo.

Mas, como tudo na vida, este relacionamento acabou (como já deu pra perceber) depois de dois anos e pouco. Logo me apaixonei por outro. Sim, sempre emendei relacionamentos. Conheci Leandro no primeiro ano científico. Ele, alto, moreno, parecia ser meu número (rs). Passamos por bons e maus momentos. Jamais esquecerei este garoto. Ele me traiu pra caraca (chegou a dormir com minha vizinha, que era criada como uma irmã), mas tudo bem. Leandro esteve comigo qdo mais precisei: na morte do meu pai.

Sim, meu pai faleceu dia primeiro de janeiro de 1996 e foi com ele que socorri meu pai. Levamos meu velho para o hospital. Sem sucesso, não tinha muito a ser feito, mas foi uma bela tentativa, jogo em equipe. Ele dirigia, eu segurava meu pai, Foram momentos tensos, intermináveis. Não dá para esquecer. Não sei como seria enfrentar este momento sem o apoio do Leandro. Não dá pra reclamar das traições. E digo isso de todo coração, sem nenhuma mágoa. Outro dia encontrei com ele. Foi ótimo. Fiquei muito feliz em vê-lo com a esposa e a filhinha. Tb nos falamos por msn.

Na faculdade, conheci Tomás (filho da Vania, com quem almocei hj). Ele é outro cara bacana. Já escrevi sobre ele por aqui. Está com projetos novos. Continua o mesmo cara indeciso de sempre. Tem um coração gigante.

Esta é a primeira vez que tenho um tempo só para mim. To fugindo de relacionamentos sérios. Não sei até qdo vou resistir. To quase cedendo, cheia de medos, inquietações… estou em ebulição.

Hoje uma amiga me perguntou se eu estava apaixonada. Ainda não sei. Ora penso que sim. Aí congelo e volto a pensar que não. Quando souber… vcs, leitores, saberão. rs Que venha o futuro !!!

Maná – Labios Compartidos

Bem, é meio cafona, mas tenho que confessar que gosto muito da música Labios Compartidos do grupo mexicano Maná. Segue alguns trechos:

LABIOS COMPARTIDOS,
LABIOS DIVIDOS, MI AMOR,
YO NO PUEDO COMPARTIR TUS LABIOS,
QUE COMPARTO EL ENGAÑO,
Y COMPARTO MIS DIAS, Y EL DOLOR,
YA NO PUEDO COMPARTIR TUS LABIOS,
HOOO AMOR, HOOO AMOR..COMPARTIDO

AMOR MUTANTE
AMIGOS CON DERECHO Y SIN DERECHO DE TENERTE SIEMPRE ,
Y SIEMPRE TENGO QUE ESPERAR PACIENTE,

OTRA VEZ MI BOCA INSENSATA,
VUELVE A CAER EN TU PIEL DE MIEL

LABIOS COMPARTIDOS
TE AMO CON TODA MI FE SIN MEDIDA
TE AMO AUNQUE ESTES COMPARTIDA
TUS LABIOS TIENEN EL CONTROL.

TE AMO CON TODA MI FE SIN MEDIDA
TE AMO AUNQUE ESTES COMPARTIDA
Y SIGUES TU CON EL CONTROL.

A melhor notícia do ano: Casal descobre ser amante um do outro na web e se divorcia

Bósnia – Um casal bósnio, casado, está se divorciando, depois de descobrir que um traía o outro em chats na Internet. Detalhe: eles começaram o relacionamento virtual usando pseudônimos, e só descobriram a verdade quando combinaram um encontro real com os “novos parceiros”.Sana Klaric, 27 anos, e seu marido Adnan, 32, usavam os nomes de “Sweetie” e “Prince of Joy” em salas de bate-papo.

Conheceram-se e iniciaram uma relação, confidenciando-se mutuamente os problemas que tinham em seu casamento. Os dois, de acordo com reportagem publicada no site Metro.co.uk, estavam convencidos de terem finalmente encontrado sua alma gêmea.
Então, resolveram marcar um encontro real para se conhecerem e descobriram a verdade. Agora, o par está em processo de divórcio, e um acusa o outro de ter sido infiel.

“De repente, eu estava apaixona, era maravilhoso, parecia que ambos estávamos amarrados no mesmo tipo de casamento infeliz”, contou Sana. “Depois, me senti tão traída”, disse.

Adnan, continua sem poder acreditar no que aconteceu. “É difícil pensar que Sweetie, que escreveu coisas tão maravilhosas para mim, é na verdade a mesma mulher com quem me casei e que, por anos, não foi capaz de dizer uma única palavra agradável”.

As informações são do Terra

PS: SENSACIONAL !!! DÁ UM ÓTIMO FILME !!

Rotina

Entre as muitas coisas bacanas do espetáculo da Elisa Lucinda está o conceito de que a rotina não é a grande vilã da nossa vida. Até porque, pense bem, somos nós quem fazemos nossa própria rotina. Logo, se falamos mal da rotina, estamos falando mal de nós mesmos. O poder de decisão das coisas está sempre, ou quase sempre, nas nossas mãos. O que faz a diferença é a postura que adotamos diante da vida.

Diante de um fato, problema, podemos adotar uma postura derrotista ou seguir em frente. Tenho escolhido a segunda opção. Mas, acredite, não é tão fácil quanto parece. O bacana da peça é, como já disse, seus vários conceitos. Muitos deles eu já havia percebido. O de cárcere, por exemplo, é um deles.

A maior dificuldade é a gente identificar nosso cárcere e o que podemos fazer para nos livrar dele. Os meus cárceres, graças a Deus, eu já identifiquei. E posso até mesmo dizer que tenho tentado me livrar deles. O último fim de semana foi uma tentativa. Poucas horas, umas quatro pra dizer a verdade, me separaram do meu objetivo. Não foi desta vez, mas ainda não desisti de me livrar deste cárcere.

Outro conceito babaca abordado é o do orgulho. Como deixamos de fazer várias coisas por orgulho. E o orgulho nos leva pra onde? Orgulho é uma das coisas mais idiotas que existem.

Há pouco mais de um ano, um mix disso tudo (cárcere e orgulho) estava no centro da minha vida. Na época, eu tinha acabado de me separar. Foi um relacionamento longo, oito anos, e a separação foi bem difícil. Eu, se pudesse, não teria me separado. Mas não tive muita escolha. Na verdade, até tive, poderia dar um jeito, fazer alguns acertos e tal… mas achei que não valia a pena. Hoje tenho certeza de que a separação foi a melhor escolha.

Lembro, que logo no primeiro mês eu não conseguia falar para as minhas amigas o real motivo da separação. Era Copa do Mundo e fui assistir a um dos jogos com a mulherada na casa de uma amiga. Ali, diante de todos, não tive coragem de falar a verdade e, acredite, coloquei a culpa na rotina. O que era uma grande mentira. Pois bem, disse para todas que o casamento tinha desgastado, que a rotina foi foda, que os 8 anos e blá, blá, blá.

Na verdade eu não conseguia dizer que o maluco tinha se apaixonado por outra que, segundo ele, nunca tinha visto pessoalmente. Era uma menina que trabalhava na mesma empresa que ele, em outra cidade, bem longe, e, por conta do trabalho, eles se falavam todos os dias por tel e e-mail. Dizia que me amava, não queria se separar, tinha me dado uma aliança há 20 dias, se dizia o mais apaixonado e tal… mas, para mim, era impossível manter este relacionamento. E, acredite, o orgulho passou longe disso tudo. Foram outros valores, outros sentimentos.

Aliás, hoje, com o distanciamento, percebo que este era um relacionamento que nunca deveria ter ido adiante. Ele é uma ótima pessoa, um excelente amigo. Ainda nos falamos e ele é um fofo. Ele é um príncipe de uma festa de 15 anos, como diz uma amiga minha, mas nunca devemos casar com o príncipe. A gente dança com ele e passa adiante. Guarda apenas as boas histórias, a memória da valsa.

Mas ele é, sem dúvida, uma boa pessoa, com o coração enorme. Se preciso de grana, ele me oferece. Se preocupa em saber sobre minha sobrinha, que é afilhada dele, sempre se preocupa com o estado de saúde do meu avô, quer notícias e tal.. não tenho do que reclamar. Tem um ótimo caráter, mas não era para ser.

Deveríamos ter rompido pra valer em uma das muitas ocasiões de rompimento. Volta e meia a gente terminava por uns 10 dias. Depois voltávamos mais apaixonados. Ele sempre dizendo que o amor dele valia pelo de nós dois. Perdoou traições e frases que jamais deveriam ter sido ditas. Mas, foi como disse a ele, por e-mail, outro dia. No fim, o saldo ainda é positivo. Poderíamos sim ter nos poupado de muito sofrimento. Mas que graça a vida teria? Não sei, tenho lá minhas dúvidas.

Tudo isso para dizer que a rotina passou longe do nosso problema conjugal. Pelo contrário, nós dois reconhecemos que nossa rotina, nossa vida, era ótima. Foram as mágoas, os ressentimentos não ditos, os objetivos de vida díspares, vontades opostas… enfim, muitas coisas que nos separam. Nada, mas nada mesmo, que passasse perto da rotina. Aliás, acho que a vida de casada é excelente. Não tenho do que reclamar. A gente viajava bastante, se diveria muito e é bom saber que temos com quem conversar e conta quando chegamos em casa.

Ao contrário de algumas amigas traumatizadas com o fim de seus casamentos, continuo querendo encontrar um novo amor, alguém em quem possa confiar e que confie em mim. Não estou vestida com uma armadura. Estou pronta pra outra, ou outras, como costumo dizer. Não acredito em amor pra vida toda, mas em amor verdadeiro, que nos preencha, que compartilhe nossos medos, dúvidas, vontades. Quero outra boa rotina !

Da chegada do amor

Da chegada do amor

Sempre quis um amor
que falasse
que soubesse o que sentisse.

Sempre quis uma amor que elaborasse
Que quando dormisse ressonasse confiança
no sopro do sono
e trouxesse beijo
no clarão da amanhecice.

Sempre quis um amor
que coubesse no que me disse.

Sempre quis uma meninice
entre menino e senhor
uma cachorrice
onde tanto pudesse a sem-vergonhice
do macho
quanto a sabedoria do sabedor.

Sempre quis um amor cujo
BOM DIA!
morasse na eternidade de encadear os tempos:
passado presente futuro
coisa da mesma embocadura
sabor da mesma golada.

Sempre quis um amor de goleadas
cuja rede complexado pano de fundo dos seres
não assustasse.

Sempre quis um amor
que não se incomodasse
quando a poesia da cama me levasse.

Sempre quis uma amor
que não se chateasse
diante das diferenças.

Agora, diante da encomenda
metade de mim rasga afoita
o embrulho
e a outra metade é o
futuro de saber o segredo
que enrola o laço,
é observar
o desenho
do invólucro e compará-lo
com a calma da almao seu conteúdo.

Contudo
sempre quis um amor
que me coubesse futuro
e me alternasse em menina e adulto
que ora eu fosse o fácil, o sério
e ora um doce mistério
que ora eu fosse medo-asneira
e ora eu fosse brincadeira
ultra-sonografia do furor,
sempre quis um amor
que sem tensa-corrida-de ocorresse.

Sempre quis um amor
que acontecesse
sem esforço
sem medo da inspiração
por ele acabar.

Sempre quis um amor
de abafar,
(não o caso)
mas cuja demora de ocaso
estivesse imensamente
nas nossas mãos.

Sem senãos.

Sempre quis um amor
com definição de quero
sem o lero-lero da falsa sedução.

Eu sempre disse não
à constituição dos séculos
que diz que o “garantido” amor
é a sua negação.

Sempre quis um amor
que gozasse
e que pouco antes
de chegar a esse céus
e anunciasse.

Sempre quis um amor
que vivesse a felicidade
sem reclamar dela ou disso.

Sempre quis um amor não omisso
e que suas estórias me contasse.

Ah, eu sempre quis uma amor que amasse.

Poesia de Elisa Lucinda extraída do livro “Euteamo e suas estréias”, Editora Record – Rio de Janeiro, 1999,

Poesia

Adoro poesia. Sempre gostei. Lá pelos 14 anos tinha um caderno de poesias. Um dia resolvi levar para o colégio. Muita gente leu, todos adoraram e, acredite, roubaram meu caderno de poesia. Isso me soou como um golpe. Ali, naquele dia, parei de escrever poesia. Ontem, fui com uma amiga ao teatro. Assistimos a peça “Pare de falar mal da rotina”, da Elisa Lucinda. A peça é foda e vou escrever sobre ela em vários posts. No site da poeta/atriz encontrei este trecho de um poema (Choro à capela) de Adélia Prado. É lindo:

“O poder que eu quisera é dominar meu medo.
Por esse grande dom troco meu verso, meu dedo, meus anéis e colar.
Só meu colo não ponho no machado, porque a vida não é minha.
Com um braço só, uma só perna, ou sem os dois de cada um, vivo e canto.
Mas com todos e medo, choro tantoque temo dar escândalo a meus irmãos
…………………………………………………………………………
Tristeza é o nome do castigo de Deuse virar santo é reter a alegria.Isso eu quero.”

50

Sim. O mundo é bisbilhoteiro. O Orkut me informa que ontem 50 pessoas, sim 50, foram dar uma bizoiada na minha vida. Acredite, só 3 deixaram recado. OK, sem problema. Pode olhar quando quiser. Agora uma dica: nem tudo o que tá ali é verdade ahahahaha Quem é meu amigo sabe disso.

Homens…

… não é de hoje que homens são objeto de estudo. Eu e minhas amigas sempre falamos de homens. Falamos mal, bem… contamos quem transa bem, quem não consegue levantar o mastro. rs. Posso arriscar que todos os homens que conheço já estiveram na roda ao menos uma vez. Quem não esteve, na boa, é pq é muito ruim.

Um dos fatos que mais chama atenção é que eles, na maioria são babacas, diga-se de passagem, e sempre reclamam da nossa forma física. Se engordamos, cortamos o cabelo ou mudamos a tintura, se os dentes estão assim, assado, se a saia está curta demais… vivem pra reclamar e, claro, para olhar para os lados. Parece que o quintal do vizinho é sempre mais bonito que o deles.

Enfim, o problema não é reclamar, mas acho, sinceramente, que quem tem telhado de vidro deveria pensar antes de falar. No meu caso, por exemplo, nenhum dos homens que reclamou de qq coisa tinha cacife para isso. Nenhum deles tinha barriga de tanquinho, braço definido ou era superinteligentes.

O mesmo acontece com minhas amigas. Alguns têm o pau pequeno e, pior, não sabem como usá-lo. Outros, não têm dentes suficientes para participar do concurso da Guarda Municipal do Rio (acredite, há uma exigência de no mínimo 20 dentes na boca). Há ainda os que brocham depois de alguns copos de chope e acham tudo normal. Tem o time dos desempregados que não se coça para ganhar um troco. Ah, preciso registrar também aqueles que acham que têm o Rei na barriga, são o centro do mundo. Estes, talvez, sejam os piores. Se acham bons de cama, inteligentes, divertidos, mas…. não são nada disso.

Hoje, chegando no trabalho, presenciei uma cena ótima. Uma mulher bonita fumava do lado de fora da redação. Um babaca passou por ela e disse: “Seu único defeito é o cigarro, vc deveria parar de fumar”. Ela não pensou duas vezes e mandou “E vc deveria fazer uma dieta. Veja bems e vou largar a única coisa que me dá prazer”. Não pude conter o riso, claro.

Acho que nós, mulheres, deveríamos tomar atitudes como esta. Mandar na lata, reclamar também. Não escreveria nada disso se…. eles também não reclamassem. Direitos iguais, não?