Música do dia

A música do dia de hoje é Talk, do Coldplay. Eis uns trechos foda !

I’m so scared of the future and I want to talk to you …

… Are you lost or incomplete
Do you feel like a puzzle
You can’t find your missing piece
Tell me how do you feel…

….So you don’t know where you’re going but you want to talk

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Samba do criolo doido !

Constrangedor. Sim, foi mega constrangedor ver Martinho da Vila sair do cinema Odeon na noite de ontem após a avant première mundial (e dernière, provavelmente) do longa A Magia do Samba no Festival do Rio.

Fui com 4 amigos. Karla, Anabelly e Cabeça desistiram na metade. Foram pra casa. Eu e Daniel decidimos ficar e, acredite, valeu a pena. Rimos muito das situações non sense do fime. Até agora não sabemos qual a proposta. O que o roteirista e diretor inglês Teddy Hayes queria ? É indecifrável !!!

Acredite, sobrou até para São Jorge. Sim, o santo guerreiro matou uma pessoa no filme, um cara da imigração que perseguia brasileiros ilegais em Londres. Ah! Como assim? É, vc não leu errado, o cara tinha problema com brasileiros pq sua esposa o largou por um belo exemplar tupiniquim. Bem, o cara em questão estava perseguindo uma brasileira, foi atropelado e morreu, simples assim. O vilão do filme morreu atropelado.

E as cenas dramáticas… nossa eu ri em todas. Até na hora em que um coroa chamado Antônio estava enfartando. Sim, o cara morrendo e a impossibilidade de chorar era tamanha que só rindo mesmo. Bem, este Antônio era de Curitiba e se dizia amigo de marinho há 52 anos. Ele estava na Europa há 40 anos e a imagem que apareceu dele, na boa, qtos anos ele tinha qdo matou um cara no Brasil? As datas não batem de jeito algum. E o reencontro dele com o Martinho em Londres? Nossaaaaaa foi muito bizarro mesmo. O cara fugiu de um hospital para ira té o tal clube de samba em Londres. Chegando lá, deu um abraço no ‘amigo’ e morreu em seguida, sozinho, nos bastidores. dããããããã Nem vou mencionar a cena ridícula dele reencontrando com a mulher já falecida no hospital. Foi uma visão muito estranha.

Lá pelas tantas, Martinho da Vila aparece de camisa vermelha e branca (ah???? pq? como? a vila não é azul e branco), desfilando nuam escola chamada Paraíso. Mais uma cena non sense. Fiquei com pena. O cara não merecia esta falta de respeito.

Prefiro não comentar o mini-flashback que uma das atrizes teve sobre a morte de seu marido no Brasil. O que era aquilo???

E a trilha sonora?? Cara, o que dizer sobre as músicas? Algumas de Martinho (que ganharam traduções bizarras para o inglês) e outras, piores ainda, do próprio Teddy Hayes. O filme pretendia mostrar um concurso de samba em uma boate londrina e, acredite, o longa acabou sem o concurso. Pq? Alguém sabe explicar?

Platão e o amor

Esta semana começei a reler O Banquete, de Platão. O mais interessante até agora é que estou com um olhar bem diferente sobre tudo o que lá está escrito. Os 10 anos de distanciamento da primeira leitura parece que fizeram surtir algum efeito.

Para Platão, e tenho que concordar com ele, existem vários níveis de realidade. Não apenas o que é visível, mas, principalmente o que é invisível.

O livro, para quem não leu, reúne sete peças, são discursos de elogios ao Amor. Os vários discursos se ressentem na dificuldade: ou não mostram a face do amor ou não revelam a da virtude.

Em seu discurso, Sócrates defende que se eros é eros da beleza, ele não pode ser belo porque se ele é eros da beleza é porque ele não tem a beleza ou tem medo de perdê-la.

Parece confuso, mas não é. O princípio é que Amor (Eros) é eros de algo. O algo de que eros é eros, é porque ele deseja e desejar é incompatível com possuir. Quem deseja, não possui.

Desejo sempre é falta, defende Sócrates, que defende ainda que o amor é um tipo de delírio.