A vida

A vida

Mário Quintana

“A vida são deveres que trouxemos para fazer em casa.Quando se vê, já são seis horas! Quando se vê, já é sexta-feira… Quando se vê, já é Natal… Quando se vê, já terminou o ano.. Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida… Quando se vê, passaram-se 50 anos! Agora, é tarde demais para ser reprovado…Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava orelógio. Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas. Seguraria o meu amor, que está há muito à minha frente, e diria eu te amo.”

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Mensagens de fim de ano…

… recebi esta hoje de uma amiga. Achei perfeita.

FELIZ OLHAR NOVO!!!

O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho da sua história. O grande lance é viver cada momento como se a receita da felicidade fosse o AQUI e o AGORA.

Claro que a vida prega peças. É lógico que, por vezes, o pneu fura, chove demais… mas, pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia?

Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho? Quero viver bem. 2007 foi um ano cheio. Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões. Normal.

Às vezes se espera demais das pessoas. Normal. A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou. Normal.

Muda o século, o milênio muda, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas e aí? Fazer o quê? Acabar com seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança?

O que eu desejo para todos nós é sabedoria!

E que todos saibamos transformar tudo em uma boa experiência! Que todos consigamos perdoar o desconhecido, o mal educado. Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim…

Se o amigo decepcionou, passe-o de categoria. Mude de classe, transforme-o em colega. Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém.

O nosso desejo não se realizou? Beleza, não tava na hora, não deveria ser a melhor coisa pra esse momento (me lembro sempre: CUIDADO COM SEUS DESEJOS, ELES PODEM SE TORNAR REALIDADE).

Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do ser humano.

2008 não vai ser diferente. Muda o século, o milênio muda, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas e aí? Fazer o quê? Acabar com seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança?

Não adianta lutar contra isso. Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam diferentes. Desejo para todo mundo esse olhar especial.

2008 pode ser um ano especial, muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos e dermos a volta nisso. Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro.

2008 pode ser o bicho, o máximo, maravilhoso, lindo, espetacular… ou… Pode ser puro orgulho! Depende de mim, de você! Não adianta lutar contra isso.

Feliz olhar novo!!! Que o ano que se inicia seja do tamanho que você fizer. Que a virada do ano não seja somente uma data, mas um momento para repensarmos tudo o que fizemos e que desejamos, afinal sonhos e desejos podem se tornar realidade somente se fizermos jus e acreditarmos neles!

Festas de fim de ano…

…. esta semana está agitada. Desde segunda não faço outra coisa: só vou a festas de fim de ano. O problema maior é que não posso beber (por causa das pedras na vesícula), mas, na boa, quem me encontra nos lugares nem diz. Parece até que estou bêbada…

Na segunda foi o amigo-oculto do jornal. Cheguei em casa às 3h. Na terça, festa da Ampla, no Trapiche, com show do Galocantô. Já viu né? Me esbaldei. A empresa contratou dançarinos profissionais e tive várias aulas. Rodei por todo o salão. Amei.

Ontem, foi a festa do JB. E já viu né… dancei muito. Subi no palco com a Anninha, estagiária, e juntas, cantamos o Rap da Felicidade. Fomos váriasssssss vezes ao chão, chão, chão… Lá pelas tantas me atraquei com o bonitinho do Departamento Comercial. Beijava, largava, ía dançar com meus amigos. Ele vinha, me agarrava, saía. Ficamos nesta a festa toda. Ou seja… geral viu a gente se atracando. Muita vergonha. Não deu pra escapar da zoação.

Hoje, qdo cheguei para trabalhar ouvi piadinhas de uns motoristas. Sim, os motoristas se divertiram muito comigo. Dançamos pra caramba. Um dos fotógrafos tb se revelou. Até Xuxa ele dançou, e cantou. Sensacional. Foi ótimo.

No fim, o diretor da redação veio falar comigo. Disse que tinha adorado minha performance. Eu esclareci que só tinha bebido água. Sim, acredite, este era um esclarecimento necessário. Mais tarde vou a outra festa… depois conto.

Vou virar cachorra…

… sim, é verdade. Vou virar cachorra. Pq? Simples: cansei de ser romântica. O que romantismo me deu até agora? pedras na vesícula. Só. Por isso decidi mudar… E a mudança começou ontem. Criei no meu IPod a categoria Cachorra. Sim. Quer saber o que toca? Bem, eu ainda não decorei o nome das músicas, mas decobri artistas como P. Diddy, Fergie e Rihanna. Conhece? Até ontem eu não sabia quem eram… agora só ouço isso. Vou ouvir até me convencer que sou uma cachorra rs.

Em recuperação….

…. acredito que a maioria dos leitores não saiba, mas estou em recuperação. Desta vez meu pobre e cansado coração não tem nada a ver com isso. Ontem, às 2h, meu corpo começou a dar sinais de cansaço… sim, aos 30 anos fui parar no hospital com uma forte crise na vesícula. É queridos, a gente esquece que te vesícula, mas ela não se esquece de nós. Pelo menos a minha está se fazendo mais presente que nunca.

Mas vamos por parte… estava tudo perfeito. Tudo devidamente planejado, como gosto. Quinta iria ao show do Rappa e hj, sexta, ao do Lobão. Amanhã, na feijoada em comemoração ao niver do Cabeça e daí pra frente… só Deus sabe. Até uma praia eu tinha marcado com algumas amigas. Seria o finde ideal.

Quarta, no entanto, saí do jornal e fui encontrar uns amigos num bar. Bebemos, comemos, conversamos. Saí de lá por volta de 1h30. Fui pra casa, troquei de roupa e me preparei pra dormir. No que me jogo na cama… a dor começou. Sério. Nunca tive dor de estômago e jurava que estava tendo minha primeira.

Decidi não incomodar ninguém. Pensei “Vai passar”. mas não passou… Vomitava muito, a cada 15 ou 20 minutos…. tive um pouco de diarréia tb, mas o vômito era o que mais incomodava. Lá pelas 5h lembrei que eu tinha um remédio para o estômago. Tomei. Não adiantou. Coloquei tudo pra fora. Sim, este é um post nojento. Se quiser parar por aqui… rs

Quando foi 8h liguei pra minha irmã médica. Expliquei o que acontecia e ela me receitou 2 remédios. Pedi por tel. Quase duas horas depois o remédio chegou. Tomei. Vomitei. Tomei de novo. Vomitei mais uma vez. Liguei pra minha irmã chorando muito. A esta altura a dor estava insuportável. Ela me disse que eu precisava me internar pq só medicação na veia iria me ajudar.

Ela ligou pra minha mãe e pediu resgate. Eis que chovia pra caralho e minha mãe ficou retida num longo engarrafamento na Linha Vermelha. Lá estava eu: fodida, com dor e sem dinheiro. Sim, eu tinha gasto a última folha de cheque com a farmácia.

No desespero comecei a lembrar o nome de todos que poderiam me ajudar. Minhas amigas estavam no trabalho, e longe de mim… eis que lembrei do meu ex. Sim querido, foi meu ex marido quem me salvou. Eu chorava tanto que ele nem pesnou duas vezes. Largou uma reunião e foi me buscar em casa. Ele ficou 8 anos comigo e, aposto, nunca me viu daquele jeito.

Sou bem resistente à dor. Prova disso é que a crise começou às 2 da matina e só fui parar no hospital ao meio dia. A médica, de cara, acertou o diagnóstico. Colocou um remédio na minha veia, algo para aplacar minha dor, mas não adiantou. Fiquei a tarde inteira lá, com dor. Só vim embora pq menti e disse que a dor já tinha passado. Se falasse a verdade, estaria naquela emergência até agora.

A cirurgiã disse que preciso operar o quanto antes. Que são muitas pedras e que elas são mais perigosas que se eu tivesse uma única enorme. Minha mãe quer que eu espere passar as festas de fim de ano. Mas, sinceramente, prefiro operar logo. Semana que vem vou a outro médico. Quero me livrar logo desta dor… foda…

Aproveito para agradecer aos muitos telefonemas de amigos ontem e hoje. Minha mãe ficou impressionada e disse “Nossa, te ligam muito, como vc faz pra trabalhar? Não pára de atender ligação” Fofa né, ela não percebeu que é só pq to dodói. Valeu amigos.

Rio 50ºC

Fodaaaaaaa. Ontem passei a tarde na Saara (trabalhando, que isso fique bem claro). Meus miolos, os poucos que ainda me restam, queimaram. Sério, passei mal. Muito calor. Muita gente, feia diga-se de passagem, batendo sacola na minha canela, empurrando. Neguinho brigando por bola de árvore de natal. Demaissss para mim…

Quarta é o dia…

… to aqui de plantão no jornal. Como vcs podem imaginar, já li muita babaquice na internet. Decidi então dar uma olhada nas estatísticas de visitantes do blog. Não é que quarta-feira é o dia de maios visitação? Pq? Alguém sabe explicar? E o tanto de visita que recebo de outros estados… a internet é mesmo um bichinho doido. rs

Não por acaso…

…. esta semana assisti em DVD ao filme “Não por acaso”. Tenho algumas ponderações sobre a estética, tempo e outras cositas mais sobre o filme, mas o que quero falar agora é sobre como o filme nos mostra que é preciso aprender a lidar com a falta de regras da vida.

Um dos personages é jogador de sinuca. O cara passa horas treinando jogadas imaginárias, traçando rotas para suas bolas e tal. Eis que, em um determinado momento, a namorada do cara manda “Pq vc treina tanto se vc não sabe como o outro vai jogar?”. Esta é, para mim, a grande sacada da história.

Passamos a vida tentando traçar roteiros, o que fazer, dizer, como nos comportarmos e acabamos esquecendo que estamos em sociedade. Ninguém joga sinuca sozinho, ninguém ama sozinho… as pessoas se relacionam, trocam com os outros e, por isso, nossas ações estão estritamente relacionadas ao que o outro vai fazer.

Certa vez, minha terapeuta disse que um relacionamento é como um jogo de frescobol, onde temos um parceiro e a meta é não deixar a bola cair. Ninguém quer derrubar o outro, pelo contrário. As pessoas se esforçam para manter a bola no ar. O problema é que na vida, e nos relacionamentos, tem muita gente que pensa jogar tênis. E aí, quer a todo custo vencer, cortar, marcar pontos. Quando vamos acordar e perceber que precisamos de outras pessoas? que ceder é preciso e que marcar pé também?

Presunção

O Aurélio é claro: Presunção é o ato ou efeito de presumir; suposição, suspeita; vaidade.

Pq escrevo isso? Por um motivo simples. Há uns 8 meses saio com um carinha. São encontros semanais, a gente se diverte pra caramba e tal. Na segunda saída, decidimos esclarecer as coisas, assim, como num contrato: não vamos namorar. Não quereros namorar e sim curtir o que há de melhor na vida, se é que vcs me entendem.

Pois bem. Há umas três semanas eu e ele nos encontramos, por acaso, em um bar. O clima foi de constrangimento geral. Eu, que tinha ido lá paquerar um carinha certo (já que o clima havia se estabelecido na quinta-feira anterior), fiquei catatônica. A primeira coisa que passou pela minha cabela foi: preciso ir embora, entrou água no chopp. Acho que ele pensou o mesmo.

Certamente não estávamos preparados para aquele encontro, não assim, de repente, sem aviso. como assim??Não podemos quebrar contratos. O combinado era eu sair com minhas amigas, ele com os amigos dele e depois nos encontrarmos. Prático não? Foi assim por 8 meses até este fatídico encontro.

Nos cumprimentamos quase que por obrigação e ele, sabe-se lá pq, foi embora, sem avisar, depois de uns 20 minutos. Claro que ele tb não gostou nada daquilo. Começamos então a trocar frenéticas mensagens pelo celular, como de costume. Ele foi lá pra casa e discutimos. A primeira briga de um não casal é traumática para as duas partes e tive a comprovação disso hoje.

Passado todo este tempo ele, que até então me procurou uma única vez, e sem sucesso, disse para mim que tinha sumido pq ele percebeu que “o negócio estava ficando muito sério”. Sim, contrato rasgado, o que fazer? Ele preferiu sumir, apesar da vontade de me ver, simplesmente porque não queria me magoar. Presunção, não?

Decidi então esclarecer uns pontos: “Vc acha que só saio com vc?” peguntei. Ele disse que não. E eu falei, é vc tá certo, saio com outros caras tb. “Então porque vc acha que só vc pode me magoar?” indaguei, sem resposta, claro. Falei pra caralho, como de costume, e provei por A+B que ele não tinha com o que se preocupar. Ele então, curioso, perguntou “Já estreou o apt novo?” Como assim??? Na boa, o cara, que nem meu namorado é, mostrou preocupação, queria saber se eu já tinha levado alguém pra minha casa.

Disse que não tinha levado, mas que isso não significava que não tinha saído com outra pessoa. Disse a ele que minha casa estava muito bagunçada para levar alguém lá. Ele então disse que isso era bobeira e que qq homem entenderia. Ele mandou: “Porra os homens só querem saber daquilo”. Bem, acho que este foi o trecho mais sincero de toda a conversa, pelo menos da parte dele. Enfim, ficamos falando mais um tempo, bobeiras, nada de grande relevância.

O que me incomodou mesmo foi a presunção dele e, por certa vez, minha tb. Pq cargas d´água as pessoas são assim? Pq tentamos prever o que os outros pensam, como agem, pq não deixamos as coisas rolarem, sem medo. Pq não nos entregamos? Pq nos achamos tão importantes na vida do outro? Pq nunca sabemos nosso real valor?

Quer dizer que as coisas ficaram sérias demais? Então, por presunção, ele decidiu parar de me ver. O cara achava que eu estava muito apaixonada e decidiu sumir para não me magoar. Ora, ele deveria pensar então que se eu o amasse, como ele acredita, eu sofreria com seu sumiço, não. Que tipo de bondade é esta? Olha, sou tão generoso que, para não te magoar estou saindo de fininho…. Na boaaa. Estamos no século 21, era da comunicação e a expressão oral é ainda uma caixinha de surpresa. As pessoas têm medo de falarem abertamente sobre o que pensam e sentem. Caralhoooo. Que merda hein.

Aí, certamente, vem vc, leitor, perguntará pq decidi abrir esta história aqui no blog. Será que, se o cara ler, não ficará magoadinho? Pouco me importa. O motivo de escrever isso aqui é simples: não faça o mesmo. Não seja presunçoso. Não julgue os outros por suas perspectivas, não se faça de bom-moço.

Balanço …

… Uma amiga querida está com um super problema na família. Destas coisas que não se pode fazer muito, a não ser rezar. Pois bem. Por causa disso ela está desanimada e me passou um mail tristinha, falando sobre como ela se sente pequena diante de algumas coisas. Eis minha resposta pra ela. (Publico aqui pq acho que serve para todos)

“Quanto ao desconhecimento da vida e nossa pequenez, basta olhar para o céu estrelado. Somos um nada multiplicado por uma imensidão. O universo é muito maior do que podemos imaginar e, se pensarmos em outras galáxias e dimensões de vida e morte, vamos nos achar uma titica. Não se prenda a isso pq, mesmo sabendo da nossa diminuta importância, os problemas que nos cercam parecem nos sufocar. é incoerente, a vida é incoerente, eu sei. As coisas não fazem muito sentido e, de verdade, ainda bem. Se tudo fosse certinho, perfeito, seria muito chato viver.

Hoje vc está fudida, eu tb, mas a certeza de que amanhã será um novo dia, um dia diferente com novas possibilidades nos dá esperança de que as coisas serão melhores e, acredite, elas serão mais felizes. A gente merece e o universo saberá retribuir. Daqui a uns dias vamos ganhar um ano novo. Vamos acreditar e torcer para que ele seja melhor que 2007.

Aliás, vc já parou para pensar em como sua vida, e a minha tb, mudou em 2007? Bem ou mal vc conheceu muitas pessoas, fez novas amizades, novos sonhos. Tá certo que alguns sonhos foram frustantes, mas e daí, pelo menos vc se viu viva, capaz de sonhar de colocar outra pessoa em seu coração, em sua mente. Seu tempo foi ocupado de eventos festivos, abraços apertados e até alguns beijos calorosos. O saldo foi positivo, não? Eu acho que foi. Vamos nos concentrar nas coisa boas e rezar para que a roda da vida esteja sempre a nosso favor.”

Casa quase em ordem

Duas semanas se passaram e só agora minha casa começa a ficar em ordem. Restam ainda 5 caixas para abrir, mas meu quarto já tem cara de quarto. O closet tá quase pronto. Alguns quadros estão nas paredes. A máquina de lavar roupas funciona. O microondas está no lugar. As prateleiras que comprei e o blackout também. A casa ainda está bagunçada. Resta muito a fazer. Mas, agora, para ficar do jeito que eu quero, preciso comprar alguns móveis. E isso, só em 2008. Por hora é me ajeitar como dá. Quero também pintar duas paredes do quarto. Penso em vermelho, rosa pink ou lilás. Estou em dúvida !!!

Eu quero….

….. meu amigo Heitor, que é chique e está morando em Paris, me passou o link de uma loja foda na França. Depois de muito navegar no site decidi que quero muitas coisas para minha casa nova. E agora? Como faço? Entregam no Brasil? Me emprestam uns euros? rs

Quem tiver curiosidade clica aqui

Lindo !!! Salvou o dia !!!

Tá na Folha de SP de hj. O texto é de JOÃO PEREIRA COUTINHO

A definição do amor

A dor que sentimos pelas pessoas que amamos faz parte da felicidade que tivemos. Ambas são condição de ambas

CONHECI C.S. Lewis aos 9 anos. É a idade certa para conhecer Lewis, de preferência se estivermos numa cama de hospital. As noites são longas, as noites são solitárias. Mas quando o livro é “O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa”, a única coisa a lamentar são as chegadas das manhãs.Conhecem a história? Não falo do livro, falo de Lewis.

O livro é conhecido: Edmund, Lucy, Peter e Susan descobrem certo dia que o fundo de um velho guarda-roupa não é o fundo de um velho guarda-roupa. É passagem para um outro mundo. Narnia, eis o nome desse mundo, e em Narnia me perdi com eles aos 9, aos 10, aos 11.Só mais tarde descobri a vida do autor: Clive Staples Lewis, nascido em Belfast, educado em Oxford, professor de literatura medieval e renascentista. Amigo de Tolkien. Pregador cristão, depois de uma conversão ao catolicismo (sim, como Graham Greene ou Evelyn Waugh), experiência epifânica que ele conta em “Surprised by Joy”.

Morte em 1963.Mas a história de Lewis não acaba aqui. A verdadeira história aconteceu nos últimos anos de vida, quando o celibatário escritor foi surpreendido por uma outra “Joy”, não em espírito mas em carne e osso. Joy Gresham, uma leitora americana, cruza o Atlântico para fugir de um casamento arruinado. Traz o filho, que traz os livros para Lewis assinar. Conhecem-se. Tornam-se amigos. E casam por conveniência: Joy necessita da cidadania britânica para ficar no país, Lewis acede ao pedido. Tudo em segredo. Subitamente, Joy adoece.

Grave, gravemente. Lewis sabe que a vai perder. E nessa certeza sabe também, pela primeira vez, que está profundamente apaixonado por ela. Casam novamente. Desta vez, aos olhos de Deus e dos outros. Joy parte pouco depois.Essa história de amor tardio subiu aos palcos de Londres e estará em cena até 15 de dezembro. Se passarem pela cidade, não hesitem: Charles Dance (Lewis) e Janie Dee (Joy) retomam “Shadowlands”, a notável peça de William Nicholson que Anthony Hopkins e Debra Winger já ofereceram em filme homônimo. Existem diferenças, claro. A peça tem o humor anárquico que o filme ignora, ou desconhece.

O filme tem o dramatismo sóbrio que só os grandes planos permitem. Mas no palco ou na tela, a trágica ironia de Lewis é a mesma: a ironia de um pregador que disserta teoricamente sobre a importância salvífica do sofrimento; até o dia em que a teoria regressa para o testar com a mais brutal das experiências humanas. E com uma pergunta simples mas fundamental: por que amar se perder dói tanto?A resposta, a única possível, é dada por Joy na peça, quando a morte assombra um breve momento de intimidade terrena. “A felicidade de agora será parte da dor de então”.Precisamente. E eu, mudo e parado na platéia do Wyndham’s Theatre, sorrio por dentro e agradeço novamente.

Na infância, Lewis oferece o encantamento de um outro mundo; na idade adulta, oferece a única certeza deste. A dor que sentimos pelas pessoas que amamos faz parte da felicidade que tivemos. Porque ambas são a condição de ambas.

Update

Claro que cheguei atrasasada na pauta e perdi a entrevista. Recuperei com uma coleguinha, mas não é a mesma coisa. De volta à redação me deparo com uma nova empresa de limpeza. Ao contrário da anterior, eles limpam mesmo. Só que o produto que passaram no chão é tão forte que to fudida de alergia. Já dei uns 30 espirros, não consigo mais respirar. Fodaaaaa. Dia de cão total. Quero ir pra casa !!!!!!!!!

E…

…. se você quiser me irritar, saiba que é fácil: basta duvidar de mim, da minha capacidade, honestidade, amizade, boas intenções. Não tire conclusões baseados em coiss que você pensou ou que poderia fazer, nem mesmo pelo que lê aqui ou pelo que supõe de mim. Muito menos pela forma como você agiria.

Não diria que sou incapaz de fazer mal aos outros pq, na boa, todo mundo pode fazer isso algum dia na vida. Basta ser competente e, modéstia à parte, sou bem competente nas coisas que faço. Mantenho uma conduta regular. Não sacaneio ninguém, não furo olho, não puxo tapete, não cobiço nada dos outros.

Quando fico puta com algo ou alguém sofro sozinha. Não sou de me vingar. Sim, sei que é difícil acreditar nisso, mas, quem me conhece um pouquinho mais, sabe que já engoli centenas de sapos. Alguns me acham até idiota, dizem que deveria impor mais minha vontade. Mas, sinceramente, este é o problema: não quero impor nada.

Aproveitando…

…. o mau humor, vou esclarecer algumas coisas: Se vc me fez um favor, me deu um presente, qq coisa do gênero.. não espere nada em troca. Talvez eu agradeça, ou melhor, certamente vou agradecer pq sou educada, ficarei grata mesmo, mas não espere nada mais que isso. Quando a gente faz algo por outra pessoa, o faz porque quer e deve fazê-lo por prazer. Não faça nada por mim por obrigação.

E isso vale também para sentimentos, não apenas de coisas. Se quiser me amar, ame. Não espere que eu te ame de volta. O amor é via de mão única, é dar sem querer receber. O que vier em troca, se vier, é lucro.

A propósito, nos últimos dias ouvi pessoas jogando coisas na cara dos outros. É feio, grosseiro e depõe contra a pessoa que, até então, tinha feito algo bacana. Não faça comigo.

Preciso…

…. aprender a contar até 10. Estou me esforçando, é verdade, mas é muito difícil. Hoje, por exemplo, é um dia que preciso ir além… aprender a contar até 20. Sério. Às 7h a vaca da síndica do prédio interfonou para reclamar que meu ar condicionado estava pingando e que eu precisava comprar uma mangueira de 3 metros. Na boa, o sono era tanto que não tive forças de mandá-la enfiar a mangueira no cú, mas deveria ter feito. O que fiz? Voltei pra cama e curti meu ar geladinho por mais uma hora.

Já de pé decidi arrumar umas caixas. Eram 12. Agora são 6. E to ferrada.. não tenho onde enfiar as coisas que estão nestas caixas. Ó céus… Decidi então ir até a locadora entregar 2 DVDs. Estava fechada. Eita povo preguiçoso…. Fui comprar a tal mangueira de 3 metros e tentar achar um homem para fazer uns serviços lá em casa. Calma, não to falando de sexo, mas preciso de um homem para instalar umas prateleiras, o blackout, trocar a tampa da privada,.. coisa do gênero. Foi foda, não encontrei ninguém que pudesse fazer isso hj, e olha que to pagando hein.

Pra piorar entro no carro pra vir pro jornal. Ligo o rádio e o que tá tocando? Jorge Vercilo. Na booaaaaa, que dia infernal ! Odeio Jorge Vercilo, acho ele péssimo, letras de música cafonas.. tudo muito ruim.

Chegou ao local de trabalho e.. não tem carro para me levar até minha pauta, que era ao meio dia Já são 11h54 e ainda estou aqui. Ou seja… hj to fudida.

Festa da separação !!!

Li hj na Folha de SP (meus comentários estão em CAIXA ALTA):

Nos Estados Unidos, a moda agora é fazer a festa da separação. As festas tornaram-se grandes eventos e algumas empresas estão se especializando nisso para atender a demanda. De reuniões discretas a festanças de arromba, de shows performáticos a viagens extravagantes, vale exatamente TUDO na hora de comemorar essa nova fase da vida, com direito a jogo de dardos em que a foto do ex é o alvo. (CARALHO !!! SENSACIONAL. PQ NÃO PENSEI NISSO ANTES??? ACHO QUE AINDA DÁ TEMPO RS)

Com base nesta notícia, MOACYR SCLIAR escreveu o seguinte texto:

A SEPARAÇÃO foi traumática, dolorosa, humilhante, e ela achou que simplesmente não conseguiria sobreviver. As amigas, porém, deram a maior força: apelaram para a sua conhecida bravura, lembraram que a vida teria de continuar e que breve ela encontraria outro namorado, muito melhor que o panaca que a abandonara.

Finalmente ela saiu da fossa e, para mostrá-lo ao mundo, resolveu dar uma festa de arromba, uma festa cuja lembrança incomodasse o ex pelo resto de seus dias. Teria de usar para isso todas as suas economias, mas certamente valeria a pena. Contactou uma empresa especializada, que se encarregou de todos os preparativos, e assim, no dia marcado, lá estava ela, com todas as amigas e amigos.

O lugar era um restaurante de luxo reservado especialmente para a celebração. Que foi um sucesso. A comida estava ótima, o vinho era maravilhoso, a música, a cargo de um conhecido DJ, estupenda. Cantaram, dançaram, fizeram brincadeiras e lá pelas tantas, já meio alta por causa da bebida, ela chegou à conclusão de que a coisa realmente funcionara e que o ex-namorado agora era uma figura que ela mal lembrava.

E então o mestre-de-cerimônias pegou o microfone e anunciou que chegara o momento culminante do evento. Uma espécie de ritual que para sempre livraria a moça de qualquer penosa recordação do passado. Convidou-a a passar à frente. E aí descerrou-se uma cortina no fundo do salão e, iluminada por um potente holofote, apareceu uma enorme foto dele. O mestre-de-cerimônias entregou à moça três dardos. Ela deveria atirá-los na foto. E, quando o terceiro dardo ali se cravasse, ela poderia se considerar liberta daquela dolorosa ligação.

Hesitante, mas rindo muito, ela pegou os três dardos e postou-se na frente da foto, a uns três metros de distância desta. E preparou-se para atirar o primeiro dardo, mirando na testa dele, aquela testa alta, bonita, que ela tanto admirara. Contou até três e arremessou o dardo. Errou. O dardo foi bater na parede, longe da foto, e caiu no chão. Todos riram, estimulando-a: “De novo! De novo!”

Ela arremessou de novo, desta vez visando a boca, aquela boca que tantas vezes beijara. E mais uma vez errou, o dardo indo se cravar na cortina. Àquela altura estava transtornada de raiva e de desespero. Assim como errara na vida, estava errando com os dardos. E isso não podia acontecer, não podia. Ela tinha de acabar com aquele maldito. Pegou o terceiro dado e mirou o peito, aquele peito que abrigava um coração cruel. Mas desta vez o dardo nem chegou à foto. Simplesmente descreveu uma curva e caiu no chão.

Chorando, ela abandonou o restaurante. E sumiu: há muito tempo os amigos não a vêem. Parece que está na casa dos pais, no interior, mas o que faz lá é um mistério. Talvez esteja tomando aulas sobre como acertar no alvo com dardos.

MOACYR SCLIAR escreve, às segundas-feiras, um texto de ficção baseado em notícias publicadas na Folha

(SENSACIONAL. ELA FOI, ENFIM, FAZER O ENTERRO DO EX. SOZINHA, EM SILÊNCIO, COMO A GENTE COSTUMA AGIR APÓS O FUNERAL DE UM ENTE QUERIDO)

Trem do Samba

Sim, ontem, em pleno domingão, embarquei no Trem do Samba com umas amigas. Nos divertimos muitos e as fotos que colocarei mais tarde no Orkut são prova disso. Tudo começou na Central do Brasil, quando tentamos trocar quilos de arroz por ingressos, como foi divulgado pela imprensa, inclusive por mim. O problema é que os ingressos para troca por alimento acabaram e uma multidão ficou com seu quilo na mão.

O que tinha de gente tacando arroz nos funcionários da supervia… nem te conto. Como sou mais classuda, joguei meus dois quilos, e os quilos das minhas amigas, no chão, num cantinho. E seguimos para a bilheteria. Sim, não tinha ingresso pra trocar, mas tinha pra comprar. Como a gente já estava ali…

Bem, saímos da Central do Brasil e fomos até Oswaldo Cruz. A parte do trem foi ótima, cantamos, sambamos, mas lá… sério, apenas 0,005% das pessoas eram bonitas. Fiquei chocada. Claro que eu sabia que iria encontrar de tudo, mas foi um choque. Passei o dia na Lagoa, acho que uma coisa deve estar relacionada à outra.

Eu e minha amiga Rose listamos alguns disparates. O primeiro deles é que a gente não estava usando Kolene no cabelo. Outro, eu estava de sapatilha dourada, completamente por fora do vestuário da massa. A gente também conjugava os verbos de forma correta. Numa tentativa de adequação, lá pelas tantas a gente começou a falar errado.

Mas, melhor que a ida, foi a volta. Diversão em dobro. Queríamos pegar o trem às 22h, mas o próximo só partiria às 23h. Desesperadas, entramos em um ônibus, lotado, diga-se de passagem, e saltamos no Engenho da Rainha para pegar o metrô e tentar chegar em Botafogo. Este trajeto foi impagável. Fizemos várias amizades no buzum. A começar por Marelene. Sim, uma das passageiras se chamava Marelene e a amiga dela, que estava longe, ficava berrando: “O Marelene isso, Marelene aquilo”.

Ingrid, minha amiga mais povão, logo fez amizade com a amiga de Marelene. Foi ela aliás, esta amiga que disse que era melhor saltarmos no Engenho da Rainha que em Inhaúma. Por telefone, Ingrid descobriu que estava rolando bang bang em Ramos. Logo, a amiga de Marelene espalhou pelo ônibus “Tá tendo tiroteio em Ramos, quem vai pra lá?”. Ela ía, claro.

Qdo o ônibus ficou bem mais cheio e alguém amassou a barriga da amiga de Marelene contra o ferro de um dos bancos ela ameaçou “Se apertar mais eu peido ” E em seguida disse: “Peidei, eu avisei que ía acontecer isso”. Sorte a minha que estava sentada ao lado da janela e coloquei o carão pra fora. Eu ría muito, nem preciso dizer pq né.

Pois bem, já no metrô, fizemos amizade com um michê. Sim, o cara, ou melhor, a bicha, fazia programa. Adorou meu cabelo e ficou horas fazendo carinho no meu rabo de cavalo. Claro que tiramos muitas fotos com Fábio, que a gente chamava carinhosamente de Nicole, por vezes Nic.

Quando o metrô parou na Cinelândia, ele me contou “Já fiz muitos programas aqui. Vc sabe né, este é o mlehor lugar para se fazer michê”. Pano quente, nem quis saber os detalhes. Aliás, eu mal falava, só ouvia. Ele queria a todo custo que a gente fosse beber com ele no Largo do Machado. Na boooooaaaa, nem precisa dizer que não fomos né.

Cheguei em casa às 23h, cansada, com os pés feridos, mas com a certeza de que este foi o melhor evento do ano.

Fogo no rabo…

…. o fim de semana foi bom para uma amiga. Bem, pelo menos na perspectiva dela. Sábado, elas encontrou um gatinho na night e.. depois do interesse descobriu que ele era casado. Ligou o foda-se e foi para o motel. Passaram a noite lá. Depois de muito “ralarem” dormiram profundamente. O cara acordou desesperado às 7h e falou “Fudeu”. Claro, ele não pensou que dormiria fora de casa, por mais que tivesse brigado com a esposa.

Eis que no caminho da casa da minha amiga, eles conversavam sobre que desculpa seria aceitável. Ela disse ter dado algumas sugestões, mas ele, de forma que considera brilhante, disparou: “Já sei, vou me internar num hospital”. Ela: “Como assim”. Ele respondeu “Tenho um amigo que trabalha num hospital, vou me internar lá, é o melhor a fazer” Como assim ???? Isso é que é cafajeste profissional. Trai a mulher e ainda deixa a pobre culpada.

Bem, pelo que sei, hj ele ligou pra minha amiga. E vão sair de novo… parece que o babdo foi bom.