to ausente…

… Eu sei, mas tenho trabalhado muito. Passei por uma semana dura, difícil mesmo, com muitas dúvidas sobre o futuro…por isso a ausência. Muitas coisas na cabeça. O estresse foi tanto q to de cama, d novo. Mas vou melhorar e contar umas histórias ótimas. Ps: to postando do cel. Dá um desconto pq não sei como mudar d parágrafo rs

feminista reacionária libertina

Sim. Fui tachada como feminista reacionária libertina rs e, pior, sou tudo isso e muito mais! O elogio veio por depoimento no orkut de um amigo virtual. Eis o recadinho dele:

“Estou viciado no seu Blog
Quase sempre rolo de rir.
As vezes concordo.
As vezes discordo.
As vezes penso que você é uma “feminista reacionária libertina” com visões anarquistas.
Vou continuar lendo.”

Que bom que, mesmo achando que sou “feminista reacionária libertina”, ele vai continuar lendo o blog. Sou mesmo tudo isso, e mais. Sou também um pouco machista! Sim, queria uma homem rico (e lindo) que me bancasse, pagasse meus luxos e eu pudesse trabalhar apenas por prazer, sem preocupação com contas e afins. Que pudesse passar uma ou outra tarde em clínicas de estética, cuidando de mim, enquanto a babá cuidasse das crianças (que ainda não tenho). Sim, porque em um mundo machista e justo (que não é o que vivemos) isso seria possível…

… Mas, como sonhadora-pé-no-chão, que me enquadro, sei que este é um ideal distante, muito distante. Por isso, em alguns dias de muito trabalho e estresse, como hoje, em que devo sair do jornal pra lá de meia noite, tenho raiva das tais feministas que foram para praça pública queimar sutiãs. Que idéia de merda. Só ganhamos mais tarefas.

Agora, além de termos de cuidar da casa, família e estarmos lindas e de unhas feitas e cabelo bem tratado,… ainda temos de administrar o trabalho e o dinheiro. Muita preocupação para um ser que é obrigado pela natureza a sangrar sete dias por mês e achar que isso é normal. Como assim normal? Isso é que é vida injusta. rs

Semana louca…

…. sumi, eu sei. Mas a semana está corrida demais. Além de 43583478974 de coisas na cabeça, algumas bem sérias, tenho estado atolada de trabalho. Ontem rolou um debate entre 10 candidatos à Prefeitura do Rio aqui no jornal e a cobertura foi frenética. Eu, por exemplo, tive de escrever duas páginas e ainda ajudar no fechamento do caderno. Loucura total. Entrei às 8h e cheguei em casa à uma da matina. Isso mesmo. Foda. Mas, com o tempo, espero retomar à produtividade no blog.

Princesas, príncipes e sapos….

Ontem fui com minha sobrinha (e a família toda rs) assistir ao show Princesas On Ice. É bonito? Sim. É uma superprodução? Sim. Um belo show de figurino, som, luzes, fogos, dança, cenário… simplesmente perfeito. Gostou? Sim (quase chorei em alguns trechos), mas…. é pesado demais para nossas crianças. Explico: Todas as histórias. Isso mesmo. Todas as as histórias são iguais. Sempre uma moça com alguns problema que é salva, no fim, por um príncipe encantado.

Até mesmo a que é rica, a Jasmine, que não é sofredora por nascimento, que é princesa legítima, de berço, só se sente feliz e completa quando aparece um homem salvador, Aladdin, seu amor verdadeiro … O que é isso minha gente??

E a Ariel, aquela linda sereia encantador? A mulher se mutila, isso mesmo, ela faz um pacto com o mal para se tornar uma mulher de verdade e poder casar com um homem. ALOWWWWWWW Ela deixa de ser quem é por causa de um homem. Quantas vezes vemos isso acontecer por aí? Inúmeras !!! Isso é o fim da picada. Um absurdo.
Estamos repetindo estes modelos toscos que a disney nos impõe. Quem disse que é preciso ter um homem, um príncipe para alcançar a felicidade? E os príncipes, já reparam, quase nunca têm uma história. Poucos, apenas o da Cinderela, a Fera e o Aladdin, têm seus passados revelados. Os outros, todos, são mera figuração. Entram, flertam e salvam as moças. Isso não choca vocês?
Fiquei impressionada ontem, ao ver todas as histórias, juntas, condensadas, seguidas. O show foi dividido em dois atos. No primeiro, contam as histórias de todas as outras e, no segundo, a da Cinderela, claro. O que me incomodou profundamente no primeiro ato é que as histórias ficavam sem final. Isso mesmo. Contavam tudo e o desfecho, a chegada do príncipe não aparecia. Pq? Ao fim do primeiro ato, o grande momento: todos os príncipes apareciam juntos para salvar suas princesas. Uma bela dança era coreografada. Fogos, luzes. E até a Minnie, isso mesmo, que nem princesa é, aparecia ao lado do Mickey. Vamos combinar né.
No segundo ato, outro incômodo. Em determinado momento, o príncipe percorre ‘a cidade’ em busca da dona do sapatinho de cristal. Os atores tentam experimentar o sapato nos pés das meninas, cujos pais pagaram os olhos da cara para sentar praticamente dentro do ringue de patinação. Até aí, tudo bem, bonitinho. Eis que ontem, no espetáculo das 11h, aconteceu algo que fez o Maracanazinho todo rir. Menos eu, claro. Três meninas, por volta dos 11, 12 anos, esticaram suas pernas para ver se o sapatinho cabia nelas. Isso mesmo !!! O sonho destas meninas já é ter um sapato de cristal que lhes agrege um príncipe. Chocante. Sei lá.
Isso pode parecer normal para todos, mas, vamos combinar, o que mais temos por aí são sapos. Muitos. Inúmeros. Alguns até se travestem de príncipes, mas é tudo farsa. Podemos contar nos dedos o que realmente prestam. E as meninas ficam lá, sonhando,d esde pequenas, com homens salvadores, enquanto seus pais pagar R$ 20 por um saco de pipoca. Sinal dos tempos…

MERDA !!!

A palavra mais rica da língua portuguesa é a palavra MERDA. Esta versátil palavra pode mesmo ser considerada um coringa da língua portuguesa. Vejam os exemplos a seguir:

1) Como indicação geográfica 1:
Onde fica essa MERDA?

2) Como indicação geográfica 2:
Vá a MERDA!

3) Como indicação geográfica 3:
18:00h – vou embora dessa MERDA.

4) Como substantivo qualificativo:
Você é um MERDA!

5) Como auxiliar quantitativo:
Trabalho pra caramba e não ganho MERDA nenhuma!

6) Como indicador de especialização profissional:
Ele só faz MERDA.

7) Como indicativo de MBA:
Ele faz muita MERDA.

8) Como sinônimo de covarde:
Seu MERDA!

9) Como questionamento dirigido:
Fez MERDA, né?

10) Como indicador visual:
Não se enxerga MERDA nenhuma!

11) Como elemento de indicação do caminho a ser percorrido:
Por que você não vai a MERDA?

12) Como especulação de conhecimento e surpresa:
Que MERDA é essa?

13) Como constatação da situação financeira de um indivíduo:
Ele está na MERDA…

14) Como indicador de ressentimento natalino:
Não ganhei MERDA nenhuma de presente!

15) Como indicador de admiração:
Puta MERDA!

16) Como indicador de rejeição:
Puta MERDA!

17) Como indicador de espécie:
O que esse MERDA pensa que é

18) Como indicador de continuidade:
Tô na mesma MERDA de sempre.

19) Como indicador de desordem:
Tá tudo uma MERDA!

20) Como constatação científica dos resultados da alquimia:
Tudo o que ele toca vira MERDA!

21) Como resultado aplicativo:
Deu MERDA.

22) Como indicador de performance esportiva :
O Vasco não está jogando MERDA nenhuma!!!

23) Como constatação negativa:
Que MERDA!

24) Como classificação literária:
Êita textinho de MERDA!!!

25) Como situação de ‘orgulho/metidez’ :
Ela se acha o tal e não tem ‘MERDA NENHUMA!’

26 ) Como constatação de fato:
‘ Eu não sou pouca Merda não’

27) Como indicativo de ocupação:
Para você ter lido até aqui, é sinal que não está fazendo MERDA nenhuma!!!

Quem será o próximo prefeito do Rio?

Sério galera, falta menos de 15 dias para a eleição e vejo a cidade quieta, morna, poucos debates. Já tenho meu candidato, mas não vou revelar por motivos óbeveos.. mas vamos lá, lanço aqui um artido do Marcus Figueiredo, cientista político e professor do IUPERJ/UCAM, que será publicado na edição de amanhã JB (já está nas bancas, pode ir comprar). Vamos debater e escolher um bom prefeito desta vez !

Faltam política, debate e competição

O brizolismo, na década de 80, trouxe de volta o debate, calado durante a ditadura
Bons analistas aconselham que não devemos ficar nostálgicos. Isso torna nossos dias tristes, quiçá azedos, atrapalha a visão e o humor. Mas, convenhamos, a eleição municipal deste ano está sem graça. Alguns tentam, mas ficam falando sozinhos, não há replica, quanto mais tréplica.

O Rio já foi fervilhante. De Pereira Passos até os confrontos entre a UDN e a esquerda, e posteriormente entre a direita e o PDT brizolista, fustigado pelo PT nascente e as novas esquerdas re-nascidas dos escombros da ditadura, discutia-se a cidade, o Estado e o Brasil a cada eleição. Cada força política apresentava um projeto político e o defendia com unhas e dentes, muita argumentação e até mesmo utopias. Nos debates, saíam faíscas.

Os partidos tinham redutos, ideologicamente claros. A direita e a esquerda disputavam a Zona Sul. A Zona Norte sempre foi de direita, e até pouco ainda era. Os subúrbios se dividiam entre trabalhistas, comunistas – que tinham maioria – os populistas de direita. Basta lembrarmos de 1960, na disputa entre Carlos Lacerda, Sergio Magalhães e Tenório Cavalcanti. Mais recentemente, a disputa era entre Brizola, Moreira Franco e os herdeiros do chaguismo. Nos anos 80, a cidade experimentou um prefeito socialista – Saturnino Braga e seu vice Jô Resende, socialista cristão – seguidos por Marcello Alencar e César Maia. Todos criados dentro do brizolismo.

A experiência do brizolismo na década de 80 trouxe de volta o debate, calado durante a ditadura. As campanhas usavam rádio, TV e principalmente a mobilização de rua. Discutia-se na rua. Estavam em jogo projetos políticos claros. Pela direita, os herdeiros da Carlos Lacerda e da ditadura; pela esquerda, os brizolistas; e, no meio, os herdeiros do populismo chaguista. O debate e o projeto brizolista tinham um endereço certo: um colega iuperjiano cunhou, na época, de o socialismo moreno do Brizola. No debate e na mobilização, à Prefeitura era reservada a função da promoção da cidadania, do combate à desigualdade social. Discutiam-se os Cieps, a regularização fundiária das favelas, dos loteamentos, e tantos outros temas. Bons tempos de mobilização, celeiro de bons políticos.

A última eleição que valeu a pena discutir na rua foi a de 1992: César Maia contra Benedita. De lá para cá, a política deixou o espaço e entrou no seu lugar a disputa pela administração eficiente. Foi assim que vivemos entre César e Conde nos últimos 12 anos. Eficiência agora é o principal atrativo eleitoral. A eficiência serve a qualquer projeto, mas ela por ela serve só ao status quo social.

Nesta eleição não há projeto político para a cidade. Não há projeto para o desenvolvimento social, o tema da desigualdade está ausente. O presidente Lula e seus ministros se esforçam em trazer seus projetos para a cidade. Nenhum candidato rebate ou adere, nem mesmo o seu protegido.

O único que tentou acender a fogueira da política foi o Gabeira, só que está propondo partir de vez a cidade numa guerra de ocupação à la Beirute.

O movimento na rua está igual ao final da última Copa, quando o Brasil foi desclassificado.
Isso não é sinal dos tempos. É falta de apetite. Quem sabe no segundo turno as coisas melhoram.