Lindo e comovente…

O texto abaixo é do jornalista, e meu amigo, Bruno Quintella. Filho do também jornalista Tim Lopes, ele mandou hoje, ao Globo, um longo e maravilhoso texto sobre sua relação com seu pai. Bruno, pode estar certo de que seu pai, de onde estiver, está muito orgulhoso daquele menino que aos 7 anos saiu de casa sozinho pela primeira vez. E ele está feliz não pq vc é tb um ótimo jornalista, mas pq é um ser humano maravilhoso. Que bom que te conheci neste carnaval.

“Nesta terça-feira, 2 de junho, eu poderia escrever mais uma vez sobre violência. Sobre tráfico de drogas e de armas. Também poderia discorrer ideias ou pensamentos criticando a política de segurança do estado – ou a falta dela. Muros da discórdia. Ou falar de assassinatos e torturas. Crimes e mortes.

Falar sobre impunidade, redução de pena, progressão de regime, guerra de tribunais e tribunais de guerra. Legitimação do estado democrático de direito ou sua proclamação, ainda que tardia. Censura à imprensa por parte do governo. Censura à imprensa por parte do tráfico – ou da milícia. Relembrar casos do jornalista Tim Lopes, da equipe de reportagem do jornal “O Dia” e do bravo fotógrafo André Az, por exemplo. Ou do crescente número de mulheres grávidas vítimas da violência. Filhos que morrem dentro das mães: mães que morrem dentro dos filhos.

Também não seria novidade levantar outras questões, como o inferno que viveram agora – ou vivem – moradores de Copacabana e do Leme, na Zona Sul. Isso era coisa do subúrbio e da Zona Norte, claro, fora a Rocinha. Poderia reverenciar os últimos feitos em comunidades como Batan, Cidade de Deus, Santa Marta, Chapéu-Mangueira. Vila Cruzeiro?

Não, não vou tocar nesse assunto. Nem deveria, porque estamos cansados da violência, vivemos em eterno estado de ressaca moral, ou melhor, ressaca social. São comerciantes, empresários, policiais, taxistas, jornaleiros, jornalistas, fotógrafos: trabalhadores. São chefes de família. Nem todos são pais, mas todos são filhos. A violência não escolhe profissão nem cartáter. A violência, sim, é indiscutivelmente democrática.

Mas não. Hoje quero falar do meu pai. Não do jornalista Tim Lopes. Mas do pai Tim Lopes. Alguém mais sente essa falta? Não. Ninguém. A saudade é imensa e, há sete anos, todo mês de junho é assim. A temperatura é mais amena, mas o frio é sempre maior. O silêncio do outono fala mais alto. Lembro da minha infância, correndo pela redação do Jornal do Brasil, de O Dia. Dos almoços de domingo, dos jogos do Vasco no Maracanã, ainda quando começavam às cinco da tarde. “Olha, vai de calça, senão não dá pra entrar na tribuna de honra do Maraca” ou “aquele ali é Touguinhó, puta jornalista” ou ainda “Ih, o Aydano tá ali… Foge, foge, porque ele é flamenguista”. O convite “Quer entrar em campo? Niltinho (fotógrafo) vai te colocar na boa, cola com ele, vai, vai” e a ideia sugestiva: “Vamos de ônibus, porque se formos de táxi, não vai rolar grana pro lanche no intervalo do jogo”. E íamos, pai e filho, em direção ao Maracanã, eu de boné e calça num calor de fevereiro: “Se você vai de boné, mermão, não pode sentar na janela. Vai dar mole? Nego do lado de fora leva logo na mão grande. Fica esperto” – advertia ele, temendo pela minha falta de malandragem, coisa de quem foi criado nesse feudo social chamado Zona Sul.

Lembro dos almoços em botequins, cafés da manhã em padarias, da praia no Posto 8, da festa junina da Mangueira, do sítio de Saracuruna, do pôr do sol no Arpoador, dos passeios pelo calçadão, das viagens, da mesada, das matérias que vi nascer em mesas de bar – e depois estampadas na primeira página dos jornais. Outras que abriam o Jornal Nacional, ou ainda, as reportagens “do boa noite do JN. Vê lá, filhote, creditozinho do teu pai”. E eu via, porque não sabia ainda que vaidade e orgulho eram coisas diferentes.

O jornalista Tim Lopes era o meu pai? Não. O meu pai era o jornalista Tim Lopes. Como filho e também jornalista, não é fácil separar uma coisa da outra. Não que devamos desvencilhá-los, mas acho que sinto mais falta de um do que de outro. Não convivi com o jornalista Tim Lopes nas redações. Ouço as histórias, imagino os detalhes, como teria sido, como ele teria reagido em determinada situação, como conseguiu aquela entrevista. É como se percorresse um caminho de volta ao passado, sem nunca tê-lo vivido, mas que é trilhado pela saudade dos amigos e pela memória das matérias. Ler reportagens antigas, ou ainda ouvir “você é filho do Tim? Ô rapaz, teu pai certa vez…”, me fazem ficar mais perto dele, do jornalista. Nunca vou saber como seria, mas posso ter uma ideia de como foi. Mas não em relação ao pai. Essa é a saudade que dilacera o homem.

Todo dia o meu pai morre, porque acordo com ele vivo. Ouço suas palavras, me divirto com suas gargalhadas, me assusto com suas broncas em voz baixa, suas risadas desordenadas, seu olhar de criança. Mas no final do dia, acabo lembrando que ele não está mais aqui. Que não volta mais. Que nunca mais meu pai vai me dar um pito ou um abraço apertado, ou vai dizer: “meu filho, que orgulho! você agora é jornalista”. O que dá coragem de seguir em frente, é que todo dia meu pai, depois de morrer nasce mais forte, dentro de mim. E começo a entender: nunca me deixou. Sinto sua presença mesmo sem saber quando, nem onde. Não saber, mas sentir.

O amor de pai e filho não cabe em palavras nem lágrimas. Elas são apenas afluentes da saudade. O amor de filho aumenta a cada dia. E todo mês de junho, entre o dia de morte de meu pai e o dia do meu nascimento, separados por dez dias, me sinto mais próximo dele. Não porque vou ficando mais velho, mas porque vou me tornando mais homem, açoitado pela crueldade da morte, mas fortalecido pelo sofrimento da vida.

A primeira vez que andei sozinho na rua devia ter uns sete anos. Desci do antigo apartamento de meu pai, na Rua Jangadeiros, e fui à lanchonete da esquina comprar caldo de cana e pastel de queijo. Tudo era aventura: até apertar o botão do elevador. Atravessei a rua, estiquei a mão com o dinheiro e fiz o pedido. Lembro que comi em pé, só, olhando do balcão para a janela onde meu pai me fitava cuidadoso, mas desviava o olhar de quando em quando, para que eu tivesse a ligeira sensação de que estava sozinho no mundo. Aí, quando o flagrava me olhando de volta, ele acenava discretamente, esticando o polegar da mão direita e arriscava um assovio malandro, que só eu reconheceria. Ele sorria, sei porque enxergava seus dentes de longe. Talvez porque estivesse sorrindo com o coração. Estávamos felizes. E depois de limpar a boca com as costas da mão, me dirigi de volta para casa, cheio de pose, aos sete anos, pensando: a rua é um palco onde tudo pode acontecer. Mal sabia eu que já era jornalista naquele tempo.

Hoje sinto que estou andando pela primeira vez não na rua, mas na vida. E meu pai me olha de outro lugar e não da janela do apartamento. Ainda ouço o assovio malandro, lembrando feliz daquele tempo. Esse Tim Lopes não morreu.

E toda vez que volto pra casa, fecho os olhos, e consigo vê-lo esticando o polegar, sorriso malandro, olhar de soslaio e penso: o coração é um palco onde tudo pode acontecer.

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Piada sobre atrasos

Meu tio mandou por mail esta piada. Como odeio atrasos (coisa de virginiana), achei legal publicar aqui. Talvez vcs entendam a importância de ser pontual rs.

DESPEDIDA DO PADRE

O Padre no jantar de despedida pelos 25 anos de trabalho ininterrupto à frente de uma paróquia discursa:

– A primeira impressão que tive da paróquia, foi com a primeira confissão que ouvi. A pessoa confessou ter roubado um aparelho de TV, dinheiro dos seus pais, a empresa onde trabalhava, além de ter aventuras amorosas com a esposa do chefe. Também se dedicava ao tráfico de drogas e havia transmitido uma doença venérea à própria irmã. Fiquei assustadíssimo. Com o passar do tempo, entretanto, conheci uma paróquia cheia de gente responsável, com valores, comprometida com sua fé, e desta maneira tenho vivido os 25 anos mais maravilhosos do meu sacerdócio.

Chega o prefeito para entregar o presente da comunidade, prestando a homenagem ao padre. Ele pede desculpas pelo atraso e começa o discurso:

– Nunca vou esquecer do dia em que o padre chegou à nossa paróquia. Como poderia? Tive a honra de ser o primeiro a me confessar.

Silêncio total…

MORAL DA HISTÓRIA: Nunca se atrase!!!

Fraldinha ….

…. as pessoas são mesmo muito bizarras e fazem questão de continuar assim. To aqui, sentada em meu local de trabalho, tentando me compenetrar em um texto, quando um amigo entra no sala aos risos. Gargalhadas, é verdade. Leo acabara de voltar do banheiro com uma das histórias mais bizarras de todos os tempos.

Ele, fofoqueiro que é, rs, viu um colega de trabalho fazendo o número 2 no banheiro. Viu entre as frestas da porta (não me pergunte o pq da curiosidade do moço). Enfim, qdo acabou de fazer o devido serviço, o cara da portinha ao lado começou a puxar papel higiênico. Até aí, normal, ok, super limpinho. Mas o cara enrolava, enrolava, enrolada, o papel na mão. E nada de passar na bunda. Eis que, quando já tinha quase o rolo inteiro na mão, o cara pega aquele punhado (que mais parece um modess), coloca na bunda e veste a cueca. Simples assim !

Malandro não passou o papel, limpou o c** e jogou fora. Ele fez uma proteção, como se fosse um fralda, para não sujar a cueca. E saiu lindo e faceiro do banheiro. Como pode????

Update: Leo passou das gargalhadas às lágrimas. O moço tá aqui chorando, mas de rir, com o post.

Bing ou Google ???

Ó dúvida cruel: Bing ou Google?? Não sei ainda. Meu lado virginiano pede para que eu continue usando o google. Já meu ascendente sagitário, mais livre e libertário, pede para que eu use o Bing. A dúvida permanece e a lua em gêmeos não me ajuda em nada rs.

Decidi colocar meu nome nos dois sites de busca. No Bing, há 765 resultados para Renata Victal. O primeiro deles é de uma matéria antiga que fiz pro JB. Papo de 2004.

No Google, há 4820 registros com meu nome. O primeiro deles é o do blog. Depois facebook, multiply, Flickr e só depois notícias de jornal.

Em quem confiar? Ó dúvida cruel. E vc, já decidiu que site de buscas usar?

Febre Amarela Freeeee

Estou livre da Febre Amarela. Bem, pelo menos nos próximos 10 anos. Hoje acordei cedo e fui a um posto de saúde tomar a vacina. Não enfrentei fila e as funcionárias do posto foram muito simpáticas. Amei. Nem parecia um serviço municipal. Na hora da vacina, me preparei para fazer caras e bocas, mas, pasmem, antes mesmo que pudesse esboçar qualquer dor, a vacina já havia sido aplicada. Não doeu nada. Incrível ! Que bom ! Por que vc não faz o mesmo?

Piada em jornal é sacanagem…

… O Globo fez hoje um caderno especial sobre o acidente da Air France, mas começou com uma piada de péssimo gosto. Quando comecei a ler para minha mãe ela mandou “Nossa, que horror”. Tenho de concorda. O texto começava assim: “No ano da França no Brasil…” Na boa, pra que esta associação?? Piada né, e véia, pq ontem só falavam isso no Twitter.

ÉPOCA DE….

… Propina, será? O Procon-RJ está fazendo hoje uma série de vistorias nos principais hotéis e motéis do estado. Incrível né, logo agora, perto do dia dos namorados rs…. Bem, a operação tem o intuito de fazer com que os estabelecimentos comerciais respeitem a legislação de consumo, segundo o jornal O Globo.

Estou mesmo é curiosa para saber o que pode ser incluído na legislação de consumo de um motel. Se o cara broxa, por exemplo, porque o motel estava meio fedido, sujo e tal, a parceira pode processar o motel? Sair sem pagar? rs

Isso é que é exposição….

… Se você acha que me exponho muito aqui no blog, caro leitor, você vai ficar pasmo com esta notícia. Tem gente que faz pior, muito pior. Bem, pelo menos eu fiquei bolada com a notícia que tá circulando aí pela internet.

Lembra da Joana Prado, a feiticeira? Pois bem, ela está grávida de nove meses de Kyara e vai divulgar seu parto on line, em tempo real, pela internet e com direito até a SMS para avisar a hora que os trabalhos começarem. Bizarro né. Já imaginou que constrangedor? Jamais faria isso. Que loucura. Pior é que aposto que uma galera vai pagar por isso.

Bem, se estiver interessado, envie a mensagem .parto para para o número 49094 pelo seu celular. ahahah mundo cão total !!! Coitada desta criança !!!

Até com ela….

… este post é para uma amiga. Recentemente ela passou por uma situação chata. O carinha que ela estava saindo broxou. OK, acontece, a gente sabe. Mas, claro, sempre ficam dúvidas. Será que ele broxou por minha culpa? Por dele? Enfim. Nunca passei por isso (Graças a Deus), mas sei que é chato, imagino. Pois bem, minha amiga deve ficar mais tranquila. Aé Luana Piovana já passou por isso. Saca a declaração dela que está no Extra On Line.

“… “Playboy” deste mês e, ao ser questionada se algum homem já havia broxado com ela, disparou sem papas na língua: “Milhares, milhares. Todo homem já broxou um dia e toda mulher já fingiu um orgasmo”.”

É isso aí, vc, amiga, não tem problema nenhum !! Está tudo normal contigo. O cara deve ter broxado pq estava nervoso. Relaxa !!!

Ah! E tenho de concordar com Luana: Toda mulher já fingiu orgasmo. Isso é fato !!!

Saudades…

Bruna, também tenho saudades de vc. Dos olhares que trocávamos sempre que ouvíamos absurdos. E a gente ouvia muitos deles né rs. Vamos marcar um chope, qq coisa. Estou à disposição. E o bolinha, como vai?