A importância de cultivar amigos

Eu, Cacá, Mari, Cláudia e Carol
Eu, Cacá, Mari, Cláudia e Carol

Dá para perceber que esta foto é antiga. Deve ser lá de 1997. Isso mesmo. Tempos de papo no pilotisda PUC e, claro, de muitas amigas. Horas e horas de bobeira pura. Muito bom.  Por sorte, digo com orgulho, mantenho contato com todas que estão nesta foto. E, acredite, ainda tá faltando gente. Certamente a Bianca estava fazendo a foto. Tá faltando ela no enquadramento! Que saudades desta época.

Minha vida tinha mudado tanto e em tão pouco tempo. A perda do meu pai, o ingresso na faculdade, as dificuldades financeiras.   Mas, caralho, que bom, eu fiz boas amigas. Gente parceira, que estava e está sempre por perto. Companheiras com as quais divido confissões, trabalho, angústicas e risos. Amo muito todas!!

PS: Nem preciso mencionar o quanto engordamos de lá pra cá né. Com a idade a gente ganha um pouco mais do que maturidade. Foda !

Festas de aniversários…

Vanessa e eu
Vanessa e eu

A foto do post é do meu niver de seis ou sete anos, não lembro direito. O fato é que me vesti de palhaça. Euu e minha irmã Vanessa. Sim, como nossa diferença é de 11 meses e fazemos aniversário muito perto, minha mãe sempre economizou uns trocados fazendo uma festa para as duas. Mas eram festas boas, diga-se de passagem. Nesta de palhaço, por exemplo, o animador era simplesmente o palhaço Carequinha. Um luxo !!!

Estou escrevendo sobre isso pq esta semana dei boas gargalhadas com Kadu ao contar de alguns episódios da minha infância. As festas, claro, são episódios à parte. Amo festas !!!  Eu era um capeta como criança, acreditem. Sempre que as festas eram na casa dos meus avós maternos, eu dava um jeito de me jogar na piscina (de roupa e tudo). Minha mãe ficava mega puta, mas eu achava super divertido. Com o tempo fui criando uma parceria com um dos meus tios. Funcionava da seguinte forma: eu ficava andando na borda da piscina, como quem não quer nada, e de repente, meu tio esbarrava em mim. Pronto, lá ía eu para a piscina e minha mãe nem podia me dar esporro. Afinal, a culpa não era minha.

Além da festa de palhaço. Eu e Vanessa já nos vestimos de Cinderela. Toda menina que se preza tem que ter uma festa de princesas. E nós, mais uma vez, vestimos roupas rodadas, laços no cabelo. Uma coisa fofa. O detalhe ficou por conta do sapato. Fiz questão de ter um sapatinho de cristal e minha mãe improvisou com uma melissinha transparente. Ficou o máximo.

Só que, das festas de família, a que mais deixou marcas não foi nem minha ou da Vanessa, mas da Danieli, minha irmã mais velha. Lá pelos 8 ou 9 anos (não se precisar) ela fez uma festa cujo tema era discoteca. Tudo muito bacana, bem ao estilo da década de 80. Todos foram convidados a levarem seus patins e muita gente topou a brincadeira. A decoração era fluorescente. Havia luzes piscantes pela parede. Muito moderno rs. Mas, o ponto alto não foram minhas quedas de patins (que foram muitas). Neste evento, o momento inesquecível foi o ataque que minha irmã deu logo após cantarem Parabéns.

Explico: o bolo era enorme, um super retângulo confeitado. Por cima, milhões de balas, confetes e outros tipos de chocolates da época. Eis que, assim que ela soprou as velinhas, a criançada atacou o bolo. Isso mesmo, geral meteu a mão no bolo para pegar os doces.

Nossa!!! Minha irmã virou bicho. Começou a chorar e a expulsar todos. Sério. Ela chamava os convidados de mau educados, sem educação. A criança ficou puta. Nunca vi tanta gente ir embora em segundos. Ela realmente acabou com a festa. Isso foi incrível.

Longe das festas da família, eu me divertia mesmo era roubando doces nas mesas alheias, pegando brindes daquelas bolas gigantes que estouravam com cigarro e brincando de pique com os meninos. Eu quase nunca brincava com as meninas nas festas. Estava sempre correndo de um lado ao outro. Chegava em casa nojenta, com os pés pretos, toda fedorenta. Mas muito feliz.

 Mas, de todas as festas que já fui na vida, e olha que já foram muitas, a melhor, a mais sensacional de todas, aconteceu em um galpão de um bairro do subúrbio. Isso mesmo. Adorei as festas onde foram servidas lagostas. Estava tudo lindo e maravilhoso. Mas os 15 anos de uma amiga em um galpão foram… memoráveis.

A história é longa. O dia estava perfeito e à noite segui para a festa desta amiga de colégio. Chegando lá, ok, o cenário era simples, mas acolhedor. Um galpão, com mesas de ferro e um caminhão de som onde ficavam as caixas de som. Nãovou nem comentar da comida. Isso é detalhe. Lá pelas tantas caiu umpé d´água. mas um toró mesmo. Vcs podem imaginar aquele bando de adolescentes se protegendo debaixo da marquise da casa de uma parente da aniversáriante que ficava em frente ao galpão. Muito divertido.

Depois que a chuva deu um tempo, improvisaram um telhado com uma lona azul do tipo caminhoneiro. Distribuíram rodos entre os convidados e muitos ajudaram a secar a pista de dança. OK OK, voltamos para o ‘salão’ e a festa recomeçou. A chuva também deu as caras, mas com menor intensidade. Aí já sabe né, volta e meia alguém tinha que pegar um rodo e levantar a lona. Ía água pra tudo que é lado. A aniversariante, claro, em prantos. Mas geral se divertindo horrores, rindo, zoando, batendo papo, paquerando. Literalmente, com 14 anos não há tempo ruim ! Amei esta festa !!

Mengoooooooooo

Mengoooo
Mengoooo

Eis a cara de um atleticano roxo ao ver seu time levar de 2×1 no Maraca do Flamengo. Bem, se já tá ruim neste momento, vcs podem imaginar como ficou a cara de Kadu quando o Mengão fez o terceiro gol. Foi foda.Pra ele, no pior sentido da palavra. Pra mim, no melhor, claro.

Fiz questão de publicar esta foto pq qdo entramos no estádio o jogo já tinha começado e ele ficou zoando com a minha cara de que o Galo já tinha feito um gol e blá, blá, blá. Chegou a ficar um tempo na torcida do Galo. Isso mesmo, me deixou só para ficar cantando umas musiquinhas idiotas.  Depois, do pirmeiro gol e da baixaria que rolou entre as torcidas, ele veio com o rabo entre as pernas assistir ao meu lado rs.

Por falar na baixaria, sério, queria entender pq homem fala tanto palavrão assistindo futebol? Precisa provocar a outra torcida? Precisa mandar o outro tmar no c*, se F#$@er? Sei lá, acho que é muita gente com problemas sexuais reunida em um só lugar. Os caras precisam colocar suas tensões pra fora. Sei que esta não deve ser a melhor, nem a única explicação, mas há de existir motivos reais para tamanha agressividade. Tem que saber perder minha gente !

Se…

Se……..

Se a pessoa que você ama, treme quando te abraça,

Se você sente os seus lábios ardentes como brasas,

Se você sente a sua respiração se agitar,

Se você vê nos seus olhos um brilho febril…

… sai de perto dela,
ELA TEM GRIPE SUÍNA!!!!!!

PS: Piada enviada por mail via Patrícia. Valeu amiga !!!

Para pensar…

… “aprender a contar no seu jardim as flores e os frutos e não as folhas que tombaram. É disso que todos precisamos. O mea culpa é uma condenação da qual você pode escapar. Quando as portas estão fechadas, a gente escapa pela janela, como dizia Carlito Maia. Falando, você encontra uma saída. O maior recurso que nós temos é a fala e a escuta.” Por Betty Milan