Racismo francês

Muito interessante o depoimento deste repórter. Mostra o racismo francês. Vale a leitura:

Eu, Mustapha Kessous, jornalista do “Le Monde” e vítima do racismo

 Mustapha Kessous

Brice Hortefeux tem um grande senso de humor. Sei disso, ele me fez uma piada um dia. Quinta-feira, 24 de abril de 2008. O ministro da Imigração e da Identidade Nacional iria me receber em seu majestoso gabinete. Um encontro para falar das greves dos “sem-documentos” [estrangeiros em situação irregular] nas empresas. Eu nunca o havia encontrado. Estou esperando com minha colega Laetitia Van Eeckhout no palácio do governo. Brice Hortefeux chega, me estende a mão, sorri e diz: “Você está com seus documentos?”

Três meses depois, 7 de julho, dia de meu aniversário de 29 anos. Estou cobrindo o Tour de France. Preparo um artigo sobre as pessoas que moram na beira das estradas. Sobre o asfalto molhado perto de Blain (Loire-Atlantique), me aproximo de uma família empolgadíssima com a passagem da caravana, para conversar. “Com você eu não falo”, me lança um jovem de vinte e poucos anos. Ao meu lado, meu colega Benoît Hopquin não encontra nenhum problema para conversar com essa “França profunda”. Mais tarde ele me contou que, depois que nós nos identificamos, uma funcionária da organização o chamou para saber se eu era seu… chofer.

Eu pensava que minha “qualidade” de jornalista do “Le Monde” iria finalmente me preservar de meus principais “defeitos”: ser um árabe, ter a pele escura demais, ser um muçulmano. Eu achava que minha credencial de imprensa me protegeria dos comentários de pessoas obcecadas pelas origens e pelas aparências. Mas qualquer que seja o assunto, o ambiente, a população, os preconceitos persistem.

Falo muito sobre isso com meus colegas: eles mal acreditam quando lhes descrevo esse “apartheid mental”, quando detalho as pequenas humilhações sofridas quando estou fazendo uma reportagem, ou no dia a dia. Para quê me apresentar como jornalista do “Le Monde”, se não acreditam em mim? Alguns não hesitam em telefonar para a o jornal, para avisar que “um tal de Mustapha tentou se passar por jornalista do ‘Monde’!”

Faz muito tempo que não digo mais meu nome quanto me apresento pelo telefone: é sempre “Sr. Kessous”. Desde 2001, quando me tornei jornalista, na redação do “Lyon Capitale” e depois na do “Le Monde”, “Sr. Kessous” soa melhor: nem imaginam que o repórter é um descendente de árabe. O grande rabino de Lyon, Richard Wertenschlag, me confessou, com um sorriso: “Eu achava que o senhor era da nossa comunidade”.

Tive de amputar parte de minha identidade, tive de apagar esse nome árabe de minhas conversas. Dizer Mustapha é correr o risco de ver seu interlocutor se recusar a falar com você. Às vezes digo para mim mesmo que estou sendo paranoico, que estou enganado. Mas isso aconteceu tantas vezes…

Quando entrei no jornal, em julho de 2004, fui para a ilha de Barthelasse, perto de Avignon, para cobrir uma notícia. Um menino havia sido assassinado com uma machadinha por um marroquino. Fui até a casa onde se passou a tragédia, bati à porta, e o primo, de cinquenta e poucos anos, que tentou reanimar a criança ensanguentada, me olhou friamente dizendo: “Não gosto dos árabes”. Por fim, ele me recebeu em sua casa.

Pensavam que o assassino havia fugido do hospital psiquiátrico da vizinhança: liguei para a direção, e falei com a responsável: “Bom dia, é Kessous do jornal ‘Le Monde’….” Ela disse que me receberia com prazer. Quando cheguei lá, a secretária lhe avisou de minha presença. Uma mulher de muletas passou na minha frente, eu lhe abri a porta, ela me encarou sem dizer bom dia nem obrigada. “Onde está o jornalista do ‘Le Monde’?”, ela disse. Bem atrás da senhora, eu me apresentei.

Na hora achei que essa diretora iria desmaiar. Ainda sem um bom-dia. “O senhor está com sua credencial?”, ela me perguntou. “O senhor tem um documento de identidade?” “Da próxima vez, senhora, peça para que lhe enviem por fax a minha ficha criminal, assim ganhamos tempo”, eu respondi. Fui embora, claramente irritado, me sentindo impotente, antes de ser detido mais adiante pela polícia que acreditava ter… encontrado o suspeito.

Quando o jornal me pediu para cobrir a revolta dos subúrbios em 2005, um membro do Club Averroès, que deveria promover a diversidade, acusou o “Le Monde” de empregar “fixeurs”, os guias que os jornalistas pagam nas zonas de guerra. Eu teria sido somente o álibi para uma lição de moral. O árabe a serviço, como ouvi dizerem tantas vezes. Na internet, sites de extrema direita xingam o “imundo” jornal de referência que recrutou um “árabe” para falar dos subúrbios.

Ah, se eles soubessem como a periferia me era estranha. Cresci em um velho apartamento no coração das melhores vizinhanças de Lyon. Em 1977, vinda da Argélia, minha mãe teve a intuição de que deveria morar no centro da cidade, para conseguir um bom nível de vida: nós estávamos entre os raros magrebinos do bairro de Ainay. Para conseguir algum sucesso, pedi para estudar em uma escola católica: vivi um inferno! “Volte para seu país”, “Seu lugar não é aqui”, eram as frases preferidas de alguns professores e alunos.

Em 21 de dezembro de 2007, terminei um curso de aperfeiçoamento em uma escola de jornalismo. Durante a prova oral que concluía esse curso, a banca, composta por profissionais, me fez perguntas estranhas: “Você é muçulmano? O que você acha da nomeação de Harry Roselmack? Se você trabalha no ‘Le Monde’, é porque eles precisavam de um árabe?”

Diversas vezes, quando chegava para acompanhar um julgamento para o jornal, ouvi a pergunta “Você é o acusado?” de funcionários do tribunal.

O dia a dia do jornalista parece muito com o do cidadão. Há vários meses procuro um apartamento. Nos últimos dias, entrei em contato com um proprietário e me deparei com uma senhora de voz alegre: “Eu me chamo Françoise, e o senhor?”. “Meu nome é Kessous”, lhe respondi, me esquivando como sempre. “E seu primeiro nome?”, ela perguntou. Acho que ela não percebeu meu silêncio. Não tive coragem de lhe falar. Pensei que, se dissesse, estaria tudo perdido, ela diria que o apartamento já havia sido alugado. Aconteceu tantas vezes. Não tive escolha. Hesitei e gaguejei: “Hãã…. Mus… Mustapha”.

No início, eu ia sozinho às imobiliárias. E para mim – que coincidência – não havia nada de muito bom disponível. Quando eu marcava com proprietários para visitar os apartamentos, como eles ficavam surpresos em ver o “senhor Kessous”! Alguns mal me mostravam o local, com a desculpa de que repentinamente estavam com pressa. Pedi ajuda a uma amiga, alta e loira. A partir deste verão Claire começou a se apresentar como minha companheira, e faz as visitas comigo. Dizemos que vamos morar juntos. Isso claramente tranquiliza as pessoas.

Pelo menos mais do que esses seguranças que se sentem obrigados a me seguir assim que ponho os pés em uma loja, ou do que o vendedor de uma grande marca que não me abriu a porta da loja. Em Marseille, com dois amigos (um branco e um árabe) – produtores do grupo de rap IAM – , um funcionário de um restaurante se recusou a nos servir…

Na vida noturna, a exclusão é ainda mais humilhante e irritante, sobretudo quando são negros e árabes que o revistam na entrada de uma boate ou um bar. Há quatro meses, quis levar minha irmã para comemorar seus 40 anos em um lugar da moda de Paris. O segurança nos impediu de entrar: “Não te conheço!”. Mas ele poderia se lembrar de meu rosto: eu já tinha ido diversas vezes nas últimas semanas, mas com Dida Diafat, um ator – cujo perfil fiz para o ‘Le Monde’ – e seu amigo, o cantor Pascal Obispo.

No fim de 2003, prestei queixa contra uma casa noturna de Lyon por discriminação. Eu havia ido com uma amiga, uma “francesa”. O porteiro nos disse o costumeiro “sinto muito, está lotado”. Dois minutos depois, um grupo de quinze pessoas – todas brancas – entrou. Quero explicações. “Cai fora!”, disse o segurança. A queixa foi arquivada. Liguei para Xavier Richaud, procurador da República de Lyon, que me contou que não havia “elementos o suficiente”.

E o que dizer dos táxis que depois da meia-noite não param? O que dizer da polícia? Quantas vezes ela não me parou – inclusive com minha mãe, que tem mais de 60 anos – , fui encostado contra o capô do carro em pleno centro da cidade, revistado até nas meias, cercado em um leilão, algemado em uma manifestação? Já perdi a conta de quantas vezes guardas exigiram meus documentos, mas não o da garota que me acompanhava: ela era loira.

Em uma noite de 2004 em Lyon, eu estava com uma amiga quando dois policiais cruzaram conosco: “Viu a bunda dela?”, disse um deles. “Qual o seu problema?”, eu respondi. Um dos agentes sacou seu cassetete e enquanto o acariciava me perguntou: “O que é que o rapaz quer?”. No dia seguinte, falei com Yves Guillot, o chefe de polícia: ele me perguntou se eu havia anotado a placa do carro deles. Não…

Em 2007, a brigada anticriminalidade, a BAC, me parou no cais do rio Reno em Lyon: eu estava usando um Vélo’v [bicicleta de aluguel]. Perguntaram se eu tinha o recibo, se não a tinha roubado. Outro dia, estacionei minha lambreta na calçada na frente do ‘Le Monde’. De repente surgiu uma viatura, com os faróis acesos: policiais, segurando suas armas, me pararam. Eu lhes disse que trabalhava no jornal. Confusos, eles me pediram minha credencial de imprensa, mas não minha carteira de motorista.

Tenho tantas histórias como essa para contar. De mim, falam que sou de origem estrangeira, um árabe, ralé, islamita, delinquente, um selvagenzinho, um “árabe burguês”, um filho da imigração… Nunca um francês, simplesmente francês.

Adeus

Hoje uma amiga querida, a Gabi, perdeu seu avô. Ele tinha 90 anos, estava bem doente e isso pode até ajudar no entendimento do processo, mas não alivia. Toda perda deste tipo é dolorosa e posso imaginar como Gabi, que nunca passou por tal situação, está se sentindo. É uma merda. A gente perde o chão e dá real importância às coisas. Foda-se o chefe mala, o carinha que não ligou no dia seguinte, o pneu furado no dia de chuva. Isso é merda, é pequeno demais diante da grandeza, da magnitude de atos como a morte. O enterro foi em Fortaleza e, por isso, não pude estar presente para abraçar minha amiga. Uma pena. Não que eu curta velórios, longe disso, mas sei como é importante, para os vivos, se sentir amado e querido por amigos. Alguns abraços, nem todos, são reconfortantes.

Cena tosca do dia:

Hoje  presenciei uma senha tosca. Fui almoçar rapidinho, tinha pouco tempo, e optei pelo Mc Donald´s mesmo. Mas, acredite, foi divertidíssimo. Explico: ao meu lado tinha um casal e, no meio do lanche, o malandro decidiu terminar o namoro de 1 ano e tal. Gentem, a menina chorava tanto.  Incrível. Era um rio de lágrimas em plena lanchonete. Morri de vergonha por ela. Os argumentos do cara eram muiiito banais. Não consegui entender o motivo real do término e acredito que a menina também não. Senti vontade de intervir, inclusive.

Ele dizia que tinha tido uma revelação e que isso tinha mudado algumas coisas nele e blá-blá-blá. O que ele quis dizer com isso não sei. Parecia papo de crente, mas não de crente sério. A impressão que dava era a de que o malandro estava usando a religião para aliviar sua barra. Na certa arrumou outra (o) e colocou a culpa em Deus.

Como o papo terminou? Não sei. Tentei comer devagar, mas não podia ficar enrolando por muito tempo. Acabei o sanduba, fiquei uns minutos tomando o suco, mas tive de partir. Uma pena.

Vamos fazer o bem?

Violino-4

Ontem conheci um projeto muito bacana que está sendo desenvolvido desde 2001 na favela Beira Rio, em Vargem Grande, e que se chama Agência do Bem. Entre os projetos realizados está o Nova Sinfonia, que dá aulas de Violino, Viola de Arco, Flauta e Canto Coral para as crianças da comunidade. Pois bem, eles estão se preparando para um grande concerto no Teatro dos Grandes Atores, na Barra, e queria pedir a ajuda de vocês e de seus conhecidos, maridos, amigos e, quem sabe, até amantes para incrementar o espetáculo. O dono do teatro procurou a instituição e ofereceu o espaço, sem custo, para que as crianças pudessem se apresentar em um local bacana para que se sintam estimuladas. Agora, o resto, é com a gente.
 
Fui procurada pelo Alan, que coordena a instituição. Ele é uma pessoa bacana, que fez faculdade comigo e  não se meteria, nem me meteria, em furada. O trabalho lá é sério e por isso estou mandando este e-mail. Eles precisam de voluntários para fazer deste um grande evento. Vou cuidar da parte de assessoria de imprensa e divulgar o concerto. E vc, o que pode fazer?
 
Precisamos de 2 ou 3 artistas que possam se apresentar também. A ideia é tornar o evento mais atrativo, já que eles precisam colocar 400 pessoas no teatro. Vamos combinar, é muita gente. Ainda mais se formos analisar que, nem sempre, as pessoas estão dispostas a saírem de suas casas para assistirem à apresentação de crianças carentes. Portanto, se você conhecer algum cantor (a), banda  ou afim que tope se apresentar, de graça, claro, será ótimo. Conhece algum empresário que queira investir em projetos sociais?
 
Se não conhecer, ok, você pode participar de outra forma. Ajudar as crianças com o que já sabe. Que tal aproveitar suas habilidades para ensinar algo às crianças. Fotografia? Teatro? Aartesanato? Vai, sei que você tem alguma habilidade. Na boa, a gente vive reclamando da violência no Rio, mas pouco fazemos para mudar esta realidade. Vamos capacitar, profissionalizar estas crianças. É médico? Que tal dar uma consulta por mês no local? Dentista? Vai lá passar flúor na garotada. Quem tá dentro???
 
Para conhecer mais sobre a entidade, clique em http://www.agenciadobem.org.br/default.aspx

Um currículo do Alan para que saibam quem é a pessoa que me cativou a mergulhar neste universo.
 
O Alan Maia é formado em Comunicação Social e Mestre em Serviço Social pela PUC-Rio. Ele, atua no chamado Terceiro Setor há muitos anos, tendo trabalhado na Ação Comunitária do Brasil e nos Doutores da Alegria, entre outras ONGs de destaque, desenvolvendo projetos sociais junto com empresas do porte de Petrobrás, Vale, White Martins e de entidades como SESC, Ministério do Trabalho e Emprego, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Banco Mundial, entre muitas outras.
 
Se animou? Então repasse  para os amigos. Ajude !!!

Amei …

…. minha noite ontem. Simplesmente sensacional. Primeiro, bar com amigas. Adoroe stes momentos de colocar o papo em dia. Depois, teatro. ** A estreia da peça GORDA foi um sucesso. Os atores estavam ótimos em cena. E nesta, que foi a 2344 vez que assisti, tive o seguinte insight:  o personagem Caco é um grande filho da puta!!!!

 Daqueles amigos invejosos sabe. Desde o começo da peça, assim que ele sabe que o Tony se encantou por outra mulher (Helena), ele dá um jeito de minar a relação de Tony e Joana. É o primeiro a contar pra Joana que Tony está saindo com outra mulher e chega ainda a desqualificar sua forma física, dizendo que sua bunda está caída.

Alowww. Joana é mega sarada, como todos podem ver na cena do biquini. Claro que, no fim da peça, Caco dá um jeito de ficar com Joana. Ou seja, um grande fura olho. Agora diz, quem nunca teve um amigo assim? nossa, coleciono alguns. Não muitos, claro, mas o suficiente pra contar nos dedos das mãos do Lula.

A gente sempre percebe quando uma amiga trata nosso homem de forma diferente e faz questão, por exemplo, de ficar alisando o braço, as pernas, abraçando… um saco né. Quando quer se fazer muito presente, hummmm, melhor prestar atenção.

Mais tarde, já em casa, assisti a uma entrevista no Jo Soares exatamente sobre isso. Uma mulher contava como tinha largado uma multinacional para abrir uma loja de lingeries. OBEVEO que tudo foi motivado por um belo par de chifres. E o marido a tinha traído com quem??? Com a melhor amiga dela. Isso mesmo, com a mulher que estava sempre presente, que se fazia presente.

Claro que não dá pra entrar na paranóia e se isolar do mundo (sei que boa parte da mulherada age assim), mas também não custa nada observar. Eu, por exemplo, to de olhos abertos. Com muito custo, eu sei, pq demorei pra maldar, mas uma outra amiga já cantou a bola: “Olha, fulana tá agindo assim e assado. Cuidado”. Depois outra pessoa me disse a mesma coisa.

 Claro que fiquei ligada, mas não a ponto de me isolar do mundo. Até pq confio, e muito, no kadu. Não vou colocar minha mão no fogo pq aí já seria demais. Só que, simplesmente, confio nele. Confio em mim e isso basta.

**Preciso registrar que ontem, quando chegava no Shopping da Gávea, uma mendiga me pediu esmolas. Até aí, nenhuma novidade. Não dei nenhum centavo. Até aí, nenhuma novidade again. Mas, ela fez algo que me surpreendeu. No lugar das baixarias que os mendigos geralmente costumam dizer quando a gente nega um trocado, coisas do tipo “Sua FDP, um dia você vai sentir fome” ela abriu um sorriso e disse: “Queria que a senhora soubesse que está muito bonita hoje. Adorei sua roupa.”

 Agradeci, claro, pq sou educada e tenho senso estético, de fato estava bem bonitinha ontem, mas preciso confessar que ela partiu meu coração. Senti vontade de conversar com aquela mulher, saber um pouco mais de sua vida. Pq ficou claro que ela tem bom gosto. Será que é do tipo que tinha tudo de bom e perdeu? Ou daquelas que enlouquece, larga muito $$ no banco e vai pras ruas? Fiquei intrigada. E feliz. Na volta, no fim da peça, ela já não estava mais lá.

Triste…

…. saber que falta pouco para isso acontecer no Brasil. Algumas redações, pelo menos no RJ, não oferecem qq tipo de segurança a seus repórteres.

“O jornalista mexicano Norberto Miranda Madrid, conhecido com “El Gallito”, foi assassinado a tiros na noite desta quarta-feira na cidade de Nuevo Casas Grandes (Chihuahua), em plena redação do jornal digital onde trabalhava, informa o El Diario.

A vítima escrevia uma coluna publicada em vários veículos, dirigia um jornal web e trabalhava como correspondente do diário El Heraldo e de uma emissora de rádio.

Testemunhas disseram que pelo menos cinco homens fortemente armados invadiram a redação do jornal digital e dispararam contra o jornalista. Na última semana, Miranda escreveu colunas relacionadas com a falta de segurança pública na região.”