Preciso confessar…

… que dá muito trabalho organizar um casamento bacana, mas que tb é divertido. Há uns meses eu e Kadu começamos uma verdadeira saga em busca de uma boa cerimonialista. Visitamos umas 5, salvo engano. Na boa, duas delas descartei de cara. A primeira pq tinha a casa muiiiito mal decorada, bem cafona mesmo. E não to exagerando. Ela morava num apt pequeno em Copacabana, tinha gatos, o ar condicionado não funcionava direito e as fotos que ela me mostrou eram mega desorganizadas.  Sem contar que o mau gosto da decoração do apt extrapolava pras coisas que ela colocava nos casamentos. Não to brincando.

E eu, coitada, cheia das boas intenções, apresentando fotos lindas, ideias bacanas (sem modéstia rs). Eis que, qdo fomos falar de lembrancinhas, a véia me abre uma portinha de um armário e tira de lá, como se fosse a última coca-cola do deserto, o máximo dos máximos, uma caixinha plástica bem cafona, bem anos 80. E ela ainda teve a cara de pau de me dar uma ‘dica’. Disse que tinha comprado a tal caixinha na Saara, numa loja até conhecida, e que eu poderia fazer o mesmo. Na boooa, ela não entendeu mesmo minha proposta para cerimonialista. Sem contar que ela foi tascando preço em uma planilha e sequer me perguntou que tipo de flores eu iria querer na decoração. Agora me diz: trá o mesmo preço para gérberas e orquídeas? Enfim, esta foi descartada assim que descemos pelo elevador.

A segunda não era tão cafona. Até apresentava fotos bacanas, mas o discurso… bem, como confiar em alguém que, na hora que vc tá saindo, manda na lata “Este é meu preço inicial, mas se vc encontrar mais barato, eu cubro”. Alowwww, virou Casas Bahia? Como assim? Ela disse que faria mais barato que qq outra. E a qualidade das fotos? Bem, fiquei desconfiada e descartei.

Qual foi a minha escolha? A mais cara. Mas que fique claro que não foi pelo quesito preço que ela ganhou a mim e ao Kadu, mas por todo o resto. Pra começar, o sofá da casa dela é exatamente igual ao da nossa. Ou seja: temos o mesmo gosto. Ela também foi bem atenciosa, não disse nada sobre valores me ouviu, viu as fotos, mostrou seu material num laptop, pegou um papel gigante e desenhou o mapa do salão, apontou onde ficariam as mesas, flores, bolo, pista de dança e afins. Nos conquistou, óbeveo, pq conseguimos visualizar exatamente nosso casamento. Foi perfeito. Fomos pra casa com a certeza de que precisávamos dela e, ao mesmo, tempo apreensivos. Não tínhamos a menor ideia dos custos. Dias mais tarde, ela mandou a planilha por email e quase morremos. Mas, uns ajustes aqui, outros ali… tudo certo. Agora é contar os dias para que a nossa data chegue logo.

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Muito bacana

Gentem, que mulher nunca se enrolou na hora de comprar o produto certo para se embelezar? E quem nunca errou a mão ao aplicar uma sombra, um batom? Atire a primeira pedra quem nunca cometeu um destes pecados. O bacana é que descobri um site que dá dicas de produtos e ainda ensina como usar cada um deles. Amei. Ficou curiosa? Veja em http://www.consultorasacks.com.br/ e depois me diga se não dá vontade de jogar fora metade das maquiagens que se tem em casa e comprar tudo novo. Ensina até a usar o curvex.

Não fiquei tão na tentação por perfumes pq to com 3 vidros praticamente zerados lá em casa: Giorgio Beverly Hills (que amo de paixão desde os 13 anos), 212 Sexy e um frasco tinindo de fechado do Very Irrésistible. Um luxo!

Supergêmeos ativar

Lembram do desenho Super Gêmeos? Pois bem, ontem fui fazer uma piadinha a respeito com Kadu e fiquei no vácuo. Isso mesmo, o malandro não sabia sobre o desenho muito menos o sentido da frase:  “Supergêmeos ativar. Em forma de águia” Como pode?????  Eu simplesmente adorava este desenho.

Tolerância

A palavra do dia, talvez da semana, é tolerância.  É preciso muito mais do que aprender ser tolerante. É preciso aprender a ser tolerante todos os dias. É preciso saber olhar para as diferenças, carências, necessidades do outro. Olha pra além do próprio umbigo e ver que há um mundo gigantesco fora de nós mesmos.

Mas o que fazer com nossas vontades? Reprimí-las? Não. Repito: não. Temos que fazer como os malabaristas ou químicos e arrumar um outro jeito, uma nova fórmula. Temos de nos reinventar todos os dias. O processo pode ser doloroso, confesso, mas é de extrema necessidade. Achar a medida exata entre nossas vontades e a dos outros deve ser a fórmula da felicidade ou algo muito perto disso.

Temos que concordar…

…. com o Lula qdo ele diz: “”Nem todo o mundo é obrigado a ficar se arreganhando para todo o mundo, todo o dia. A Dilma é o que ela é”, disse o presidente, durante discurso na cerimônia de transmissão de posse de ministros.”

Concordo plenamente. Este lance de ter que agradar gregos e troianos é insano e, praticamente, impossível. Temos de respeitar nossas individualidades, vontades e pontos de vista. Sermos o que somos. E isso é difícil hein, não é pra qq um.

Gaiolas

Estou completamente apaixonada por gaiolas e quero muitas no meu casório. Estas aí do lado estão fofas, mas quero as minhas pintadinhas de branco, bem provence mesmo. Já vou começar a comprar algumas pq quero ter em casa tb.

E, que fique claro, não é pra passar a ideia de que casamento é uma prisão. Pelo contrário. Farei questão de deixar todas as portinhas abertas num símbolo máximo de liberdade: entra na gaiola qdo quiser. Pode sair tb.  Afinal, ninguém é obrigado a casar. Faz quem quer. Faz quem ama.

Lavanda

Adoro esta cor. Nem preciso dizer que será a cor do meu casório.  Aliás, linda esta palheta de cores aí ao lado, dá pra tirar boas inspirações.

Falando em casório, Giovanna está radiante pq esta tb é sua cor favorita, mal vê a hora de fazer as provas de seu vestido de daminha. Uma fofa.

Perfeita. Amo esta música:

Tu és divina e graciosa, estátua majestosa

No amor!
Por Deus esculturada e formada com ardor…
Da alma da mais linda flor d
e mais ativo olôr
Que na vida é preferida pelo beija-flor…
Se Deus m
e fora tão clemente aqui neste ambiente
de luz, formada numa tela deslumbrante e bela…
Teu coração j
unto ao meu lanceado
Pregado e crucificado sobre a rosa e a cruz do arfante peito teu…
Tu és a forma ideal e
státua magistral
Oh! alma perenal do meu primeiro amor
Sublime amor…
Tu és de Deus a
soberana flor
Tu és de Deus a criação que em todo coração sepultas um amor…
O riso, a fé, a dor e
m sândalos olentes
Cheios de sabor em vozes tão dolentes como um sonho em flor…
És láctea estrela, é
s mãe da realeza, és tudo enfim que tem de belo
Em todo resplendor da santa natureza…
Perdão!Se ouso confessar-te
Eu hei de sempre amar-te
Oh! flor! Meu peito não resiste
Oh! meu Deus, o quanto é triste a incerteza de um amor
que mais me faz penar em esperar
Em conduzir-te um dia ao pé do altar…
Jurar aos pés do Onipotente e
m preces comoventes
De dor, e receber a unção da tua gratidão…
Depois de remir meus desejos
Em nuvens de beijos
Hei de envolver-te
Até meu padecer
De todo fenecer…

Bolo

Eis o bolo dos meus sonhos. Não é lindo? O problema é que não encontro quem venda tal armação no Brasil. To até pensando em mandar fazer. Uma loucura, eu sei. Mas este bolo tem o espírito do casamento que quero: romântico, chique, provence.

Por mais que eu visite sites e mais sites de boas boleiras brazucas, nada me encanta tanto qto este bolo, que foge do convencional e, mesmo assim, encanta pela simplicidade e beleza. E agora? Será que o São Benedito que Ajuda as Noivas  Deseseradas vai me dar uma mãozinha?

Mais do casório

Não adianta, vou ficar repetitiva mesmo. Até dezembro o assunto dominante será o casamento. Penso nisso boa parte do dia. To com umas ideias ótimas. Aliás, por falar em ideias, a Kátia Bonfadini vai cuidar da parte gráfica do casório: convites, tags e afins. To animada. Aliás, o blog dela é fofo e, como vão perceber, ela tem muito talento . Duvida? Então visita só pra ver se não estou com a razão: http://www.casosecoisasdabonfa.blogspot.com/

Atendendo…

…a pedidos de uma grande amiga, abri o blog novamente. Não sei viver na clandestinidade. Mas, ressalto, posso ter uma recaída de Maria, a Louca, e fchar novamente. Estou em um momento de altos e baixos , numa montanha russa mesmo, com muitas decisões a tomar e, por vezes, quero um pouquinho de privaicidade. Incoerente, eu sei. Mas o nome do blog me justifica e me desculpa rs.

Casório

Um dos motivos que me fez bloquear o acesso ao blog é a proximidade do casamento. OK OK é só em dezembro, mas todos dizem que passa rápido e to achando que eles estão certos. Não quero que geral saiba dos preparativos e tb não quero ficar me censurando, deixar de registrar estes momentos bacanas.

Minha ansiedade está do tamanho do mundo. Até agora já tenho igreja, padre, salão, buffet, flores, cerimonialista, decoração, DJ, foto e vídeo. o vestido tá quase no ponto. Descolei uma costureira show de bola na Tijuca e o modelo não sai da minha cabeça. Quero que as provas comecem logo, mas vai levar um tempinho ainda 😦

Enfim, enquanto o tempo não passa, ainda tenho que contratar bolo/doces/ convites e lembranças. A boa notícia é que quase tudo já está encaminhado. To amando estes preparativos e, confesso, tensa com a ginástica financeira que tenho feito para pagar tudo. Na boooa, um pai faz falta. Um pai rico então… nem se fala. Tudo muiiito caro. Neguinho mete a mão pq acha que sonho não tem preço. Mas tem. Pelo menos os meus. E posso dizer que são caros.

Uma das coisas que mais gosto de fazer é pesquisar novidades. Xereto tudo que é cantinho desta internet. Sites de todos os países, acho que só não fui a nenhum chinês. E isso é sério. Minha cerimonialista fica encantada com as ideias que apresento. Tomara que dê tudo certo e que eu possa mesmo pagar por tudo o que imagino.

Ah, esqueci de uma coisa: já tenho tb o carro que vai me levar pra Igreja. Um tio querido trocou o possante só para a ocasião. Comprou um carrão dourado, maravilhoso, e faz questão de me levar. Além de economizar umas 500 pratas, vou muito bem acompanhada pra Igreja. Sério, sou capaz de chegar já chorando, com os olhos borrados.

Semana passada fui pra Ilhéus, a trabalho, claro, e, no avião, chorei ao ouvir algumas músicas que estão no meu set list no Ipod. Já consigo me imaginar entrando na nave, chegando no altar, dançando com o Kadu. Que tudo.

Viagem

To aqui no aeroporto de Confns, em BH, esperando o vvo que vai pra Ilhéus daqui umas 4 horas. O que vou fazer lá? Trabalhar, ora bolas. To indo para a inauguração do Gasene, o gasoduto da integração e, confesso, estou beeem empolgada. Acho que será importante não apenas para o Brasil, mas para minha carreira também. Quem tudo.

Vale a leitura

Já repeti um milhão de vezes, acredito, o qto sou fã do Calligaris. Pois bem, hj, na Folha, ele mandou bem de novo.

CONTARDO CALLIGARIS

Injeções de obediência


A relação entre pais e filhos se transforma em luta de braço, e pais se desesperam de ser pais


NA SEMANA PASSADA, em Piracicaba (SP), Josiane Ferraz, 31 anos, acorrentou o filho à cama. Foi o jeito que ela encontrou para conter seu menino, de 13 anos, usuário de crack.
Sem grande esforço de memória e de pesquisa, lembro-me de que, faz um ano, em Cuiabá (MT), Neves e Cleuza de Souza acorrentaram seu filho de 13 anos, viciado, violento e incontrolável. Dois ou três anos atrás, um caso análogo aconteceu em Porto Alegre (RS), com um menino de 11 anos, também usuário de crack. Nos três casos, os pais procuraram ajuda: consultaram o Conselho Tutelar de sua cidade, dirigiram-se aos serviços públicos de saúde mental ou pediram a intervenção da polícia. Eles, simplesmente, não sabiam mais a que santo recorrer.
Neves de Souza, explicando sua decisão de acorrentar o filho, disse que “foi desespero”. Josiane Ferraz, na semana passada, disse a mesma coisa: “É triste, mas é desespero de mãe de ver o filho nesse estado e agressivo a ponto de falar que vai matar a gente”.
O medo de Josiane não é exagerado. Além de quebrar a casa na exasperação e na raiva, além de roubar tudo que possa ser vendido ou trocado por crack, os jovens viciados podem matar. Em novembro do ano passado, em Rincão dos Ribeiros (RS), um neto matou o avô com um golpe de faca de cozinha no pescoço. O neto tinha 21 anos, e o avô, 88. O neto pediu dinheiro, o avô negou.
É isso que aconteceu nos casos dos quais me lembrei, e é isso que acontece em inúmeros outros, que não chegam às páginas de crônica: os pais dizem não, mas, para os jovens, as vontades e as palavras dos pais são vontades e palavras quaisquer, sem autoridade própria.
“Você não vai sair, hoje.” “Ah, é? Vou sair, sim, seu babaca, e ainda pego sua grana.” Um pai vigoroso enfrenta o filho; uma mãe tenta acorrentá-lo enquanto dorme. Em ambos os casos, a relação entre pais e filhos se transforma em luta de braço, e os pais se desesperam de ser pais.
O que faz com que a gente reconheça a autoridade dos pais sem que ela tenha que se impor pela força? Respostas possíveis: a dívida com quem nos engendrou, o amor por quem nos amparou, o respeito pela experiência e pela suposta sabedoria dos mais velhos etc.
Agora, por que esses argumentos podem nos parecer estranhamente piegas? Simples: eles só fazem sentido num contexto social e cultural em que parecesse normal que condutas humanas não fossem orientadas nem por interesse nem pela coerção exercida pela força, mas por valores -ou seja, eles fazem sentido num mundo, por exemplo, em que a lei, para ser respeitada, não dependesse apenas da polícia. Esse não é bem nosso mundo.
E não pense que os pais recorram à força apenas em casebres insalubres e em casos extremos de filhos viciados além da conta. A tentação (ou mesmo a necessidade) de recorrer à força surge a cada vez que o afeto e as palavras são insuficientes para que os pais sejam ouvidos. Os pais arrancam a tomada do computador, escondem o celular, garantem que não abrirão a porta se os filhos chegarem depois de uma certa hora -sem contar aqueles momentos (mais frequentes do que a gente gosta de admitir) em que, de fato, pais e filhos se encaram, a um dedo do enfrentamento físico. E há outras formas de violência, mais “limpas”.
A revista “Science” de 19 de março (327: 1515-1518) publicou uma pesquisa de Sheryl Smith e outros, que foi apresentada no caderno Ciência da Folha de 19/3 e que mostra o seguinte: para camundongos na puberdade, aprender é mais difícil do que para camundongos pré-púberes. Tudo indica que um receptor celular específico é responsável pela cabeça-dura dos camundongos adolescentes, e, presumivelmente, dos adolescentes humanos.
Quem sabe, supõe Smith, esse receptor tenha sido útil, ao longo da evolução, para que os adolescentes saíssem de casa e se tornassem independentes. Mas, hoje, o tempo de preparação para a vida adulta se estende à perda de vista e, com a convivência prolongada de pais e filhos, o receptor se tornou incômodo. Que tal inventar uma droga que silencie o tal receptor e torne nossos adolescentes tranquilos, atentos e obedientes como crianças? Se ela for possível, essa droga será inventada, patenteada e usada largamente. Não será mais preciso acorrentar meninos e meninas. Mas, no essencial, não mudará absolutamente nada. Continuaremos impondo a autoridade como violência real -em vez da corrente, a injeção ou o comprimido.

a importância de deixar ir

Em um momento de decisão, eis que minha carta de tarot do dia diz:

a importância de deixar ir

Cultivar o desapego é um dos conselhos fundamentais dado pelo arcano chamado “O Ceifador”, Renata. Existem momentos da vida em que somos desafiados a perder cascas, a compreender a importância de caminhar, deixando paisagens para trás. Ainda que isso doa, uma vez que nosso ego se estrutura a partir de apegos e identificações, é a compreensão meditativa de que tudo passa que lhe permitirá seguir caminhando e, enfim, abrir-se ao novo que belamente se introduz em sua vida, pouco a pouco, passo a passo, até que você apareça com a alma totalmente renovada. Procure se interiorizar neste momento, evitando grandes atividades sociais. Faça este contato com o núcleo da sua alma e você entenderá quais são as coisas que precisam ser deixadas para trás.

Conselho: Viver é perder cascas continuamente!

Bem, acho mesmo que vou trancar o blog por um tempo

Post Roubado

este é mais um post roubado da Rosana, do Querido Leitor. Não teria pq não fazê-lo. Concordo com tudo. Lá vai:

Ok, Sócrates, ok. Conhece-te a ti mesmo. γνῶθι σεαυτόν. Nosce te ipsum. É a base de tudo.

Por muitas razões. Primeiro porque somos uma parte da humanidade, do mundo. Ao descobrir-se, ao conhecer-se, você estará descobrindo e conhecendo um ser humano. Um em particular, você, mas que tem muita coisa em comum com todos os outros. E pode bem representar qualquer outro ser.

Não é só uma coisa ‘filosófica’. Não sei se o pragmatismo, a coisa prática, necessariamente se opõe ao que chamamos de ‘teoria’. Fato é que conhecer a si mesmo em profundidade permite que você lide com suas características e tome decisões adequadas a sua realidade. Se você sabe que é tímido, você optará por um tipo de vida que comporte sua timidez. E, se quiser, você pode investir e diminuir essa timidez. Ou não. Em muitos casos é mais compensador, energeticamente falando, aprender a conviver com um defeito do que tentar se livrar dele.

Autoconhecimento. Pronto falei.
Segunda parte: o outro.

Tão importante quanto olhar para si é perceber o outro. Perceber aqui vai além de notar que a pessoa mudou o cabelo ou está de bolsa nova. Perceber o outro é ver o contexto do outro, o momento do outro. E agir dentro dessa realidade. Vou dar um exemplo prático.

Hoje cedo fui à FAAP para participar de uma gravação dos meus alunos da manhã. Ninguém sabe disso, não é uma coisa visível. Em frente.

Depois da FAAP, vim para o R7 fazer outra gravação. OK, ninguém sabe minha agenda. Mas eu fui mesmo assim. O resumo até então era: acordei às 6, comecei a trabalhar na web às 7, fui para a FAAP às 9, gravei no R7 das 10:30 às 11:58h.

Ao meio-dia eu estava chegando em minha mesa. Aos olhos de todos os presentes eu estava começando minha segunda-feira de trabalho na hora do almoço. Não vou nem pular para  a parte do julgamento porque isso não acontece aqui. Na redação quase todo mundo trabalha em turnos, já que o portal é 24 x7. Tem gente entrando cedo, saindo tarde, entrando à tarde. Todos com seus turnos certos . O paraíso profissional para mim é este, um lugar onde as pessoas não controlam seus pares.

Assim que eu cheguei, liguei meu PC. Dois minutos depois, fui a uma reunião. Foi sentar e levantar.

Acabei de voltar dessa reunião e sentei novamente na minha cadeira. Ou seja, eu ainda não tinha começado minha rotina sedentária. Estava louca para permanecer cinco minutos no mesmo lugar, olhar meus emails, organizar meu dia, minha agenda, sete horas depois de ter levantado da cama.

Esse, portanto, era um momento meu, esperado, não era um momento bom para ser chamada, para bater um papo, para trocar uma ideia.

Mas as pessoas nem sempre sabem. Não sabem porque não tem os dados para saber, não tem o conhecimento dos fatos. Ou, se têm todos os fatos e indícios, simplesmente não juntam todos eles para perceber o que acontece. A além dos que não sabem e dos que não percebem,há os que não ligam. Tem gente que simplesmente não se incomoda de incomodar o outro. E há ainda os que fazem questão de incomodar. Mundo vasto, humanidade sortida.

Nem todo mundo percebe o outro. A pessoa vê que o outro está digitando um post, no meio do texto. Mas ela sai falando mesmo assim. Não nota que está interrompendo, atrapalhando.Ela acredita que o fato da intenção ser boa, supera qualquer incômodo.

Sei que é exigir muito dos outros. Sei que eu também atrapalho. Sei que somos todos assim.
Mas sei também que é sempre bom perguntar se a pessoa pode. Se ela quer. Se ela está ocupada. Se ela tem como  atender. Se ela está a fim. E dar a ela a opção de dizer não. Sem mágoas.

Perceber o outro é negociar o tempo o espaço de cada um.

Ontem, amigos queridos fizeram isso de uma forma tão perfeita que me inspiraram a escrever.

Primeiro foi uma amiga. Delicada, doce, inteligente. Leu meu blog para saber a que horas foi meu último post. Depois viu no Twitter que eu estava online. Ligou no celular perguntando se eu podia falar. Olha que delicadeza. Claro que eu podia. Nem que não pudesse…

Depois um amigo me chamou pelo gtalk. Perguntou se eu estava ocupada. Pediu ajuda e disse que, se eu não pudesse atendê-lo, não haveria problema. Olha que consciência linda. Isso é saber pedir, é entender a opção do outro. Eu não podia ajudá-lo do jeito que ele queria. Mas sugeri uma outra forma, que me pareceu mais conveniente. Ele aceitou. Foi ótimo.

É tão bonito ver seres humanos que sabem conviver. Tão diferente daqueles que chegam chutando, exigindo, brigando. Dos que pedem e não dão a opção de serem rejeitados. Dos que se magoam com qualquer não. Dos que se sentem ofendidos por uma indiferença não intencional.

A mágoa é sempre o que resta da subtração entre a arrogância e a realidade. Você acha que merece mais, recebe menos e computa a diferença em rancor. Por isso é tão bom não esperar nada. Porque tudo o que vem é lucro, não débito.

Perceber o outro. Dar espaço ao outro. Saber chegar. Perguntar. Oferecer. Conferir o conforto alheio. É um dom.

Não tenho esse dom, mas tento aprender. Nem que seja pra perguntar para um técnico que vem arrumar a TV a cabo num dia de calor, se ele quer uma água gelada. Ou, depois de algumas horas de trabalho contínuo, imaginar que ele possa querer ir ao banheiro e não tenha pedido por constrangimento. Com delicadeza, a gente chega e diz, uma coisa simples assim:

– Olha, se você precisar, o lavabo é por aqui. Fique à vontade.

Todo mundo sabe para onde vai a água que a gente bebe. Mas nem todo mundo lembra que o outro é exatamente como nós.  E pode precisar apenas disso que tanto precisamos: atenção.

Há tanto a saber. A conhecer. A aprender. A mudar.
Tem razão Sócrates.
Só sei que nada sei.

E sei que continuo tentando.”

Já que falei de…

… morte hoje, aproveito para dividir com vcs algo que há muito venho pensando: dar um tempo no blog. E não estou falando de parar de escrever. Isso, jamais. O que pretendo fazer é tirar o blog do ar por alguns meses. Sei lá, tantas coisas acontecendo na minha vida que me vem à mente a seguinte palavra: privacidade. É isso, to precisando de um pouco mais de privacidade.

Incoerente, eu sei, mas este é o nome do blog, né não? Pois bem, adoro este lugar, não suporto censura, nunca me curvei aos apelos de A,B ou C para deixar de escrever ou não falar sobre determinado assunto, mas os acessos cresceram muito, inclusive nos fins de semana, inclusive nos dias em que nada escrevo. Fico me perguntando: quem são estas pessoas e o que buscam aqui. Sei que algumas, como a Liliane, matam saudades, se divertem e tal. Mas e as outras? Quero ficar um pouco dentro da minha concha. Por isso, para isso, devo tornar o blog restrito, de modo que apenas eu consiga ler.

O objetivo? Continuar escrevendo, registrando aqui minhas impressões, humor, pensamentos. Um dia, quem sabe, volto a abrir os textos ao público. Quem quiser saber o que passou, e tiver paciência, poderá fuxicar nos arquivos. Enfim, por hora, isso é só um pensamento, uma ideia que estou amadurecendo. Então, pode ser que o blog morra um pouquinho, ou melhor, entre em coma.

Concordo…

…. com Reinaldo Azevedo, da Veja, sobre o caso do Love. Leiam:

LOVE, OS FUZIS E A FALA ESTÚPIDA DE UM ADVOGADO

terça-feira, 16 de março de 2010 | 5:43

Ainda mais lamentáveis do que as declarações do jogador Vagner Love, flagrado num convescote com traficantes armados de fuzis na favela da Rocinha, foram as de Michel Asseff Filho, advogado do Flamengo. Para ele, haver armamento pesado no morro é um problema da polícia, e Love é livre para freqüentar a favela.

Claro que é. Ir à favela, especialmente se for para ajudar a população que lá vive  — Love diz que financia projetos sociais por lá; gostaria de saber quais —, está longe de ser um problema. Ao contrário: seria uma ação realmente meritória.

Mas desfilar em companhia de bandidos — na verdade, protegido por eles —, doutor Michel, é, sim, um problema do jogador e, lamento dizer-lhe, do Flamengo. O atual artilheiro do time mais popular do Brasil carrega a força da representação e do exemplo. É um dos milhões de meninos pobres do Brasil que conseguiu vencer pelo talento, livrando-se, justamente, às imposições do tráfico.

Vínculo com a “comunidade” é uma coisa; convivência com a bandidagem é outra bem diferente. E esses termos são empregados, muitas vezes, como sinônimos. Quando Love, do Flamengo (sim, senhor!), desfila ao lado de traficantes armados, o que devem pensar o menino e o jovem da Rocinha? Que aqueles são mundos que podem conviver harmonicamente. E sabemos que isso é mentira.

É verdade, doutor! A segurança pública é mesmo um problema do governo do Estado, da polícia. Mas isso não exime os cidadãos de responsabilidades ou de imperativos éticos. Cada indivíduo tem de responder por suas escolhas. Lembram-se da revolta que o filme Tropa de Elite provocou num pedaço da outra elite, a do asfalto, fumadora e cheiradora? Capitão Nascimento dava uns tabefes nuns viciados mauriçolas e lhes indagava quem eram os culpados pela morte de alguns traficantes — os presuntos estavam ali do lado. Um dos rapazes responde: “A polícia”. Novo tabefe. Resposta errada.  Nova pergunta. E ele mesmo responde: “Você é o culpado” — o consumidor de droga. Nem era propriamente a moral do filme, mas do policial. Ocorre que ele caiu no gosto popular. E então começou a gritaria: “Filme fascista!!!”

“Fascismo”, por aqui, é lembrar que quem consome droga alimenta o tráfico e o crime!  Que absurdo, não? O cara quer fumar e cheirar, mas acha que a segurança pública é problema da polícia. Love diz que não fuma nem cheira. Mas prestigia a bandidagem. E o advogado do Flamengo emenda: a polícia que se vire.

E se Love começasse a aparecer ao lado de gente com livro na mão, ainda que ele não goste muito da coisa? Estou partindo do princípio de que ele também não aprecia fuzis. Quanto a seu “trabalho social”, digamos que seja verdade. As vidas que ele salva, o tráfico elimina. E com sobras. Uma sobra que se mede em cadáveres, senhor Vagner Love. Uma sobra que se mede em famílias destruídas, senhor Asseff.

E isso não é só um problema da polícia.

Por Reinaldo Azevedo

A morte, o fim de tudo…

…ontem soube de uma notícia triste, o Sérgio Silveira, conhecido como Gaúcho, aquele que trabalhou por quase 40 anos como fotógrafo da Lapa morreu. Infarto. Não teve uma única noite minha na Lapa onde ele não apareceu e sugeriu uma foto. Eu, idiota, nunca topei. Hoje estou arrependida. Como não há nada mais a fazer, resta rezar para que ele encontre muita luz e que sua família tenha algum alento nesta hora difícil.

Fogo e paixão

Sexta foi um  dia especial e digo isso não apenas por ter concluído com satisfação minha primeira semana no trampo novo, mas pq fui ao show do Wando. Isso mesmo. Eu, que pensava já ter gastado minha cota de shows trash com Fábio Jr, cantei e balancei os bracinhos lá na Feira de São Cristóvão onde o ‘moço’ se apresentava. Foi demais. Obviamente tive que comprar uma faixa rosa com bastante brilho e o nome do cantor grafado em caixa alta. Aliás, estas faixas fizeram sucesso na feira. Até Kadu colocou a dele. Muito bom.

A mulherada foi ao delírio durante todo o show, sobretudo quando ele jogou calcinhas vermelhas e pretas com o nome “wando” bordado em branco. Kadu quase pegou uma pra mim, ficou a um pentelho da mão dele, mas outra pessoa pulou mais alto 😦 pena. Outro ponto alto do show acontece quando o ‘muso’ pega uma maça, esfrega na camisa, na altura do peito, faz de conta que vai morder e jpga pra mulherada. É muita mulher berrando por uma maça suada, que roçou por mais de 3 minutos no peito do cantor. Vai entender né. Fiz alguns vídeos e fotos, mas ainda não coloquei na internet. Aliás, to pensando em não colocar e só mandar pra poucas amigas. Tenho que cuidar da minha imagem né.

Destaque para o Kadu. Além de ter topado colocar a faixa na cabeça, ele entrou no clima e cantou diversas músicas. Aliás, ele sabia mais músicas que eu. Como pode ??? Nem preciso dizer que o trecho  “Meu ia ia, meu io io” levou o público, e tb a todos nós,  ao delírio. Gentem, eu não poderia morrer sem ter assistido Wando cantar Fogo e Paixão ao vivo. Muito bom.

Natália também merece destaque pela forma como fez amizade com algumas “colegas” de show e como dançou com desenvoltura. Foi bom tb por ter reencontrado meu amigo Marcelo, o quase angolano, o querido Wella, Bernardo, e Júlia. Uma farra. Adorei. Nesta sexta vai rolar Zé Ramalho por lá e quero muiiito ir.

Telersário

Minha sobrinha fofa, finalmente, aprendeu a falar aniversário e ficou toda prosa disso. Antes, por mais que a gente corrigisse, ela dizia “telersário” e repetia quantas vezes fossem necessárias. Foi um momento muito bacana, os olhos dela brilharam de tanta felicidade, e me senti muito orgulhosa de presenciar este momento.

aliás, ela está me dando muitas alegrias. Está tão empolgada quanto eu com o casamento. Passa minutos folheando revistas ou em frente a sites procurando vestidos de daminha. Também, no sábado, pela primeira vez, ela chamou o Kadu de tio. Tão bonitinha. Aí, pra provocar, eu comecei a chamar o Kadu de Carlos Eduardo. Não é que ela ficou irritadinha “é Kadu apenas”, me corrigiu. Expliquei que o nome era Carlos Eduardo, mais uma vez. Ela insitiu que era “Kadu apenas”. Na quinta vez desisit. Dei a vitória pra menina rs. Uma graça.