Muito bacana

Estes posteres vendidos pela Cartazera. Simplesmente dá vontade de comprar vários. E o preço?? R$ 48 !!! Uma pechincha!!!

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Descontos!!!!

Não sei se vocês leram a Veja desta semana, mas foi criado um clube de descontos bem interessante, o Peixe Único. Todos os dias eles colocam umas promoções sinistras. Mega barato mesmo, vale a pena conferir. Hj, por exemplo, eles estão vendendo uma diária no andar VIP do Intercontinental por R$ 490 !!!! E pode usar até 20/12. Um super desconto de 50%. Tem tb um desconto pra uma academia daquelas só pra mulheres. Ou seja, cada dia tem uma coisa diferente, com um preço muiiiito abaixo do mercado.

As promoções duram algumas horas. Me cadastrei e recebo por mail todos os dias as ofertas. Vale a pena. Para se cadastrarm basta clicar no link: http://www.peixeurbano.com.br/convite/VWI

Eu e o poeta

Hoje, voltando do almoço no Centro do Rio, ouço uma voz chamando: “Renatiiinhaaaa”. Olho pra trás e quem vejo?? Eduardo, o poeta. Acho que já escrevi sobre ele aqui no blog. Dancei uma única vez com o cara num samba, há mais de 2 anos, e cometi a burrice de dar meu celular pra ele. Foram dias e mais dias de mensagens sms com poesias no meu celular. Qdo o encontrava no samba, o cara sempre tentava uma aproximação. Em vão, claro, pq jhá tinha percebido de loonge que o cara era um mala. E, acredite, isso não tem nada a ver com insensibilidade pq amo poesia. Mas de qualidade, que fique claro. Enfim, este post é só pra registrar que hj Edu, o poeta, me reencontrou no Centro e seguiu seu trajeto com sorriso no rosto apenas por ganhar um aceno meu, e de longe. Isso é curioso, não? Como podemos representar algo pra alguém que não representa nada pra gente?

Quer rir um pouco???

Se hoje vc tá em busca daquela risada gostosa, você precisa dar um lida no blog do Lucas Celebridade. As fotos são muiiiito boas. Sério, clique aqui que vc vai me entender. Saca a definição do cara: “”Sobre o colunista: Lucas Brito, ou Lucas Celebridade, é profissional da área de comunicação há 7 anos, um furacão revelado em Luzilândia. Passando pela Rádio Cidade (extinta), já foi da AlternativaFM 99.5 e hoje faz parte da DIGITAL FM 98.5. LUCAS CELEBRIDADE TRABALHA COMO RADIALISTA, CERIMONIALISTA, CANTOR, ATOR, ENFIM..”

Dia das mães

Já sei o que comprar pra minha mãe de presente e, acredite, isso é inédito. Como descobri? Passei o finde passado na casa dela e notei que ela reclamava de uma coisa. Não posso contar agora pra ideia não se espalhar por aí né, vai que ela é leitora?  Nunca se sabe.

Agora, falta descobrir o que minha irmã precisa para presenteá-la. Sim, pq ela tb é mãe e, mesmo que não seja a minha, merece um presentinho.

Perfeito

Vou te dizer que adoro os textos da Eliane Brum. Hoje ela nos presenteia no site da Época com uma entrevista. O tema dieta. A entrevistada anônima tem umas ideiais ótimas, bem parecidas com as minhas. Sinceramente, também me sinto violentada ao fazer uma dieta. Um insulto mesmo. Cada vez mais percebo que meus quilos a mais incomodam aos outros. Vejo algumas pessoas indignadas com o fato de eu ainda não ter começado uma dieta afinal, como vou usar um vestido de noiva assim? O que faço em homenagem a estas pessoas? Como um pedaço de bolo de chocolate. Leia a entrevista no link:

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI135786-15230,00-O+INSUSTENTAVEL+PESO+DO+SER.html

PARABÉNS !!!!

Hoje é aniversário do meu noivo/marido/amante Kadu Santoro. Desejo saúde, paz, felicidade, mais amor, mais dinheiro e, claro, muita merda. Aliás, ele vai entrar em cartaz no próximo sábado. Então, toda a merda do mundo pra ele. Como todo mundo tem que ter um defeito… o dele é ser vascaíno. Fica a imagem de um bolo em homenagem ao time do moço.

PS: Estou caindo de sono e a culpa é da festinha de aniversário antecipada para ontem. Motivo: hj ele sai bem tarrrrde do teatro.

Bruxas também amam

Convite para os leitores que têm filhos/sobrinhos: Dia 1 de maio estreia a peça “Bruxas também amam” que tem no elenco Kadu Santoro. Isso mesmo, ele faz o espelho da bruxa Sarama e é o narrador da peça.

A peça conta uma história de fadas às avessas que se passa no tenebroso reino da bruxa Sarama. Junto com seu espelho mágico, Sarama faz de tudo para que Liliane, sua prima, passe na prova da Ordem das Bruxas e siga as tradições de maldades de sua família bruxial.

Mas Liliane tem outros planos para o seu futuro e a confusão aumenta com a chegada do príncipe Fernando (e seu criado Bóris) que, após vencer os desafios daquele castelo, deseja se casar com Liliane. Então Sarama começa a usar de muitas artimanhas para impedir esse casamento e, em meio a todas essas peripécias, algo inusitado acontece, mudando e subvertendo os rumos da trama.

Serviço: Teatro Cândido Mendes (133 lugares). Rua Joana Angélica, 63, Ipanema. 2267-7295. Sábado e Domingo, 17h. R$ 20. Bilheteria a partir das 14h. Até 18 de julho. Estreia sábado, 01/05.

$$$$

Não sei se é um problema meu ou se geral tem o mesmo sentimento: Quanto mais dinheiro ganho, mais gasto. É impressionante. E não estou falando de gastos corriqueiros, mas surgem novas contas, inúmeros aniversários, eventos e tal. Aliás, tenho uma grande dificuldade em declinar eventos pelo simples motivo de adorar encontrar meus amigos.

Na terça, por exemplo, tive uma noite ótima com duas amigas: Silvia e Fernanda. Falamos de tudo. De coisas sérias, como saúde e trabalho, e as mais divertidas, como homens e histórias sórdidas.

Aliás, como hoje é véspera de feriado, já estou contando com uma looonga programação. Só não sei se terei disposição e grana pra tudo. Prometo tentar.

Com que roupa?

Gente, com que roupa eu vou? Esta é a pergunta que faço todos os dias a mim mesma. O fato é que a Páscoa acabou com meu guarda roupa. Os quilos extras vieram com força total e a situação é trágica. A primeira providência foi me matricular na academia. Agora, resta saber quanto tempo vai levar pra queimar todas aquelas delícias ingeridas.

Estou tensa….

… Fato: a tensão extrapola por todos os poros do meu corpo. Excesso de trabalho, de preocupação, tarefas domésticas a resolver, problemas no carro e, claro, as demandas e angústias do casamento.  Sinceramente, posso parecer forte, mas não tanto pra suportar tudo isso de uma vez só. O que fazer? bem, espero que o tempo me ajude a resolver algumas pendências. Por hora, estou torcendo pra noite chegar e eu tomar aquela caipirinha esperta no samba. Sim, hj eu mereço.

Só para vcs terem uma ideia, ontem, feriado, eu acordei e antes mesmo de tomar café da manhã já tinha visto o pau de um mendigo, que sequer se deu ao trabalho de levantar pra mijar, simplesmente colocou o apetrecho pra fora, de ladinho, e mandou ver. Depois desta cena, ainda andei em um reboque e conversei com um borracheiro gago. Sim,e sta foi a parte divertida. A situação era séria, mas eu não conseguia me concentrar. Era praticamente impossível entender o que ele falava. Na dúvida, decidi trocar os pneus do carro, tarefa que tentei resolver hj, na hora do almoço, mas que não deu e ficou pra amanhã. Enfim, muitas coisas ao mesmo tempo agora, como costuma ser minha vida né. Bola pra frente…

A lenda do pintor de portas

Já ouviu falar na lenda do pintor de portas? Bem, também não sabia que existia. Explicando: faz uns 3 meses meu porteiro me perguntou: “Dona Renata, a senhora vai estar em casa no sábado pela manhã”. Disse que sim e perguntei o motivo.”É porque vão pintar as portas dos apartamentos , mas a senhora precisa estar em casa”. Bem, nem preciso dizer que, além de não ter saído aquela manhã para esperar o tal pintor, até hoje ele não apareceu.

E não faltaram avisos. Sério, já foram uns 6. Hoje pela manhã, mais uma vez: “Dona Renata, vai ter alguém em casa às 9h? É porque o pintor vai lá”. Você foi? Nem ele. To quase comprando tinta e pintando de vermelho, só pra forçar o síndico a mandar logo o tal pintor, se é que ele existe né…

Aprender …

… a respirar e contar até 10 é uma dádiva.  Admiro quem consegue e juro que estou tentando. Na verdade, estou bem melhor. Há uns 10 anos, por exemplo, qq merdinha no trânsito me tirava do sério. Hoje, não ligo muito. Há uns 10 dias, revivi uma cena engraçada. Estava na Tijuca, procurando vaga tranquilamente, quando um apressadinho começou a me escrotizar. Não pensei duas vezes, abri passagem, abri o vidro e berrei “Enfia a P#@$% deste carro no C#”. Era uma brincadeira, eu não tinha a menor raiva do indivíduo e, prova disso, é que caí na gargalhada depois. Na verdade, o ato foi mais pra deixar o Kadu impressionado que qq outra coisa. Ele nunca tinha me visto berrar. Foi libertador.

Sobre as pulseiras do sexo…

…. tenho acompanhado o noticiário sobre as tais pulseiras do sexo. Aliás, fiquei pasma em saber que eram do sexo pq cansei de usar na minha infância, era moda, acredite, e nunca teve esta conotação. Comprei um pouco de rosa e um pouco de lilás pra Giovanna e ela amou. No entanto, a mãe precavida só a deixa usar em casa. Entendo seus motivos, mas concordo plenamente com o que Calligaris escreveu hoje na Folha de SP. Já passou da hora de culpar as mulheres pelos estupros. Quem pratica um ato deste é doente. Sem mais:

CONTARDO CALLIGARIS

As pulseiras do sexo

No jogo das pulseiras, existe a fantasia de tornar erótico o trivial do cotidiano

BARATINHAS E divertidas, pulseiras de silicone de todas as cores foram populares nos anos 1980. Recentemente, entraram, de novo, no gosto das meninas.
Duas semanas atrás, aprendi, pela imprensa, que essas pulseiras, vendidas pelos camelôs país afora, tinham-se transformado num código sexual, no qual cada cor anuncia uma disposição de quem a veste. Por exemplo, uma pulseira azul assinala a vontade de praticar sexo oral, uma preta anuncia o desejo de ter uma relação sexual completa. Esse código vale no jogo do “snap” (arrebenta), cuja regra é que, em tese, mesmo um desconhecido, se ele conseguir arrebentar a pulseira de uma menina (nenhum esforço: o silicone é frágil), ganhará a prestação sexual anunciada pela cor do enfeite.
Como disse, soube disso duas semanas atrás. Ignorância minha: é fácil encontrar, na internet, artigos de 2009 sobre escolas médias norte-americanas que interditaram o uso das pulseiras de silicone por causa de sua significação sexual.

Como começou? Talvez com a brincadeira de um grupo de amigas fantasiando entre si no Messenger e, logo, abrindo o jogo para desafiar a timidez dos meninos. Ou pode ter sido a invenção de meninos frustrados, que brincaram de interpretar as pulseiras de suas colegas como mensagens sexuais que eles gostariam de receber. Seja como for, em poucos meses, o código das pulseiras se espalhou, mundo afora.
Certamente, muitas meninas usam esses acessórios só porque os acham bonitos. Mas há meninas usando as pulseiras por causa do código sexual. Nesse caso, o que são as pulseiras do sexo? Uma provocação de adolescentes inseguras? Ou será que elas expressam um desejo? Bom, mesmo uma provocação manifesta um desejo. Qual?
Nos anos 1970, na comunidade gay de São Francisco e de Nova York, começou o uso do código dos lenços no bolso traseiro das calças jeans: as cores correspondiam ao tipo de relação desejada, e o bolso escolhido dizia se o homem queria mandar ou ser mandado (esquerdo para os “tops”, direito para os “bottoms”).

A intenção do jogo não era facilitar os encontros (nas ruas do Castro ou do Village, esse problema não existia). Tampouco o uso de um lenço significava que o usuário, encontrando um “encaixe”, transaria necessariamente. Então? Era fácil constatar que os lenços serviam para erotizar o cotidiano, para transformar qualquer passeio “inocente” à padaria da esquina numa possível fantasia erótica.
Coisa de homens, ainda por cima gays, obcecados por sexo? Pois bem, uma das obras-primas da literatura erótica do século 20 (que, aliás, é, sobretudo, feminina) é “História de O”, de Pauline Réage (Ediouro, esgotado). No romance, a heroína aceita usar um anel que a torna reconhecível pelos membros de um clube, que são poucos e perdidos pelo vasto mundo, mas que, ao identificá-la, sabe-se lá quando e onde, terão o direito imediato de possui-la.

É desta mesma fantasia que se trata no uso das pulseiras do sexo: a fantasia de tornar erótica a trivialidade do cotidiano, cuja massa um pouco cinza, de improviso, poderia ser atravessada por relâmpagos de desejo. No fundo, as adolescentes que brincam com as pulseiras do sexo estão fantasiando com sua própria disponibilidade para a aventura da vida. E é por isso mesmo que elas encontram o ódio de quem não vive.

Nas últimas semanas, em Manaus (AM), três jovens que usavam as pulseiras foram estupradas, duas delas foram mortas. Em Londrina (PR), uma menina de 13 anos, que também usava as pulseiras, foi estuprada. Não se sabe por certo se as meninas e seus agressores conheciam o código das pulseiras. Nessas e em outras cidades, a prefeitura proibiu o uso das pulseiras nas escolas. Concordo com essa decisão preventiva, mas é espantoso que nossa sociedade seja incapaz de garantir às meninas a liberdade de andar pela rua com a alegria de quem fantasia desejar de corpo aberto.

Os estupradores e assassinos foram “provocados”? Será que as pulseiras, como os decotes e as saias curtas, suscitariam uma atração irresistível e, portanto, violenta?
Vamos parar de acusar as mulheres por elas serem estupradas. O estuprador nunca é atraído por suas vítimas; ele só tem o impulso irresistível de acabar com o desejo delas. Por quê? Por raiva de ele não estar, por exemplo, à altura do mundo com o qual fantasiam as meninas com suas pulseiras: um mundo que seja o teatro possível de mil aventuras (sexuais ou não).

ccalligari@uol.com.br

Na hora do almoço

O que vou dizer pra você agora pode parecer um pouco estranho. Talvez seja mesmo, mas preciso falar porque estou me sentindo sufocado. Ando nervoso, agitado e preciso resolver logo isso. Sei do seu apreço por culinária, do carinho com que você toca em cada página dos seus livros de receitas e também respeito muito as horas que você passa trancada na cozinha, dando o melhor de si entre um bolo e outro, criando combinações e até mesmo preparando pratos afrodisíacos. Acontece que não suporto mais colocar na boca nada do que é preparado por você e os motivos são muitos. A começar pelo seu mau hálito. Estranho, eu sei, mas fico com a sensação de que seu bafo vai impregnar a comida, tirar totalmente o cheiro e o sabor de um belo camarão e que vai acabar tomando conta de mim. Também me incomoda o fato de você manter estas unhas enormes. Tá na cara que isso aí é um mini depósito de sujeiras e, quem sabe, até mesmo de coliformes fecais. Nossa, passo mal só de pensar nisso.

Escuta, não chora. Não quero magoar você, só explicar os motivos da minha dieta repentina. Na verdade, não estou de dieta. Contei esta mentira, mas o fato de não perder nenhum quilo me denuncia. Como no bar da esquina todos os dias. Até mesmo o café da manhã tenho tomado por lá. A solução? Não sei. Não faço ideia. A sensação que tenho é de que já perdi o controle sobre esta minha aflição em relação aos pratos que você faz. Sim, eu sei que antes eu comia e ainda gostava, repetia. Também não sei pontuar quando isso começou. O fato é que de uns meses para cá comecei a passar mal sempre após as refeições. Depois, comecei a me sentir mal durante as refeições. Já não consigo colocar nem mais um quibe na boca.

Estou te contando isso pra vê se a gente consegue resolver este problema. Sei lá, você poderia escovar os dentes antes de ir pra cozinha, cortas as unhas, usar luva ou qualquer coisa parecida. O que acha? Grosso? Escroto? Eu? Claro que não, meu amor. Só quero esclarecer as coisas. Vai separar de mim por causa disso? Por que? Amor, me escuta. Fica calma. Sinceramente, não vejo motivo para tanto estardalhaço. Pára de gritar um pouco e pensa comigo. Não quer? Então tudo bem. To indo almoçar na casa da minha mãe. Ah! Não precisa me esperar pro jantar.

Circula…

… por aí uma famosa oração para o desencalhe. Se vc está solteira e tá querendo alguém pra aquecer seu pé no inverno que se aproxima, reze !!!

Poderosa Oração do Desencalhe

Oh Chiquérrima Deusa do Desencalhe…
Vós que sois a solução de todas as encalhadas
Intercedei junto ao destino e não nos deixei ficar para titia
Muito menos para tia-avó !
Oh grande batalhadora das baladas, reuniões e festas
Concedei-me esta graça: UM MARIDO (diga em vozalta !)
UM MARIDO (diga mais alto!!)
UM MARIDO (grite minha filha !!)

E que ele nunca tenha olhos para qualquer baranga ou mal amada.
Ajudai-me a conquistar um bom partido
E afastai de mim os galinhas e os sem dinheiro
Atendei ao meu pedido com urgência
Serei grata pelo resto da minha vida
E levarei seu nome a todas que tenham fé!

Aleluia! Aleluia! Aleluia !

Relacionamento

Nossa. Como é difícil falar sobre isso. Péra um pouco, vou conseguir. Seguinte. Tenho pensado muito na gente, no nosso relacionamento, em tudo o que passamos nos últimos três anos. Foram muitas as coisas boas, você me deu diversos momentos de felicidade e êxtase, mas também não podemos negar que as suas puladas de cerca deixaram marcas profundas. Você sabe melhor que ninguém que não consigo confiar mais em você e acho que é por isso que sinto tanto ciúmes, me sinto doente. Sou inseguro. Ou melhor, você me deixou inseguro. Tentei mudar, juro. Nunca te contei, por pura vergonha, é verdade, mas cheguei a fazer terapia por uns oito meses. Sinceramente, não sei se ajudou muito. Acho que acabei ficando com mais raiva de você. O que é estranho, muito estranho porque o amor que sinto é muito grande, maior do que você possa imaginar. Eu mesmo, às vezes fico me perguntando, o por que de tamanho amor e se vale a pena sentir tudo isso.

Outro dia decidi ir até uma Igreja. Fui me confessar. Não queria, mas um amigo disse que poderia aliviar esta angústia, esta dor no peito. Contei pro padre que vi você na cama, pelada, abraçada com meu melhor amigo e que, por um momento, pensei em matar os dois. Depois, pensei em matar só você ou só ele. E aí decidi que não mataria ninguém, o que me arrependo até hoje. Sei lá. Talvez se tivesse matado ele ali, na hora da raiva, o júri se comovessem e me desse uma pena branda. Agora, como já passou tanto tempo, se eu matar aquele Filho da Mãe posso receber pena máxima e mofar numa cela qualquer. Não vale mais a pena. Enfim, não era isso que eu queria contar.

Na verdade, como dizia, contei ao padre da sua infidelidade e da nossa decisão em continuarmos juntos, em tentar mais uma vez. Contei também que isso me deixava mal e que, por muitas vezes, eu chegava a ficar sem ar. Acabei desenvolvendo asma, o que também nunca tive coragem de te contar porque não quero que você fique pensando que sou um fraco e que fiquei doente por sua causa. O que o padre falou? Quase nada. Na verdade ele ouviu mesmo, fiquei lá por umas duas horas. Muito tempo, eu sei. Cheguei a pensar até mesmo que o padre tivesse cochilado. Não tenho certeza. Chorei bastante. Foi triste. No entanto, sabe-se lá por que, ter ido até aquela Igreja e ter aberto meu peito para aquele padre me deixou mais confiante, me deu coragem.

Saí de lá renovado. Não sei explicar muito bem, mas parece que consegui exorcizar meus medos e é por isso que te chamei aqui hoje. Pensei muito. Pesei todos os prós e contras e tomei uma decisão muito importante: quero viver com você por todos os dias da minha vida, mesmo que isso implique uma nova traição, um infarto ou qualquer outra doença que possa me acometer por puro desespero de te perder e te ver por aí com outro qualquer. Sei que você é humana e, por isso mesmo, é cheia de falhas. Mas e daí, amo todas as suas falhas, as curvas do seu corpo, os cachos do seu cabelo e este furinho que surge nas suas bochechas a cada sorriso. Sei que vão me chamar de louco, mas não ligo. Não quero saber o que pensam ou pensarão de mim. A única certeza que tenho hoje é que você, apesar de todo o mal causado, é a única razão da minha vida, o único motivo que tenho para acordar todos os dias da minha cama e é por isso que peço sua mão em casamento. E aí, aceita?

E você doutor, o que acha?

E você doutor, o que acha?

Eu estava cansado de tudo: do mesmo emprego, da mesma vida, da mesma mulher. Por que? Ora bolas, porque todos os dias aconteciam as mesmas coisas. Nenhuma novidade. Nada. Eu acordava às 6h, fazia um café preto bem forte e tomava um banho correndo. Me arrumava de qualquer jeito, seguia até o ponto de ônibus e esperava. Levava, em média, uns 10 minutos para que o primeiro ônibus que me servia passasse. Mas, claro, nem sempre o Filho da Mãe parava e aí eu ficava ali, mofando, e torcendo para outro passar logo. Com sorte, conseguia chegar no trabalho uns 50 minutos depois. Uma verdadeira sessão de tortura. Por que? O senhor já viajou em ônibus lotado? Se equilibrando a cada curva para não cair sentado no colo de alguém? Então, chato isso né. Pra piorar, algumas vezes eu era obrigado a ouvir umas músicas bem inconvenientes. Sério, quem curte ir pro trampo ouvindo um funk da pior qualidade eu soa do alto-falante de um celular qualquer?

No escritório, o cenário não era muito diferente. Pra falar a verdade, não era mesmo nada animador. Por que? Bem, se você acha que ter um chefe prepotente, que vive berrando e que se acha infinitamente superior aos outros é uma coisa bacana, ok, mas eu não acho. Na verdade, não suporto este tipo de gente que estudou no exterior e se acha mais importante só porque passou o último inverno esquiando no Alpes Suíços. Sempre desconfiei que ele tinha problemas sexuais. Por que? Bem, não acho que uma pessoa com vida sexual ativa e saudável seja tão mal humorado. Era isso. Ele descontava nos funcionários suas frustrações. Um saco.

Qual o problema que tinha com a minha mulher? Bem, a princípio, olhando de longe, tudo normal. Eu gostava mesmo dela, de coração. A gente transava sempre, mais ou menos umas duas ou três vezes por semana. Costumávamos sair com os amigos, ir ao cinema e tal. Seria tudo perfeito não fosse por um problema. Qual? Bem, o problema dela era, na verdade, o chulé. Sério, pode parecer estranho, mas vai conviver com aquele pé de gambá todos os dias… era insuportável. E ela ainda cismava de ligar o ar condicionado todas as noites. Conclusão: aquele fedor típico de um lixão ficava ali, represado no quarto, me sufocando.

É isso doutor. Vim aqui porque começaram a me chamar de maluco. E isso porque decidi pedir demissão e me separar. Estou sem grana, é verdade, e é meio chato ter que bater uma punhetinha toda semana. Mas, acredite, estou muito mais feliz. Primeiro porque não acordo tão cedo. Depois porque não preciso aturar nenhum chefe escroto e também, claro, porque agora consigo dormir em paz, sem ter que ficar prendendo a respiração de tempos em tempos. Mesmo assim, meus parentes acham que estou doido. E você doutor, o que acha?

Eu e minhas alergias

Eu tenho alergia. Isso é fato. Já fiz milhares de testes, furei meu braço trocentas vezes e o resultado é sempre o mesmo: alergia a tudo, ou praticamente tudo. Eu não nasci assim, não era assim. Fiquei, e depois dos 25, o que é chato pq não aprendi a conviver com alergias. Quando o tempo muda, como aconteceu esta semana, minha rinite ataca. Se entro no metrô e alguém fica ao meu lado com um perfume forte, espirro. É involuntário. Adoro perfumes, mas tenho uma certa dificuldade em sobreviver com elas. Só os uso após sair do banho e, mesmo assim, dependendo muito do evento para onde vou.

Toda esta introdução para registrar minha indignação com pessoas que andam com frascos de perfume na bolsa e acham que qq hora é hora para tomar um banho extra. Sério, qual o motivo? Só pode ser para esconder a suvaqueira. O que leva uma pessoa, às 15h, sair de sua estação de trabalho, ir até o banheiro e voltar completamente defumada?? Meu nariz não aguenta isso minha gente. Menos é mais!!! Tenham dó dos companheiros de trabalho e não façam isso.