Hj é sexta e…

… tradicionalmente eu iria ao samba. Hoje, não. Pq? Sei lá, to sem vontade. Quero ir na acadimia, alugar uns dvds e ficar de bobeira, me guardando pro niver da Carol amanhã.

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Saudade

Achei linda esta definição de saudade da repórter Isabel Clemente, no site da Época:

“Saudade é o que vamos sentir quando deixarmos esta casa e esta cidade. Saudade é a vontade do coração enxergar o que os olhos não vêem. Mas quero te mostrar o lado bom disso. Saudade, ao contrário do que muitos vão te dizer, não é sentimento triste. Ele pode ser alegre. Só sente saudades quem tem coisa boa para recordar. Nós temos. A saudade não subtrai, ela acrescenta ao presente flashes de momentos felizes que julgávamos passados. Saudade não é perda. É ganho quando preenche com emoções as horas vazias de brincadeira e sorrisos. Saudade não é um nada batendo dentro do peito. É uma máquina de projetar cenas na tela do nosso pensamento. O difícil da saudade é que ela não encontra remédio no futuro. Saudade é como televisão. Chega uma hora que é bom a gente se desligar dela para fazer outra coisa.”

Como se recuperar de um pé na bunda

Lindo o post abaixo onde Osho fala sobre desejo e o quão é impossível realizá-los. Ontem saí da acadimia e fui encontrar uma amiga mega querida e que passa por um momento não muito agradável. Ela estava apaixonadíssima por um cara e ele decidiu acabar. Isso faz uns 3 meses e ela não se recuperou. Chora todos os dias, sente dores físicas, não tem vontade de fazer nada. Sei bem como é isso. Na verdade, qq um que já tenha tomado um pé na bunda gigantesco consegue se identificar nesta situação.

Ela reclama de que ele jogou fora os sonhos dela, que foi irresponsável por fazê-la acreditar em uma série de coisas e que depois não se importou com os sentimentos dela e blá, blá, blá whiskas sachê. Já senti tudo isso. Já pensei sobre tudo isso. Chorei baldes e baldes, por meses. Mas me recuperei.

Otimista, sempre acho que é hora de seguir em frente. Para tanto, é preciso se esforçar. Nada vem de graça até nós. O cara jogou fora seus sonhos? Sonhe outros. Até porque sonhos são sonhados para não se realizarem. Eles só ficam bonitinhos nas nossas cabeças. Em geral, acabamos nos contentando mesmo com o que a vida nos dá. Exemplo: A mulher sonha com um filho lindo, olhos azuis, perfeito, saudável e inteligente. Mas, porra, nem sempre é possível e ela acaba se contentando com um moreninho mesmo, vesgo, mas mega carinhoso. É isso saca? Isso significa que não devemos sonhar? claro que não. Sonhar é mais que preciso, mas temos que aprender que sonhos são apenas sonhos e é mesmo bom que eles fiquem na nossa imaginação. É o tal lance dos desejos que Osho fala tanto (ler post abaixo).

Vivo dizendo a esta amiga que este sofrimento todo vai acabar, que ela vai se sentir bem e que ainda vai rir disso tudo. Apesar de desconfiar da minha afirmação e só ter vontade de chorar, ela atendeu meus apelos e foi me encontrar ontem. Foi maravilhoso. Ela chorou, claro, mas encontramos um amigo em comum, mega palhaço, e ele nos fez rir muito. É isso. Este é o caminho.

A gente tem que se esforçar, sair de casa mesmo sem vontade, rever os amigos, estar próximo de pessoas que realmente gostam de nós. Assim, acredito, a cura vem, nos abraça, nos acolhe. Acredito que, em breve, esta amiga dará a volta por cima.

Perfeito

Desejos são irrealizáveis por natureza

Posted: 28 Jul 2010 10:15 PM PDT

Vivemos em desejo. Desejo significa descontentamento. Desejo significa que, venha o que vier, não é o certo, não é o suficiente — é preciso mais. E o desejo nunca é satisfeito. É irrealizável por sua própria natureza.

Você pode ter tanto quanto quiser, mas, no momento em que tiver algo, o desejo pula à frente, começa a pedir mais. Sua ganância não tem limites. É uma ganância incessante.

É como o horizonte: parece tão perto — você chega lá em uma hora, se correr. Mas nunca chega. A distância entre você e o horizonte continua a mesma, constantemente a mesma, porque não há horizonte — é apenas uma ilusão. A terra não se encontra com o céu em lugar algum, só parece se encontrar.

Assim é com o desejo. Apenas parece que, se eu chegar àquele ponto, se obtiver isto ou aquilo, estarei contente, estarei feliz, realizado. Mas isso nunca acontece.

É preciso compreender o desejo e sua futilidade. Com essa compreensão, o desejo desaparece, e você é deixado em casa em profunda paz. Quando não há desejo, não há perturbação. O desejo é a única perturbação.

Osho, em “Meditações Para a Noite”

Amigos, sempre amigos

Ontem a noite foi ótima. Não fui à acadimia, o que me rendeu um esporro por email do meu personal. Mas e daí? Tava com meus amigos, ora bolas. E como é bom estar entre amigos. O lugar não era dos mais descolados ou com cardárpio sofisticado. Era mesmo um boteco que jamais pensara em adentrar. E foi ótimo. Ficamos lá até umas 2h, papo bom, discussões de bêbados que nunca nos levam a lugar algum, estas coisas. Sem contar que era niver da Carol Bellei e que meu amigo do RS veio novamente ao Rio e foi nos encontrar. Sensacional. Também contamos com a presença ilustre da Dani e da Natalie. Show de bola. São encontros assim que me fazem pensar “Poxa, precisamos repetir isso mais vezes”.

Pra descontrair…

De madrugada, um grito alto vem do quarto escuro.
O marido, que estava na sala assistindo a um filme na TV, entra correndo, acende a luz e vê um cara pelado pulando pela janela.
A mulher grita:
– Aquele cara me comeu duas vezes!
O marido pergunta:
– Duas? Por que você não gritou logo na primeira vez?
A mulher responde:
– Tava tudo escuro … Eu pensei que fosse você… Até que ele quis a dar a segunda… Aí eu achei estranho…

Perfeito

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CONTARDO CALLIGARIS

Eu sou atriz pornô, e daí?


É uma ideia antiga: uma mulher, se ousa desejar, só pode ser “a puta”, com a qual tudo é permitido


RESISTI A pedidos e pressões para que comentasse o caso do goleiro Bruno. Não gosto de especular sobre investigações inacabadas ou acusações ainda não julgadas.
No entanto, especialmente nos crimes midiáticos, sempre há fatos e atos que merecem comentário e que não dependem da culpa ou da inocência de suspeitos ou acusados.
Por exemplo, durante a investigação sobre a morte de Isabella Nardoni, o fato mais interessante era a agitação da turba: diante da delegacia de polícia, os linchadores pulavam e gritavam indignados só quando aparecia, nas câmeras de TV, a luz vermelha da gravação.
Há turbas parecidas no caso do goleiro Bruno. E, além das turbas, também alguns delegados de polícia parecem se agitar especialmente quando as câmeras estão ligadas, o que, provavelmente, não contribui ao progresso das investigações.
Mas o que me tocou, nestes dias, foi outra coisa. Segundo o advogado Ércio Quaresma Firpe, que defende o goleiro Bruno, a polícia estaria investigando um crime inexistente, pois Eliza Samudio estaria viva e se manteria em silêncio e escondida pelo prazer de ver o Bruno acusado e preso. Para perpetrar essa vingança, aliás, Eliza não hesitaria em abandonar o próprio filho de cinco meses.
É uma linha de defesa que faz sentido, visto que, até aqui, o corpo de Eliza não apareceu. Mas o advogado Firpe, para melhor transformar a vítima presumida em acusada, tentou apontar supostas falhas no caráter de Eliza soltando uma pérola: “Essa moça”, ele disse, “é atriz pornô”.
Posso imaginar a expressão que acompanhou essa declaração: o tom maroto que procura a cumplicidade de quem escuta, uma levantadinha de sobrancelhas para que a alusão confira um valor especialmente escuso à letra do que é dito.
Estou romanceando? Acho que não. De mesa de restaurante em balcão de bar, já faz semanas que ouço comentários parecidos, de homens e mulheres, mas sobretudo de homens: Eliza Samudio era “uma maria chuteira”, uma mulher fácil.
Será que essas “características” de Eliza absolvem seus eventuais assassinos? Claro que não, protestariam imediatamente os autores desses comentários. Mas o fato é que suas palavras deixam pairar no ar a ideia de que, de alguma forma, a vítima (se é que é vítima mesmo, acrescentaria o advogado Firpe) fez por merecer.
Pense nos inúmeros comentários sobre o caso de Geisy Arruda, aluna da Uniban: tudo bem, os colegas queriam estuprá-la, isso não se faz, mas, também, como é que ela vai para a faculdade com aquele vestidinho curto e tal?
No processo contra um estuprador, por exemplo, é usual que a defesa remexa na vida sexual da vítima tentando provar sua facilidade e sua promiscuidade, como se isso diminuísse a responsabilidade do estuprador. Isso acontece até quando a vítima é menor: estuprou uma menina de 12 anos? Cadeia nele; mas, se a menina se prostituía nas ruas da cidade, é diferente, não é?
Diante de um júri popular, essas considerações funcionam, de fato, como circunstâncias atenuantes: talvez estuprar “uma puta” não seja bem estupro.
Em suma, quando a vítima é uma mulher e seu algoz é um homem, é muito frequente (e bem-vindo pela defesa) que surja a dúvida: será que o assassino ou o estuprador não foi “provocado” pela sua vítima?
Atrás dessa dúvida recorrente há uma ideia antiga: o desejo feminino, quando ele ousa se mostrar, merece punição. Para muitos homens, o corpo feminino é o da mãe, que deve permanecer puro, ou, então, o da puta, ao qual nenhum respeito é devido: uma mulher, se ela deseja, só pode ser a puta com a qual tudo é permitido (estuprá-la, estropiá-la).
Além disso, se as mulheres tiverem desejo sexual próprio, elas terão expectativas quanto à performance dos homens; só o que faltava, não é? Também, se as mulheres tiverem desejo próprio, por que não desejariam outros homens melhores do que nós?
Seja como for, para protestar contra a observação brejeira do advogado Firpe, mandei fazer uma camiseta com a escrita que está no título desta coluna. Mas o ideal seria que ela fosse adotada pelas mulheres. Podem mandar fazer, sem problema; o advogado Firpe não tem “copyright” da frase.

ccalligari@uol.com.br

Post Roubado do Pictorias

Achei este post tão lindo do Pictorias que vou roubar. Vale a pena clicar no link para ver todas as fotos. Aqui, publico apenas uma amostra.

“Sabe quando o bebê está ainda muito pequenino e passa praticamente o tempo todo dormindo? Quem conviveu com algum bebê com certeza já ficou curioso em saber o que tanto os bebês sonham! Adele Enersen, uma mãe de Helsinki, na Finlândia, resolveu brincar com os sonhos de sua pequena dorminhoca Mila, e criou o blog Mila’s Daydreams.

Graças à criatividade da mãe, Mila, sempre dormindo, se transforma em protagonista de lindas historinhas. É juntar brinquedos e cobertores, e pronto: o cenário está montado! Dá vontade de fazer igual com o bebê mais próximo!”

ahahahah

Gente, o twitter me diverte muito. Sério. Hj, quarta, é o tal Lingerie Day onde as mulheres devem colocar suas fotos de calcinha no avatar do Twitter. Bizarro, eu sei, e tem várias empresas dando prêmios pras melhores fotos, perfumes caros, lingeries chiques, kits eróticos. Caguei baldes pra tudo isso até pq posso comprá-los. Se fosse para concorrer a uma Ferrari, bem, aí talvez exibisse minha bunda ou peitola assim, de graça, na internet.

Quando li sobre isso achei de uma palhaçada extrema e decidi zoar a porra toda como protesto. Acho um ato mega machista e fico pasma de saber que empresas sérias patrocinam. Escolhi colocar uma foto da capa do DVD do Calcinha Preta. Bacana, não? Impossível me acusarem de não participar ou mesmo apontarem o dedo pra dizer que não sei brincar.

Sei que…

… muitos não vão entender, mas estou me controlando para não consultar meu astrólogo favorito, Octávio. Estou num momento estranho, muitas mudanças, inferno astral e, sei lá, seria bom buscar um conforto nas palavras dos astros. De fato acredito que tudo dará certo, que as mudanças serão positivas e tal, mas esta espera é angustiante.

To um pouco cansada de plantar, plantar e… ok, sei que não posso reclamar porque nunca me faltaram oportunidades. Mas ta aí, este é um problema. Por vezes as possibilidades são tantas que fico perdida. Me sinto assim neste exato momento.

Ontem, conversando com uma amiga sobre isso, concluímos o quão injusto isso é. Há um tempo queria muito uma coisa, mas o tempo passou e acabei tendo outras coisas no foco. Hoje, aquilo que queria me é disponível, mas não tenho coragem de fazer mais uma mudança radical na minha vida. Covarde, eu sei. Mas fico pensando que talvez algumas coisas não devam mesmo acontecer e que é preciso estar aberta a novas possibilidades e aceitar o que a vida nos oferta de bom grado.

Hoje..

… acordei comuma dor bem forte, aguda, na região abdominal. A dor era bem semelhante à que senti quando tive uma crise de vesícula e precisei operar. Hoje, o incomodo durou uns 10 minutos. Posso estar completamente equivocada, mas acho que esta dor foi motivada pela turbulência emocional dos últimos acontecimentos em minha vida. Somo a tudo isso a proximidade com o dia dos pais e a profusão de anúncios nos lembrando o quanto eles são importantes nas nossas vidas. Estou sentindo muita falta do meu pai. E é uma falta que dói mesmo.

É inevitável pensar como seria minha vida hoje se meu pai ainda estivesse vivo. Acho que as coisas estariam um tantão diferentes. Provavelmente, estariam melhores. Sei que para algumas pessoas este saudosismo todo não faz nenhum sentido. Conheço muitos com sérios problemas de relacionamento com seus pais. Gente que fala 3 ou 4 vezes por ano com seu velho. Mas, pra mim, que almoçava e jantava todos os dias com ele, que tinha na inteligência e no humor dele uma referência, que admirava sua força…. é foda. Meu pai era um amigão não só pra mim, mas para todos que tiveram a honra de conviver com ele. Sinto falta. Muita falta.

Os homens devem queimar suas gravatas?

Bem, achei o tema interessante e acredito que vale a pena dar uma lida na coluna da Miriam de hj da Folha de SP:

MIRIAN GOLDENBERG – miriangoldenberg@uol.com.br

Desejos íntimos


No território da intimidade, os homens se sentem massacrados por uma suposta superioridade feminina


MULHERES reclamam de falta de intimidade. Acreditam que os homens são incapazes de serem mais subjetivos. Queixam-se por eles serem infantis, superficiais, incapazes de expressar seus sofrimentos, vontades e emoções.
Elas afirmam que, para os homens, intimidade se resume a fazer sexo, uma proximidade apenas física. Intimidade, dizem elas, é muito mais do que sexo. É uma maneira especial de estar juntos, conversar, escutar, compartilhar o silêncio, uma profunda comunicação psicológica, uma forma única de entrega amorosa.
Elas se sentem lesadas por investirem muito mais do que eles em um relacionamento.
Uma mulher, que acredita ser “100% heterossexual”, conta que está vivendo uma relação extraconjugal com outra mulher. Diz que a amante lhe dá o que falta no casamento: atenção, carinho, delicadeza, diálogo e intimidade física e emocional.
“Meu marido não sabe dar um abraço aconchegante ou escutar verdadeiramente. Acho que os homens são ignorantes em tudo o que diz respeito à intimidade.”
Outra revela que tem um amante virtual com quem conversa todas as madrugadas. Ela diz que vive, o que pode parecer um paradoxo, uma intimidade à distância: “Nunca tive conversas tão profundas com meu marido. Sei que pode ser só uma fantasia e que tudo pode acabar se nos encontrarmos no mundo real. Mas prefiro a intimidade que temos no mundo virtual do que a intimidade que jamais tive no mundo real, mesmo que seja apenas uma ilusão de intimidade.”
A objetividade, praticidade e racionalidade masculinas, valorizadas em outros contextos, tornam-se impedimentos para um relacionamento íntimo, dizem elas.
Elas se consideram mais sensíveis, maduras e reflexivas. Eles são considerados mais carnais e sexuais. Nos discursos femininos percebe-se a ideia de que a natureza da mulher, em termos de autoconhecimento e exploração da subjetividade, é superior à masculina.
A recorrência da falta de intimidade como principal queixa feminina parece fazer parte de um jogo de dominação entre os gêneros, que legitima o poder das mulheres em tudo o que diz respeito ao mundo privado, às emoções e às relações amorosas.
No domínio da intimidade, os homens se sentem massacrados por uma suposta superioridade feminina.
Um deles, cansado das excessivas reclamações da esposa, pergunta ironicamente: “Será que está na hora de queimar as gravatas em protesto contra a permanente insatisfação das mulheres?”

Música do dia

She – Elvis Costello

She
May be the face I can’t forget.
A trace of pleasure or regret
May be my treasure or the price I have to pay.
She may be the song that summer sings.
May be the chill that autumn brings.
May be a hundred different things
Within the measure of a day.

She
May be the beauty or the beast.
May be the famine or the feast.
May turn each day into a heaven or a hell.
She may be the mirror of my dreams.
A smile reflected in a stream
She may not be what she may seem
Inside her shell

She who always seems so happy in a crowd.
Whose eyes can be so private and so proud
No one’s allowed to see them when they cry.
She may be the love that cannot hope to last
May come to me from shadows of the past.
That I’ll remember till the day I die

She
May be the reason I survive
The why and wherefore I’m alive
The one I’ll care for through the rough and ready years
Me I’ll take her laughter and her tears
And make them all my souvenirs
For where she goes I’ve got to be
The meaning of my life is

She, she, she

Boa ideia, vamos divulgar?

Vasculhando o site da Época achei matéria sobre o projeto Vote na Web (www.votenaweb.com.br) que, como explica a revista, reúne na internet todos os projetos de lei que entram em votação na Câmara ou no Senado.

O site, reafirma a revista, permite ainda que o internauta sinta o gostinho de agir como político. Funciona assim: a cada projeto de lei que entra em votação, o Vote na Web cria uma página na qual os leitores podem ler o texto e opinar: “Sim” ou “Não”.

Adorei. Vamos votar por lá?

escrotizar é preciso

Domingo uma amiga me ligou. Ela precisava desabafar, e rir também,  sobre um cafajeste que cruzara sua vida na noite anterior. O cara, com quem ela está saindo há dois meses, não fechou um namoro, mas insinuou uma certa estabilidade na relação chegando a verbalizar que só transaria com ela e blá, blá, blá. Eis que, na madruga de sábado, ela decidiu dar um confere nas mensagens do celular dele e descobriu que, além dele ter apagado as mensagens que trocara com ela nos últimos meses, ele guarda ao menos uma dúzia de mensagens trocada com outra !!!

O que você acha que ela fez? Barraco e confusão?? Nada disso ! Ela é das minhas e decidiu escrotizar o malandro. Já pela manhã de domingo, ele começou a puxar uma conversinha mole e tal.. fazendo uma social. Daí ele entrou na pilha e começou a perguntar: “Vc tá saindo com mais alguém?”. Ele, claro, negou e disse que só com ela. Aí, malandra, ela disse: “Por mim tudo bem se você quiser sair com outra, mas toma cuidado para não beber muito. Sabe o que é, você já não é tão mais jovem e seu pau fica meio borrachudo. Isso é chato” ahahahah como queria ter visto a cara do malandro nesta hora.

Ele ficou boladérrimo e perguntou se ela achava que ele deveria começar a tomar viagra. Aí, ela emendou: “Não acho que seja o caso de apelar pro remédio, basta dar uma reduzida na bebida pq eu sei que você tem capacidade e já mandou bem na cama, mas, sei lá, uma menininha nova, uma que não sabe seu histórico, vai achar que você é ruim, que manda mega mal. Seu pau não tá ficando muito duro e isso é chato. Tem que parar de beber”.

Alowwwww, que escrotização bárbara. Aposto que o cara está até hoje preocupado com a performance dele na cama, pensando no remédinho salvador e se a outra tem uma má impressão dele na cama. Ele mereceu.

Tarantino é rei

Sempre me divirto com os filmes do Tarantino. Acho o cara um gênio e babo com os recursos que ele costuma usar em seus filmes, abusando, inclusive de trilhas sonoras sensacionais. Bem, no último sábado fui ao cinema à noite.  Isso mesmo, fui ao cinema sábado à noite e com uma amiga. Pois é, as coisas mudam. Fomos assistir, eu e Mirelle,  “À prova de morte” e rimos muito.

Não vou contar exatamente do que rimos, mas qq pessoa bem humorada dará gargalhadas. Isso sem contar com uma super dança sensual protagonida por uma atriz que tinha até uma barriginha saltando de um micro short. Filme show! Super recomendo. Depois do filme, claro, fomos a um bar colocar a fofoca em dia pq não somos de ferro. Noite bacana.

Não….

….sei, juro que não sei o motivo, mas estou me sentindo quase que apaixonada. Talvez pela vida. Não sei se este sentimento tem alguma relação com o texto da peça que assisti ontem ou com as músicas que ouvi hoje. O fato é que estou assim, bobinha e sentimental. Mas isso é bom. Mesmo que sem motivo aparente, é bacana sentir, apenas sentir, sem motivo…

Feliz porque…

… hj é SEXTA-FEIRA. Ah! É niver da Karlinha e isso é tb um bom motivo para comemorar. Felicidades amiga!!!

Tb estou emocionada pq acabei de ouvir I try, da Macy Gray, e sou completamente apaixonada por esta música:

I try to say good-bye and I choke
I try to walk away and I stumble
Though I try to hide it, it’s clear
My world crumbles when you are not near

Música do dia

Pressentimento

Composição: Elton Medeiros

ai ardido peito
quem irá entender o seu segredo
quem irá pousar em teu destino
e depois morrer de teu amor
ai mas quem virá
me pergunto a toda hora
e a resposta é o silêncio
que atravessa a madrugada
vem meu novo amor
vou deixar a casa aberta
já escuto os teus passos
procurando o meu abrigo
vem que o sol raiou
os jardins estão florindo
tudo faz pressentimento
que este é o tempo ansiado
de se ter felicidade

Eu e as pontes de Madison

Ontem fui ao teatro assistir “As pontes de Madison”, peça inspirada no livro de Robert James Waller e que contra a história de Francesca, uma mulher casada que se envolve com Kincaid, fotógrafo da revista National Geographic que vai até o condado de Madison, em Iowa, registrar imagens das famosas pontes cobertas. Sozinha porque a família viajou, ela vive quatro dias de uma avassaladora paixão, que só não se concretiza como relação porque Francesca decide ficar em sua fazenda em vez de fugir com o fotógrafo. Uma decisão que vai marcar o resto da vida de ambos.

Apesar de conhecer a história e já ter assistido ao filme, estrelado por estrelado por Clint Eastwood e Meryl Streep, umas 4 vezes, saí do teatro chorando. Os diálogos fortes, a interpretação e meus pensamentos me deixaram anestesiada.

Leiam este trecho (retirei do roteiro do filme):

FRANCESCA
               You've got to know deep down that the
               minute we leave here. It'll all
               change.
                          ROBERT
               Yeah. It could get better.

                           FRANCESCA
               No matter how much distance we put
               between us and this house, I bring
               with it with me. And I'll feel it
               every minute we're together. And I'll
               blame loving you for how much it
               hurts. And then even these four days
               won't be anything more than something
               sordid and... a mistake.

                           ROBERT
                       (desperately)
               Francesca, listen to me. You think
               what's happened to us happens to just
               anybody? What we feel for each other?
               How much we feel? We're not even two
               separate people anymore. Some people
               search their whole lives for it and
               wind up alone -- most people don't
               even think it exists and you're going
               to tell me that giving it up is the
               right thing to do? That staying here
               alone in a marriage, alone in a town
               you hate, in a house you don't feel
               apart of anymore -- you're telling me
               that's the right thing to do!?

                           FRANCESCA
                We are the choices we've made, Robert.
  ROBERT
                       (rises)
               TO HELL WITH YOU!

        He turns his back on her.

                           FRANCESCA
               Robert. Please.
                       (desperate to explain)
               You don't understand -- no one does.
               When a woman makes the choice to
               marry, to have children -- in one way
               her life begins but in another way it
               stops. You build a life of details.
               You become a mother, a wife and you
               stop and stay steady so that your
               children can move. And when they
               leave they take your life of details
               with them. And then you're expected
               move again only you don't remember
               what moves you because no one has
               asked in so long. Not even yourself.
               You never in your life think that
               love like this can happen to you.

                           ROBERT
               But now that you have it -

                           FRANCESCA
               I want to keep it forever. I want to
               love you the way I do now the rest of
               my life. Don't you understand -- we'll
               lose it if we leave. I can't make an
               entire life disappear to start a new
               one. All I can do is try to hold onto
               to both. Help me. Help me not lose
               loving you.

Lindo. Perfeito. E somos mesmo as escolhas que tomamos. E todas as outras, as que deixamos que tomem por nós. Por que chorei? Bem, além do texto ser foda, como já disse, fiquei pensando ao longo da peça sobre minha vida e como me posicionava diante de algumas situações. Ora me identificava com Francesca. Ora, com Robert. Não sei qual dos dois sou pq, provavelmente, sou um pouco de cada. Consigo me imaginar na pele dos dois, agindo, falando, pensando como eles e toda incoerência possível. Doido, eu sei, mas esta sou eu. Ou melhor, parte dos meus muitos eus, inclusive dos que não conheço. Quem quiser ler o roteiro do filme, basta clicar aqui. Recomendo.

Sobre a vida e suas portas

Mais uma vez a coluna da Eliane Brum, na Época, está perfeita. Ela fala sobre a necessidade de nos perdermos um pouco de nós mesmos para descobrirmos novas possibilidades, novos eus. O processo é lento, doloroso, mas necessário. Entre os muitos assuntos abordados, ela comenta que, para redescobrir-se, é preciso fechar algumas portas. Um mal necessário, por assim dizer. Saca este trecho:

“Descobri também que deveria fechar algumas portas – e não mais abri-las. Passei boa parte dos últimos anos abrindo portas e experimentando o que havia do outro lado. Isso me levou a experiências ricas e me ajudou a construir o momento em que pude começar a fechar portas. Descobri então que tão importante quanto abrir é ter a coragem de fechar. E fechar é muito mais difícil. Quando quase tudo está em aberto, é preciso ser muito seletivo com relação às portas. O que eu quero, o que eu não quero. O que é importante, o que não é importante. O que é bom para mim, o que não é. As pessoas com quem vale a pena compartilhar projetos, as que não quero manter perto de mim. O que me leva a algum lugar novo ou a alguma forma nova de ver o mesmo lugar, o que me traz de volta ao mesmo ponto.” …. “Fechar portas é também virar as costas para quem exige que sejamos sempre os mesmos para sua própria comodidade.”

Sim. fechar portas é muito mais difícil. Dizer não aos outros e a si próprio é um desafio, uma luta. Há alguns anos comecei nesta caminhada e, sinceramente, não saberia dar uma data para explicitar quando acredito que fecharei este ciclo. Assim como Eliane, estou em rotineira e contínua mudança e busca. Busca por mim, pela minha felicidade, pelos inúmeros eus escondidos em minhas entranhas.  Fechei algumas portas e até mesmo joguei suas chaves fora. Nestas, não entro nunca mais, apesar de saber que não devemos nos comprometer com o nunca mais. Foi doloroso, está sendo, mas ok. tudo na vida tem um custo e prefiro estes a pagar com a própria vida e felicidade.