Parabéns pra mim

Hoje não é meu aniversário, mesmo assim, me parabenizo por ter deixado meu Iphone ter caído na privada da firma. Não bastasse ter dado um tibum na privada, ainda dei um rápido banho na belezura na pia do banheiro. Se ele funciona? Claro que não. Ó céus, Ó vida, Ó azar.

Pior disso tudo é constatar minha dependência do celular. Tenho acesso à internet no trabalho e em casa, mas isso não me basta. Sem meu pequerrucho me sinto isolada do mundo. Sim, estou doente, só pode, e em último grau.  Ao menos admito esta falha. O primeiro passo de um processo que, sei lá, parece ser irreversível.

Em Paris, por exemplo, só penso em comprar meu Ipad. Acho que, na boa, se conseguir voltar de viagem sem o aparelhinho, posso me sentir vitoriosa. Será que conseguirei?

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Clarice, sempre Clarice

Percorrendo os escritos de Clarice Lispector, me deparei, mais uma vez, com este trecho. Acho perfeito e descreve bem meu momento.

” Porque eu me imaginava mais forte. Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões, é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil. É porque eu não quis o amor solene, sem compreender que a solenidade ritualiza a incompreensão e a transforma em oferenda. E é também porque sempre fui de brigar muito, meu modo é brigando. É porque sempre tento chegar pelo meu modo. É porque ainda não sei ceder. É porque no fundo eu queria amar o que eu amaria – e não o que é. É também porque eu me ofendo a toa. É porque talvez eu precise que me digam com brutalidade, pois sou muito teimosa. É porque sou muito possessiva e então me foi perguntado com alguma ironia se eu também queria o rato para mim.
Talvez eu me ache delicada demais apenas porque não cometi os meus crimes. Só porque contive os meus crimes, eu me acho de amor inocente.
Talvez eu tenha que chamar de “mundo” esse meu modo de ser um pouco de tudo.
Eu, que sem nem ao menos ter me percorrido toda, já escolhi amar o meu contrário (…). Eu que jamais me habituarei a mim, estava querendo que o mundo não me escandalizasse. Porque eu, que de mim só consegui foi me submeter a mim mesma, pois sou tão mais inexorável do que eu, eu estava querendo me compensar de mim mesma com uma terra menos violenta que eu.”

Preocupada

Então, estou na Inglaterra, tentando embarcar para o Brasil. Tá difícil hein. Se tivesse mais uns 15 dias de férias ficava por aqui ou voltava pra Paris para curtir um pouquinho mais aquela cidade romântica. O frio tá de matar, mas a cidade é linda. E os causos?? To cheia de histórias na mala, mas conto depois. Inté, Brasil.

Eu e Elke, Elke e eu

Elke, eu e Dani

Ontem tive o privilégio de participar de um bate-papo com Elke Maravilha por duas horas no Barteliê, em Ipanema. O lugar em si já fez a ida até Ipanema, em plena hora do rush, valer a pena. O apartamento, localizado próximo à esquina da Nascimento Silva com Vinícius de Morais,  é bem acolhedor. Para chegar ao primeiro andar, nada de porteiro eletrônico, é preciso pegar a chave em uma cestinha de palha lançada pela janela. Gentem, nem parece o Rio de Janeiro mostrado para o Brasil pelos noticiários da TV Globo.

Lá dentro, as cores nas paredes misturadas à obras da artista plástica Tetê Capell tornam a experiência ainda mais intimista. Ontem, a atração era Elke e, com perdão do trocadilho, que Maravilha. Esta mulher é fantástica, com uma história de vida fascinante e uma cultura impressionante. Ela poderia ter falado por muito mais de duas horas e, acredite, o público (jornalistas e artistas) não se cansaria.

Elke falou dos 3 abortos que fez sem culpa, de todas as drogas que já usou, meteu o pau no presidente Lula e na sua ‘preguiça’ em estudar para se tornar uma pessoa mais culta, disse que Silvio Santos é um filho da puta e que contrata bons artistas para destruí-los, falou sobre sua relação com os pais, sua prisão no DOPS, a incapacidade que acredita ter para criar um filho, em como o ser humano é filho da puta e como isso é importante para o bem estar social … uma infinidade de temas sensacionais para uma pessoa que acredita ser a morte o grande orgasmo da vida.

Elke diz não ter arrependimentos,  assume a idade que tem e não se envergonha de nada. Que adora chamar atenção, que assume isso como qualidade, até porque diz já ter nascido desta forma. Ela foi tão generosa em sua explanação, tão carinhosa com o público, que não se recusou a responder nenhuma pergunta, até mesmo as mais indelicadas. Um furação de inteligência e educação.

Amei Elke Maravilha ! Viva Elke Maravilha !

365 sapatilhas da Alice Disse por ano? EU QUERO !

Então, descobri hoje no twitter que a Alice Disse vai dar 365 sapatilhas por ano. Eu, que não sou boba nem nada, to de olho na promoção e acho que vou faturar as 365 sapatilhas ! Por que? Intuição feminina, sabe como é né. Brincadeirinha. Na verdade acho que mereço pq dei uma sapatilha de presente pra Cláudia e já soube que o mimo fez um puta sucesso em Abu Dhabi. A mulherada lá ficou louca com a sapatilha. Ta aí uma dica: a dona da loja deveria exportar as sapatilhas. Vai vender como água no deserto.

Mas também né, tem como não amar ?

Ah! Se vc tb quiser concorrer, faça um post no seu blog. Sorte

Voltei

É isso mesmo, voltei. Euzinha, a Renatinha rs Enfim, a morte do Freitas me tocou de tal forma, me fez repensar em uma série de coisas e, principalmente, me deu vontade de escrever novamente. Não vou despejar minha amiga Isadora. Agora seremos duas a publicar causos e afins.

Queria publicar uma série de coisas agora, mas tenho que brincar com Giovanna no site da Barbie. Coisas de dinda.

Homens não vão embora

Perfeita a coluna do Ivan no site da Época.
Homens não vão embora
As mulheres têm de botá-los para fora
Ivan Martins

  Reprodução

IVAN MARTINS
É editor-executivo de ÉPOCA

Ontem eu vi Comer, Rezar, Amar. Imagino que muitos de vocês já tenham visto. Bonito filme. Me fez pensar sobre um monte de coisas, algumas boas e outras más. Entre as más, está um fato bem conhecido pelas mulheres, sobre o qual eu gostaria de escrever hoje: a incapacidade dos homens de ir embora.

É impressionante. Na biografia de Elizabeth Gilbert, autora do livro que deu origem ao filme, há dois casamentos, com homens totalmente diferentes, que terminam exatamente do mesmo jeito: em farrapos, sem sexo e sem amor, mas com um sujeito que se recusa a admitir a realidade. É ela quem tem de arrumar as malas e ir embora.

Isso não me causa a menor estranheza. Boa parte dos casamentos que eu conheci terminaram assim. As mulheres dão fim a eles. Os homens empurram com a barriga, se adaptam a níveis crescentes de desconforto, vão ficando. Por anos. Sofrem o apodrecimento diário da intimidade, a privação física e afetiva do amor que acabou, mas não rompem. Isso vale para maridos, namorados e até amantes. Todos esperam que as mulheres ponham fim às relações, saindo da vida deles ou pondo eles para fora da vida delas. São acomodados, pusilânimes.

Por que esse comportamento? Eu não sei. Num pedaço bonito do filme, ao escrever um email para o ex-marido, Gilbert sugere que ele teria medo de “ser destruído” pela separação. A linguagem parece exagerada, mas faz sentido. Por que alguém viveria numa pocilga emocional por tanto tempo se não estivesse inteiramente apavorado com a ideia de ficar só?

A solidão, para algumas pessoas, em algumas situações, pode ser pior que sofrimento. Ela equivale a um estado de não existência, uma espécie de aniquilação. O sujeito não consegue se imaginar fora do casal. Por isso se agarra a ele de forma obstinada e insensata.

Mas esta é apenas a explicação de Gilbert. Não é necessariamente correta e talvez não sirva para todos os casos.

Da minha parte, acho que nós, homens, somos terrivelmente infantis. O casamento, para muitos de nós, equivale a uma espécie pervertida de adoção. Nossa mulher se torna a nossa mãe. Ela cuida do nosso bem estar material, nos dá conforto afetivo, estabelece limites ao nosso comportamento (que nós, secretamente, transgredimos) e, claro, nos dá carinho físico na forma de sexo.

Quando o sentimento erótico e amoroso acaba, continuamos presos pelo resto, dependentes como crianças de tudo que a mulher-mãe representa na nossa vida. Que criança consegue voluntariamente se separar da mãe? É a mãe que tem de fazer uso da sua autoridade e decretar, para além de qualquer sombra de dívida, que a relação acabou. Aí o homem-menino começa a se mexer e procurar outra parceira.

Isso parece um clichê ensebado? Parece, mas acho que explica aspectos importantes da realidade. Antes e depois da separação. Outro dia, eu almoçava com uma amiga e ela me falou sobre o comportamento de um ex-namorado, ciumentíssimo, que exigia a presença dela a todo o momento – e reagia com fúria se ela manifestasse o desejo de ficar longe dele. O que isso sugere senão uma criança tirânica, assustada com a ausência da mãe?

Para evitar esse tipo de relação – e o tipo de separação da história de Gilbert – é melhor escolher um homem independente, que não precise ser cuidado, tutelado ou aplacado como um bebê. Nem fique fazendo estripulias para chamar sua atenção.

Quando o instinto maternal sugerir que você deveria “tomar conta” daquele marmanjão de vida bagunçada, dê um passo para trás. Lembre de Comer , Rezar, Amar. Lembre que o momento em que você se torna a mãe dele é o mesmo momento em o desejo dele e o seu começam (paradoxalmente) a acabar. Ninguém quer isso para si mesmo, não é?

Ainda em homenagem…

… ao Freitas, publico um texto bobo, mas muito bobo que publiquei aqui em abril de 2009 e rendeu uma indicação do blog lá no espaço virtual do Freitas. Segue:

 

h1

Como manter as…

15 15UTC abril 15UTC 2009

…. boas maneiras no ambiente de trabalho. As frases foram enviadas por uma amiga. Sensacionais:

No lugar de: NEM FODENDO!
Usar: Não tenho certeza se vai ser possível.

No lugar de: TÔ CAGANDO E ANDANDO.
Usar: Não vejo razão para preocupações..

No lugar de: MAS QUE PORRA EU TENHO A VER COM ESTA MERDA?
Usar: Inicialmente, eu não estava envolvido nesse projeto.

No lugar de: CARALHO!
Usar: Interessante, hein?

No lugar de: FODA-SE. NÃO VAI DAR NEM A PAU.
Usar: Há razões de ordem técnica que impossibilitam a concretização da tarefa.

No lugar de: PUTA MERDA, VIADO NENHUM ME FALA NADA!
Usar: Precisamos melhorar a comunicação interna.

No lugar de: E NA BUNDINHA, NÃO VAI NADA?
Usar: Hoje não será possível trabalhar até mais tarde.

No lugar de: O CARA É UM BOSTA.
Usar: Ele não está familiarizado com o problema.

No lugar de: VÁ PRA PUTA QUE O PARIU.
Usar: Desculpe…

No lugar de: VÁ PRA PUTA QUE O PARIU, SEU VIADO.
Usar: Desculpe, senhor.

No lugar de: BANDOS DE FILHOS DA PUTA !
Usar: A Matriz não ficou satisfeita com o resultado do trabalho.

No lugar de: FODA-SE! SE VIRA!
Usar: Infelizmente, neste momento estou sobrecarregado com outro projeto e não posso ajudar.

No lugar de: PUTA TRABALHINHO DE CORNO.
Usar: Adoro desafios.

No lugar de: AH, DEU PRO CHEFE?
Usar: Finalmente reconheceram sua competência.

No lugar de: AH, SE EU PEGO O FILHO DA PUTA QUE FEZ ISSO.
Usar: Precisamos reforçar nosso programa de treinamento.

No lugar de: ESTA MERDA TÁ INDO PRO BURACO .
Usar: Os índices de produtividade da empresa estão apresentando uma
queda sensível.

No lugar de: AGORA FUDEU DE VEZ.
Usar: Esse projeto não vai gerar o retorno previsto.

No lugar de: EU SABIA QUE IA DAR MERDA.
Usar: Desculpe, eu poderia ter avisado, caso fosse consultado.

No lugar de: OH CACETE! VAI SAIR CAGADA DE NOVO.
Usar: Apesar do esforço, teremos outra não conformidade

Luto por Fábio Freitas

Peço permissão da Isadora para escrever um pouco e declarar que este blog está de luto pelo Fábio Freitas, pai do Fred e meu amigo virtual. Soube hoje que ele faleceu na segunda.  O coração não resistiu. Uma perda e tanto. Perda para a família e amigos.

Há alguns anos leio o blog do Fábio, o Mais que coisa (com link aí do lado). Lá, ele se definia como “Carioca, Rubro-negro, Mangueirense e Getulista”. Mas ele era muito mais. Era um rabujento do tipo fofo, sim, isso existia. Fábio era inteligente,  crítico, sagaz. Passava horas a fio na frente do computador, lendo tudo, se informando, pensando.

Foi assim, pela internet que nos “conhecemos” e ele ainda me deu, de quebra, a amizade da Renata Fern. Como? Através do Vida Incoerente, este blog amadíssimo. Ele, meu leitor, costumava se divertir com algumas histórias aqui publicadas e indicou a leitura para a Renata fazendo altos elogios à minha pessoa. Detalhe: ele nunca me contou isso, mas soube por ela e tá valendo. Todos amantes da poesia e fãs de Ferreira Gullar. Pronto, Freitas selou mais uma amizade. Esta, de fato, saiu do virtual para o real.

Arrependimento por não ter conhecido o Freitas pessoalmente? Sim, tenho um pouco, mas não posso ficar com isso em mente. Talvez ele não quisesse mesmo se revelar por inteiro para os amigos virtuais. Talvez ele quisesse manter o mito do Freitas. Nunca saberemos a resposta.

Ao menos conheço o filho dele. Isso mesmo, pasmem, trabalhei no JB com o Fred sem jamais imaginar tal parentesco. Muito tempo depois fui descobrir que aquele menino atrevido, que adorava implicar comigo e ótimo repórter era filho do Freitas. Agora, só o que posso fazer é rezar pelo meu amigo virtual e também por sua família. Que Deus proteja a todos.

Como homenagem singela, reproduzo a frase “Paz, amor e um pouco de molecagem”, que ele adorava repetir e ainda um texto que ele escreveu em homenagem a seu pai falecido. Vale a leitura. Com vocês, Fábio Freitas:

Baú de Grandes Brasileiros: Detetive Perpétuo

O verdadeiro Brasil é maravilhoso. Os verdadeiros brasileiros são maravilhosos. E são grandes brasileiros, muitas vezes anônimos. É o que penso do gordo sentado ao meu lado no metrô ou da mulher que passa carregando um filho no colo, outro pela mão e um terceiro no ventre.

Posso citar vários, mas hoje quero homenagear um deles, o detetive Perpétuo de Freitas, no dia de sua morte, 1o. de setembro.

Pensei em dar um depoimento pessoal sobre o que o brilhante Zuenir Ventura escreveu sobre Perpétuo em Cidade Partida, mas seriam palavras de um filho sobre seu pai.

Preferi transcrever o que a revista Time publicou na época sobre um policial amado pela população carente, respeitado pelos bandidos, admirado e invejado pelos colegas.

A tradução é minha e o texto completo da revista Time pode ser encontrado em The Law of Favelas

No original, foi fácil identificar o Carne-Seca. Demorei um pouco para descobrir que Big Uncle Horrible era o Tião Medonho (para o americano, Tião era tio grande e não abreviação de Sebastião). Quanto ao Maremoto (Tidal Wave), não conheço ninguém, bandido ou não, com esse apelido e usei a tradução literal.

A foto é da revista O Cruzeiro e registra a prisão de Mauro Guerra (no centro), criminoso considerado de altíssima periculosidade nos anos 50. Enquanto vivo, Perpétuo visitou regularmente Mauro Guerra na Lemos de Brito. Passavam horas conversando. Perpétuo começou a levar revistas e depois livros. Mauro Guerra cumpriu a pena, arrumou emprego, casou, teve filhos e netos. Pelo que eu sei, é um simpático velhinho aposentado que mora em São Gonçalo.

A Lei das Favelas

Revista Time
25 de setembro de 1964

As favelas do Rio de Janeiro são a parte mais problemática da cidade: bairros pobres que não param de crescer, cujo índice de crimes, por comparação, faz o Harlem parecer um local tranqüilo. Os aglomerados de barracos pintados em tom pastel têm nomes enganosos – “Morro dos Prazeres”, “Pavãozinho”, “Chácara do Céu” – e neles proliferam bandidos com apelidos como “Maremoto”, “Tião Medonho” e “Carne-Seca”.

Os policiais pouco podem fazer. Sempre patrulham em grupos e somente durante o dia. Exceto um. Nos últimos 25 anos, a lei das favelas, ou o que ainda existe de lei nelas, depende bastante de um detetive da cidade: Perpétuo de Freitas.

Para ganhar autoridade nos bairros pobres, Perpétuo precisava ser bom, inteligente – e ter muita sorte. Nunca perdeu tempo prendendo pés-de-chinelo, distribuía balas para a criançada, arranjou emprego para dezenas de ex-presidiários, pessoalmente enviava comida e roupas a mães convertidas em viúvas por assassinos que Perpétuo não conseguira prender em tempo.

Era capaz de sacar sua 45 mais rápido do que qualquer bandido e tinha mira tão certeira que fazia criminosos se entregarem apenas por saberem que Perpétuo estava atrás deles. Por tantas vezes, as balas não o acertaram que parecia que isso nunca aconteceria. Uma vez, subiu ileso um morro, em meio a uma saraivada de tiros, e desceu trazendo dois pistoleiros pelo colarinho. Em outra ocasião, conseguiu prender um pistoleiro que descarregara o revólver disparando contra ele à queima-roupa.

Por um erro.

Há três semanas, a sorte de Perpétuo do “corpo-fechado” teve fim. Seu trágico destino iniciou quando um assassino condenado, Manuel Moreira, o “Cara-de-Cavalo”, conseguiu liberdade condicional “por um erro” e, assim que saiu da prisão, matou a tiros um grande companheiro de Perpétuo.

Furioso com a negligência burocrática que prontamente dera liberdade a Cara-de-Cavalo, Perpétuo largou tudo e foi atrás do assassino. Embora o restante da força policial nada conseguisse descobrir, Perpétuo encontrou uma boa pista após dois dias.

Enquanto aguardava Cara-de-Cavalo aparecer em uma birosca na Favela do Esqueleto, surgiram dois policiais de outro distrito. Ciumentos da fama de Perpétuo, iniciaram uma discussão sobre quem tinha autoridade naquela região e começaram uma briga. De repente, um deles puxou a arma, enquanto o outro segurava por trás os braços de Perpétuo. Assim, sem ter como se defender, Perpétuo do corpo-fechado, 51 anos, foi assassinado a tiros por outro policial.

Seu funeral atraiu figurões e poderosos. Mas Perpétuo pertencia aos favelados e 5 mil deles apareceram para marchar na procissão e se aglomerar ao redor do caixão para um último olhar, ou toque, ou lágrima. Após o enterro, líderes da favela do Esqueleto se reuniram solenes com o objetivo de discutir a mudança de nome para favela Perpétuo. “Ele iria gostar”, era a explicação.

 

Freitas deixou mais que palavras, deixou amigos que jamais esquecerão dos incentivos virtuais, do bom humor e de sua risada. Paz, Freitas.

Paris, Paris

Bonne nuit. Aujourd’hui, les nouvelles sont de la France. Isso mesmo pessoas, mando notícias da França, mais especificamente de Paris. A cidade está um charme e ficou ainda mais lindinha coberta de neve. Há previsão de mais neve para amanhã. OBA!

Estou amando e, apesar do frio, é possível sim passear pela cidade. Comprei alguns casaquinhos básicos. Já mandei um mail com váris dicas de passeios e coisitas que descobri por aqui. Infelizmente ela chega dias depois da minha partida 😦

O que mais gostei até agora? Hum, difícil. Posso dizer que é o ar? Sim, porque respirar em Paris é mais chique né. Enfim, deixa eu ir lá dar mais uma respiradinha. Quando voltar ao Brasil conto tudo e ainda publico umas fotos.

O que mais sinto falta? De uma companhia. A cidade é mesmo romântica. Sem mais.