Eu e Campo Grande. Campo Grande e eu

Uma das coisas mais interessantes do meu trabalho é a possibilidade de viajar para muitos lugares que, normalmente, não estariam no meu roteiro. Segunda-feira estive em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, e, confesso, foi uma grata surpresa.

Por preconceito, pensei que encontraria um local muito pobre, sujo, provinciano, mas me deparei com uma cidade limpa, bem estruturada, SEM FAVELAS ou população de rua. Por acaso, na terça-feira, aconteceu um caso policial que chocou os moradores: uma tentativa de assalto a um banco com uma vítima de bala perdida. Segundo motorista que me guiava ao aeroporto, só se falava neste caso em toda a cidade. A vítima, graças a Deus, não foi fatal e acabou ganhando certa notoriedade.

Gentem, fiquei pensando, que máximo deve ser morar em uma cidade sem favelas, com baixo índice de criminalidade, organizada, sem trânsito, com ruas limpas e arbustos aparados. Nem parecia Brasil. O telejornal local nem parecia um jornal de verdade: não havia nenhum grande drama. Mentira, havia sim: a falta de vagas no centro da cidade. Alguns personagens diziam ter dado 3 voltas para encontrar um local onde estacionar. No mesmo momento lembrei de minha experiência, há duas semanas, em Ipanema, onde rodei por mais de uma hora e voltei pra Botafogo, estacionei e peguei um táxi para Ipanema. Isso sim é caos total.

Voltando à Campo Grande… Minha chegada, preciso registrar, foi confusa porque chovia bastante e o piloto precisou arremeter o avião. Houve quem achasse que a aeronave iria cair de tanto que chacoalhava, mas deu tudo certo. Nada que quinze minutos a mais de voo não resolvesse o problema e acalmasse os ânimos da tripulação e dos passageiros.

Passado o susto e o enjoo, fui, à noite, jantar no único shopping da cidade. Mais uma vez, meu preconceito me fez pensar que encontraria poucas lojas. Ledo engano. O shopping é grande e tem TODAS as grandes marcas, incluindo aquelas mais caras onde nem penso em colocar minhas narinas por pura falta de grana. Rolou até certa decepção porque não consegui comprar nenhuma lembrancinha local. Não sei, por exemplo, como é o artesanato da cidade. Não havia no shopping, pelo menos não que eu tivesse visto, um único quiosque com preciosidades regionais. Uma pena.

Valeu a viagem e recomendo a cidade. Se for à Bonito, por exemplo, tire uns 2 dias para passear pela capital do estado. Achei bem interessante.

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