Vida que segue

Na última sexta perdi um amigo. E quando digo que perdi, é literal. Ricardo morreu, aos 42 anos, de infarto. Um grande jornalista. Um grande amigo. Uma perda e tanto que nos faz lembrar, mais uma vez, de nossa insignificância e das coisas que realmente importam. Por isso é válido dizer que amamos quem realmente amamos, abraçar aqueles que merecem nosso chamego, ceder nossos ouvidos e ombros aos amigos.

Hoje uma amiga me contou que fez algo incrível. Difícil, é verdade, mas com uma importância simbólica extrema. Fiquei feliz por ela, de verdade, mesmo sabendo que o resultado esperado não será alcançado. Sinceramente, o resultado pouco importa. O que vale é que ela teve coragem de se expor, de colocar tinta em seus sentimentos, de se fazer valer.  Raridade.

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Aflição

Em Perth são 4 e pouco da matina e isso me dá aflição. Quero falar com o meu gatinho, mas sei que não rola ligar a esta hora. Saco este tal fuso …. acaba com meu horário de alegria do dia: falar no tel com meu lindinho. Paciência, ok, sei que é preciso cultivá-la.

Saudades mil

O domingo está acabando … pelo menos pra mim, aqui no Brasil. Na Austrália, meu gatinho está no seu primeiro dia de aula. To aqui, morta de curiosidade para saber como está sendo. Aposto que ele me liga quando eu acordar, tem sido assim todos os dias e isso me dá uma nova perspectiva para o dia, me deixa feliz. Quando dá, ele também liga à noite e isso me dá um sono tranquilo…. que tudo !! Passa logo, tempo … facilita minha vida, vai…

Não está sendo fácil

Pois é, hoje está sendo um dia difícil. Não sei como enfrentar mais de 20 mil quilômetros de distância. Neste momento, só uma música ecoa em minha cabeça. Não Está Sendo Fácil, de Kátia, a cega:

Todo dia ao amanhecer
Quanto mais tento te esquecer
Mais me lembro
Não tem jeito …
Desde quando eu te conheci
Nunca mais te tirei daqui
Do meu peito …
De que jeito …
Não está sendo fácil…
Não está sendo fácil…
Não está sendo fácil viver assim…
Você está grudado em mim …
Quando tento me divertir
Nos lugares que eu quero ir
Você sempre está …
De algum jeito está …
Eu te encontro em qualquer canção
Você vive em meu coração
E eu aceito …
Não tem jeito …
Não está sendo fácil
Não está sendo fácil
Não está sendo fácil viver assim…
Você está grudado em mim …
Se você ainda quiser voltar…
Não demora,eu não sei ficar …
Desse jeito…não tem jeito…
Não precisa nem avisar…
Basta apenas você chegar…
Do seu jeito…qualquer jeito…
Não está sendo fácil…
Não está sendo fácil…
Não está sendo fácil viver assim…
Você está grudado em mim…

Amigas e risadas

Ontem, para afogar as mágoas da partida do meu amor, algumas amigas me levaram para um bar. Foi ótemo. Conversamos tanta besteira, mas tanta .. até o homem cafeteira nós falamos ahahaha lembrar o passado é sempre muito bom né. Mas o papo não ficou só no passado, falamos de calcinhas, sutiens, sexy hot ahahaha e um tanto mais. Valeu, amigas.

Salve a Rainha !

Hoje cedo recebi notícias de Perth. Meu gatinho fez uma boa viagem, o tempo lá está bom e a cidade está em festa. A Rainha da Inglaterra está na cidade e, por isso, hoje é feriado. Amanhã será oferecido ao povo, numa praça um churrascão gratuito. O máximo, não? rs impossível não comparar com os festejos realizados aqui no Rio, na Carioca, quando cortam aqueles bolos de metros e mais metros. Ou seja, cafonice tem em tudo que é local do mundo. Claro que disse ao meu gatinho pra ele não perder esta boca livre rs Tem que se jogar no meio dos australianos e abocanhar, ao menos, um pedaço de carne da Rainha rs.

God save the Queen !!

Foi-se …

Então, ele partiu nesta madrugada e saber que não é definitivo não ajuda muito. Já ligou da África, vai ligar antes de seguir para a Austrália. Um fofo. Como disse Liliane na noite de terça: “você é outra pessoa”. Sou mesmo. Estou chorosa, sem chão, frágil…. nunca fui assim e preciso aprender a lidar com esta nova Renata.

Mas, como o que não tem remédio, remediado está… conto com minhas amigas. E, graças a Deus, nem precisei pedir. Almocei com a Karla e com a Luciana e mais tarde vou num bar com a Karla, a Dani, a Luciana e, talvez, a Mirelle. Mulherada unida nas horas boas e ruins. Que tudo!! Nada substitui amigos de verdade !!

Pra você guardei o amor, Ana Cañas. música do dia 1

Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Senti, sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir.

Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim, vem visitar
Sorrir, vem colorir, solar
Vem esquentar
E permitir.

Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto
O jeito pronto do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar.

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer.
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar.
Achei, vendo em você
E explicação, nenhuma isso requer.
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar.

Pra você guardei o amor
Que aprendi vendo os meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor
Que o arco-íris risca ao levitar.

Vou nascer de novo
Lápis, edifício, tevere, ponte
Desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos
Feito sinos trilho a infância
Teço o berço do seu lar.

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer.
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar.
Achei, vendo em você
E explicação, nenhuma isso requer.
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar.
Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Senti, sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir.

Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto
O jeito pronto do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar.

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer.
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar.
Achei, vendo em você
E explicação, nenhuma isso requer.
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar.

N, Nando Reis – música do dia

E agora, o que eu vou fazer?
Se os seus lábios ainda estão molhando os lábios meus?
E as lágrimas não secaram com o sol que fez?

E agora como posso te esquecer?
Se o teu cheiro ainda está no travesseiro?
E o teu cabelo está enrolado no meu peito?

Espero que o tempo passe
Espero que a semana acabe
Pra que eu possa te ver de novo

Espero que o tempo voe
Para que você retorne
Pra que eu possa te abraçar
E te beijar
De novo

E agora, como eu passo sem você?
Se o seu nome está gravado no
Meu braço como um selo?
Nossos nomes que tem o “N”
Como um elo

E agora como posso te perder?
Se o teu corpo ainda guarda o
Meu prazer?
E o meu corpo foi marcado pelo seu?

Espero que o tempo passe
Espero que a semana acabe
Pra que eu possa te ver de novo

Espero que o tempo voe
Para que você retorne
Pra que eu possa te abraçar

Espero que o tempo passe
Espero que a semana acabe
Pra que eu possa te ver de novo

Espero que o tempo voe
E que você retorne
Pra que eu possa te abraçar
E te beijar
De novo
De novo…de novo…de novo…

Chegou o grande dia

Sim, passados seis meses, chegou o grande dia: meu namorado vai para a Austrália. Ficará lá por um ano. Ótimo para ele, eu sei. Péssimo para mim, fazer o que. Bem, desde então começo minha contagem regressiva para as férias, quando embarcarei rumo à Perth. Até lá, é confiar na tecnologia 3G, no viber, msn e afins.

Mas, a reflexão do dia é: saber o futuro não nos alivia a dor. Bem, pelo menos é o que acho. Explico: volta e meia converso com amigas sobre o futuro e sobre a “injustiça” que é não sabermos das coisas que vão acontecer. Falo de coisas em geral. Estar por aí, testando a sorte, é um desafio de paciência. Sei que não temos outra alternativa, por mais que frequentemos cartomantes, astrólogos ou qualquer outro oráculo. É preciso calma, viver um dia por vez. Eis que a viagem do meu namorado comprova que saber o futuro não ajuda em nada, a dor é a mesma.

Há seis meses conversamos sobre a viagem. Nós dois sabíamos que este momento iria chegar e, apesar disso tudo, não nos sentimos preparados para esta despedida temporária. Até mesmo desistir da viagem já passou pela cabeça dele hoje (e sei que isso não tem relação apenas comigo). Super entendo. Saber que este dia iria chegar não fez com que a gente acordasse mais sereno hoje. Isso não muda nada. O que resta? a resiliência.

Quer morar comigo?

Em dia de grande mudança, a coluna do Ivan veio a calhar:

IVAN MARTINS – 26/10/2011 08h54 – Atualizado em 26/10/2011 08h54

Quer morar comigo?

Uma reflexão sobre a pergunta que cedo ou tarde aparece

IVAN MARTINS

Talvez seja coincidência, mas parte dos meus amigos, jovens e não tão jovens, anda às voltas, neste momento, com uma velha pergunta: será hora de juntar as roupas, rachar as despesas e começar a Fase 2 da vida de casal?

Os motivos que levam ao movimento de unificação dos endereços são conhecidos. As pessoas descobrem, num dado momento, que passam mais tempos juntas do que separadas. Os pertences de cada um se movem, de uma casa para outra, em mochilas, sacolas, bolsas. É um saco. Gavetas que antes guardavam apenas cuecas ou apenas calcinhas transformam-se numa zona mista e conturbada. Objetos começam a sumir na confusão: meias, relógios, sandálias. A noite de domingo, quando tradicionalmente se faz a separação dos corpos, torna-se penosa, por motivos emocionais e práticos: quem quer fazer mala e levar tudo o que faz falta em casa? Quem quer dormir sem conchinha?

Uma alma romântica pode reclamar que estou reduzindo uma grande decisão afetiva a um punhado de questões cotidianas, mas não é isso. Eu já dou de barato que o romance existe. Só ele permite chegar ao estado de confusão de almas que antecede o morar junto. Quando ela vê na sua sala os programas de TV de que você não gosta, quando o conteúdo do nécessaire dela já se espalhou pelo seu banheiro, quando ela sabe, melhor do que você, onde a faxineira guarda a frigideira, o envolvimento está dado.

Ninguém deixa outro alguém entrar tão fundo na própria vida se não estiver apaixonado. Pode acontecer por curtíssimo tempo, mas é raro. As pessoas só admitem na vida delas quem passa pelo controle de imigração dos sentimentos. O passaporte que vale aí é a paixão. Uma ou outra personalidade autoritária (ou carente) pode forçar a barra por algum tempo, mas a artificialidade não se sustenta. Fica na nossa vida quem a gente quer que fique. Quando não há afinidade, carinho e desejo, os sinais de desconforto são mais óbvios que uma ambulância em disparada.

Posto que as pessoas se gostem e que a vida delas já está (voluntariamente) embaralhada, começa a discussão sobre viver ou não viver junto – que está longe de ser simples.

Morar com outro, não se iludam, é uma mudança radical, que exige generosidade. Quem vive junto partilha o espaço e o tempo, às vezes mais do que gostaria. Os românticos dirão: mas é bom estar junto e fazer as coisas de mãos dadas. Nem sempre, eu diria, não para todos. Há pessoas que precisam de distância mesmo daqueles que amam. E quem adora viver grudado também sente falta de silêncio e solidão. O outro frequentemente pesa, e isso pode ser destrutivo para a relação. Namorar, mesmo intensamente, ainda é conviver com o que há de melhor no parceiro, por tempo limitado. Morar junto é abraçar o pacote inteiro, o tempo todo. Nem todo casal aguenta, nem todo mundo sabe viver assim. Unir os endereços pode significar, muitas vezes, separar as pessoas. Todo mundo conhece a história do namoro antigo que explodiu meses ou semanas depois das pessoas mudarem para o mesmo apartamento. Acontece toda hora.

Morar junto, ademais, atrapalha um lado importante da vida das pessoas, o da autonomia. No mundo ideal, depois de sair da casa dos pais todos viveriam algum tempo sozinhos. O suficiente para aprender a cuidar de si mesmos. Para lidar sem pânico com a solidão. Isso prepara para viver a dois. Quem morou sozinho sabe que é gostoso acordar numa casa vazia e perambular de cueca sem ter de falar com ninguém. Não é como despertar abraçado na pessoa que a gente ama, mas também é bom – e tem de ser aprendido.

Há muito a ser dito contra e a favor da ideia de viver com alguém, mas o essencial é simples: a gente quer e não quer esse negócio. Uma parte de nós anseia por dividir, a outra quer ser dona de tudo – do tempo, do espaço, do corpo. Às vezes, prevalece a parte que deseja liberdade, então estar com outro nos oprime. Em outros momentos, predomina o desejo de ser dois, então dividir é uma delícia. Essa dicotomia, além de onipresente, me parece universal e insolúvel. Todo mundo tem dúvidas a respeito disso. As pessoas sonham com uma paixão tão arrebatadora que dissolva todas as incertezas, mas ela não existe. Diante da possibilidade de dividir o teto com alguém, as hesitações aparecem. Sempre aparecem, por mais maravilhosa que seja a sua consorte, por mais intenso que sejam seus sentimentos.

Eu vejo dois jeitos de lidar com isso, que na vida real se misturam.

O primeiro é racional: vá devagar, avance na medida do seu conforto interior, não tenha pressa e não se deixe pressionar (inteiramente) pelo desejo do outro. Converse. Não estar pronto não significa não gostar. Não querer agora não significa não querer nunca. Não há insulto em pedir tempo. Não há ofensa em ter dúvidas. Lembre: o outro lado também hesita, embora às vezes não diga, embora talvez nem perceba.

O outro jeito é emocional. Se atire, mergulhe, beije na boca. Você nunca vai ter 100% de certeza, então corra o risco, deixe-se levar pela correnteza. A vida é uma longa experiência e viver com alguém de quem se gosta não pode ser ruim. Aprende-se um monte: conviver, brigar, transar, dividir. O melhor jeito de ser adulto é com uma mulher de quem a gente gosta. Uma das melhores maneiras de se você mesmo é estar acompanhado. Se não der certo, não era para ser. Sem drama. Ficam as lembranças, se ganha panelas.

Se você não consegue tomar coragem por nenhuma das vias, se o tempo não aclara as suas dúvidas, então talvez não seja o caso. Não é mortal. A gente namora para ter prazer e para prospectar o terreno. Se a decisão for não avançar, tudo bem. Nem todo namoro termina em chá de panela. Conheço gente que namora em casas separadas há uma década, e é feliz. A vida não tem um formato obrigatório. Descobrir o seu formato é mais importante do que ter alguém para rachar o aluguel ou ver o Fantástico no domingo.

para pensar

Adoro as coisas que o Flávio Gikovate escreve e, lendo artigos antigos, descobri este de 1999. Curiosamente, se aplica bem a diversas situações que estou vivendo, a desabafos de amigas, entre outros. Vale a leitura.

Uma Pessoa Verdadeiramente Forte

Flávio Gikovate – Maio/1999
 

A gente costuma ouvir que uma pessoa é forte, que tem gênio forte, quando ela reage com grande violência em situações que a desagradam. Ou seja, a pessoa de temperamento forte só está bem e calma quando tudo acontece exatamente de acordo com a vontade dela. Nos outros casos, sua reação é explosiva e o estouro costuma provocar o medo nas pessoas que a cercam. Talvez essas pessoas sejam responsáveis por chamar o estourado de forte, porque acabam se submetendo à vontade dele. Ele é forte porque consegue impor sua vontade, quase sempre por conta do medo que as pessoas têm do seu descontrole agressivo e de sua capacidade para fazer escândalo.

Se pensarmos mais profundamente, perceberemos que as pessoas de “gênio forte” conseguem fazer prevalecer seus desejos apenas nas pequenas coisas do cotidiano. Elas decidirão a que restaurante os outros irão; a que filme o grupo irá assistir; se a família vai para a praia no fim de semana e assim por diante. As coisas verdadeiramente importantes – a saúde delas e a das pessoas com quem convivem; o sucesso ou fracasso nas atividades profissionais, estudos ou investimentos; as variações climáticas e suas tragédias, como inundações, desabamentos e terremotos; a morte de pessoas queridas – não são decididas por nenhum de nós. O que leva os de “gênio forte” a comportamentos ridículos: berram, esperneiam e blasfemam diante de acontecimentos inexoráveis, e contra os quais nada podemos fazer. Reagem como crianças mimadas que não podem ser contrariadas! Afinal de contas, isso é ser uma pessoa forte?

É claro que não. Querer mandar nos fatos da vida, querer influir em coisas cujo controle nos escapa, não é sinal de força, como também não é sinal de bom senso, sensatez e de uso adequado da inteligência. Talvez fosse muito bom se pudéssemos influir sobre muitas coisas que são essenciais. Mas a verdade é que não podemos. Isso nos deixa inseguros, pois coisas desagradáveis e dolorosas podem acontecer a qualquer momento. E não serão nossos berros que impedirão nossos filhos de serem atropelados, nossos pais de morrerem, nossa cidade de ter enchentes ou desabamentos.

O primeiro sinal de força de um ser humano reside na humildade de saber que não tem controle sobre as coisas que lhe são mais essenciais. Sim, porque este indivíduo aceitou a verdade. E isso não é coisa fácil de fazer, especialmente quando a verdade nos deixa impotentes e vulneráveis.

O segundo sinal, e o mais importante, é a pessoa compreender que ela terá que tolerar toda a dor e todo o sofrimento que o destino lhe impuser. E mais – e este é o terceiro sinal -, terá que tolerar com “classe” e sem escândalos. Não adianta se revoltar. Não adianta blasfemar contra Deus. Ser forte é ter competência para aceitar, administrar e digerir todos os tipos de sofrimento e contrariedade que a vida forçosamente nos determina. É não tentar ser espertinho nas coisas que são de verdade. As pessoas que não toleram frustrações, dores e contrariedades são as fracas e não as fortes. Fazem muito barulho, gritam, fazem escândalos e ameaçam bater. São barulhentos e não fortes – estas duas palavras não são sinônimos!

O forte é aquele que ousa e se aventura em situações novas, porque tem a convicção íntima de que, se fracassar, terá forças interiores para se recuperar. Ninguém pode ter certeza de que seu empreendimento – sentimental, profissional, social – será bem-sucedido. Temos medo da novidade justamente por causa disso. O fraco não ousará, pois a simples idéia do fracasso já lhe provoca uma dor insuportável. O forte ousará porque tem a sensação íntima de que é capaz de agüentar o revés.

O forte é aquele que monta no cavalo porque sabe que, se cair, terá forças para se levantar. O fraco encontrará uma desculpa – em geral, acusando uma outra pessoa – para não montar no cavalo. Fará gestos e pose de corajoso, mas, na verdade, é exatamente o contrário. Buscará tantas certezas prévias de que não irá cair do cavalo que, caso chegue a tê-las, o cavalo já terá ido embora há muito tempo. O forte é o que parece ser o fraco: é quieto, discreto, não grita e é o ousado. Faz o que ninguém esperava que ele fizesse.

Você, prezado leitor, pode até não perceber, mas parece que recortaram meu coração … não estou 100% triste porque sei, tenho plena consciência, que a viagem do meu gatinho é uma coisa boa e que devo ficar feliz com isso. Mas, vai explicar a racionalidade para o meu pobre coração??? Difícil convencer o pobrezinho de que é preciso sorrir quando se quer chorar… ó céus, ó vida, ó azar.

 

 

 

 

ahahahaah

gentem, só rindo mesmo. Este blog recebeu a visita de alguém que pesquisou no google as palavras “penis babado” ahahahahaha sensacional. E o camarada ou a camarada veio ler esta bodega.  O google tá se saindo um ótimo piadista.

Finde de sol em Sampa e muitas atividades

Ao contrário da semana passada, este foi um fim de semana de sol em SP, o que deu nova perspectiva à cidade. Como de costume, aluguei um carro com meu gatinho e rodamos. Ele me levou num outlet da Nike e, já dá pra imaginar né, gastei uns trocadinhos. Ganhei um presente fofo também, é verdade. De lá fomos para o almoço surpresa em comemoração ao aniversário da mãe dele. Foi tão fofo, emocionante, bacana. Não vou entrar em detalhes para não ficar falando da vida alheia, mas posso garantir que será uma data que ela não vai esquecer tão cedo.

Do restauntante (Famiglia Mancini) voltamos para o hotel. Afinal, dormir é preciso rs. E à noite, finalmente, fomos no Morrison Bar. Fazia uns 2 meses que tentávamos ir neste bar de rock, mas sempre desistíamos, íamos para outro lugar. Desta vez deu certo, mas fomos embora na metade do show porque a alergia e a sinusite estavam me matando. Uma pena porque a banda Rockover é bem bacana. Os coroas arrasam e tocam grandes clássicos. Vou ter de assistir em uma próxima vez.

Ontem, fui obrigada a sair da cama rs Isso mesmo, vou reclamar publicamente. Levantei apenas para fazer xixi, mas meu gatinho viu que estava sol e pulou da cama, feliz. Motivo: Ibirapuera. Fomos ao parque e andamos de bicicleta. O passeio foi ótimo, mas hoje…. bem, minha bunda e minha virilha estão doloridas.

Eu, que nunca tinha ido ao Ibirapuera, fiquei bem feliz em pedalar no meio das árvores e respirar um ar puro. O parque é bonito, bem conservado, vale a pena visitá-lo. E é de graça !!!

De lá, fomos almoçar e, acredite, eu quase atropelei o Eduardo Suplicy. Isso mesmo !!! Estava eu, na Alameda Santos, caçando um estacionamento quando, finalmente, encontrei um. Direcionei, rapidamente, o carro para a entrada do estacionamento, mas havia uma pedra no meio do caminho… Melhor, o Suplicy estava no meio do caminho. Calmo como se nem fosse com ele, de cabeça baixa, lendo jornais.

Não o reconheci imediatamente e falei para o meu gatinho e para a tia dele: “Vou atropelar este senhor que parece o Suplicy”. Daí, eles falam juntos: “Mas é o Suplicy” ahahahaha risada generalizada. Já pensou, a pessoa aqui vai namorar em SP e aparece em rede nacional por ter atropelado um senador? Minha mãe morreria aqui no Rio.

Bem, passado o susto-risada, almoçamos e saímos correndo para o Morumbi para ver o jogo do São Paulo. Detalhe: eu estava vestida como Ném: calça de ginástica, chinelo e camisa branca. E não tava ligando muito. Ah! Tava fedendo tb rs porque foi com esta roupa que pedalei por uma hora, no sol, no Ibirapuera. Mas, ok, fomos ao jogo. Melhor não comentar o zero a zero ….

Do jogo, acredite, fui com meu gatinho em no bistrô Paris 6. Para não ser tão cara de pau, troquei a camisa branca por uma preta que eu tinha deixado no carro e o chinelo por uma sapatilha. Mas a calça de malhação estava no corpo. Ném total ahahaha.

O bistrô é mega fofo, com uma decoração linda, quadros diversos espalhados pelas paredes, lustres dourados, um requinte ímpar. Adorei. O serviço é fantástico e os pratos muito bons. Comi um crepe de queijo e presunto e meu namorado comeu uma quiche. Tudo muito saboroso. Super recomendo. De lá, fomos para o hotel porque o finde foi puxado e a semana vai ser longa. Espero que vocês também tenham se divertido.

O que vale a pena nessa vida?

Não sei se vc, prezado leitor, já se fez esta pergunta. Mas eu, como pensadora voraz, a repito quase que semanalmente. O que vale a pena nessa vida? Por que vivemos? Vale aguentar tudo para ter um amor, uma casa, um carro, uma viagem, um emprego, um amigo, uma roupa de marca, o celular da moda, frequentar os melhores bares, ….. ? tenho lá minhas dúvidas. Na verdade, não tenho dúvida alguma: NÃO VALE A PENA. Simples assim. Tá na dúvida? Dá uma passada no cemitério mais próximo da sua casa e veja o que as pessoas que ali estão sepultadas levaram consigo. NADA. No máximo uma roupa bacana e uma jóia de família que, certamente, foi roubada dias após o sepultamento. Triste, eu sei, mas é a verdade.

Daí vc pode se perguntar: por que vivemos? Bem, simples novamente: porque é bom pra caralho amar, viajar, trabalhar, passear, comprar coisas que gostamos, comer, trepar, dançar,…. mas não a qualquer custo. Sempre dá pra achar o caminho do meio. Sempre. Ainda não achei, mas to quase lá.

Pirajá e SPOT

Sábado e domingo também foram dias de comilança em SP. Acho que o clima frio acabou ajudando neste quesito. No sábado levei meu gatinho para conhecer o Pirajá. Isso mesmo, apesar dele morar na cidade, coube a mim o papel de ciceronear rs. O bar que exalta o Rio de Janeiro é bem simpático, com uma decoração bacana e, acredite, toca samba !!!! ADORO ! Comemos a feijoada da Tia Surica. Não sei se a receita é dela mesmo, mas estava deliciosa.

Já no domingo, ele me apresentou ao badalado Spot, que fica pertinho da Paulista. o lugar tem uma decoração linda, modernosa, e é frequentado por gente da moda, publicitários, jornalistas. Também comi super bem. Pedi uma massa e profiteroles de sobremesa. DIVINO !!!

Sim, SP é gastronomia !!!

Mais um finde em SP –

O finde foi chuvoso em SP, mas foi ótemo. O motivo está claro: estava com o  meu gatinho. E bem acompanhada, já sabe né, não há chuva que estrague meu humor. Desta vez, a programação de sábado à noite foi um tanto inusitada. Decidimos ir na famosa Love Story. Sim, acreditávamos que veríamos muita pegação, gente dançando animada, um povo bonito, mas…. pois é, sempre tem um mas. A Love Story não é um lugar de gente sarada, bonita e que sabe dançar (rebolar) bem no poste. A boate, que se intitula a casa de todas as casas é, na verdade, o maior percentual de gente feia por metro quadrado em SP. OK, a gente pode ter tido azar e sábado passado ter sido um dia atípico, mas acredito que aquele inferno é o usual.

Como definir gente feia? Bem, imagine todos os Ném da Vila Vintém, Alemão e do Borel juntos em um trem na Baixada Fluminense. Pronto, esta é a visão que se tem na Love Story. Uma galera feia, mal vestida e que pensa exalar sensualidade. Um lugar onde mulheres não pagam e homens desembolsam R$ 60… já é um sinal, não? Alguns tios tentavam a sorte. E tias também. Todos atrás de sexo fácil e, provavelmente, pago.

E os homens (gays) sarados, com camisa regata recolhida de modo a deixar os peitinhos à mostra? Siiiim, esta visão do inferno se multiplicava pelos queijos. Muitos rebolavam, se esfregavam nos postes e olhavam para a galera que estava na pista. Se insinuavam com olhares de desejo (?) Bem, senti um mix de nojo e vontade de rir. Não tive coragem de comer nada, muito menos de beber. Fiquei no refrigerante (R$ 15 a unidade) e olhe lá. Também não fui ao banheiro e não segurei no corrimão da escada, vai saber o que há ali, não? rs Sobre a música? Uma mistura de pop e eletrônico. Um lixo !

O que ficou da noite? Aprendizado: não voltar na Love Story, jamais !