É possível ter um relacionamento à distância?

Sim. Esta é minha resposta para a pergunta-título deste post. Fácil? Não, nem um pouco. Mas impossível não é. Dá saudades? Sim. Pra caralho. O ciúmes é escroto? Demais. Mas, confesso, algumas destas relações pode ter muito mais lealdade e cumplicidade que muitas relações presenciais. Sério, o mercado não tá bacana. To cansada de ouvir histórias de traições, puladas de cerca e afins.

Tem muito cara escroto. Uma amiga chegou a ser ameaçada, de diversas formas, por um carinha que namorou por anos. O motivo? Fútil, claro. Ele acha que ela ainda vive em função dele ahahahahaha só gargalhando né. Daí, o malando fica ligando, escrotizando pessoalmente e, pior, aceitando que a atual namorada faça ameaças virtuais. É muita loucura.

E os homens que vão ser pais e, mesmo assim, pulam a cerca? Não respeitam nem a mulher grávida. E não estou falando de poucos.. infelizmente são muitos. Outro dia uma amiga saiu com um carinha do passado, transaram e tal e… no dia seguinte ele mandou uma mensagem de texto, todo feliz, contando que iria ser pai. WHAT THE FUCK !!! Escroto é pouco para definir gente assim.

São situações como estas, entre tantas que ouço, que me faz pensar, pensar, pensar e concluir que não é mesmo a distância ou rótulos que vão fazer o sucesso da minha relação. Graças a Deus encontrei um parceiro, amigo, leal, atencioso, carinhoso e LINDO ! O que quero mais?? Por hora, nada. Melhor, quero sim. Quero continuar confiante e acreditando no amor, na felicidade e na minha relação. Amém !

 

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Música do Dia

Set Fire To The Rain

I let it fall, my heart,
And as it fell, you rose to claim it.
It was dark and I was over,
Until you kissed my lips and you saved me.
My hands they were strong, but my knees were far too weak,
To stand in your arms without falling to your feet,
But there’s a side, to you, that I never knew, never knew.
All the things you’d say, they were never true, never true,
And the games you’d play, you would always win, always win.

 

(Chorus)
But I set fire to the rain,
Watched it pour as I touched your face,
Well, it burned while I cried,
‘Cause I heard it screaming out your name, your name!

 

When I lay, with you, I could stay there,
Close my eyes, feel you here forever,
You and me together, nothing is better!
Cause there’s a side, to you, that I never knew, never knew.
All the things you’d say, they were never true, never true,
And the games you’d play, you would always win, always win.

 

(Chorus)
But I set fire to the rain,
Watched it pour as I touched your face,
Well, it burned while I cried,
‘Cause I heard it screaming out your name, your name!
I set fire to the rain
And I threw us into the flames
Well, it felt something died,
Cause I knew that that was the last time, the last time!

 

Sometimes I wake up by the door,
That heart you caught must be waiting for ya…
Even now when we’re already over
I can’t help myself from looking for ya.

 

Chorus:
I set fire to the rain,
Watched it pour as I touched your face,
Well, it burned while I cried,
‘Cause I heard it screaming out your name, your name!
I set fire to the rain
And I threw us into the flames
Well, it felt something died,
‘Cause I knew that that was the last time, the last time!

Oh oh oh oh oh…

Let it burn…

Malas…

… Sim, eu sei, fim de domingo e ainda não arrumei as malas da viagem de amanhã, mas e a preguiça?? Isso sem contar que o preciso/quero não cabe e não estará na minha mala. Na verdade o que preciso/quero está na Austrália, meu segundo destino de viagem. Até chegar lá, irei trocar um plá com o Papa. Rezarei por todos, podem deixar. To falando dos amigos, claro ahahaha.

Não sei se conseguirei atualizar o blog na viagem. Por isso, desejo a todos um Feliz Natal e um 2012 sensacional.

PS: Adorei as ligações (incluindo da minha sogra) e mensagens de texto das amigas desejando boa viagem, bom Natal e feliz réveillon !!! Valeusis

Acabou !!!!

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Curiosa

To mega curiosa para ouvir o disco Lioness: Hidden Treasures, novo disco de Amy Winehouse que tem 12 músicas. O álbum póstumo  alcançou  o topo das listas dos mais vendidos da Grã-Bretanha. Até agora ouvi apenas uma faixa na internet e adorei. Tá na minha lista de desejos. Será que consigo comprar um na minha viagem?? Vou procurar, óbeveo.


E aí, o que fazer??

Vale a leitura desta coluna publicada hoje na Folha de SP. Adoro os textos da Mirian.

Amor, paixão e amizade

O maior problema do casamento é a morte do desejo sexual, já que este se alimenta da falta, da incerteza

Meus pesquisados apontam três ingredientes presentes no casamento: amor, paixão e amizade. O amor aparece como um sentimento amplo e difícil de ser definido. É diferente da paixão, inicial e provisória, que se transforma em amor ou acaba.

Segundo os entrevistados, é impossível manter um estado permanente de paixão, por dois motivos: ela não resiste ao cotidiano e sua irracionalidade é insuportável.

Quando não acaba como fogo de palha, a paixão se transforma em algo mais tranquilo: o amor. Já esse, para durar, deve conter resíduos da paixão inicial ou corre o risco de se transformar em outro sentimento: a amizade.

O casamento deve combinar os três sentimentos: uma grande dose de amor com pitadas de paixão e amizade.

É preciso ter cuidado para não desequilibrar essas porções, já que uma grande dose de amizade poderia destruir o desejo sexual.

O amor se encontra entre a paixão e a amizade. É menos explosivo do que a primeira, mas menos morno do que a segunda. É mais tranquilo do que a paixão, mas menos seguro do que a amizade.

Se a paixão é insuportável por sua imprevisibilidade e sua loucura, o perigo da amizade está na racionalidade e na rotina. Um equilíbrio complicado é necessário para que uma e outra estejam presentes no casamento, mas que não sejam mais fortes do que o sentimento de amor.

A paixão é associada ao excesso de sexo. A amizade é relacionada à falta dele.

O sexo deve ser frequente e agradável, mas mais controlado do que na paixão. O casal deve estar atento para não deixá-lo cair na rotina e na burocracia, fantasma que ameaça os relacionamentos.

A ideia de que é possível administrar esses três sentimentos apareceu entre os pesquisados.

A paixão, mais irracional, deve ser domada, mas não pode ser excluída do casamento. Uma dose controlada de insegurança e de incerteza sobre a posse do outro é considerada necessária para alimentar o desejo sexual.

Essa matemática complicada torna os casais reféns de lógicas contraditórias. Os pesquisados apontam como perigos para o casamento a rotina, a burocratização, a mesmice. Mas falam também da necessidade de fidelidade, segurança, tranquilidade.

O maior problema do casamento, dizem eles, é a morte do desejo sexual, já que este se alimenta da falta, da insegurança, da incerteza.

Como conciliar, então, amor e desejo sexual no casamento? Eis a questão.

MIRIAN GOLDENBERG é antropóloga, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro e autora de “Por Que Homens e Mulheres Traem?” (Ed. BestBolso)

Amo esta música e a dedico ao meu gatinho. Well, pra você… na bela voz de Marisa Monte e do meu querido Paulinho da Viola. O outro vídeo, com a mesmo música, está no instrumental e acho que fica fantástico assim.

http://vimeo.com/28352613

Carinhoso, Pixinguinha

Meu coração, não sei por quê
Bate feliz quando te vê
E os meus olhos ficam sorrindo
E pelas ruas vão te seguindo,
Mas mesmo assim foges de mim.

Ah se tu soubesses
Como sou tão carinhoso
E o muito, muito que te quero.
E como é sincero o meu amor,
Eu sei que tu não fugirias mais de mim.

Vem, vem, vem, vem,
Vem sentir o calor dos lábios meus
À procura dos teus.
Vem matar essa paixão
Que me devora o coração
E só assim então serei feliz,
Bem feliz.

Ah se tu soubesses como sou tão carinhoso
E o muito, muito que te quero
E como é sincero o meu amor
Eu sei que tu não fugirias mais de mim

Vem, vem, vem, vem
Vem sentir o calor dos lábios meus a procura dos teus
Vem matar essa paixão que me devora o coração
E só assim então serei feliz
Bem feliz

Ele voltou…

…. depois de merecidas férias, Ivan Martins voltou a escrever sua coluna no site da Época. A desta semana está bacana.

Amar é para poucos

Você já esteve apaixonada por alguém incapaz de gostar?
IVAN MARTINS

IVAN MARTINSÉ editor-executivo de ÉPOCA

A capacidade de amar, assim como a coragem ou a inteligência, não é do mesmo tamanho em todos nós. Eu sou forçado a lembrar disso todo vez que converso com S., uma amiga de Brasília que é, possivelmente, a mulher mais apaixonada do mundo.

Quando falamos, na semana passada, ela estava em preparativos para um novo casamento. Conheceu o rapaz há poucos meses, está profundamente envolvida e, sem temor aparente, se prepara para iniciar uma vida comum. Não é a primeira vez que ela faz isso e é provável que não seja a última, mas, assim como no passado, avança para o casamento com a convicção tranquila de que, se alguma coisa der errada, não será por falta de amor, lealdade e dedicação da parte dela.

Ao contrário da minha amiga, que tem uma facilidade até exagerada de se vincular, muitos de nós sofremos do oposto: uma enorme dificuldade em criar ligações profundas e verdadeiras. O sintoma mais comum é que vivemos atormentados por dúvidas sobre a intensidade e a profundidade dos nossos sentimentos. Quem tem uma conexão emocional profunda não se pergunta a todo o momento se deveria seguir em frente ou tentar com outra pessoa.

Muitos acham difícil construir mesmo essa ponte precária em direção aos outros. Há pessoas para quem o ato de se entregar emocionalmente nem existe. Elas sentem-se de alguma forma isoladas mesmo sendo parte de um casal. Gostam, compartilham, respeitam, transam intensa e prazerosamente, mas não se sentem vinculadas. Há uma barreira invisível de privacidade que jamais é rompida. Persiste a sensação de que o outro é fundamentalmente um estranho. A delícia de sentir-se íntimo, que na minha amiga é natural como respirar, nunca foi experimentado de forma duradoura por milhões de pessoas.

Quando penso em mim e nas pessoas que conheço intimamente, me parece que existe uma progressão que vai dos apaixonados incondicionais às pessoas que não conseguem se vincular – e que a maioria de nós se encontra emocionalmente em algum ponto entre esses dois extremos. Temos graus variáveis de dificuldade para amar e sair de nós mesmos, mitigados por períodos de entrega e arrebatamento.


De qualquer forma, a ideia de que somos todos iguais diante do amor, e que a única dificuldade está em encontrá-lo, me parece falsa – ou pelo menos exagerada. Postos diante da possibilidade do amor, uns não conseguirão reconhecê-lo e outros terão impulso de afastar-se. Poucos serão capazes de abraçá-lo assim que ele virar a esquina. Somos diferentes também nisso.

Se pensarmos na dificuldade de se vincular como um problema, ele talvez seja mais comum entre os homens (embora eu conheça mulheres que também preferem manter-se a uma distância emocional segura). Quantos caras você conhece que trocam periodicamente de parceiras sem estabelecer um vínculo real com qualquer uma delas? Esse tipo de comportamento pode ser tanto o resultado de uma opção social quanto de uma deficiência emocional. Talvez haja alguma verdade no clichê rancoroso sobre “homens incapazes de amar”.

As causas dessas dificuldades são, para mim, insondáveis, mas me parece óbvio que o caos interior e a ansiedade em que boa parte de nós vive não ajuda a gostar de ninguém. Como criaturas tão atormentadas por seus próprios demônios conseguiriam reunir a atenção e a generosidade que o amor exige? É fácil proclamar-se apaixonado ou apaixonada a cada esquina, de forma imaginária e histérica. Mas manter um afeto duradouro na vida real exige mais do que pirotecnia e rock and roll. Exige sentimentos profundos que alguns de nós não são capazes de oferecer.

As consequências da dificuldade de amar são óbvias. A primeira é o sofrimento que ela impõe aos parceiros. É duro lidar com alguém que não está 100% ali. É chato confrontar-se com a hesitação de quem não sabe o que sente. Dói lidar com a aspereza de quem não consegue se coloca na pele do outro – ou não permite que o outro entre sob a sua própria pele.

É evidente, também, que gente com dificuldade em se entregar não tem relações satisfatórias. Para que elas existam, os laços afetivos têm de estar ancorados em algo mais sólido do que os nossos desejos imediatos, que variam de um dia para o outro. Mas a criação de laços duradouros não se faz por um ato de vontade. É preciso ser capaz de gostar, amar e confiar. É preciso sentir-se parte de algo – e alguns de nós, muitos de nós, não conseguem sentir-se parte de coisa nenhuma

25 dias para o Natal…

 

Então é isso, 1º de dezembro de 2011. Sim, é clichê, todos falam e vou repetir: o ano passou voando e estamos naquela época de fazer uma avaliação do que foi bacana e do que não precisava ter acontecido.

Sem dúvida, a perda de três amigos tornou o ano cinza. Ninguém gosta de lidar com a morte e ver gente jovem, inteligente, amiga e alegra partindo foi de cortar o coração. Triste demais. Na verdade, este ano só não foi mais triste porque conheci meu quase namorado (isso foi mesmo muito maravilhoso) e, claro, porque passei o réveillon em Paris. Realizei alguns sonhos, adiei outros. Tudo bem, o que é a vida sem estas pequenas negociações, né? Temos de ceder, repensar, pensar novamente e, talvez, decidir. Plantei boas sementes e espero colher frutos maravilhosos em 2012. Vou colher.

Preciso registrar também a alegria proporcionada por meus amigos, tive grandes momentos ao lado deles. Fiz muitas viagens. Na verdade, nunca viajei tanto rs. E adorei todas. Meus 34 anos foram muito bem celebrados e minha saúde está excelente. Sim. Tenho muitas coisas a comemorar. A começar, pela viagem que farei em 12 dias. Outro sonho a realizar. Outra semente a plantar. Trabalhei muito e não faltou $$. Amém.

E o seu ano, como foi? Faltou coragem? brilho? alegria? amor? saúde? dinheiro? E o que sobrou?

 

Vergonha alheia…

… sério, como jornalista tenho um tanto de vergonha por quem editou a home do G1 na manhã de hoje. Ok, acho válido noticiar a troca de apresentadoras no JN, matéria bacana e com grande números de leitores, sem dúvida. Mas isso precisa ser manchete??? Não ! Nunca ! Pelo menos não em um site que pretende ser sério. A não ser que tenham mudado a linha editorial e não tenham avisado aos leitores. Prestem atenção no print screen:  o anúncio da redução do IOF, que vai impactar a vida de TODOS os brasileiros, está num canto, abaixo da manchete, e ao lado de um perfil da Renata Ceribelli. Este é um país sério? NOT.

 

A pele que habito

Ainda não vi o filme A Pele que habito. To atrasada, eu sei, e minha curiosidade só aumentou depois que li hoje a coluna do Calligaris, na Folha de SP. Dá uma lida e veja se o tema não é instigante:

CONTARDO CALLIGARIS

A pele que habito (e a dos outros)

Há homens que sonham em ser transformados (“contra sua vontade”) em mulheres promíscuas e submissas

Nesta altura, considero conhecida a trama do último Almodóvar, “A Pele que Habito”: um cirurgião, o doutor Ledgard, sequestra um jovem (Vicente) durante anos e o transforma numa mulher (Vera).

Na saída do cinema, alguém comenta: “Se acontecesse comigo, eu ficaria namorando o médico. Fazer o quê? Pênis, eu já não teria mais. E não estaria a fim de fugir. Voltar para minha vida de antes e contar que me tornei mulher para minha mãe e para meus amigos, já pensou?”.

Infelizmente, na situação da vítima de Ledgard, ninguém conseguiria fazer prova de tamanho pragmatismo, por uma razão simples: a sensação íntima e profunda de ser homem ou mulher (a identidade de gênero) não é coisa que possa ser mudada.

É possível, isso sim (e acontece no caso dos transexuais), “retificar” o corpo, caso ele não coincida com a identidade de gênero de alguém.

Se você sempre se sentiu homem num corpo de mulher ou mulher num corpo de homem, se você tem a trágica impressão de estar no corpo errado, pois bem, nesse caso, à força de hormônios, operações cirúrgicas e orientações terapêuticas, você talvez possa modificar seu corpo de maneira que ele concorde com seu sentimento de identidade.

Mas não há tratamentos que, ao transformar seu corpo, possam levar você a mudar seu sentimento profundo de ser homem ou mulher.

Conclusão, se um homem fosse transformado em mulher à força, ele não se resignaria (pragmaticamente), mas passaria a vida querendo que seu corpo fosse retificado para ele voltar a ser o homem que ele nunca deixou de ser.

Em 24 de fevereiro de 2000, nesta coluna (“A terapia da faca e do superbonder”), contei a história de David Reimer, cujo pênis foi decepado acidentalmente na circuncisão, em 1966. Por sugestão do psicólogo John Money, Reimer foi castrado e criado como menina, com a ideia de que é melhor ser uma menina fabricada (na faca, com hormônios, roupas e brincadeiras adequadas) do que um menino com uma prótese peniana.

John Money escondeu o desespero de Reimer durante infância e adolescência. Reimer, ao descobrir o engodo do qual tinha sido vítima, parou a palhaçada e voltou a ser homem. Atualizando: em 2004, Reimer se suicidou.

Por qual loucura Money imaginou que, ao transformar o corpo de um menino, ele poderia mudar sua identidade e fazer dele uma mulher?

A resposta está na onipotência das ciências humanas nos anos 60, mas também numa fantasia erótica masculina, que talvez Money compartilhasse e que paira tanto sobre “A Pele que Habito” quanto sobre o livro (imperdível) que inspira o filme: “Tarântula”, de Thierry Jonquet (Record).

Há sites (sixpacksite.comtgcomics.comfictionmania.tv) inteiramente dedicados a ficções e quadrinhos que elaboram fantasias de feminização forçada. A clientela desses sites é de homens heterossexuais, que sonham em ser transformados (“contra sua vontade”) em mulheres promíscuas e submissas. Dica: os machos que se gabam por levar as mulheres à loucura podem estar com vontade de sentir neles mesmos o efeito de seus próprios (supostos) talentos.

Mais perto do cotidiano, “A Pele que Habito” é também apenas mais uma parábola do amor, pois é banal que o amor nos leve a querer transformar parceiros e parceiras de forma que eles correspondam a nossas expectativas.

O projeto de moldar o outro transforma qualquer convívio numa violência. Mas essa violência não impede nada: no clássico “Post-traumatic Therapy and Victims of Violence” (terapia pós-traumática e vítimas da violência, Routledge, 1988), Frank Ochberg enumerava, entre os sintomas habituais das vítimas, tanto um ódio ressentido e doentio quanto sentimentos positivos -incluindo amor romântico, sujeição e, paradoxalmente, gratidão.

“A Pele que Habito” poderia ser, em suma, a versão trágica e realista de “My Fair Lady”. No musical, Eliza Doolittle acaba amando mais que odiando o prof. Higgins, que a transformou numa “lady”. No filme de Almodóvar, talvez Vera odeie Ledgard mais do que o ama. Mas o que importa é que os sentimentos da vítima são sempre ambivalentes.

É essa a chave para entender as mil histórias de vítimas que poderiam ou deveriam ter fugido, como a de Natascha Kampusch, abusada por “3096 Dias” (Verus ed.), ou como a da menina que foi escrava sexual de Gaddafi durante cinco anos

Colírio para os olhos e para a alma

Gentem, roubei este vídeo descaradamente do blog da Katylene. Produzido durante as fotografias da próxima edição da Made In Brazil Magazine, o vídeo é um alento aos olhos. Olha, vira o monitor no trabalho, esconde do marido, dá sei jeito, mas veja o vídeo. Vale muito a pena assistir. Nooooossa, que gatos, que gostosos. Onde encontro??? (Well, não fique com ciúmes, é apenas um vídeo, ok?)