Austrália: parte 3 – Praias

Sim, mudei o cabeçalho do blog. Foto linda né. Fiz com o celular na praia de Scarborough, em Perth, Austrália. Linda praia. Aliás, não fui a uma praia na Austrália em que pudesse dizer: temos melhores no Brasil. Provavelmente temos. Já fui a muitas: mergulhei em Fernando de Noronha e conheci suas praias mais belas, fui a todas as praias da cidade do Rio de Janeiro, visitei algumas em Salvador, outras em Maceió, Natal, Porto de Galinhas, Recife, Espírito Santos… Mas em nenhuma delas encontrei a estrutura que vi nas praias australianas.

Cottesloe Beach - Perth

Em todas que visitei encontrei banheiros públicos limpos (incluindo papel higiênico), sacos gratuitos para que as pessoas recolham seus lixos e as fezes de seus cachorros, chuveiros bons (sem ser aquela gambiarra das praias cariocas) e areias LIMPAS. Cottesloe é um exemplo a ser copiado em todas praias do mundo.

Chuveiros sem aquela bomba de água como gambiarra - tudo legalizado

Também não há qualquer tipo de ambulante passando de um lado pro outro, berrando e abafando o som divino que vem do mar. Não há crianças jogando areia em quem só quer curtir um dia de sol. Tudo muito ordenado, civilizado. Em algumas praias existem daquelas churrasqueiras que mostrei em outro post. Para usar, basta chegar com sua carne e pronto. Ligue a churrasqueira e divirta-se com amigos e familiares.

Vale ressaltar que é proibida a venda ou consumo de qualquer bebida alcoólica nas praias e nas ruas próximas. Isso deve ser chato pra quem curte uma cervejinha na praia, mas, pra mim, isso não faz a menor falta. Quem quiser consumir qualquer outro tipo de bebida ou comida, tem que levar de casa ou comprar nas lojas/restaurantes próximos às praias. Super tranquilo.

Este é um dos banheiros da praia de Manly, em Sydney

Chegar nas praias é também moleza. Dá pra ir de ônibus sem nenhum perrengue e até de trem. Já imaginou como seria isso na Barra da Tijuca??
Se as praias de Perth são lindas, as de Sydney… nossa. Agora, me diz, o que é Bondi Beach??? Manly também é bem bonita, mas nada é igual a Bondi.

Para ir para Bondi, basta pegar o trem até Bondi Junction e de lá pegar um ônibus que nos deixa em frente ao paraíso. Sem possibilidade de erro. Muito bom conhecer um país onde tudo é lindo e funciona perfeitamente.

Curtindo uma piscina em Bondi Beach

Sacou a piscina atrás de mim na foto? Então, esta é uma das duas piscinas cravadas no meio da pedra em Bondi Beach. Perfeito !! A água do Pacífico invade a piscina e a completa ininterruptamente… isso mesmo, há renovação permanente da água. Uma maravilha. Para usar as piscinas e toda uma estrutura com sauna e afins, basta pagar 5,50 dólares australianos. Vale muito a pena porque aproveitamos a água do mar e ficamos longe das gigantes ondas, surfistas e suas pranchas.

Bondi Beach ou paraíso, como preferir chamar

Olhando as fotos e visitando, dá pra entender porque muitos estudantes de Sydney preferem morar em Bondi, uma mini Búzios. Vale lembrar que o pôr do sol é lá pelas 19h30. São muitas e muitas horas de sol. Bondi conta com restaurantes e bares fofos, muita gente bonita e jovem. Um programa obrigatório, sem dúvida, para quem visita a Austrália.

A Super Interessante tem uma reportagem, de fato, interessante. É sobre a votação que vai eleger a pior empresa do mundo para se trabalhar. Esta ano, temos uma brasileira na lista, a Vale. O motivo? Belo Monte. Se quiser ler a matéria, clique aqui. Se quiser votar, aqui. Por enquanto, a Vale está em segundo lugar no ranking. A título de curiosidade, votei na Samsung.

Sim, eu tenho ciúmes

Tá, eu confesso, fui acometida pelo mal do ciúme. Isso não me orgulha em nada, mas é um fato que já não consigo esconder. Liliane, minha amiga desde a terceira série primária, está assustada. Diz que nunca me viu assim. E ela está coberta de razão.

Por que tanto ciúme? Bem, os mais imediatistas dirão que é a distância. Eu, aqui. Ele, na Austrália. OK OK, isso pode até ajudar, mas não é o mais importante.

Acredito mesmo que traumas de relações anteriores me deixaram assim, tiraram alguma da muita confiança que sempre tive em mim. Não me reconheço mais. Não sou a menina cheia de si, a menina que eu era aos 20 e pouquinhos. E, acredite, isso não tem nada a ver com a idade. Algo mudou nos últimos 14 anos. Minhas relações mudaram. Me modificaram.

Me tornei uma pessoa ciumenta. Não que isso seja ruim. Meu ciúme não é doentio, que isso fique bem claro, está longe de ser. Mas o fato de sentir isso já é estranho para mim. Sei lá, acho até que deveria comemorar, não?

Austrália: Perth – parte2

O cacto serve de ponto de encontro da galera, fica bem perto da estação de trem

A cidade ordenada, limpa e bonita, como descrevi no post anterior, é também um bom lugar pra compras. Duas ruas centrais, a Hay Street e a Murray Street, reúnem boa parte do comércio e entretenimento. Gastei suados dólares por ali. As ruas também reúnem artistas, de todas as idades, e, confesso, algumas performances são pra lá de duvidosas. Tinha uma japa/coreana/chinesa/whatever que insistia em fazer uma dança estranha. Não era dança do ventre, mas parecia. Todo dia a mulher estava ali e a coreografia (?) sempre acabava com ela se jogando no chão. Eu, claro, não desperdicei um centavo com isso, até pq o dólar australiano é caro, mais caro que o americano (facada no peito). Mas, há gosto pra tudo e a mulher devia ganhar algum trocado, caso contrário não estaria ali.

Mas, como dizia, estas duas ruas são bem badaladas no quesito compra e as ruas adjacentes abrigam bons restaurantes, mas eles fecham cedo. Tem que ficar ligado no relógio porque 19h30 ainda tá um puta sol.

Sino da cidade. É possível ir até o topo e dar umas badaladas

Este da foto aí de cima é o sino da cidade. Eu sei, não tem cara de sino, não parece um sino, mas é um sino. Pagando um valor bem pequeno dá pra subir de elevador e ter uma bela vista da cidade. Super recomendo o programa. Dependendo da hora, é possível ver a estrutura gigantesca do sino trabalhando ao badalar ou ainda, como eu e meu namorado fizemos, colocar uns míseros dólares numa máquina, escolher uma música e pronto: o sino toca a música que a pessoa escolheu. Acho que fizemos isso umas 2 ou 3 vezes, é divertido. Bem, pelo menos para quem toca. Os funcionários não devem mais aguentar rs.

Vista da cidade do alto do sino

Moradores

Bem, o que dizer sobre os moradores? Conheci poquíssimos australianos, praticamente nenhum, e não foi por vontade própria. Simplesmente a impressão que tive é que os australianos são a minoria em Perth. Conheci a galera que estuda com meu gatinho, gente de todo o mundo, incluindo brasileiros. Mas, o que mais a gente vê nas ruas são pessoas de olhos puxados, das que não conseguimos diferenciar a origem, todas falando daquela forma estranha iáioiáiáiáiá, num tom agudo. Difícil de aturar, entende o que digo? Chega a irritar entrar num ônibus com dezenas de orientais.

Salta aos olhos também a grande quantidade de homens. Sério, mulherada-solteira-encalhada no Brasil compre agora mesmo sua passagem para Perth. A cada bar/noitada que ía, era visível um número muito maior da espécie macho. Em alguns lugares, o público era 80% masculino e não to falando de nenhuma sauna gay. Tá sobrando homem!!!

Sobre as noitadas é preciso ressaltar que meu hotel ficava bem perto de Northbridge, a meca dos bares e boates, praticamente a Lapa de Perth. Um grande ponto pra mim, eu sei, mas confesso que isso foi 100% aleatório. (apesar da boa localização, não recomendo o  hotel e nem vou citar o nome do mesmo. roubaram meu celular na lavanderia e ninguém quis ajudar. uó)

O bairro tem toda uma estrutura para bares e policiamento especial, sobretudo à noite. A prefeitura oferece ainda, todos os dias, sessões de cinema gratuitas na Northbrigde Piazza. A praça é uma graça, tem um telão ótimo e pufes convidativos. Uma iniciativa bem legal. Como disse no post anterior, tudo pensado, e muito bem pensado, para agradar a moradores e turistas. Uma puta qualidade de vida.

Fui a dois lugares bem movimentados. Na quarta, o point é o Mustang Bar com uma decoração de madeira simples, mas convidativa, um palco com shows ao vivo e de boa qualidade e cerveja barata, o lugar reúne muitos jovens da cidade. Uma galera muito doida, por assim dizer. Neguinho bebe muiiiito, entorna todas, e isso faz com que até as mulheres percam a linha de uma forma que não é muito comum nem aqui no Rio de Janeiro. São quase todas bem assanhadas.

Mustang bar

Não to aumentando, fiquei chocada e olha que pra isso acontecer… eu mal tinha entrado no Mustang quando vi uma menina abrir as pernas para que um homem colocasse a máquina fotográfica por baixo do vestido da mesma e fotografasse a xereca dela. Como assim??? E isso tudo sem o menor constrangimento. O clima é de pegação e isso muito me preocupa, confesso, porque meu namorado costuma frequentar tal lugar.

Outro lugar que também ferve é o The Deen. São três pistas de dança, o lugar é bem grande, tem espaço para salsa, outro para música ao vivo e um para boate mesmo. E, pasmem, todos os ambientes ficam cheios. Pegamos até uma fila na porta para entrarmos. Foi divertido, mas constatei, mais uma vez, que as australianas têm muito fogo no rabo.

Preciso registrar também que as vagabas de Perth têm o hábito de voltarem das boates bêbadas e descalças. Não falo de uma ou outra, mas de praticamente todas as mulheres. Elas usam saltos mega-ultra-hiper-altos e depois não têm cu de voltarem pra casa calçadas.

The Deen

Fui também a bons restaurantes e a uma chocolateria!!! Isso mesmo, uma chocolateria, a San Churro. Muito fofa, com uns chocolates deliciosos e uns mimos para levar pra casa que, olha, se eu não morasse tão longe…. teria trazido alguns. Comemos um belo foundue. Uma delícia. Super recomendo.

Chocolateria San Churro !! Delícia !!!

Preciso registrar duas pragas que incomodam bastante em Perth: baratas e moscas. Sério, a prefeitura deveria ver isso ae. Até entendo as baratas pq a cidade é quente e as bichinhas saem às ruas. mas e as moscas?? É mega irritante. Elas ficam acompanhando a gente pela rua. Não é sempre, claro, mas quando uma mosca resolve sacanear uma pessoa… é um saco rs.

Depois contarei sobre as praias… são maravilhosas e com uma estrutura muito melhor que as do Rio de Janeiro.

Destino final: Austrália!!! Parte 1 – Perth

Depois de uma semana na Itália, segui minha peregrinação até o destino final: a Austrália. Por que ir para tão longe? bem, sempre tive vontade de conhecer, mas, de fato, não estava na minha lista de prioridades. Acontece que a vida, sempre a vida, nos prega umas peças e, desta vez, decidiu levar meu namorado por um ano para a Austrália. Óbeveo que fui atrás dele rs.

Então, depois de fazer conexões em Paris e Singapura (e quase morrer de asma correndo no gigantesco aeroporto de Singapura para trocar de terminal e seguir viagem) finalmente, cheguei em Perth, capital e maior cidade do estado de Western Australia. Não sabia, mas descobri que Perth é a quarta maior cidade do país. De fato, não falta riqueza. Muitos e muitos prédios lindos, a construção civil está a pleno vapor, obra para todos os lados e tudo muito organizado.

Foi em Perth que vi os primeiros aborígenes da minha vida e também coalas e cangurus. Isso sem falar que nadei com golfinhos, mas vamos com calma rs. Cada bichinho terá seu espaço neste blog rs. O mais importante, e o que eu queria de fato, acabei encontrando logo no aeroporto: meu namorado. Nossa, como foi bom reencontrá-lo depois de dois meses de ligações telefônicas pelo viber e afins. A viagem se pagou ali. Sim, é preciso mencionar que viajar para a Austrália não é nada barato. Só de passagem aérea foram uns R$ 5 mil (e olha que paguei barato).

Banhada pelo Oceano Índico, Perth é uma das cidades mais isoladas de todo o planeta, fica bem no cantinho oeste da Austrália, onde o sol é forte, quase não chove e venta muito. A cidade apresenta um crescimento acima da média nacional e tem sua economia baseada na exportação de ouro, níquel, ferro e alumínio.

Mas, o que impressionou mesmo, ainda mais a uma moradora do Rio de Janeiro, foi o cuidado do governo com os moradores/visitantes. A cidade é toda organizada, pensada, estruturada. TUDO funciona perfeitamente. Dá até vergonha de algumas coisas aqui do Rio. O sistema de transporte é um bom exemplo.

A cidade oferece três linhas gratuitas, isso mesmo, gratuitas, que cobrem todo o centro da cidade. E, pasmem, não é preciso nem sinalizar para que o motorista pare o buzum. Basta ficar nos pontos de ônibus específicos. Detalhe: os pontos avisam quanto tempo falta pro próximo ônibus passar. E, acreditem, a espera nunca passa de 7 minutos. Estou falando dos Cats: yellow cat, blue cat e red cat. O sistema é invejável e não consigo imaginar isso funcionando em NENHUMA cidade do Brasil.

Ponto de ônibus compartilhado entre as linhas do red cat e do yellow cat

Os parques da cidade e as praias (que serão objeto de um post exclusivo) também oferecem estrutura de banheiro, equipamentos de ginásticas, bebedouro e até mesmo churrasqueira. Incrível, não? Tudo limpo, bem cuidado e DE GRAÇA!!! . Fiquei besta de ver que até o papel higiênico é de boa qualidade. Primeiro mundo é mesmo outra coisa né. Dá pra imaginar algo assim no Rio?? Eu, por mais que tente e gostaria, não consigo.

Exemplo de churrasqueira. São muitas pelos parques e praias

Claro, tudo que é muito bom precisa ter um defeitinho né. Para mim, o único defeito de Perth é que TUDO na cidade fecha super cedo. Tente jantar depois das 22h… praticamente impossível. Só mesmo na região de Northbridge, reduto das baladas, é possível encontrar algo para comer e, até lá, os restaurantes fecham antes da meia noite. Isso, sinceramente, torna a cidade meio que inviável pra mim. Sei lá, acho que só com 65 anos moraria em um lugar tãoooo tranquilo. Sim, deve ser ótimo para criar os filhos, mas como não os tenho ainda…

O Rio Swan é bem bonito e abriga um pôr do sol invejável. Confesso que não me animei muito para fazer passeio pelo rio, mas foi muito bom passar uma parte da manhã sentada à beira do mesmo, observando e curtindo a brisa. Bem, depois conto mais um pouquinho. Fiquei super bem impressionada com as praias. Vale a pena visitar, sem dúvida.

PS: Crédito das fotos. A primeira é de um certo canguru que está morando em Perth. As outras são minhas mesmo, fiz com o celular.

Itália – parte 2: Firenze

Sim, quem passa uma semana em Roma tem tempo de sobra para conhecer os melhores cantinhos da cidade e ainda dar um pulo em um lugar próximo. Foi o que fiz. Entre Veneza e Florença, escolhi a última. Os motivos são óbeveos: não rola ir pra Veneza sozinha né, vou deixar para conhecer com o meu gatinho em uma outra oportunidade.

Decidido o destino,  fui até Roma Termini e comprei nas máquinas de autoatendimento um tiquete de trem para Firenze, como eles chamam Florença. A viagem foi ótima, rápida, sem maiores problemas.

A capital da Toscana tem seu charme, mas, não sei se foi o frio e a chuva, sei lá, acho que falta um pouco de cor à Florença. Tudo muito bonito, muito ordenado, mas meio triste, achei. De todo o passeio, o grande destaque foi a Catedral de Santa Maria dei Fiore, conhecida apenas como DUOMO, a catedral mais bela que já visitei na vida, sem dúvida. Cheia de detalhes, de cor, de vida.

A mais bela igreja por mim visitada: DUOMO

Gigantesca, majestosa, revestida com mármore verde, rosa e branco, a igreja levou quase 2 séculos para ser construída e é a 4ª maior catedral do mundo. Vale muiiiito a pena visitar.

Também visitei a Santa Cruce, mas é até maldade entrar em qualquer outra igreja depois de sair do DUOMO. O melhor da Santa Cruce, que guarda 276 sepulturas de nomes imortais das artes, é poder rezar no túmulo de Michelangelo, Dante e Galileo.

Na Ponte Vecchio

A Ponte Vecchio (Velha Ponte), de 1345, a mais antiga da cidade, tem um charme especial, é verdade, mas lojinha de prata e outro também tem na SAARA aqui no Rio. Sei lá, achei Roma mais interessante. O almoço no Ristorante Totó até que foi bacana, mas podia vir mais comida no prato rs.

PS: OK OK o frio de matar deve ter alterado minha percepção da cidade. Prometo voltar na primavera para ter outro olhar.

 

Comprou?

Então, comprou os ingredientes: pente de piolho e reparil gel? Bem, lá vai a receita:

Uma amiga saiu com um gatinho casado (sem julgamento de valores, ok) e o encontro foi, digamos assim, intenso. O moço é bem branquinho e ficou com algumas marcas no corpo, chupões, roxos no braço… já imaginou a situação né. Então, ele ficou desesperado e ligou para alguns amigos, uma confraria de puladores de cerca, e soube como resolver o problema. Como? Comprar reparil gel e passar no local roxo com pente de piolho. Simples assim. E, olha, segundo ele, FUNCIONA.