Separação

Separar dói. Quem já passou por isso sabe bem do que falo. Se há amor, pior ainda. Se há traição, nossa, a dor é triplicada. Esta semana dois casais famosos separaram e deve ser muito pior terminar um relacionamento e ver sua dor estampada em sites e jornais. Estou falando dos casamentos de Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank e também de Tande e Lizandra Souto.

Não temos como saber exatamente os motivos que levaram a tais separações. Especula-se que o primeiro tenha acabado por traição. Já sobre o segundo não li muito a respeito. Mas é triste. Sempre é. Ainda mais com filhos.

Mas, ok, ninguém ou quase ninguém morre disso. É ruim, é puxado, é uma merda. Tem dias que não queremos sair da cama, temos vergonha de alguns familiares, nos sentimos abandonadas, com a estima no pé, sem vontade de ler, ver TV, comer … de nada. Mas, gente, isso tudo passa. Graças a Deus, sempre passa.

O importante é manter a fé no ser humano, saber que vai dar a volta por cima, tocar a vida diárias, realizando pequenas e banais tarefa. Até porque são estas pequenas e banais tarefas que vão nos dar força. Tudo nessa vida é temporário e temos que ter isso em mente, mesmo sabendo que isso não acaba com nossa dor, mas diminui.

Sei lá, as vezes acho que parte do que sofremos nestas situações é fruto de nossa imaginação e do tanto que gostamos de nos colocarmos em situação de vítima. Coisas que fazemos pra chamarmos atenção mesmo, pra recebermos carinho, pra não nos sentirmos tão descartáveis. A dor, nestes casos, é menor do que aparenta ser.

A mente humana é um ninho, um emaranhado. Muito difícil saber o que nos motiva, o que nos impulsiona. Vemos algumas pessoas com uma puta dificuldade de superar determinadas situações. Mas, no fundo, acho que elas não querem se libertar. Triste, eu sei, mas acho que é muito comum e que ninguém está livre de ser ver em uma situação assim. Aos recém separados, desejo força e fé.

Filhos

O tema é recorrente. Volta e meia alguém me pergunta quando vou ter filhos. A resposta é a mesma: é um projeto a longo prazo. Entendo a animação das pessoas, a cobrança da minha sobrinha querendo um primo e da minha mãe querendo mais netos. Mas, gentem, não me sinto preparada ainda para tal passo.

Sim, eu quero ser mãe, mas não me vejo acordando de madrugada para amamentar ou trocar fraldas. Pelo menos não agora. Ainda tenho muitos planos a realizar antes. Quero conhecer um determinado número de países/cidades antes de colocar uma criança no mundo.

Eu sei que é possível viajar com filhos e pretendo fazê-lo, mas é diferente e isso não dá pra negar. Não vai rolar fazer um passeio de balão na Austrália com um bacuri de poucos anos nos braços. Não dá pra fazer um passeio romântico no Sena com uma criança chorando ou com o peito de fora, amamentando a cria. É isso, meu povo.

Sim, sei que há o tal relógio biológico, que daqui a pouco ele vai apitar, que meus óvulos estão envelhecendo e blá, blá, blá. Serei mãe quando me sentir preparada de corpo e alma para tanto. Por hora, lambo a cria dos amigos.

Máscaras

O tema é recorrente, eu sei, mas é inevitável.A cada ovo dia percebo mais e mais gente usando máscaras. Acho feio, apesar do meu astrólogo dizer que são necessárias e que devo usar algumas. Enfim, ainda não consegui ser esta pessoa que troca de rosto, que demonstra alegria quando, na verdade, está triste ou que quer matar alguém, mas lhe entrega uma flor.

To fora deste tipo de falsidade. Talvez, um dia, com a maturidade, eu aprenda a usar as máscaras a meu favor. Mas, confesso, estou longe disso. Too much information.

Essa semana soube de uma história aqui do trabalho em que uma menina trocou o papelzinho do amigo oculto no ano passado. Até aí, ok, já fiz isso diversas vezes. O problema é que a tal menina tirou no sorteio uma pessoa que ela diz adorar. E diz mesmo, aos quatro ventos, sempre sorri pra tal fulana, manda beijinho e tal… é muita falsidade, não? Que mundo é esse? Muita superficialidade.

Não gosta da pessoa, ok, tem todo direito, mas precisa mostrar o sorriso pra mesma todos os dias? Dizer que está bonita? bem arrumada? Ahhhh, me poupem.

Algumas almas estão mesmo perdidas…

Sim, caras amigas, algumas almas estão mesmo perdidas. A piadinha abaixo até que é engraçadinha, mas uma amiga recebeu hoje, dia dos namorados, por email, de um cara que, teoricamente, quer ter uma relação mais séria com ela. Oi?? Como assim?? Esse cara acha mesmo que isso é romântico? Qual a intenção? Qual o propósito? Minha amiga acha que ele queria ser engraçadinho. Bem, eu acho que ele queria mesmo é ser babaca, como tem sido nos últimos meses. Enfim, se você é homem e quer desagradar uma mulher hoje, basta copiar a imagem e mandar por email para a “amada”, você terá 100% de aproveitamento.

Para sempre…

 ….sim, hoje comemoramos mais um dia dos namorados. O que isso significa? Bem, para muitas pessoas é apenas uma data, para outras é um dia mega romântico com direito a jantares, troca de presentes e juras de amor eterno. Talvez seja o único dia do ano em quem algumas mulheres recebam flores ou bombons. É também um dia em que as amarguradas lamentam a falta de sorte no amor, dia em que elas saem por aí despejando todo o rancor e falta de perspectiva. Pior, algumas julgam relacionamentos alheios, amaldiçoam casais felizes, invejam mesmo até as amigas mais próximas. Bem, para este último grupo recomendo o filme Para Sempre. Não, a solução dos problemas destas mulheres não está no fime. Mas, quem sabe, a história de amor baseada em fatos reais ajude a dar um pouco de esperança a este tipo de mulher: as desanimadas/amarguradas/invejosas/desesperadas.

No filme, Page (Rachel McAdams) e Leo (Channing Tatum) viviam uma linda história de amor, mas um acidente de carro mudou a vida a dois. Por que? Bem, simplesmente porque a pancada na cabeça da mulher fez com que ela lembrasse de quase tudo o que aconteceu em sua vida, menos dos últimos anos, do casamento e blá, blá, blá.

Desesperado, o marido tenta de um tudo para reconquistar a mulher: refaz o primeiro encontro, a leva ao lugar predileto do casal, é simpático, charmoso, mostra a ela coisas do passado, conta histórias … mas nada adianta. Gentem, o cara é gato e mesmo assim, nada. Page não lembra de nada. Melhor, lembra que era noiva de outro cara, apaixonada por ele e tal.

Depois de muito tentar, ele entrega os pontos e se separa oficialmente. Isso mesmo, deixa a mulher livre para  que ela faça o que bem entender. Ele sofre, chora, mas deixa ela livre. A mais pura prova de amor. E me acabei de chorar no cinema, claro. O filme não termina com a sepação. E isso que é legal. Passado um tempo eles voltam a se encontrar e a sair, mas sem repetir o passado. Os dois começam uma nova vida juntos. Sim, o amor venceu. E não falo aqui do amor das aparências, da beleza, da juventude. Falo do amor verdadeiro, daquele que nos faz amar o outro pelo que ele é, pelo jeito único de comer determinada coisa, pelo comportamento em grupo, pela forma desajeitada que o outro arruma a camisa no corpo. São os pequenos detalhes que tornam grandes as relações verdadeiras, genuínas.

O filme não mostra o desenrolar desta segunda etapa na vida do casal, mas mostra uma foto linda do casal inspirador da trama e seus dois filhos. Sim, mesmo sem lembrar de nada até hoje, ela está casada com ele. Achei muito tocante, muito bonito. Afinal, não é qualquer um que se apaixona duas vezes pela mesma pessoa. Tem que amar muito. E é esse amor genuíno que desejo a todos no dia de hoje. É também o que desejo para mim (sim, já encontrei, mas quero continuar desejando por muitos e muitos dias dos namorados). Que todos sejamos felizes, que nunca percamos a capacidade de nos apaixonarmos. 

Quem lê meu blog há algum tempo sabe que foram muitas as minhas quedas, mas nunca me abati. Mesmo na tristeza, nos piores momentos, nas maiores dores, nunca deixei de acreditar no amor. E acho que nunca vou deixar. Por que? Simples, o amor está dentro da gente e ninguém pode nos tirar isso. Jamais.