Sincericídio

Muito interessante essa coluna do Ivan. Quem nunca cometeu sincericídio que atire a primeira pedra. A maturidade nos dá muitas coisas e nos tira outras tantas, como a inocência, mas um dos grandes benefícios é justamente por fim no sincericídio. Acho que jamais o cometerei, assim espero ahahah

Sincericídio
As coisas que a gente revela, mas não deveria

IVAN MARTINS É editor-executivo de ÉPOCA

Sem mais nem menos, você sonhou que duas ex-namoradas estavam no banco de trás do seu carro, se beijando. A cena é bonita e você acorda, feliz, para encarar sua linda mulher bocejando de sono. Faz o quê: divide com ela o seu entusiasmo com a fantasia inconsciente? Aproveita e diz que foi a segunda vez, em menos de dois meses, que você sonhou com a Fulana?

Você pode fazer as duas coisas ou apenas uma delas, mas saiba que essa atitude tem nome. Chama-se sincericídio – o ato de contar verdades íntimas que têm potencial para criar problemas no seu relacionamento.

OK, se você é uma mulher ou um homem maduro, que vive ou namora com uma pessoa igualmente madura, esta coluna não é exatamente para você. Gente madura talvez possa contar ao parceiro tudo o que sente, sem restrições e sem receios. Mas a maior parte dos casais está longe de ser assim bem resolvido. A maioria vive a dificuldade essencial das relações modernas, nas quais o anseio diário por liberdade e sinceridade esbarra – dia sim, dia não – nos limites da personalidade e da insegurança de cada um. É para esses leitores normais que a coluna de hoje se destina.

Eles sabem que nem sempre é fácil calar a boca, mas é necessário.

Depois de algum um tempo de relacionamento, os homens começam a achar que aquela gata de pernas lisinhas ali ao lado virou seu brother. Aparece uma mulher bonita na novela e o sujeito vibra: “Como ela está gostosa, hem?!” Os dois estão numa festa, entra a amiga dela num pretinho mínimo, e o cara não se aguenta: “Por que você não chama ela para jantar com a gente?” Isso sem falar das ex, que constituem um capítulo à parte. Alguns homens tendem a exibir enorme intimidade com as mulheres que passaram pela vida deles. Falam delas com carinho, desenvoltura e conhecimento de causa. Para eles é tudo inocente e natural, mas para as mulheres deles não parece nada disso. Elas acham desconcertante.

Antes que me acusem de abraçar sem ressalvas o ponto de vista feminino, um reparo: as mulheres também sabem ser sincericidas. Elas tomam um copo a mais de cerveja e se põem a discorrer, na frente do namorado, sobre os dotes masculinos do jovem colega de trabalho. “Nota nove!” É claro que uma bobagem dessas não deveria irritar um macho seguro, mas frequentemente o macho não é assim tão seguro, e se melindra. Ele tampouco gosta quando a moça, insistentemente, se põe a elogiar um tipo muito popular entre as mulheres, que ambos conhecem. Ele diz algo negativo, ela sai em defesa. Ele faz uma crítica, ela contesta. Ela está sendo apenas sincera, mas, na terceira vez que acontecer, o sujeito vai estar com as orelhas em pé.

Isso tudo, claro, está no terreno das miudezas contornáveis. Casais bem-humorados podem discutir as gostosas e os bonitões da TV sem o menor problema. Também podem rir das tolices reveladoras que um e outro dizem em público, movidos pela mistura de álcool e libido. Com algum convívio e confiança, são capazes de ultrapassar até a barreira das ex e dos machos alfas, tratando isso como se fosse uma pequena inconveniência contornável, que na verdade é.

O que me preocupa é outra espécie de coisa, mais grave.

O sincericídio digno desse nome consiste em dizer coisas que o outro não precisa e não deve ouvir. Aquilo que é, por definição, inconfessável, mas que as pessoas às vezes falam, movidas por um impulso autodestrutivo ou de agressão ao outro. Elas podem, no meio de uma discussão, fazer críticas ao caráter do parceiro que são irreversíveis. Quando se conhece alguém por dentro, a gente sabe das falhas, conhece as fraquezas, mas gosta assim mesmo e deveria calar a boca sobre os detalhes. Mas às vezes a gente fala e arrebenta tudo. Isso é sincericídio.

Sincericídio é também expor o seu desejo ao parceiro como se fosse um ovo de Páscoa aberto sobre a mesa. Ninguém é tão seguro a ponto de conviver com essas coisas. Nossa mente não tem censura e nem preocupação pelo outro. Ela produz desejos que pertencem apenas a nós mesmos e que nos cabe administrar em silêncio. Talvez em companhia de amigos ou do analista. Despejar sobre o parceiro a torrente de fantasias que a mente cria nos sonhos ou na rotina massacrante do trabalho é apenas uma forma de sadismo. Ele não precisa saber. Ela pode viver perfeitamente sem esse conhecimento.

O contrário do sincericídio é a mistura de honestidade e carinho pelo outro. A gente diz o que pensa, mas protege de informações que machucam e não têm implicações sobre o presente. A gente conta o que é importante, mas não vai afogar o outro em pequenas vaidades ou atribulações. O que você fez no passado, por exemplo, para que dividir? Às vezes a sinceridade é apenas uma forma de exibicionismo. A atração que você sente por Sicrana ou por Beltrano, guarde para você. O galanteio que você ouviu do colega ou o sorriso que ele ganhou da secretária mais bonita do prédio, quem realmente quer saber? A nossa vida não precisa ser um jornal que o outro recebe toda manhã, cheio de noticias. Dividir a vida e dizer a verdade não é sinônimo de contar tudo o que nos acontece ou passa pela nossa cabeça. Isso é sincericídio. E talvez seja burrice.

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Olimpíadas 2012

Falta bem pouco para o início dos jogos e eu queria muito estar em Londres neste exato momento. A abertura será em dois dias e, até agora, muito pouco foi dito a respeito. Imagino que o fato de a Rede Record ter conseguido exclusividade na transmissão dos jogos esteja atrelada a isso. Nenhuma revista semanal deu a capa da última semana para os jogos.

Hoje, O Estado de SP, a Folha de SP e O Globo (foram os que eu li, ok?) trouxeram encartes sobre os jogos. Os jornais paulistas fizeram bem o dever de casa e publicaram um guia para que as pessoas saibam quando serão os jogos, dias, horários … O do Estadão é ainda melhor porque marca exatamente os dias em que brasileiros estarão na disputa.

Já o Globo …. bem, a diagramação até que está bonita e tem uma, eu disse, uma tabela com os dias das competições. Mais nada. As outras páginas são com reportagens com atletas. Alowww, e os horários dos jogos?? E onde serão transmitidos?Nenhuma palavra. A Revista da TV de domingo até que fez uma reportagem: pequena. Citou a Record e deu mais destaque aos canais da TV fechada que também transmitirão os jogos. Acho isso bem vergonhoso e nada jornalístico.

A difícil vida dos cadeirantes no Brasil

Não sou cadeirante e não tenho nenhum parente que seja, mas isso não me impede de imaginar a dificuldade que é se locomover pelas ruas do Rio (e de outras cidades brasileiras) a bordo de uma cadeira de rodas. Faz uns meses estou vindo a pé para o trabalho e, sério, tem umas calçadas aqui no Centro que são tão bizarras que a impressão que tenho é de que vou quebrar a perna a qualquer momento. Quando não são inclinadas, são esburacadas. Quando são perfeitas, algum idiota estaciona o carro/moto em cima. Uma falta de respeito sem tamanho.

Domingo, pelo twitter, acompanhei o drama do escritor Marcelo Rubens Paiva que foi esquecido dentro de um avião da TAM. Apesar dos tweets dele serem bem esclarecedores e até humorados, a companhia ainda teve a cara de pau de tuitar que o escritor esteve acompanhado da tripulação o tempo inteiro em que permaneceu na aeronave. Como assim? Estavam insinuando que ele também é cego ou mentiroso? Fiquei na dúvida.

Hoje, o Estado de São Paulo publica uma entrevista com o autor. Impossível não se chocar. Cada coisa que ele contou, incrível. O pessoal da Companhia, certa vez, o esqueceu na pista e ele teve que assistir, sem nada poder fazer, seu voo decolar. Hellooooo? Outro dia ele foi derrubado no chão. Ok, pode acontecer, mas se os funcionários fossem bem treinados, este tipo de acidente não aconteceria com a frequência que ele relata.

Se eu fosse o escritor, processaria a Tam sem pestanejar, mas esta não parece ser uma opção para ele. Entendo. Deve ser tão difícil, mas tão difícil ser cadeirante no Brasil que, se ele fosse processar todo mundo, teria que dormir no Fórum.

Desejo mais sorte ao Marcelo em seu próximo voo.

Eleição 2012

 

Agora, antes mesmo que tivesse tempo de pensar nas mudanças pelas quais passei nos últimos 4 anos, me deparo com nova campanha. São muitos os amigos envolvidos nas eleições. Os que trabalham em jornais e revistas, por motivos óbvios, e também os que estão nas campanhas dos candidatos.

Para evitar problemas com todos, prometo não declarar meu voto (mentira, vou votar no Freixo). Apesar de não participar do primeiro turno, por motivo de viagem (aeeeeeeeeeeeee) espero que a população do Rio escolha melhores vereadores. Quem, como eu, já trabalhou na Câmara sabe que o nível ali não é dos melhores. Sério, tem gente que é praticamente analfabeto funcional, que mal consegue ler um projeto de lei. Enfim, isso é papo pra outro post. Votem consciente, ok?

Música do Dia – Reza

Reza- Rita Lee

Deus me proteja da sua inveja
Deus me defenda da sua macumba
Deus me salve da sua praga
Deus me ajude da sua raiva
Deus me imunize do seu veneno
Deus me poupe do seu fim
Deus me proteja da sua inveja
Deus me defenda da sua macumba
Deus me salve da sua praga
Deus me ajude da sua raiva
Deus me imunize do seu veneno
Deus me poupe do seu fim
Deus me acompanhe
Deus me ampare
Deus me levante
Deus me dê força
Deus me perdoe por querer
Que Deus me livre e guarde de você
Deus me acompanhe
Deus me ampare
Deus me levante
Deus me dê força
Deus me perdoe por querer
Que Deus me livre e guarde de você
Deus me perdoe por querer
Que Deus me livre e guarde de você
Deus me livre e guarde de você
Deus me livre e guarde de você

Batman e o crime de Colorado

Outro caso que choca a todos (sim, espero que a guerrana Síria choque as pessoas), e não seria diferente comigo, foi o de James Holmes (nome cinematográfico, não?) que atirou e matou 12 pessoas em um cinema em Colorado e deixou 58 feridas e traumatizadas para sempre.

Ontem Holmes foi apresentado ao tribunal e, como era de se esperar, não disse o motivo para tal crime. Simples: não há motivo que justifique tal crime. É maldade pura e simples.

O que levaria um estudante de neurociâncias, com 24 anos e toda uma vida pela frente, a cometer tal absurdo? Sei lá, jamais entenderei o ser humano.

Confesso que não sou muito fã desse tipo de filme e o crime no cinema me deixou ainda mais desanimada. Mas, sabe como é, meu namorado viu o filme e disse que é o máximo e tal, que preciso ver e… sei lá, vou pensar. Acho difícil entrar numa sala de cinema para ver Batman e não lembrar do caso de Colorado. Uma lástima.

Síria em guerra

A cobertura que o jornal O Estado de São Paulo faz sobre a guerra na Síria está muito boa. Recomendo todas as matérias de hoje. Elas mexeram muito comigo. Impossível ler e não pensar que ali pertinho começarão, em poucos dias, as Olimpíadas. Que coisa mais doida. E o medo das armas químicas? Será que nem todas as pessoas no mundo se deram conta de que já existe movimentação dessas armas pelo interior da Síria? Tenho medo do que possa acontecer.

Impossível também não se comover com a dor daqueles personagens. Histórias tristes como a da mãe que viu o filho morto no hospital ou a do o menino que só tem como diversão uma cópia pirata de um DVD do filme Esqueceram de Mim. O menino só vê o filme quando tem luz em casa e a família dele não quer fugir por considerar aquele seu lugar, seu país. Comovente.

Diante de tudo isso me sinto impotente. Na verdade é mais do que uma sensação: eu sou impotente. Aqui do Brasil, no meu cantinho, não há nada que eu possa fazer. Melhor, posso rezar. E é o que devemos fazer.

Sim, somos um país de simpáticos

o site de viagens da CNN, que amo ler, fez uma pesquisa e listou os 10 destinos onde os turistas são tratados de forma mais rude. Deu França na cabeça, apesar de eu ter sido bem tratada lá, vai entender né. Na lista dos que receberam menos votos, vejam bem, o Brasil está em última colocação. Essa sim é uma lista bacana da gente aparecer. Curti.

Os 10 destinos mais rudes:

1. France
2. Russia
3. United Kingdom
4. Germany
5. Others
6. China
7. United States
8. Spain
9. Italy
10. Poland

Os países que receberam menos votos:

25. Japan
26. Denmark
27. Canada
28. New Zealand
29. Indonesia
30. Portugal
31. Thailand
32. The Philippines
33. Caribbean region
34. Brazil

Tons de cinza …. ai como eu quero

Estou em cólicas para começar a ler o sucesso mundial da britânica Erika Leonard James: Cinquenta tons de cinza. Por que? Bem, certamente não é porque o livro é capa da Revista Época, mas porque estou mega curiosa mesmo. Já faz um tempo umas mulheres australianas que sigo no twitter só fazem escrever sobre Grey e suas histórias.

Ansiedade é pouco. Nem acho que vou ficar chocada com a história ou mega ultra hiper excitada, mas, diz aí, como não ficar curiosa com um livro que desperta sentimentos mil em mulheres por todo o mundo?? Quero ler pra ontem. Cadê meu exemplar??

Li que a trilogia Cinquenta tons de cinza representa 25% do mercado americano de ficção adulta. No Brasil, o lançamento do primeiro livro será em 1° de agosto. Nos Estados Unidos já são mais de10 milhões de cópias comercializadas em seis semanas, número que faz da série um dos maiores best-sellers de todos os tempos. De novo: Cadê o meu exemplar??

é muito amor …

… sim, somos seres repletos de amor ou deveríamos ser. Tenho visto tanta gente má, que se esmera por destruir os outros, que quer a vida, o marido e o emprego alheio que, sei lá, dá uma desanimada. Mas aí, sabe como é, basta dar uma respirada nesta cidade maravilhosa, receber um belo telefonema do outro lado do mundo que…. pronto, tudo volta a ficar belo novamente. O amor é muito lindo, meu povo, bora tirar o rancor do peito, colocar um sorriso nos lábios e correr pro abraço. Uma bela semana a todos.

2 meses

Faltam 2 meses para eu reencontrar os coalas, estes amáveis bichinhos australianos. Que tudo !! É muita ansiedade. Sim, eu prometi que contaria aqui detalhes sobre minha hospedagem em Sydney, o Réveillon, sobre Bondi, noitadas e afins… parei em Perth mesmo, eu sei. Mas, ok, preparem-se para novembro. Prometo informações mais completas e detalhadas sobre esta cidade linda e acolhedora.

Quero escrever meu obituário

Achei genial a ideia de Val Patterson de escrever o próprio obituário e pedir pra família publicá-lo no The Salt Lake Tribune. Será que minha família topa fazer o mesmo por mim? Bem, o que achei bacana foi ele ter revelado seus segredos, o que inclui um roubo e fasidade ideológica. Gostei ainda mais da declaração de amor dele à esposa e senti, como se fosse comigo, quando ele fala sobre o arrependimento de ter fumado, o que lhe garantiu um câncer na garganta, e ter roubado uns 10 anos de vida ao lado da mulher, roubando, assim, a felicidade do casal.

Maquei as partes que mais gostei em vermelho. Acho que vale a pena dar uma lida e refletir: será que seria capaz de escrever meu obituário? O que colocaria ali? O que confessaria? Que tipo de informação seria interessante ter como últimas palavras? Desde ontem à noite, quando li o texto na internet, tenho feito estas perguntas a mim mesma. E, claro, acho que seria capaz de escrever meu obituário e já tenho ideia do que colocar ali, pelo menos até agora.

1953 – 2012
I was Born in Salt Lake City, March 27th 1953. I died of Throat Cancer on July 10th 2012. I went to six different grade schools, then to Churchill, Skyline and the U of U. I loved school, Salt Lake City, the mountains, Utah. I was a true Scientist. Electronics, chemistry, physics, auto mechanic, wood worker, artist, inventor, business man, ribald comedian, husband, brother, son, cat lover, cynic. I had a lot of fun. It was an honor for me to be friends with some truly great people. I thank you. I’ve had great joy living and playing with my dog, my cats and my parrot. But, the one special thing that made my spirit whole, is my long love and friendship with my remarkable wife, my beloved Mary Jane. I loved her more than I have words to express. Every moment spent with my Mary Jane was time spent wisely. Over time, I became one with her, inseparable, happy, fulfilled. I enjoyed one good life. Traveled to every place on earth that I ever wanted to go. Had every job that I wanted to have. Learned all that I wanted to learn. Fixed everything I wanted to fix. Eaten everything I wanted to eat. My life motto was: “Anything for a Laugh”. Other mottos were “If you can break it, I can fix it”, “Don’t apply for a job, create one”. I had three requirements for seeking a great job; 1 – All glory, 2 – Top pay, 3 – No work.
Now that I have gone to my reward, I have confessions and things I should now say. As it turns out, I AM the guy who stole the safe from the Motor View Drive Inn back in June, 1971. I could have left that unsaid, but I wanted to get it off my chest. Also, I really am NOT a PhD. What happened was that the day I went to pay off my college student loan at the U of U, the girl working there put my receipt into the wrong stack, and two weeks later, a PhD diploma came in the mail. I didn’t even graduate, I only had about 3 years of college credit. In fact, I never did even learn what the letters “PhD” even stood for. For all of the Electronic Engineers I have worked with, I’m sorry, but you have to admit my designs always worked very well, and were well engineered, and I always made you laugh at work. Now to that really mean Park Ranger; after all, it was me that rolled those rocks into your geyser and ruined it. I did notice a few years later that you did get Old Faithful working again. To Disneyland – you can now throw away that “Banned for Life” file you have on me, I’m not a problem anymore – and SeaWorld San Diego, too, if you read this.
To the gang: We grew up in the very best time to grow up in the history of America. The best music, muscle cars, cheap gas, fun kegs, buying a car for “a buck a year” – before Salt Lake got ruined by over population and Lake Powell was brand new. TV was boring back then, so we went outside and actually had lives. We always tried to have as much fun as possible without doing harm to anybody – we did a good job at that.
If you are trying to decide if you knew me, this might help… My father was RD “Dale” Patterson, older brother “Stan” Patterson, and sister “Bunny” who died in a terrible car wreck when she was a Junior at Skyline. My mom “Ona” and brother “Don” are still alive and well. In college I worked at Vaughns Conoco on 45th South and 29th East. Mary and I are the ones who worked in Saudi Arabia for 8 years when we were young. Mary Jane is now a Fitness Instructor at Golds on Van Winkle – you might be one of her students – see what a lucky guy I am? Yeah, no kidding.
My regret is that I felt invincible when young and smoked cigarettes when I knew they were bad for me. Now, to make it worse, I have robbed my beloved Mary Jane of a decade or more of the two of us growing old together and laughing at all the thousands of simple things that we have come to enjoy and fill our lives with such happy words and moments. My pain is enormous, but it pales in comparison to watching my wife feel my pain as she lovingly cares for and comforts me. I feel such the “thief” now – for stealing so much from her – there is no pill I can take to erase that pain.
If you knew me or not, dear reader, I am happy you got this far into my letter. I speak as a person who had a great life to look back on. My family is following my wishes that I not have a funeral or burial. If you knew me, remember me in your own way. If you want to live forever, then don’t stop breathing, like I did.
A celebration of life will be held on Sunday, July 22nd from 4:00 to 6:00 pm at Starks Funeral Parlor, 3651 South 900 East, Salt Lake City, casual dress is encouraged.
Online condolences may be offered and memorial video may be viewed at http://www.starksfuneral.com.

A casa caiu

Hj, depois de algum tempo, eu e uma amiga tivemos coragem de fazer algo importante. Algo que poderíamos ter feito há quase um ano, mas que não nos achávamos no direito de fazer. Só que tudo nessa vida tem um limite e não dava pra jogarmos nossa ética e nossos valores no lixo. Estou cansada, mas aliviada por ter tirado um peso das costas. Espero termos feito o melhor. Acho que fizemos e a casa caiu. Agora é rezar para que dê tudo certo.

Feliz aniversário, amor !!!

Hoje é um dia muito especial: o aniversário do meu namorado. Ele teve uma festa muito bacana com sua família australiana. Fiquei muito feliz por ele e por saber que ele está bem amparado, que é querido, e muito, e que está bem. E muito bem.

Desejo muitos e muitos anos de felicidade para ele e espero, sinceramente, que no próximo ano eu possa comemorar ao lado dele. Sim, porque ano passado também não deu. Enfim, saúde, sorte, paz, amor e ainda mais sucesso pro meu gatinho.

Vejam que lindo o bolo que fizeram para ele. VIVA!!!!

Morre de saudades ou viver de saudades?

Hoje percebi que eu não morro de saudades do meu namorado que está há mais de 13 mil quilômetros de distância. Eu vivo de saudades. Percebem a diferença? A saudade que sinto do meu amor é o que me motiva, é o que me tira da cama, me pega pela mão e me leva pro trabalho. A saudade faz com que eu queira mais dinheiro para poder viajar mais e mais vezes e, aí sim, matar a saudade que sinto.

Isso sim é saudade. Saudade-parceira, saudade-amiga. Sendo assim, não há mal algum na saudade. Até porque, vamos combinar, saudade é coisa do bem, que só sentimos quando sentimos falta, quando amamos, quando gostamos de algo/alguém.

Já abordei este tema antes ao falar da saudade do que nunca tivemos, mas que imaginamos. O que, na prática, acaba sendo a mesma coisa. Não dá pra apalpar a saudade, apenas sentir. E, confesso, até que é bom sentir saudade. Sei lá, acho que me apeguei à saudade e fiz dela minha melhor amiga. Que assim seja.

Dormir de Conchinha….

… eu simplesmente AMO dormir de conchinha. Acho que não há melhor posição. Eis que hoje o Ivan, que adoro ler, trata do tema em sua coluna na Época. Segue o texto:

Dormir de conchinha

O que esse gesto universal ensina sobre os seus sentimentos

IVAN MARTINS

 

Proximidade é coisa que se aprende. Demora algum tempo para que a gente relaxe na presença do outro e extraia desse contato o prazer e a paz profundos que a intimidade física proporciona. Quando isso acontece, a gente descobre, invariavelmente, que está dormindo de conchinha.

Não sei o que existe nessa posição que a torna tão universalmente afetuosa. Pense nos filmes que você viu ou nos romances que você leu: quando o narrador da história quer sugerir que o casal está muito próximo ou apaixonado, faz com que ele a abrace pelas costas e os dois adormeçam “como duas colheres”, que é o jeito como os americanos descrevem essa posição. Talvez exista a mesma expressão em japonês, mongol ou na cultura tuaregue, do norte da África. Eu não me espantaria. Sendo o corpo humano igual no mundo inteiro, é provável que diferentes culturas usem as mesmas formas corporais para demonstrar carinho e dividir conforto.

No livro Tristes trópicos, do antropólogo francês Claude Levis-Strauss, já morto, há um momento em que ele descreve como os índios nômades nambikwara, do norte do Mato Grosso, (cuja cultura material era tão pobre que nem redes ou cabanas eles tinham), dormiam aglomerados em volta da fogueira, nus sobre o chão nu, os casais abraçados em conchinhas para se esquentar e proteger. Talvez venha daí, do tempo que éramos tão selvagens e tão pobres que só tínhamos o nosso próprio corpo, e o corpo dos outros como nós, nossa disposição ancestral de abraçar pelas costas e encaixar o rosto nos cabelos da mulher querida – para esquentar e proteger.

Apesar do progresso e da nossa imensa prosperidade material, acho que às vezes ainda nos sentimos como índios nambikwara. Ainda despertamos assustados, no meio da noite, assaltados por medos e inquietações tão humanas, tão profundas, que nem sabemos de onde eles vêm. Nesses momentos de vulnerabilidade, quando nos sentimos minúsculos e irremediavelmente solitários, abraçamos o corpo da parceira ou do parceiro como se ele fosse um refúgio, talvez o último, da nossa integridade ameaçada. 

Mas isso, como eu disse no início, leva tempo. Mesmo o instinto que parece se esconder atrás do abraço de conchinha precisa ser aprendido. Lembro de um tempo, quando eu era garoto, que a proximidade de outra pessoa na hora do sono não era assim tão confortável. Aplacado o desejo, eu procurava distância e liberdade de movimentos. Só aos poucos fui percebendo que havia naquele jeito de ficar um aconchego e uma calma que eu não conhecia. Como tantos dos gestos que compõem o nosso repertório afetivo, o abraço cheio de sono e de confiança teve de ser aprendido. 

No interior das relações ocorre o mesmo processo de experimentação e aprendizado. Para muitos, essa coisa de abraçar não funciona logo de cara. É preciso tempo e proximidade para que o gesto se torne natural. Há uma parceria silenciosa nos nossos enlaces que precisa ser construída. É inútil apressá-la e talvez haja relações em que elas nunca se manifestem. Talvez por causa do temperamento dos envolvidos. Talvez pelo caráter mesmo do que existe entre eles.

Sei que algumas pessoas recusam até de forma inconsciente esse tipo de contato afetuoso. Elas o associam a acomodação. Escolhem manter a relação no que eu chamo de estágio do beijo, quando a fome e a curiosidade pelo outro ainda não foi saciada e parece que nunca será. Nesse momento sublime dos agarros, o acesso ao corpo do outro é 100% erótico. Apenas mãos, saliva, palavras. Tem gente que se embriaga disso e não quer sair. Evita o passo seguinte, em que o barato físico pelo outro dá lugar a outro tipo de coisa, mais suave e mais silenciosa – e os beijos famintos são substituídos, sem que se perceba, pelos abraços de conchinha. Não sei se alguém já fez um estudo científico sobre isso, mas parece que a convivência simultânea entre beijos famintos e abraços de conchinha é impossível no longo prazo. Vocês me digam.  

Da minha parte, sinto que há opções a fazer e que a gente as faz todos os dias, em favor do abraço de conchinha. Passada a turbulenta adolescência, tendemos a construir relações estáveis. Nelas, os abraços cheios de sono e intimidade são mais frequentes que os beijos apaixonados. Há uma troca que parece refletir as nossas necessidades profundas. Deixamos de lado a paixão incandescente pelo afeto profundo. Trocamos tesão por amor. Claro, essa não é uma solução inteiramente satisfatória. Nem definitiva. Mas parece ser aquela que de forma mais frequente atende a nossa insondável, dolorosa e contraditória humanidade – a mesma que nos acorda no meio da noite, inquietos, e nos faz procurar, no escuro, o calor e o conforto do corpo do outro.