Lista de tarefas – tá tudo dominado

Odeio listas de tarefas com todas as minhas forças. Sempre que posso apelo para listas mentais mesmo. Sei tudo o que preciso fazer, não gosto de cair nessa do “esqueci” ou mesmo ficar dependente de papel. Sim, o papel tem suas vantagens, mas gentem 2012, sabe… enfim, a viagem se aproxima e a lista de pendências aumenta. Hoje resolvi uma das mais importantes, diria: comprei calcinhas novas. Sim, as calcinhas serão as estrelas da minha mala, mais que justo ter calcinhas novas para desfilar por Sydney.

Amanhã darei continuidade ao resto das coisas. Preciso, por exemplo, passar na farmácia e comprar uns medicamentos extras, coisas que sempre gosto de levar em viagens. nada essencial, mas vai que … preciso tb comprar um par de havaianas novos para o meu lindinho. As dele arrebentaram e não rola de ir pra praia sem havaianas, né.

Queria comprar umas roupas, mas, definitivamente, as roupas estão no fim da minha lista. prefiro ir com as malas vazias mesmo e deixar pra encher por lá. Que mais… bem, tenho umas pendências a resolver no banco, mas darei conta de tudo até sexta. Tá tudo dominado !

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Corpo

Acabei esquecendo de contar. Mas há umas duas semanas fui com a Luciana e o Rogério no Municipal assistir a uma apresentação do Grupo Corpo. Incrível o trabalho deles, não me canso de repetir. Muita flexibilidade, timing, destreza, uma beleza. Não deve estar mais em cartaz (to com preguiça de procurar), mas, se tiver uma oportunidade, se jogue no teatro e assista. Vale muito a pena. Sem contar que esta última apresentação tem trilha sonora de Milton Nascimento, um mestre.

Amo minhas amigas

Na linha de deixar claro meus sentimentos por todos com quem me importo, deixo aqui registrado minha profunda admiração pelas minhas amigas de todas as horas. As que vejo sempre, as que não encontro nunca. Amigas que estão ali, sempre a postos. As do chat diário e as que vejo/falo raramente. Obrigada por fazerem parte da minha vida, por dividirem seus problemas comigo e ouvirem os meus. Obrigada pelos conselhos e até mesmo pelas brigas.  Obrigada pela mãozinha nas horas de desespero e também pelos muitos momentos de diversão.

Outro dia recebi um email de uma dessas amigas com várias fotos minhas. Fotos, claro, que eu nem lembrava da existência. Fotos do passado, fotos de diversos momentos da minha vida. E o que elas tinham em comum? A presença de amigos.  Claro que a gente encontra muita tralha pelo meio do caminho, mas faz parte. É preciso aprender a separar o joio do trigo, saber em quem podemos mesmo confiar, a quem acatar os conselhos. Quem de fato quer o nosso bem? parece uma pergunta simples, mas a resposta nem sempre é tão transparente.  Como saber quem presta? Siga seu coração. No fundo, a gente sempre sabe.

 

Já disse “Eu te amo” hj?

Então, já disse “eu te amo” para alguém hoje? Então corre, pega o telefone e diga. Sei lá, a gente nunca sabe quando será a última vez. Hoje acordei com a ligação de uma amiga querida. Ela contava que outra amiga ficou viúva. Gentem, ficar viúva com menos de 40 anos e com uma criança pequena pra criar não deve ser mole. Mesmo se ela fosse rica, milionária, a ausência daquela pessoa será sempre sentida, sempre fará falta.

A causa da morte do marido da moça? Acidente de carro. Isso mesmo, essa estupidez. A pessoa pega o carro pra fazer coisas banais do dia-a-dia e não volta mais. Sei lá, a pessoa vai comprar pão na padaria, sai de casa meio brigado com a esposa e morre. (Não to dizendo que isso aconteceu, mas é uma hipótese). Daí é isso, acabou. Á última vez que vc verá a pessoa será em um caixão e vc não vai poder dizer mais nada a ela. Até poderá dizer, mas sem garantias de que será ouvido.

Dessa forma estúpida, bem típica da morte, a gente vai deixando sentimentos pra trás, não resolve as coisas. Quando soube da notícia, fui pro banho e lá, depois de pensar um pouco, decidi passar a mão no telefone e ligar pra Austrália.

Momentos antes eu tinha tido uma pequena discussão com meu namorado sobre a forma como eu devo levar $$ pra viagem: dólar ou VTM. Olha que estupidez brigar por isso. Não queria sair pra trabalhar com essa briguinha no mue currículo e por isso tratei de resolver a pendenga.

Sério, o dia que eu morrer quero ter a certeza de que não tenho pendências emocionais com ninguém, quero deixar tudo resolvido, quero ir bem. Sei lá se isso é possível, talvez não seja, mas quero acreditar que vou levar minha vida terrena em paz com as pessoas que amo e que conseguirei preservar isso. Se é pra ter meta na vida, acho que esta é uma das boas e me comprometo a perseguí-la.

Carinho

 

Bom de dar. Bom de receber: carinho.  Isso mesmo, carinho. Passe essa ideia adiante. Dê carinho aos amigos, parentes, amantes. Dê com o peito aberto, sem esperar nada em troca. Aposto que você vai se surpreender. 

Dar carinho é muito bom, nos enche de paz, nos dá alegria.

por um nome melhor

Queremos um nome decente para o Mascote da Copa 2014!!!!  A FIFA escolheu um júri formado por pouquíssimas pessoas e ofereceu como opções, para nome do Mascote da Copa do Mundo de 2014, no Brasil, as seguintes aberrações: Amijubi (Amizade + Júbilo); Zuzeco (Azul + Ecologia) e Fuleco (Futebol + Ecologia).

Minha amiga Elis criou uma petição on line pedindo nomes mais criativos. Super concordo e, além de ter assinado, decidi fazer campanha pela petição. Tomara que ela consiga ! Você também pode participar. Assine a petição clicando no link:

http://www.avaaz.org/po/petition/Queremos_um_nome_decente_para_o_Mascote_da_Copa_2014/?tta

 

Doutor é o c@*#$&

A Eliane Brum tem textos longos, mas super pertinentes. Nesta semana ela abordou um tema que sempre me incomodou: o tratamento de doutor. Por que caraleos algumas pessoas insistem em ser chamadas assim? Se acham melhores que os outros? Superiores? O   texto  Perfeito está neste link. Mas, se não tiver paciência de ler tudo, selecionei uns trechos. Segue:

“Assim, minha recusa ao “doutor” é um ato político. Um ato de resistência cotidiana, exercido de forma solitária na esperança de que um dia os bons dicionários digam algo assim, ao final das várias acepções do verbete “doutor”: “arcaísmo: no passado, era usado pelos mais pobres para tratar os mais ricos e também para marcar a superioridade de médicos e advogados, mas, com a queda da desigualdade socioeconômica e a ampliação dos direitos do cidadão, essa acepção caiu em desuso”. ” …

… “Historicamente, o “doutor” se entranhou na sociedade brasileira como uma forma de tratar os superiores na hierarquia socioeconômica – e também como expressão de racismo. Ou como a forma de os mais pobres tratarem os mais ricos, de os que não puderam estudar tratarem os que puderam, dos que nunca tiveram privilégios tratarem aqueles que sempre os tiveram.” ….

…”Se alguém, especialmente nas grandes cidades, chamar hoje o outro de “doutor”, é legítimo desconfiar de que o interlocutor está brincando ou ironizando, porque parte das pessoas já tem noção da camada de ridículo que a forma de tratamento adquiriu ao longo dos anos. Essa mudança, é importante assinalar, reflete também a mudança de um país no qual o presidente mais popular da história recente é chamado pelo nome/apelido. Essa contribuição – mais sutil, mais subjetiva, mais simbólica – que se dá explicitamente pelo nome, contida na eleição de Lula, ainda merece um olhar mais atento, independentemente das críticas que se possa fazer ao ex-presidente e seu legado.” …

…”Resta ainda o “doutor” como título acadêmico, conquistado por aqueles que fizeram doutorado nas mais diversas áreas. No Brasil, em geral isso significa, entre o mestrado e o doutorado, cerca de seis anos de estudo além da graduação. Para se doutorar, é preciso escrever uma tese e defendê-la diante de uma banca. Neste caso, o título é – ou deveria ser – resultado de muito estudo e da produção de conhecimento em sua área de atuação. É também requisito para uma carreira acadêmica bem sucedida – e, em muitas universidades, uma exigência para se candidatar ao cargo de professor”.

 

I´m so in love

Tá difícil segurar a ansiedade. Faltam poucos dias pra minha grande viagem do ano. Nossa, nem acredito que um ano se passou. Foram praticamente 365 dias sem meu amor. Ok, fiquei 15 dias com ele no fim do ano, mas isso não é nada perto do todo né. Muitas coisas ficaram pra trás, houve muito amadurecimento, divisão de alegrias, problemas. UFA! Sobrevivemos. Um esforço coletivo. Meu e dele. Muita vontade, muito amor, muita certeza de que há um futuro brilhante para nós dois. E o futuro está logo ali, dobrando a esquina. Os papéis estão OK. Agora, é só arrumar as malas !! Enfim, o amor venceu ❤

Sobrevivi

Caros amigos, sobrevivi aos festejos dos meus 35 anos. Na verdade, hoje recebi um email com as fotos dos 30 anos da amiga Luana e percebi, na verdade, que eu tenho de agradecer por ter sobrevivido à festa dela. Jesus Maria do Céu. Depois de ter vistos minhas fotos na festa sou super solidária à Lindsay Lohan, Britney Spears e Paris Hilton. Não se pode mais tomar um pilequinho em paz. Milhares de flashes registraram momentos que, sinceramente, não fossem as fotos, eu teria dito que não tinha feito ahahahah Trash total e 100% divertido.

Mas, voltando aos meus 35 anos. Foi muito bom comemorar ao lado de parentes e amigos queridos. Me diverti bastante e senti falta de apenas uma pessoa: meu namorado. Mas, tudo bem, daqui a uns dias embarco para a Austrália e resgato o moço.

 

O casamento

OK OK, toda semana estou falando de Nelson Rodrigues… to ficando chata. Mas, o que posso fazer se assisti a mais uma peça dele? A escolhida da vez foi “O Casamento” e simplesmente amei. Achei melhor que as outras. Se ainda estivesse em cartaz, recomendaria. Como não está, indico outra produção que trata do mesmo tema. Ontem fui ao cinema ver “Um divã para dois”,  em inglês Hope Springs. É um filme de mulherzinha que trata sobre as dificuldades de um casal maduro.

Juntos há 31 anos, eles encaram uma semana de terapia intensiva para resolver problemas e são muitos os problemas: falta de diálogo, de sexo, de intimidade…. Não vou contar mais que isso porque acabaria contando o filme todos. O melhor, sem dúvida, é a interpretação de  Meryl Streep. Ela está impagável. Não que Tommy Lee Jones e Steve Carell não estejam, mas as caras e bocas de Meryl são divinas. Ela consegue passar com exatidão todo medo e aflição de uma mulher de meia idade. Recomendo apenas para mulheres ou caras sensíveis.

Parabéns pra mim !!!!!

Aeeeee, 35 aninhos!!! 35 anos muito bem vividos. Arrependimentos? Sim, alguns. Mas muito mais realizações e isso que importa. Tenho saúde, uma família linda, amigos maravilhosos e um namorado sensacional. Gente da melhor qualidade que está sempre ao meu lado, sobretudo nos momentos mais difíceis. A todos, fica o meu agradecimento. A festa é minha, mas o obrigado é pra vocês. Obrigado por tornarem sensacionais os últimos 35 anos. Espero que outros 35, ao menos, possam vir com ainda mais felicidade e paz.