Melbourne – Austrália

Arte por todos os lados

Foram apenas 4 dias, mas, provavelmente, foram os 4 dias mais intensos da minha viagem com o Wellington pela Austrália. E pelos mais variados motivos. Melbourne, sem dúvida, jamais será esquecida. A cidade é linda, bem organizada e com muitas atrações, sobretudo as noturnas. Sim, é fria, mas é como SP… dá pra suportar com um bom casaco. Se eu moraria lá? Definitivamente. O CBD (Central Business District) é muito charmoso, limpo, organizado, com diversas lojas de marcas, de design, de tudo o que você imaginar. Fiquei louca só de fazer o trajeto aeroporto-hotel.

Ficamos hospedados no Fórmula 1 por motivos de: custo e localização. Sim, como mencionei antes, hospedagem em TODA a Austrália é algo bem caro e ficar em uma rede barata era necessário porque planejamos fazer passeios caros. Por sorte, este hotel é MEGA bem localizado. Fica na Elizabeth Street, bem no centrão mesmo.

Melbourne é uma cidade fácil de se localizar e circular. A cidade oferece um sistema de bondes/ônibus gratuitos que circulam pelo Centro, pelos principais pontos turísticos, e com uma qualidade/horários adequados. É também uma cidade com muitas obras de artes espalhadas.  Dá gosto de ver as esculturas, uma mais linda que a outra.

St Paul´s Cathedral – linda por fora e por dentro

Vale entrar na St Paul´s Cathedral. É linda por dentro e por fora e é um lugar com muita paz. Mas, o melhor de Melbourne, na minha opinião, é mesmo a noitada. A cidade oferece restaurantes e cafés ótimos e as boates… bem, são todas muito animadas. Eu e Wellington, sem dúvida, nos divertimos mais lá que em qualquer outra cidade da Austrália. Vale lembrar também que foi em Melbourne onde vimos mais australianos, de fato. Explico: os asiáticos invadiram a Austrália, estão em todos os cantos, uma praga rs. E, em Melbourne, eles ainda são minoria !!!

Como fiz no post sobre Sydney, vamos por partes. Começarei por Phillip Island, que fica a 90 minutos de carro/ônibus de Melbourne e é parada obrigatória. Você já vai entender …

Phillip Island – Impossível falar em Melbourne e não mencionar este paraíso dos pingüins. Isso mesmo, se você quiser ter uma experiência única com estes bichinhos fofinhos, você precisa ir até Phillip Island. http://www.penguins.org.au/

Uma experiência única

Eu e Wellington pagamos pelo Ultimate Penguin Tour, o que significa que, além de pagarmos mais caro, entramos para um seleto grupo de 10 pessoas e tivemos uma experiência, de fato, incrível. Fomos de carro até determinado local da ilha e depois seguimos, a pé, pela areia da praia até um ponto de observação. Com roupas apropriadas de borracha, o que nos protegeu de uma certa garoa, ficamos ali, sentados por aproximadamente uma hora. Cada um com seu monóculo com visão noturna. Sim, estava de noite e o céu … nossa, nunca vi nada igual. Centenas de milhares de estrelas, constelações lindíssimas. Mas, ok, foco no passeio.

Pouco depois de anoitecer, breu total, os pingüins começaram a sair do mar. Isso mesmo. O objetivo do passeio era ver os pingüins saírem do mar, cruzarem a areia e seguirem rumo aos filhotes para alimentá-los. Claro que, a parte da alimentação, não estávamos autorizados a ver. Não podíamos falar, fazer qualquer barulho. Tínhamos que ficar ali, sentados, de olho, apenas observando, sem interferir no meio ambiente. Assistimos ‘apenas’ ao ballet dos pingüins.

E eles saem do mar de forma tão bonitinha. São muito fofos. Andam, geralmente, em dupla ou grupos de 4 ou 6 pinguins e se embalançam, da direita pra esquerda, num ritmo muito peculiar, cadenciado. Vez ou outra, os mais gordinhos que, segundo o guia são os mais saudáveis, caíam de barriga na areia. Gentem, eles não agüentam o próprio peso na areia e tombam.   Tem como não amar?? Muito fofos, desengonçados .. vontade de levar um pingüim pra casa, óbeveo, colocar no colo e colocar pra ninar. Rs

Muito fofos

Acabado o ballet, seguimos novamente pela areia e voltamos para a sede do centro de conservação dos pingüins a pé. Momento tenso, confesso, eu e Well tínhamos que chegar às 22h para pegarmos o ônibus de volta pra Melbourne, mas, por instrução do guia, não poderíamos correr muito. Explico: toda vez que um ou mais pingüins passavam pela gente na estrada, tínhamos que parar e dar passagem pros fofinhos. Não podemos mesmo interferir na rotina deles e isso, apesar de ser muito bacana, quase nos deixou, literalmente, ilhados. Mas, ok, deu tudo certo.

Aliás, falando em ônibus, vale ressaltar que, só depois de comprarmos nossos tíquetes para o passeio na internet, descobrimos que não havia transporte público para Phillip Island. Quer dizer, tem, mas os ônibus param de circular às 17h. Ou seja, não serve para quem quer ver os pingüins de perto, só pra quem quer visitar a ilha. Por isso, acabamos contratando um passeio destes bem pra turistão mesmo. E, quer saber, foi ótimo.

Antes de chegarmos emPhillip Island, o buzum parou em dois lugares: Churchill Island e Koala Conservation Centre. Neste último não fizemos muita questão de entrar. Já tínhamos visto Coalas e estávamos famintos. Mas o passeio em Churchill Island recomendo. O lugar é uma fazenda, com uma puta vista pro mar e nos dá a possibilidade de tocar nos animais e conhecer um pouco mais de suas rotinas. Aprendemos como tosar uma ovelha, por exemplo. E … falando em ovelhas … Wellington se apaixonou por uma rs, brincadeira, claro, mas ele, de fato, ficou encantado com as bichinhas. E elas foram tão receptivas. Foi muito legal poder alimentá-las e ter um contato mais íntimo com estes seres fofinhos. Por tudo isso e muito mais, por experiências que não puderam sequer serem fotografadas (como é o caso da parada dos pingüins) super recomendo o passeio à Phillip Island. Simplesmente imperdível. Ah, vale lembrar que é em Phillip Island que acontece a corrida de motovelocidade e passamos bem pertinho do circuito, é muito bacana !!!

As ovelhas são muito amáveis e comilonas

 

Comida –  A cidade possui mais de 3 mil restaurante e uma boa parte deles está na região do Crown, o cassino da cidade. São diversos tipos de culinária e pra todos os bolsos. Na primeira noite, jantamos no Café Baci´s. Minha lasanha estava excelente, sério, parecia até a da minha mãe, que eu considero ser a melhor do mundo. No dia seguinte, na praia de Sta Kilda, almoçamos no local com o pior serviço de toda a região. Sério, levou muito, mas muito tempo para que algum garçon nos atendesse. E não era implicância com o casal. Vimos muitos clientes desistindo porque o atendimento era péssimo. Mas, como bons brasileiros famintos, decidimos ficar no The Beachcomber Café. Não foi lá estas coisas, mas deu pro gasto. Experimentamos também um bom vinho no La Vita Buona, local que descobrimos despretensiosamente. Mas o destaque, sem dúvida, fica para o Roule Gallete, uma creperia francesa (sim, todos lá falavam francês) muito charmosa e com crepes divinos. Gostamos tanto que voltamos ao local para tomar café da manhã.

Noitada: Graças ao Foursquare, encontramos o The Toff in Town. Ficava perto do nosso hotel e é muito divertido. Gostamos tanto do lugar que fomos na quinta e na sexta. Sinceramente, preferimos na quinta, que estava um pouco mais vazio e pudemos ser mais performáticos na pista de dança rs. Sexta, com o local mais cheio, imaginem só, tomei alguns banhos de cerveja. Mas, ok, quem ta na pista é pra se molhar rs. Foi bastante divertido e até no palco dancei, mas um pouquinho só. No sábado fomos a uma balada dos anos 80 no Club Retro. Também foi bem divertido, mas nada superou a noite de quinta. Dica para as mulheres: podem ir sem medo pra Austrália. Lá tem muito mais homens que mulheres e é impossível ir a uma balada sem que, ao menos, um cara GATO chegue em você. Wellington teve que engolir o ciúmes algumas vezes rs, mas ele nega, claro rs.

Barefoot pela primeira vez na vida – como as australianas rs

Preciso revelar que voltei descalça das baladas. Sim barefoot é comum na Austrália, mas nunca tinha feito. Tirando o frio, até que é bom voltar pra casa sem salto, com os pés bem plantados no chão. No segundo dia o fofo do Wellington me acompanhou só porque eu disse que estava muito frio <3.

Federation Square – Wi-fi de graça e com sinal de boa qualidade, sem limite de horas. Sim, isso é possível na Federation Square, que fica ao lado do centro de informações ao turista e de alguns restaurantes. Nem preciso falar que Wellington queria ir pra lá todos os dias né rs

Wellington abusando do wi-fi

Praia: Melboune é uma cidade fria e vivem comparando com SP, mas há uma grande diferença. Melbourne tem praia. Sta Kilda é bem bonita, ta sempre lotada e, adivinhem, existe uma unidade do Luna Park por lá. Óbveo que fomos. Focamos nas montanhas russas e, confesso, deu medo. Além de serem construídas de madeira, uma delas, a mais antiga, tem como freios uma pessoa. Isso mesmo, uma pessoa. Explico. Um funcionário do parque fica em pé entre os dois vagões da montanha russa. Estranho né? Pois bem, a pessoa vai puxando o freio nas quedas. Bizzaro e muito divertido. Amei.

Sta Kilda

Próximo à praia está localizado também o jardim botânico da cidade. E é tão fofinho. Muiiito menor que o de Sydney, mas tem seu charme. Descansamos deitadinhos no gramado, namoramos, conversamos, vimos uns peixinhos fofos e vimos um pouco de um jogo de xadrez com peças gigantes.

xadrez pra passar o tempo

Medibank Icehouse –  Imaginem uma pista de gelo enorme com DJ e iluminação. Sim, isso existe em Melbourne. O lugar é tão bacana que os patinadores profissionais da Austrália treinam lá. Claro que fomos conhecer e patinar. Mas, sinceramente, não foi tão bom. Os patins estavam meio gastos, um tanto largos no tornozelo e isso me deixou com receio. Não queria me quebrar e inviabilizar o resto da viagem. Lembrei imediatamente de Paris, quando patinei no alto da Torre Eiffel e me ferrei de verde e amarelo. Tive um problema no joelho e fiquei puxando da perna por uns 4 dias. Uma merda. Por isso, dei umas 4 voltinhas e sentei. Wellington ainda arriscou um pouco, mas não muito mais.

pista gigante rs

Ficamos poucos dias, mas foram muito produtivos. Queria ter ficado um pouco mais na cidade. Quem sabe um dia, volto. Se quiser saber um pouco mais da cidade, recomendo este site http://www.melbourne.vic.gov.au/Pages/default.aspx

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