Mister Universo Brasil (MUB): o concurso mais babadeiro de todos os tempos

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O Brasil é mesmo um país plural, cheio de alegrias a cada esquina que dobramos. Esta semana me deparei com o site de um concurso que pretende eleger o homem mais bonito do Brasil. Daí pensei, só deve ter gato, mas… então, gente, descobri que para participar não precisa ser bonito, tampouco morar/nascer no estado que se representa. Não entendeu? Segue o exemplo: O candidato pelo maranhão nasceu e foi criado em Brasília. Nesse caso, ele é gato e está super concorrendo ao título. Daí, decidi analisar as respostas dele e …. bem, o cara se define como Deus. Isso mesmo, ele se acha O CARA ahahahahah só rindo né. Bem, a entrevista dele vale muito a pena, vejam só:

Defina-se em uma palavra: Deus.
Um momento histórico: Esse momento que estou vivendo como Mister Maranhão, concorrendo no concurso mais importante de beleza masculino do mundo.
Uma superstição: Quebrar um espelho 7 anos de azar.
Uma personalidade: Uma pessoa extremamente tranquila.
Um lugar: Ibiza.
Um programa de TV: Reality Show BBB.
Um time: Flamengo.
Um filme: Mente Artificial.
Um ídolo: Zico.
Um sonho: Ter condições financeira para ajudar pessoas carentes e portadora de deficiências físicas.
Sentimento: Amor.
Saudade: Da minha infância.
Uma frase: “O Senhor é meu pastor e nada me faltará”.

Já o candidato a Mr. Goiás disse que o momento mais marcante de sua vida foi o “Nascimento do meu irmão Wesley”. E o LUCAS KUBITSCHEK que é candidato a Mr. Brasília. Será que ele é parente do presidente Juscelino??? Bafão, hein.

Mr Atol das Rocas ou Ilha Bela?? Decide ae, produção
Mr Atol das Rocas ou Ilha Bela?? Decide ae, produção

E o Lucas Pedroso que, até uns dias atrás era o candidato a Mister Atol das Rocas. Isso mesmo, Atol das Rocas tinha um representando, mas, não sei exatamente o motivo, mas o bonitão (cof, cof) agora é o representando de Ilha Bela. Que concurso bipolar.

O concurso, como podem perceber, é bem peculiar e, ainda não descobri o motivo, mas o candidato a Mr São Paulo foi eliminado da competição. Segue a justificativa dos organizadores:

“A direção do Mister Universo Brasil 2013 vem, através do presente comunicado, esclarecer os lamentáveis acontecimentos que se sucederam na noite da última quinta-feira (21.02.2013) e que culminaram com a eliminação do representante do Estado de São Paulo no certame de 2013.

O regulamento do concurso exige dos candidatos, além de pré-requisitos e predicados físicos, comportamento compatível e digno, não apenas com os demais concorrentes, mas também com a direção e terceiras pessoas que, direta ou indiretamente, tomem parte nesse evento.

Atitudes que revelem falta de educação, urbanidade e respeito ou, que de alguma forma, demonstrem incapacidade para a disputa, deslealdade, desequilíbrio emocional e psicológico, a depender da gravidade, são passíveis de punição com a pena máxima, que é a eliminação do concurso.

O candidato excluído portou-se de maneira totalmente inadequada e imprópria, faltando com a urbanidade e o respeito necessários no trato com a direção do evento.

Não serão admitidos quaisquer atos de insubordinação às regras do concurso, de afronta e desrespeito a seus organizadores, bem como qualquer comportamento que questione a lisura do certame ou das pessoas com ele envolvidas.”

Alguém, por favor, me defina o conceito de urbanidade !!!! Quero muito saber o que aconteceu. Alguém sabe??

Eu também sou do teatro

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É isso mesmo, apesar de frequentar mais os cinemas cariocas e paulistas, eu também sou do teatro. Sábado assisti à peça “Os homens são de Marte e é pra lá que eu vou“,  monólogo de Mônica Martelli que conta a história de Fernanda, uma mulher solteira de 39 anos louca para casar. Sim, a peça é engraçadinha. Fernanda é jornalista, mas trabalha organizando casamentos. Vamos combinar que, de fato, deve ser muito difícil organizar festas para os outros quando, na verdade, o que mais se quer na vida é casar. Segurar a frustração não é fácil e Fernanda bem que tenta. Na peça, a moça conta os percalços encontrados em seus vários casinhos. Sempre que ela sai com um cara, acha que ele é O CARA. Ok, OK, quem aqui nunca viu essa história? Quem não tem uma amiga assim? Acho que por isso, por pura identificação, o público solta boas e largas gargalhadas. Por diversas vezes me vi rindo das risadas alheias e isso é muito bom, claro.

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É também a identificação que garante boa parte das risadas do público na peça “É dos carecas que elas gostam mais“. O texto tem boas sacadas e revela o drama dos homens calvos. Reunidos nos Carecas Anônimos, eles contam como foi ficar careca, o que fizeram, como lidaram com isso. Há interação com a platéia, mas nada que intimide ninguém. Deve mesmo ser muito chato ficar careca, eu que o diga. Sério, meus cabelos estão caindo a uma velocidade impressionante rs. Mas, voltando à peça, o cenário é muito bacana e as músicas dão um tom divertido. Acho que os homens, sobretudo os que estão perdendo os cabelos, deveriam assistir. É sempre bom olhar nossos problemas com bom humor, não.

Serviço: Os homens são de Marte e é pra lá que eu vou está em cartaz no Teatro Miguel Falabella, no Norte Shopping, até 24 de fevereiro, às qui, sex e sáb 21:00 (dom 20:00).

É dos Carecas que Elas Gostam Mais está em cartas no Teatro Miguel Falabella até 24 de abril, terças e quartas, às  20h.

As mais belas praias do Brasil e do mundo

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Praia é comigo mesmo ! Então, acabo de ler uma matéria do G1 sobre as melhores praias do mundo e do Brasil e, pasmem, eu conheço TODAS as top 10 do Brasil. Fiquei feliz, claro, e tenho de dizer que concordo com a lista. De fato a Baía do Sancho (foto), em Fernando de Noronha, é uma das praias mais lindas que já vi na vida. Conheci outras praias maravilhosas na Austrália que não estão na lista e que, na minha singela opinião, são mais bonitas do que Lopes Mendes, por exemplo. Mas, ok, minha meta agora é conhecer as TOP 10 do mundo. Será que consigo? Em quanto tempo? Segue a tabela.

Praia

Onde fica

Praia

Onde fica

1° – Baía do Sancho

Fernando de Noronha (PE)

1° – Spiaggia dei Conigli

Itália

2° – Praia de Lopes Mendes

Ilha Grande (RJ)

2° – Grace Bay

Turks and Caicos

3° – Baia dos Porcos

Fernando de Noronha (PE)

3° – Whitehaven Beach

Austrália

4° – Praia dos Carneiros na Ilha de Santo Aleixo

Porto de Galinhas (PE)

4° – Baía do Sancho

Fernando de Noronha, Brasil

5° – Baía dos Golfinhos

Pipa (RN)

5° – Playa Flamenco

Porto Rico

6° – Ipanema

Rio de Janeiro (RJ)

6° – Playa de las Catedrales

Espanha

7° – Lagoa Azul

Ilha Grande (RJ)

7° – Praia de Lopes Mendes

Ilha Grande, Brasil

8° – Arpoador

Rio de Janeiro (RJ)

8° – Horseshoe Bay Beach

Bermuda

9° – Muro Alto

Porto de Galinhas (PE)

9° – Eagle Beach

Aruba

10° – Praia do Gunga

Maceió (AL)

10° – Rhossili Bay

País de Gales

 

Meu amado robozinho

Alguns amigos ficam surpresos quando chegam lá em casa e se deparam com meu aspirador de pó. Sim, ele é um robô e faz todo o trabalho sozinho. Comprei na Austrália e paguei uns AUD 600, uma das compras mais bem feitas em toda a minha vida. Super recomendo. Quem quiser mais detalhes, pode e deve ver o vídeo que demonstra como ele funciona.

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Meu pré-carnaval em SP

Sim, amigos, passei meu pré-carnaval em SP. Pedro, que sempre pula nos bloquinhos comigo, ligou sábado pra saber minha programação e quase teve um treco qdo eu disse a ele que estava em Sampa. Pois bem, descobri que existe Carnaval de rua na terra da garoa. E foi bem divertido.

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Sábado, Wellington e eu fomos no bar Pirajá para uma apresentação do Toca Raul. Sim, o bloco é carioca, mas estava em SP, logo, tá valendo. E, olha, rimos bastante. E, claro, fizemos os outros rir. Minha peruca black fez sucesso e agradou, principalmente as crianças. Sim, ouvi dizer que tinha muita mulher de salto nos blocos ali da Vila Madalena e que os mauricinhos estavam em grande número, mas, na boa, não foi o que se viu no Pirajá. Ali todos estavam mesmo no clima da folia, queriam dançar, brincar, beber, se divertir. O bar ficou pequeno pra tanta gente.

No dia seguinte, a folia foi mesmo na rua com a Acadêmicos do Baixo Augusta. O bloco, que saiu com a bateria do Quizomba, teve Simoninha como puxador. Ou seja, não tinha como dar errado. Animação pura. De tudo, apenas uma reclamação: foram duas horas de atraso até o início da festa e, por isso, não pude ficar até o fim. Precisei voltar pro Rio 😦

Mas, voltando ao bloco. Com patrocínio da Skol e da MTV, dava pra ter uma ideia, logo de cara, de que seria algo bem organizado. Wellington não queria ir, disse que queria se guardar pros blocos no Rio e blá, blá, blá, mas argumentei direitinho e o moço não se arrependeu.

BA

Agora é aguardar pelo próximo finde. Vem ni mim, Carnaval, que quero lhe usar !!!

A menina quebrou e eu chorei

Como sempre, a Eliane Brum arrasou. Esse texto publicado no site da Época é tão bonito, tão delicado. Vale a pena ler e reler.

A menina quebrada

Uma carta para Catarina, que descobriu que até as crianças quebram

ELIANE BRUM

Era uma festa. Comemorávamos a vinda de um bebê que ainda morava na barriga da mãe. Eu havia acabado de segurá-la para que ela passasse a pequena mão na água da fonte do jardim. Ela tentava colocar o dedo gorducho no buraco para que a água se espalhasse, como tinha visto uma criança mais velha fazer. Parecia encantada com a possibilidade de controlar a água. Tem 1 ano e oito meses, cabelos cacheados que lhe dão uma aparência de anjo barroco e uns olhos arregalados. Com olheiras, Catarina é um bebê com olheiras, embora durma bem e muito. De repente, ela enrijeceu o corpo e deu um grito: “A menina…. A menina…. Quebrou”.

Era um grito de horror. O primeiro que eu ouvia dela. Animação, manha, dor física, tudo isso eu já tinha ouvido de sua boca bonita. Aquele era um grito diferente. Não parecia um tom que se pudesse esperar de alguém que ainda precisava se esforçar para falar frases completas. Catarina estava aterrorizada. “A menina… A menina…” Ela continuava repetindo. Olhei para os lados e demorei um pouco a enxergar o que ela tinha visto em meio à tanta gente. Uma garota, de uns 10, 12 anos, talvez, com uma perna engessada. “Quebrou…” Catarina repetia. “A menina… quebrou.”

Ela não olhava para mim, como costuma fazer quando espera que eu esclareça alguma novidade do mundo. Era mais uma denúncia. Pelo resto da festa, ela gritou a mesma frase, no mesmo tom aterrorizado, sempre que a menina quebrada passava por perto. Nos aproximamos da garota, para que Catarina pudesse ver que ela parecia bem, e que os amigos se divertiam escrevendo e desenhando coisas no gesso, mas nada parecia diminuir o seu horror. Os adultos próximos tentaram explicar a ela que era algo passageiro. Mas ela não acreditava. Naquele sábado de janeiro Catarina descobriu que as pessoas quebravam.

Eu a peguei, olhei bem para ela, olho no olho, e tentei usar minha suposta credibilidade de madrinha: “A menina caiu, a perna quebrou, agora a perna está colando, e depois ela vai voltar a ser como antes”. Catarina me olhou com os olhos escancarados, e eu tive a certeza de que ela não acreditava. Ficamos nos encarando, em silêncio, e ela deve ter visto um pouco de vergonha no assoalho dos meus olhos. Era a primeira vez que eu mentia pra ela. E dali em diante, ela talvez intuísse, as mentiras não cessariam. Naquela noite, depois da festa, fui dormir envergonhada.

O que eu poderia dizer a você, Catarina? A verdade? A verdade você já sabia, você tinha acabado de descobrir. As pessoas quebram. Até as meninas quebram. E, se as meninas quebram, você também pode quebrar. E vai, Catarina. Vai quebrar. Talvez não a perna, mas outras partes de você. Membros invisíveis podem fraturar em tantos pedaços quanto uma perna ou um braço. E doer muito mais. E doem mais quando são outros que quebram você, às vezes pelas suas costas, em outras fazendo um afago, em geral contando mentiras ou inventando verdades. Gente cheia de medo, Catarina, que tem tanto pavor de quebrar, que quebram outros para manter a ilusão de que são indestrutíveis e podem controlar o curso da vida. E dão nomes mais palatáveis para a inveja e para o ódio que os queima. Mas à noite, Catarina, à noite, eles sabem. 

E, Catarina, você tem toda a razão de duvidar. Depois de quebrar, nunca mais voltamos a ser como antes. Haverá sempre uma marca que será tão você quanto o tanto de você que ainda não quebrou. Viver, Catarina, é rearranjar nossos cacos e dar sentido aos nossos pedaços, os novos e os velhos, já que não existe a possibilidade de colar o que foi quebrado e continuar como era antes. E isso é mais difícil do que aprender a andar e a falar. Isso é mais difícil do que qualquer uma das grandes aventuras contadas em livros e filmes. Isso é mais difícil do que qualquer outra coisa que você fará.  

Existe gente, Catarina, que não consegue dar sentido, ou acha que os farelos de sentido que consegue escavar das pedras são insuficientes para justificar uma vida humana, e quebra. Quebra por inteiro. Estes você precisa respeitar, porque sofrem de delicadeza. E existe gente, Catarina, que só é capaz de dar um sentido bem pequenino, um sentido de papel, que pode ser derrubado mesmo com uma brisa. E essa brisa, Catarina, não pode ser soprada pela sua boca. Ser forte, Catarina, não é quebrar os outros, mas saber-se quebrado. É ser capaz de cuidar de seus barcos de papel – e também dos barcos dos outros – não como uma criança que os imagina poderosos, de aço. Mas sabendo que são de papel e que podem afundar de repente.

Não, acho que eu não poderia ter dito isso a você, Catarina. Não naquela noite, não agora. Ao lhe assegurar, cheia de autoridade de adulto, que tudo estava bem com a menina quebrada, com qualquer e com todas as meninas quebradas, o que eu dei a você foi um vislumbre da minha abissal fragilidade. Esta, Catarina, é uma verdade entre as tantas mentiras que lhe contei, ao tentar fazer com que acreditasse que eu seria capaz de proteger você. Vai chegar um momento, se é que já não houve, em que você vai olhar para todos nós, seus pais, seus “dindos”, seus avós e tios, e vai perceber que nós todos vivemos em cacos. E eu espero que você possa nos amar mais por isso.

Essa conversa, Catarina, está apenas adiada. Talvez, daqui a alguns anos, você precise me perguntar como se faz para viver quebrada. Ou por que vale a pena viver, mesmo se sabendo quebrada. E eu vou lhe contar uma história. Ela aconteceu alguns dias depois daquela festa em que você descobriu que até as meninas quebram. Nós estávamos na fila do caixa do supermercado perto de casa, com uma cesta cheia de compras, e havia um homem atrás de nós. Era um homem vestido com roupas velhas e sujas, parte delas quase farrapos. E ele cheirava mal. Poderia ser alguém que dorme na rua, ou alguém que se perdeu na rua por uns tempos. Ficamos com medo de que o segurança do supermercado tentasse tirá-lo dali, ou que a caixa o tratasse com rispidez, ou que as outras pessoas na fila começassem a demonstrar seu desconforto, como sabemos que acontece e que jamais poderia acontecer. Enquanto pensávamos nisso, ele nos abordou. E pediu, com toda a educação, mas com os olhos dolorosamente baixos: “Por favor, será que eu poderia passar na frente, porque tenho pouca coisa?”.

Quando lhe demos passagem, vimos que o homem não tinha pouca coisa. Ele só tinha uma. Sabe o que era, Catarina?

Um sabonete. Era o que havia entre as mãos de unhas compridas e sujas, junto com algumas moedas e notas amassadas, como em geral são as notas que valem pouco. Aquele homem, que parecia ter perdido quase tudo, aquele homem talvez ainda mais quebrado que a maioria, porque tinha perdido também a possibilidade de esconder suas fraturas, o que ele fez? Quando conseguiu juntar uns trocados, o que ele escolheu comprar? Um sabonete.

Catarina, talvez um dia, daqui a alguns anos, você volte a me olhar nos olhos e a dizer: “A menina… quebrou”. Ou: “Eu… quebrei”. E talvez você me pergunte como continuar ou por que continuar, mesmo quebrada. E eu vou poder lhe dizer, Catarina, pelo menos uma verdade: “Por causa do sabonete”.