Há igualdade na cobertura da imprensa?

Há igualdade na cobertura da imprensa?

acidenteUm tema que rendeu bastante no feriado da Páscoa foi a ‘comparação’ e a ‘forma discrepante’ com que os meios de comunicação trataram as mortes do filho do governador de SP e a de um menino em uma favela no Rio. Gente, não dá para comparar. São dois casos diferentes, mas para dores iguais.

Lembro bem do meu avô paterno chorando e dizendo que nenhum pai deveria perder o filho. Ele tinha acabado de perder o dele, por acaso meu pai, e estava inconsolável. Ali, tive a certeza de que o mundo não tinha mesmo uma lógica. A dor do governador e sua família e a dor dos pais do jovem assassinado é a mesma. Não importa se a causa da morte foi um acidente aéreo ou uma assassinato. A morte choca os familiares em qualquer um dos casos. A ausência será a mesma. Ninguém está preparado para a morte. A gente sabe que ela vai chegar uma hora, mas não sabemos como lidar com ela. Não queremos encarar este fato e este é um problema meu, seu, de todo mundo.

Ambas as famílias farão milhares de perguntas: será que a manutenção do helicóptero foi feita corretamente? Será que o tempo influenciou? Será que o piloto estava bêbado? Será que houve troca de tiros? Foi mesmo um assassinato? Os policiais são bem treinados?…. são inúmeras as perguntas e, infelizmente, nenhuma das respostas trará de volta as vidas perdidas. Porque a vida é assim, infelizmente. Daí alguém virá dizer que as respostas são importantes porque podem evitar que casos como estes dois se repitam no futuro. Mas será mesmo? Será que temos esta capacidade? Não sei, posso estar 100% errada, mas tenho esta dúvida.

Mas, voltemos à questão inicial: a imprensa dá tratamento diferente para pautas iguais? Sim. E o faz há muito tempo. É errado? Uns acham que sim, outros que não. O fato é que os veículos são privados, apesar de serem concessões públicas, e noticiam de acordo com o que acham que vai dar mais audiência, de acordo com o que acreditam que seu público tem interesse em assistir. Não é uma questão sobre a importância do fato em si e nem pretendo entrar neste campo. Estou apenas observando e, por mais injusto que possa parecer, não temos como mudar esta realidade. Para os insatisfeitos com a cobertura jornalística, uma dica: a gente sempre pode mudar de canal ou, mais importante, a gente pode e deve nos abrir para outras fontes de informação. Vivemos num mundo tecnológico e inúmeras são as possibilidades. Vamos aproveitá-las.

Sobre o amor e outras coisas

O feriado de Páscoa acabou. E, além dos quilos extras ganhos com o chocolate que comemos, fica a pergunta: o que fizemos de bom neste feriado? Sim, vale a pergunta porque este feriado específico deveria servir para nos lembrar da ressureição de Cristo, dos sacrifícios feitos por ele, a importância do perdão e, sobretudo, sobre a relevância do amor em nossas vidas.

Que lições tiramos dos últimos dias? Fizemos alguma reflexão? Bem, não sei vocês, mas esta Páscoa foi especial para mim. E o foi por diversos motivos: foi a primeira vez que passei a data longe da minha mãe e irmãs. Quer dizer, eu já viajei em Páscoas anteriores, mas a gente sabe que a cada viagem há um reencontro, uma volta, um abraço. Dessa vez, não. Foi diferente. Não houve a volta para casa e o abraço caloroso. Passei a Páscoa em outra cidade, relativamente longe e que, há quase um ano, é a minha nova casa.

Pensei muito na saudade que sinto de todos, na falta que eles fazem no meu dia a dia, nos abraços que deixei de receber. Mas nem tudo foi ruim. O feriado também serviu para me reaproximar do meu marido. Assim como eu, ele também está longe de seu primeiro núcleo familiar. E o que fizemos? Bem, além de comermos bastante chocolate, vimos nossas séries favoritas, levamos os cachorros para passear, fomos ao teatro, cinema, restaurantes e, talvez o mais importante, fomos tomados pelo sentimento do amor.

Não estou falando do amor que sentimos um pelo outro, mas pelo amor que sentimos por interesses comuns, pela humanidade. Algumas coisas aconteceram que nos fizeram renovar a fé no ser humano, que restabeleceu a certeza de que, apesar de toda maldade aparente, ainda há pessoas boas neste mundo. E nos agarramos a este sentimento, rezamos e, acredito, saímos deste feriado mais unidos.

Algumas das ações mais tocantes aconteceram justamente quando levamos nossos cachorros para passear: o Mutley, que está conosco há 2 anos, e o Scooby, que completa hoje uma semana lá em casa e, se tudo der certo, conseguirá um lar definitivo em breve.

DSC_0007Mas, vamos lá, voltando ao assunto. O que aconteceu de tão tocante nos passeios com os cachorros? Bem, me surpreendi com a capacidade do ser humano em abraçar uma causa. Sim, estou falando das pessoas que resgatam animais nas ruas, tratam deles, dão remédio, amor e carinho antes de os dar um novo lar. É muita gente mesmo, gente do bem e que abre mão daquele churrasco ou chope com os amigos pra dar amor. To falando de gente que não consegue ver um bicho na rua sem levar para casa e que perde as manhãs de sábado, domingo e todos os seus feriados em feiras de adoção, expondo os bichinhos já tratados. E tudo isso sem ganhar nenhum tostão, sem qualquer interesse financeiro. Gente que cuida dos outros por amor.

Sempre li sobre este protetores de animais, mas nunca tive a oportunidade de conversar de fato com eles. E isso aconteceu neste feriado, quando levamos o Scooby para alguns locais de exposição. De fato, estes protetores resumem bem a máxima expressão do ‘dar sem esperar receber em troca’. Claro que eles recebem algo em troca, geralmente os bichinhos retribuem com muito amor e carinho. Mas este não é o ponto. O cerne é que estas pessoas perdem seu tempo com o único objetivo: diminuir o sofrimento alheio. E isso é muito impressionante.

Neste caso estou falando de bichos, mas tem gente que faz o mesmo por crianças abandonadas ou por idosos largados em asilos. É um amor que transborda e que é visível em menos de cinco minutos de conversa. Os olhos dos protetores brilha. Um trabalho voluntário e muito bonito. Fiquei feliz por presenciar tanto amor neste feriado de Páscoa. Foi o meu renascimento.

Um novo lar para Scooby

Um novo lar para Scooby

Olá, sei que já falei do Scooby algumas vezes, contei que ele é fofo, carinhoso e tal …. mas ele ainda não arrumou um lar só dele. E Mutley sofre muito com a presença do companheiro. Por isso peço para, quem puder, compartilhe o cartaz abaixo. Tenho fé de que, em breve, Scooby terá novos pais amorosos e uma cama só pra ele.

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Novos pecados? Moradessa?

Novos pecados? Moradessa?
1. Fazer modificação genética
2. Poluir o meio ambiente
3. Causar injustiça social
4. Causar pobreza
5. Tornar-se extremamente rico
6. Usar drogas 
Pois é, parece que a vida no Vaticano não é agitada o suficiente e a galera de lá decidiu criar mais uns 6 pecadinhos. Ok, a notícia é velha, de 2008, mas só agora me dei conta de quão ridícula é esta lista. Primeiro porque, né, mais pecados? A gente precisa de mais pecados? Mesmo? Não basta a culpa que a gente já carrega o resto da vida por ter infringido uma ou outra vez um dos 7 capitais? Aliás, os 7 pecados já englobavam todos os outros em seus desdobramentos.
E, vamos lá, é crime tornar-se extremamente rico se for de forma honesta?  Não podemos também gozar do benefício da ciência? Na boa, não curti rs. Acho que vou ficar só nos 7 tradicionais mesmo. Já estão de bom tamanho. Chega de culpa!

Eu queria…

Eu queria…

vento_forte_na_arvore-wide….abraçar o mundo. Ah, como eu queria. Seria maravilhoso poder fazer tudo o que gosto, quero, desejo. Poder ajudar os outros, resolver os problemas alheios e distribuir alegria. Mas não posso. E essa incapacidade me deixa triste, pra baixo. Sei lá, sei que faz parte da vida e blá, blá, blá, mas estas injustiças me tiram o sono.

Aliás, falando de injustiças quero registrar que, graças a Deus algumas injustiças do mundo terreno estão sendo corrigidas. Sempre coloquei fé na Justiça. Sei que ela é lenta e nem sempre tão justa, mas sou uma pessoa de boa fé. Sinceramente, recomendo a todos: tenham fé na Justiça. Demora? Sim. E muito, para falar a verdade, mas é libertadora a sensação de que fizemos o correto e a sociedade assim o reconheceu.

Todos os problemas que eu esperava por uma solução judicial já foram resolvidos?Não. Mas temos que celebrar pequenas vitórias. A vida é dura, áspera, seca. Uma leve brisa, mesmo que de vez em quando, já nos renova. Que venham, pois, novos ventos. A gente entorta, mas não quebra!

estresse nível hard

estresse nível hard

Esta semana está complicada. Sério. Tá difícil mesmo. Acho que a chegada do Scooby aqui em casa me afetou muito. Não tenho preparo emocional para lidar com situações de abandono. Não entendo porque um cachorro tão fofo e amigável é largado na rua. Não consigo olhar para a cara dele e ficar bem com isso. Me estressa a cada novo dia que ele passa aqui, não que eu não curta a companhia dele, mas porque não temos estrutura física (e eu emocional) para mais um cachorro e para lidar com os ciúmes do Mutley.

To como uma louca, pela casa toda, atrás deles, tentando apartar os dois. Quando não estamos em casa, são melhores amigos, dividem a minha cama, domem juntos, uma festa,  mas… quando estamos por perto, Mutley não nos deixa chegar perto do amiguinho e quer todo carinho e atenção para ele. Olha, não sei como lidar.

Sim, existem situações piores. Certamente se fossem filhos de verdade eu teria que voltar para a terapia urgente. Não sei se tenho como ter dois ou mais filhos. Vou rever meus desejos rs

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A dura vida de um cachorro abandonado/perdido

A dura vida de um cachorro abandonado/perdido

IMG_20150331_150338Esta semana começou diferente. Segunda pela manhã estava no banho enquanto o Wellington passeava com o nosso cachorro. Tudo normal, até que meu celular tocou. Era o Wellington pedindo para que eu fosse até a portaria do prédio. Saí correndo, achando que algo havia acontecido com ele ou com o Mutley. Mas, eis que chego na portaria e dou de cara com o a fofura da foto ao lado, no colo do Wellington. Ele estava ali, com essa carinha de carente, aceitando qualquer afago. Super magro, mas limpo, sem pulgas, carrapatos e com uma coleira, mas sem identificação. O que fazer? Bem, aquela cena já era um convite para que todos subissem. E assim foi feito. Não quis água ou comida. Só carinho mesmo.

Em seguida, nos arrumamos e seguimos para o petshop onde levamos o Mutley para seus cuidados semanais. E lá foi ele, calmo, sem esboçar nenhum som, choro, latido. Tomou banho e ficou ainda mais lindo e cheiroso.

Em seguida veio a dúvida: e agora? Quem nos conhece sabe que temos um cachorro muito ciumento e que não gosta de se relacionar com outros animais. Em dezembro resgatamos outro cachorrinho e o Mutley ficou para morrer. Sorte que conseguimos doá-lo em 24 horas. Mutley agradeceu. Mas, “e agora?” Esta deve ser a pergunta que Mutley está se fazendo. “Este intruso vai ficar aqui por muito tempo? Usando a minha cama? Bebendo a minha água? comendo a minha ração? Recebendo carinho dos meus pais?” Pois é, a vida de Mutley não está fácil. Ele não suporta ver afagos no colega, que estamos chamando de Scooby.

Mutley chora, dá mordidas no Scooby, faz de um tudo para atrapalhar o colega. Uma pena. Uma dó. E é por isso que meu coração fica ainda mais apertadinho a cada negativa que ouvimos quando oferecemos Scooby para alguém. Queria que ele fosse recebido com muito amor em uma nova família. Já tentei diversas ONGs em Campinas, mas tudo o que fazem é divulgar a foto dele em redes sociais. É, caros amigos, a vida é dura até mesmo para um cachorro abandonado/perdido que foi resgatado.

Além de estar sem rumo, carente, triste, é preciso encarar ainda a fera do Mutley e incerteza do futuro: haverá algum novo lar para ele? “novos pais? novos afagos? E estes dois que estão me beijando, vão me dar para outra familia?”, deve se perguntar Scooby.

Não sei o que o futuro reserva. Tenho apenas a certeza de que, para a rua, Scooby não voltará. Fica aqui o apelo para que alguma boa alma o receba em casa e se abra a este maravilhoso mundo que é ter um CÃOpanheiro. Quem souber de alguém que queira e possa adotar o Scooby, favor encaminhar um email para renatinha@gmail.com

Podemos levá-lo para qualquer lugar aqui na região de Campinas ou mesmo para SP ou RJ. Divuguem!

Obrigada!