Apenas cansada

Não sei quanto a vocês, mas estou cansada de tanta corrupção. A cada novo dia um escândalo é revelado. Hoje acordamos com as prisões dos dirigentes da FIFA. Não estou reclamando das prisões, que fique bem claro, mas deste mundo onde boa parte das pessoas, principalmente as que possuem algum poder, só querem saber de roubar, roubar e roubar.

É muita gente olhando apenas para suas contas bancárias, zero preocupação com o outro, com o bem público. Uma vergonha. E este também não é um post partidário. Infelizmente a corrupção é generalizada e não está mais restrita a este ou aquele partido. Reclamo até daquela corrupção praticada por muitos amigos na hora de se livrar de uma blitz ou não pagar uma taxa porque conhece fulano ou ciclano. Chega!!

Utopia? Talvez, mas sonhar é necessário para que possa continuar mantendo alguma sanidade.

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Quando ultrapassar nossos limites?

Às vezes, por um motivo ou outro, a gente faz coisas antes impensadas. Rompemos relações, brigamos com amigos queridos, abafamos uma fofoca para não fazer alguém infeliz, aceitamos fazer algo que não nos deixa muito confortável, chegamos a fechar os olhos mesmos para aquele chefe ou parceiro que nos rouba o crédito em alguma ideia brilhante e tal.

Mas, de verdade, algumas coisas são muito importantes para serem ignoradas ou deixadas de lado. Simplesmente não dá para aceitar, para abrir mão. Quais coisas? Bem, aí depende. Esse tipo de limite é muito pessoal. Eu tenho os meus, claro, e não vou citá-los aqui. São escolhas bem pessoais mesmo. O que mais me surpreende é que, de uns anos para cá, tenho percebido uma certa elasticidade em alguns destes meus limites.

Acredito que muita gente passe pelo mesmo. Se bem que, tenho ouvido por aí algumas pessoas queridas espalharem que, agora, mais velhas, elas não aceitam mais algumas coisas. Sei lá, tudo muito doido. Comigo, confesso, acontece o contrário. É como se a idade, a experiência, nos revelasse que não vale a pena lutar contra algumas pessoas ou fatos.

A vida ensina. O triste é quando a gente se recusa a aprender. A vida bate e a gente não cansa de apanhar. Acredito que algumas pessoas tenham mesmo a vocação para ser mulher de malandro, saca. Eu, tô fora. Tenho limites e, mesmo flexibilizando alguns, tenho aqueles limites que chamo de capitais. Não posso aceitar nada que me machuque profundamente, algo que me afunde, que não me deixe viver, sorrir. Se alguém me faz algo que não consigo superar, está na cara de que preciso fazer algo para mudar. Mas, aquelas coisas não tão capitais assim, ok, aceito uma fechadinha de olho. Tudo em nome do bem estar social e da minha saúde. Se não podemos parar a roda, vamos rodar… Tudo nessa vida é equilíbrio.

Puxa-saco

EU JÁ SABIA!! Li hoje na Folha de SP que os profissionais que fingem trabalhar muito são tão bem avaliados quanto os que, de fato, trabalham muito. Quem já trabalhou em qualquer grande empresa sabe que é assim mesmo que a banda toca. Tem sempre o espertinho que não se esforça muito, mas leva todo o crédito, o puxa-saco, aquele que se faz de amigão, que trata todo mundo bem, apesar de não suportar as pessoas… esse tipo de atitude dá uma canseira danada. O chato é ver este povo sendo reconhecido, promovido e tido como exemplo. Foda. Mas é a vida né. O mundo é mesmo dos espertos.

Deixe ir

Publiquei este texto por aqui em 2008. Vale a pena reler.

DEIXE IR…
Texto de Brian Bacon

Você não pode controlar os elementos, as circunstâncias, os eventos de sua vida.
Você também não pode controlar os relacionamentos, porque você não pode controlar os outros.
A única coisa que você pode fazer é controlar a si mesmo. Tentar controlar o comportamento de alguém? Controlar as reações e respostas das outras pessoas?
Deixe ir.
Permita que o plano da sua vida assuma viradas inesperadas.
Permita que a direção dos projetos que você pensou que seriam estáveis sejam instáveis.
Isso é entender o tempo.

O destino de Scooby e a visita que está chegando…

Scoo
Scooby em seu novo lar

Acabei não compartilhando aqui o destino de Scooby. Lá vai: O doce cachorro que pegamos das ruas está em um novo lar, no Rio de Janeiro, e está fazendo a alegria de uma pessoa muito especial: o pai de um amigo que fiz quando trabalhei na Petrobras.

Receber fotos do Scooby e informações sobre a alegria dele e do quão importante ele está sendo para esta família, me enche de orgulho e me dá a certeza de que Wellington e eu fizemos a coisa certa ao colocar este pequeno ser saltitante no colo em uma manhã ensolarada de Campinas.

Receber notícias dele me alegra também por reforçar laços de amizade que fiz no trabalho. Amigos são importantes para a nossa vida. Sei que nem todo mundo dá valor às redes de relacionamentos que formamos ao longo da nossa vida, mas eu dou.

Hoje uma grande amiga que fiz, nesta mesma empresa, está vindo me visitar. Será a primeira visita que teremos (sem ser da família). Se a casa está arrumada? Claro que não. Amigo de verdade entende quando a gente não tem tempo de colocar as coisas em ordem. Mas uma coisa é certa: o abraço está aqui para receber esta grande amiga. Sem dúvida, será um fim de semana maravilhoso.

Instagram, uma feira livre.

Daí a pessoa aqui resolve dar uma seguida em uma galera diferente no Instagram. Sabe como é, sempre é bom ampliar os horizontes e tal. E tenho visto de um tudo: gente que dá aulas de ginástica (mesmo sem ter diploma para isto), gente que dá receita para emagrecer (mesmo sem ser nutricionista ou médico), gente que se acha o melhor fotógrafo do mundo (mas só consegue dar um up nas fotos com os filtros do Instagram mesmo), gente que se acha poeta (mas que não tem o menor talento),… é tanta coisa, tanta informação, tanto lixo. Na verdade, o Instagram é uma verdadeira feira livre. Tem pra tudo que é gosto e bolso.

Confesso que ainda não decidi se vale a pena continuar seguindo este povo. Afinal, eles me divertem. Ou se é melhor fazer uma limpa e tentar seguir outras pessoas. O fato é que, como tudo na vida, dá pra tirar uma lição das coisas que fazemos. Com este fato específico aprendi que há muita gente cafona neste mundo. Mas muita gente cafona mesmo. E to falando de gente que se acha maravilhosa, que frequenta inaugurações de lojas como se isso fosse a melhor coisa do mundo, que faz questão de estampar as marcas das roupas que usam (não estou discutindo os valores das mesmas, mas acho cafona esse exibicionismo).

O Instagram criou um nicho de trabalho para estas pessoas. Acho super válido quando, de fato, a pessoa tem algum talento que mereça ser compartilhado. Infelizmente, este não é o caso da maioria.

Mas, tá bom, para não ser injusta, vale registrar que também tem muita gente boa por lá. Pessoas com talento fotográfico, poetas de verdade e gente que oferece serviços embasados em estudos científicos, em anos de faculdade e tal, pessoas que fazem importantes trabalhos voluntários… Se vou citar aqui os perfis a que me refiro? Claro que não. Vou me divertir sozinha, sorry.

Pés frios

Das coisas que não me acostumo em São Paulo: sentir frio nos pés. E é batata, basta esquecer de calças as meias que faz a maior friaca. Esta semana fui para o trabalho de meia calça fio 80 na segunda-feira. Resultado: um puta calor. Hoje, optei por uma sapatilha, sem qq meia, e tá um puta frio nos pés (apesar do sol na rua).

O nome disso é bullying. Só pode ser. São Pedro espera eu sair de casa para decidir se manda uns sopros frios para meus lindos pés ahahaha

OBS: Que fique registrado que sentir frio nos pés não significa ser pé frio, ok? Sou é pé quente para muitas coisas. Amém!