Bela entrevista: Ivan Izquierdo

Bela entrevista: Ivan Izquierdo

O Globo publica hoje uma bela entrevista com o médico e cientista Ivan Izquierdo a respeito das memórias. A íntegra da entrevista pode ser lida aqui. De todos os trechos, o que mais chamou a minha atenção foi o seguinte:

As memórias e as emoções andam juntas?

Completamente. Emoções intensas fazem lembrar melhor. Todo mundo sabe exatamente com quem estava e a que horas quando Ayrton Senna morreu. Ninguém sabe o que fazia no dia anterior. Emoções intensas estimulam um neurônio muito próximo das estruturas que fazem a memória. Em meio a vários processos, os dois estabelecem uma relação. Nunca vou esquecer de onde estava na hora que mataram o presidente Kennedy. Estava indo comprar cigarro na tabacaria de um hotel e o rádio anunciou. Eu posso lembrar exatamente da expressão facial de três mulheres que estavam lá.

Mas também peguei apego pelas perguntas a seguir:

A memória difere com o gênero? Homens esquecem aniversários de casamento…

Não. Com a cultura que rodeia o gênero. A mulher é educada para ser mãe, ter um um lar. O homem criado para ser um malandrão. Então ele prefere não se lembrar do dia que lhe amarraram as mãos. Vai lembrar do dia anterior, em que ainda era livre.

A grande oferta e pouca profundidade na internet influencia a forma como guardamos as informações?

Na verdade ajuda. Chegou-se a pensar que o uso excessivo da internet atrapalharia a memória, nos tornaria pouco interessados. Mas estimula porque podemos lembrar de muito mais itens, já que temos acesso a mais coisas.
Fantástico, não? Impossível discordar do médico. Assim como ele, eu também lembro exatamente o que estava fazendo no dia da morte do Senna ou mesmo na posse do Obama. Lembro de coisas mais pessoais, claro, como o que fazia e até mesmo pensava minutos antes da morte do meu pai ou da minha avó Yolanda. Também sei onde estava, com quem e o que fazia quando soube da morte do meu avô Guilherme.

E, como esquecer, o diálogo que tive com cada um dos meus ex? Impossível. Também lembro da emoção que senti nos 15 anos da minha irmã Danieli e que havia uma enorme torcida para o meu primeiro beijo na boca. Sim, eu tinha 12 anos e havia uma platéia de adolescentes de 15, todos na torcida, vibrando. Como esquecer? Não dá mesmo. As minhas memórias estão de mãos dadas com as minhas emoções. Lembro até que minha roupa estava um lixo quando minha sobrinha nasceu, mas fui correndo para a maternidade sem pestanejar. São muitos momentos, uns tristes e outros muito alegres. Todos inesquecíveis. Amém.

Achei interessante a observação dele sobre a oferta de informação na internet. Esta é uma dúvida que sempre tenho: estou absorvendo tudo o que leio? A impressão que tenho é a de que não consigo, mas, garante o médico, a internet está nos ajudando e estimulando. Vamos observar rs.

A vida está de parabéns!

A vida está de parabéns!

Olha, tenho quase 38 anos e preciso tirar o chapéu para a vida. De verdade, está de parabéns. A vida está sempre me pregando peças. A cada novo dia, uma surpresa, uma novidade. Nem sempre são boas, que fique registrado. Mas, ok, faz parte. Espero um dia aprender a lidar melhor com algumas situações. Que Deus possa me dar um balde de paciência todos os dias ao sair da cama. Sim, eu sei que Ele tem coisas mais importantes com o que se preocupar, mas não custa registrar o apelo.

Como terminar um relacionamento?

Como terminar um relacionamento?

É possível terminar um relacionamento sem ferir a outra pessoa ou ferir a si próprio? Sinceramente, não sei. talvez quando as duas partes estiverem de acordo. Mas, vejam, bem, até nestes casos, se as partes estão de acordo significa que elas já estão em um nível de tamanho desgaste, mas tamanho desgaste, que já não vale a pena tentar mais nada. Nestes casos, acredito, o sofrimento chegou antecipado e dividido em algumas parcelas nem tão suaves assim.

Sei lá, quando a gente ama alguém, se entrega, faz planos, sonha e tal, acredito que fica um vazio quando a relação acaba. E isso, claro, serve para quem está colocando o ponto final ou sendo chutado. Já estive dos dois lados e foi uma merda nas duas vezes. Claro que, quando a gente toma o pé na bunda, sem esperar qualquer ação neste sentido, a gente fica mais frágil, quer entender o que aconteceu e, na maioria das vezes, guarda uma mágoa.

Por isso, caros amigos, pergunto: como terminar um relacionamento? Sinceramente, não sei como fazer isso de forma correta. Melhor, de forma menos dolorosa para todos os envolvidos. Talvez porque a gente passe a vida acreditando que tudo o que chega ao fim é triste. Lamentamos quando um bom filme ou livro acaba. Lamentamos quando uma viagem muito sensacional acaba. Lamentamos quando acabamos de comer alguma sobremesa gostosa. Passamos a vida lamentando, sofrendo por pequenas coisas. Por que haveríamos, então, de aceitar com prazer o fim de um relacionamento? Acho que não dá mesmo para acabar de boa, sem mágoas, sem ressentimentos.

O tempo, como já disse inúmeras vezes, acaba cuidando das feridas e, quando a gente menos percebe, perde a casquinha do machucado e tá pronto pra outra ferida. É o ciclo da vida. Nascer, crescer, amar, sofrer, amar de novo e, então, morrer.

Criança voadora

Criança voadora

Hoje eu tive um sonho louco. OK, praticamente todos os sonhos são loucos, mas este foi especial. Tem todo um contexto, que não vou citar aqui, o que importa é: eu estava trabalhando, na rua, como repórter e, do nada, no meio de uma ventania, um bebê voador caiu em meus braços. Isso mesmo, era uma ventania muito forte e um bebê estava voando, sendo arrastado pelo vento e chegou em meus braços. Doido, não?

Daí, claro, eu decidia adotar a criança. Afinal, a cegonha, Zeus, Deus ou o vento havia me enviado aquele bebê. E foi isso. Fim. Eu adotei a criança voadora. O que isso significa??

índios querem colocar fogo nas torres de transmissão. WTF

índios querem colocar fogo nas torres de transmissão. WTF

Então é isso, índios querem colocar fogo nas torres de transmissão que ligam Itaipu a SP. MEO DEOS, era só o que faltava. Vejam aqui. Agora, me expliquem, por que os índios reivindicam projetos sociais e a liberação de R$ 7 milhões para a comunidade indígena? Eles não são índios? Não deveriam viver como índios? Sei lá, posso ser atrasada e tal, mas não entendo. Pra mim, índio devia ficar no seu canto, na sua terra, vivendo na sua cultura. Se quiser celular, internet, televisão e geladeira, ok, sem nenhum problema, mas saia da aldeia, amigo. Se junte à cidade ou, ok, viva no campo, mas saia da aldeia. Apenas acho que não combina.

Daí, ok, eles querem ficar na aldeia, querem a grana do governo (mas não pagam impostos) e ainda querem que eu fique sem luz? Sorry, assim fica difícil defender estes índios.

INDIOS-PROTESTO-ortigueira

Saiam do armário, please

Saiam do armário, please

leo

Ontem, no cabeleireiro, o papo rendeu. Sempre rende né, sobretudo quando se fala de putaria. Entre uma tintura e outra, ele corria para o celular e, claro, toda bicha que se preze tem a língua maior que a boca (Adoroooo). E acabamos conversando sobre a vida amorosa dele. O cara está frenético e saindo com vários gatinhos que ele conheceu através de apps de relacionamentos com tinder e scruff. O nível dos caras realmente é bom, vi algumas fotos (até peladinhos).

O que me deixou tristinha foi perceber vários caras que se dizem heteros, inclusive um que mora perto lá de casa, mas que adoram uma rola. Isso mesmo, não é novidade para mim porque outros amigos gays já me contaram de casos com homens que são casados ou têm namoradas, mas a quantidade de homens nesta condição e que saem com este cabelereiro é que me deixou impressionada. São muitos. Muitos mesmo. O que tem de errado nisso? Bem, a meu ver, nada. Desde que o homem em questão tenha deixado claro para a esposa/namorada que ele curte comer ou ser comido por uns homens de vez em quando. Se a mulher topar, ótimo. Não é pra mim, confesso. Ficaria bem puta e decepcionada se descobrisse algo do gênero.

E não é puritanismo. Apenas acho que o acordado não sai caro. Meu primeiro namorado hoje é gay, é meu amigo e estou OK com isso. Também não poderia ser diferente. Éramos adolescentes, super novos, e acho válido ele ter reconsiderado suas escolhas ao sair da adolescência (se bem que acho que não é uma escolha, mas, enfim, escrevi assim para o rápido entendimento, depois conversamos a respeito). Hoje ele é casado com um cara muito bacana e tal. Há uns anos eles me deram uma carona e conversamos um pouco. Fiquei bem feliz por ele. Como podem perceber, ok, o fato de o cara se tornar/ser gay não é um problema. Só acho sacanagem quando a pessoa leva uma vida dupla, escondida. Aí é foda.

Outra vez, visitando outro amigo gay, o encontrei todo feliz em casa. Ele mora perto da praia e estava radiante. Um carinha gato, sarado, típico menino do Rio de Janeiro, tinha acabado de fazer um boquete nele antes de ir pedalando para a praia. O detalhe? O cara saiu de lá, deu uma lavada na boca e foi encontrar a namorada. A pobre nada sabia e estava esperando o cara na praia, toda gata, magrinha, de biquini (vi uma foto dela no Facebook do cara). Uma puta sacanagem. Se ela soubesse, ok, nenhum problema. Mas pra que mentir? (ela nem imagina, meu amigo me confidenciou).

Entendo que sair do armário não é tarefa das mais fáceis, sobretudo para quem tem família conservadora, mas mentir assim para uma mulher, que nada tem a ver com a história, é uma falta de respeito e uma falha no caráter absurda.

De boa, façam como o Léo Aquila e o noivo dele. Os dois são homens, com paus, têm filhos e tá todo mundo feliz.Vão casar na Igreja e isso é maravilhoso. Todos sabem, se conhecem e tal. Não há porque ser um problema. A sociedade mudou, o que importa é a felicidade de cada um. Quer dar o cu? Dá. Quer chupar uma piroca? Chupa. Quer fazer suruba? Faça. Quer trocar de sexo? Troque. Quer sair com alguém do mesmo sexo? Saia. Tá tudo permitido, desde que todos estejam de acordo. Não vale mentir, até porque a primeira mentira sempre contamos para nós mesmos.

O cara que é casado ou tem namorada e esconde que sente tesão por outro homem está, em primeiro lugar, mentindo para si mesmo. E isso é triste. Vamos ser verdadeiros. Vamos assumir nossas vontades, nossos desejos. E, claro, sem magoar ninguém. Ah, mas eu tenho uma namorada e só agora descobri que curto pica. Porra, larga a menina. Vai ser feliz chupando sua rola em paz ou arrume uma mulher que tope sua situação bissexual e não se importe. Tem gente que topa, que curte, que aceita. Mas viva a verdade. Não se magoe, não esconda seus desejos. Não seja dissimulado. A vida é curta para fazer cu doce.

Repaginada

Repaginada

Decidi dar uma repaginada e, para variar, ataquei meus cabelos. Mudei a cor. Dessa vez, em mais uma tentativa de tirar o ruivo, o cabelereiro pintou de castanho (cor original). Bem, isso foi o que ele disse. Na verdade, meu cabelo está mais negro que a tela do meu celular. Reza a lenda que, com o tempo, meu cabelo voltará a sua cor natural. A conferir.

Mas o que isso tem de relevante para você, caro leitor? Nada. Registro aqui apenas para motivar você a levantar a bunda dessa cadeira e mudar algo que, de fato,  possa estar te incomodando. Há algum tempo estou revolts com meu cabelo e, finalmente, parece que encontrei alguém capaz de dar um jeito nele. Além da cor, ele passou alguma parada não identificada, que deixou meus fios bem sedosos. Sabe como é né, com a idade até nosso cabelo envelhece e perde aquele brilho natural. Coisas da vida. Mas, enfim, a mensagem é: vá em busca da sua felicidade.

Vale mudar o cabelo, emagrecer, engordar, fazer um curso de culinária (um sonho), comprar um abajur cor de carne, qualquer coisa. O importante é realizar o que se tem vontade e, claro, sem se importar com a opinião alheia.