Tá no radar?

A palavra da vez? RADAR. Sério, nunca antes na história deste país ouvi tanto esta palavra. Acredito que tenha substituído EMPODERAMENTO. Ah, esse mundo corporativo. E aí, já colocou alguma coisa no seu radar hoje?

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Quem mexeu na minha propina?

Definitivamente sou uma pessoa ultrapassada. Como percebi? Simples, basta ler os jornais. A cada dia uma nova manchete afirma que fulano de tal recebeu xx milhões de propina.  Todo mundo recebe propina neste país, menos eu. Logo, to me sentindo muito por fora.

Não sei nem mais o que conversar nas rodinhas dos melhores bares dos hotéis de São Paulo. To por fora! Ultrapassada. Sei lá, meus pais e avós me ensinaram a ser uma pessoa direita, a seguir regras, leis e tal. Mas acho que perdi alguma lição na escola da vida.

Onde este povo aprendeu a fazer tantas maracutaias? Que faculdade eles frequentaram? Eu não aprendi. Tem MBA para isso? Tem que ter estudado na Suíça? As aulas são em inglês? Onde se aprende a roubar? A impressão que tenho é de que sou uma das poucas pessoas a não cometer tal ato. Sou virgem, vejam só. Uma virgem de 37 anos!! Quem mexeu na minha propina?

Trabalhei em uma grande empresa que é foco de uma das muitas investigações da PF. Lá dentro, soube de alguns casos e de pessoas que faziam acertos daqui e dali, fraudavam contratos e tal. Achava, e podem me chamar de ingênua, que aquelas pessoas eram uma minoria. Mas, infelizmente, estava enganada.

Parece que toda grande empresa envolvida em obras e contratos públicos já molhou a mão de um bocado de políticos Brasil afora. E não dá para culpar apenas os presidentes, há toda uma turma envolvida: diretores, gerentes, advogados.

Sou muito working class mesmo. To à margem desta roubalheira. E, que fique claro, não é um lamento por estar excluída do grupo. Pelo contrário. To é feliz por ser pobre. Olha que coisa estranha, a pessoa é feliz por ser pobre e não ter feito parte de nenhum acordo, em nenhuma empresa. Jamais imaginei.

Não sei vocês, mas hoje, quando vejo uma pessoa estacionar um super carro, daqueles que custam o valor de um bom apartamento, penso: será que ele trabalhou MESMO para comprar este carro ou foi propina? Será que esta gente que mora nos prédios de luxo à beira mar conseguiu suas fortunas trabalhando? Sei lá, fico achando que, ao menos, metade destas pessoas faturou essa grana alta fazendo algo ilegal: propina, prostituição ou drogas.

Sim, claro, a maioria da população brasileira é formada por gente boa e trabalhadora. Na dúvida, basta chegar às 18h na Estação da Luz e olhar para aqueles rostos cansados, para aquela gente espremida nos vagões. Dá um certo conforto e a certeza de que não estamos sós no grupo dos trabalhadores honestos.

Mas, pergunto-me: basta ter esta certeza? Não é preciso fazer mais? Não sei, fica a pergunta aí para você. Como podemos muda, DE VERDADE, este nosso país.

Prazer, tiazona

É oficial: virei tiazona ahahahahah. Sim estou rindo, e rindo muito. E, só para deixar claro: estou achando essa nova situação bem bacana. Quando isso aconteceu? Como? Não sei ainda. O fato é que já faz algum tempo que virei conselheira de pessoas mais jovens.

De alguma forma e por algum motivo, eles gostam dos meus conselhos. E, faça-se justiça, não apenas meninas novinhas pedem meus aconselhamentos, tem gente mais velha, até bem mais velha que eu, que curte meus conselhos. Wellington acha que eu deveria cursar psicologia e ganhar alguns trocados com esse talento. Mas, sei lá, acho mais divertido fazer assim, pela intuição mesmo, de graça, por prazer e diversão.

É tão legal quando a gente aconselha uma pessoa e, tempos depois, a pessoa dá um feedback e conta o desenrolar de uma história. É interessante vislumbrar cenários, propor saídas, soluções. E é mais interessante ainda saber que a gente ajudou alguém a manter um casamento feliz ou a resolver uma situação qualquer do passado. Essa satisfação já me basta. Que eu possa continuar aconselhando e ajudando pessoas.

Estado Islâmico: até quando?

Não consigo entender a matança que o tal Estado Islâmico vem promovendo. Dá nojo ler as matérias. Sinto uma repulsa imensa ao saber que eles jogam homossexuais do alto de edifícios, que promovem matanças com crianças, jornalistas e todo o tipo de gente inocentes. Nenhum Deus quer isso.

É muita brutalidade, uma falta de humanidade absurda. Não dá para acreditar que somos mesmo todos seres humanos. Somos da mesma espécie? Sei lá, tenho algumas dúvidas. Esse povo não tem coração e também não tem cérebro, não pensa, na raciocina. Essa fé cega é assustadora. Essa luta sem fim por território e poder é muito arcaica.

Não entendo também quem não se comova com o sofrimentos dos moradores das cidades que já foram tomados pelo exército do EI. Sofro a cada notícia que, confesso, já pulei muitas vezes as páginas de notícias internacionais para não me contaminar com tanto sofrimento e dor.

Espero que, um dia, meus filhos e netos possam viver em um mundo pacificado, onde a luta por dinheiro, poder e território não tire tantas vidas e provoque tamanha dor.

A distância nos dá clareza

Morar em outra cidade tem muitos prós e contras, mas, sem dúvida, a distância nos dá algo que, em situações normais de pressão e temperatura, não perceberíamos. Sobre o que estou falando? Sobre a capacidade de perceber exatamente quem é nosso amigo. Sim, a distância é reveladora nestes casos. Passamos a perceber quem sente nossa falta, quem se importa com a nossa vida, quem sofre com nossos problemas e quem apenas quer se alimentar, como um vampiro, do nosso tempo, da nossa vida, da nossa alegria.

Essas amizades vampirescas só nos fazem mal. São pessoas invejosas, que não conseguem dar um rumo à suas próprias vidas e que se matam para saber detalhes da vida alheia. É triste, mas tem gente que prefere viver a vida dos outros a ter a própria vida. Me pergunto: como??? Isso mesmo, como pode?? Por que viver a vida de outra pessoa se temos 24horas por dia para serem gastos conosco? Por que vender algo que não somos?

A sociedade vem sendo corroída, e há algum tempo, por esse bichinho peçonhento chamado inveja. Quantas pessoas já passaram pela minha vida que juravam amizade eterna e que, na verdade, só queriam sugar da minha alegria de viver, do meu entusiasmo, a minha energia ou força de trabalho? Ainda bem que estou longe desta turma. E bem longe. Desse tipo de gente não quero receber nem parabéns via Facebook no meu aniversário.

O lado chato dessa distância é não poder abraçar os amigos verdadeiros toda vez que a gente precisa ou que a gente sabe que o amigo precisa. Estar longe em algumas situações, como a morte, é muito ruim. Há alguns meses uma pessoa que foi muito importante na minha vida perdeu o pai. Nossa, como lamentei estar longe e não poder abraçar este amigo e devolver a ele o carinho que o mesmo me deu quando foi meu pai a morrer. Sim, vibrei boas intenções, mandei mensagens e tal, mas não é a mesma coisa. Nada substitui um abraço apertado. Até porque muitas vezes, diria até que na maioria delas, um bom abraço é tudo o que precisamos.  Não palavra, música, olhar, nada que substitua um abraço apertado.

É ruim também em casos de notícias boas: o nascimento de uma criança, por exemplo.  É chato mandar um parabéns apenas por email ou telefone. Acho bacana ir até a maternidade, fazer festa, fotos, abraçar os pais, ver a emoção dos avós, os olhos cheios de água. São momentos únicos na vida de qualquer família e não poder participar é bem chato.

Mas, ok, vida que segue. A vida é feita de escolhas e eu decidi tocar o meu barco para longe e ser feliz de outra forma. Desculpem o lamento virtual, é que, às vezes, faltam amigos reais, gente de carne, osso e emoção, para dar umas risadas na hora do almoço ou num churrasco/samba qualquer aos finais de semana. Vamos que vamos!

Dica de filme: “Enquanto somos jovens”

Sábado, Wellington e eu passamos o dia em SP e aproveitamos para assistir ao filme “Enquanto somos jovens”, em cartaz no Belas Artes, e é impossível não recomendar. Não sei se é porque estou chegando aos 40 (faltam 2 anos) ou se o filme é bom mesmo, só sei que é impossível não se identificar com o filme, sobretudo com algumas partes. O filme é mesmo um tapa na nossa cara e nos revela algumas coisas:

  • Todo mundo envelhece. Aceite
  • Temos idades certas para fazermos algumas coisas
  • Para outras tantas coisas, somos livres, independente da idade. Temos que aproveitar nosso curto tempo na terra e curtir
  • Ter um parceiro em sintonia com nossas vontades e desejos torna a vida mais leve e divertida
  • A gente não precisa violentar nossa essência para ser aceito em alguma turma. Temos que respeitar nossos limites

Ok, tá achando que estas lições servem para tudo, né? E servem mesmo. Estou sendo mais enigmática porque não quero revelar o filme. Mas, fica a dica, vá ao cinema e divirta-se.

Sobre astrologia e outras coisas

Tenho lido bastante sobre astrologia. É um tema que me fascina, que prende minha atenção. Sigo astrólogos no twitter, facebook, instagram. Faço meu trânsito uma vez ao ano. Enfim, tenho admiração e respeito pelo trabalho dos astrólogos e um encantamento natural pela forma como eles conseguem tirar mensagens dos astros e seus movimentos.

No entanto, tenho lido tanta coisa que, confesso, fico confusa. Ter vênus retrógrado é bacana? Uns dizem que sim. Outros, que não. E este é apenas um tipo de confusão. Nem mesmo os astrólogos se entendem rs. Reparei também que há uma galera muito tosca no YouTube. Uns vídeos bem mal produzidos. Confesso que, nestes casos, quando a astróloga aparece com um batom rosa pink na boca, daqueles bem vibrantes, eu perco um pouco o foco e começo a julgar o cenário, o figurino… uma bosta, eu sei. Mas esta é uma das minhas fraquezas. Eu julgo as pessoas. Sim, normal, também me julgam, eu sei, mas gostaria de ser um pouco mais flexível quanto a isso.

Também queria ter mais tolerância com pessoas burras. Já escrevi a respeito umas 33244543 mil vezes, mas não aprendo. Sempre fico irritada. O que acaba sendo danoso apenas à minha saúde. Bem verdade que tenho tentado lidar melhor com este problema, mas ainda não cheguei ao nível que gostaria. Um dia, quem sabe. Rezarei todos os dias para alcançar esta graça. Que Deus me livre das pessoas burras e, caso não seja possível, que me dê paciência e uma dose extra de carinho para lidar com estas pessoas. Ah, que lembre também de tirar do meu caminho gente que é mal agradecida, mal humorada e, claro, escrota.