Desejos realizados? terei todos!!

Desejos realizados? terei todos!!

A bela e fofa cidade de Holambra, no interior de SP, realiza todos os anos a Expoflora, um evento daqueles bem programa de índio, mas do tipo que vale a pena ir. Eles vendem belas flores, produtos holandeses, comidas maravilhosas, doces dos deuses… fazem ainda uma parada das flores animada e a esperada chuva de pétalas de rosas.

São 3 minutos e meio de pétalas voando sobre as pessoas. Diz a lenda que as pessoas que conseguirem pegar as pétalas ainda no ar terão seus desejos realizados. Ano passado, Wellington e eu chegamos atrasados (porque preferimos seguir a bandinha) e não pegamos nenhuma. Mas, este ano, cara leitora, nos posicionamos 20 minutos antes do início da chuva e esperamos. O resultado? Conseguimos pegar várias pétalas. Ou seja: todos os nossos desejos serão realizados.

O primeiro deles já aconteceu: Bela foi adotada. Agora, vamos esperar pelos próximos. Vou dando os detalhes por aqui rs.

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Expresso do amor ou do desamor?

Expresso do amor ou do desamor?

Vocês já foram em um brinquedo chamado Expresso do amor? Ele costuma ser encontrado naqueles parques de diversões vintage. A primeira vez que Wellington e eu fomos, há uns 3 anos, estávamos em Sidney, em um parque super vintage chamado Luna Park. Esse é um parque 100% anos 20 e aí está boa parte da diversão. Lá, o Expresso do Amor se chama Tango Train.

O brinquedo é simples: cadeiras para duas ou três pessoas dispostas em formato circular. Quando a música começa, o brinquedo inicia o giro, sentido horário, em baixa velocidade. Mas, à medida que a música vai ficando mais agitada, a velocidade do brinquedo vai aumentando, a força centrífuga nos empurra contra a cadeira, querendo nos expulsar mesmo do brinquedo,  e é impossível não se divertir.

tango train

O chato é que a pessoa que está sentada na ponta sempre se fode. Isso mesmo, esta pessoa costuma ser esmagada por quem senta do lado de dentro do brinquedo. Preciso deixar claro que a primeira vez que fomos neste brinquedo, eu era esta pessoa. A gente ria tanto, mas tanto que lá pelas tantas começamos a brigar. Mas como, Renata? Simples. O Well se empolgou e começou a colocar mais peso no corpo dele contra o meu corpo. Conclusão: saí de lá ferrada, dolorida e sem achar a menor graça.

Só que o mundo dá voltas e fomos novamente ao Luna Park. Desta segunda vez, troquei de lugar com ele e, óbeveo, acabamos brigando. Fiz questão de colocar meu peso contra o corpo dele e já viu né. Daí eu passei a chamar o brinquedo de expresso do desamor.

Passados alguns anos decidimos voltar ao brinquedo. Desta vez já em solo brasileiro, na Expoflora, em Holambra. Combinamos de não sacanear mais o coleguinha e deixar apenas a força centrífuga. E foi mega divertido. Fomos ano passado e voltamos este ano. Super recomendo!!

E, sinceramente, vale a pena perder uns cinco minutinhos do lado de fora, observando a cara das pessoas no brinquedo. São muitas caretas. Diversão garantida para quem está rodando ou só observando.

Bela foi adotada!!!

Bela foi adotada!!!

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Deu certo!! A Bela foi adotada e vai hoje para sua nova casa. Ela terá um irmão peludo e dois mini irmãos humanos, uns fofos. Eles se conheceram no domingo, na cãovivência que acontece na Unicamp. Um dos meninos já queria ter levado a Bela para casa na mesma hora, mas a mãe disse que iria pensar.

Acredito que o menino tenha enchido tanto o saco da mãe que ontem ela mandou mensagem avisando que ficaria com a Bela ❤

É muito amor neste mundo, muita gente bacana, de coração enorme e que sabe ser mais bacana adotar que comprar um cachorro. Certeza que Bela dará muitas lambidas nesta família.

Oi, eu sou a Bela e preciso de um lar.

Oi, eu sou a Bela e preciso de um lar.

Oi, me chamo Bela e fui encontrada vagando pelas ruas de Campinas. Quem me encontrou não sabe se estou perdida ou se fui abandonada. Tenho pouco mais de um ano e fui castrada. Isso mesmo, ainda tenho os pontos da castração. Sou bem dócil, adoro dar e receber carinhos, como ração e faço minhas necessidades no jornal. Gosto de correr e brincar.

Hoje moro em um lugar provisório, ainda na rua, mas em uma lixeira desativada que arrumaram para mim. Uma turma legal, sabe, que me dá banho, comida, água e muito carinho. Ganhei até uma coleira nova e de perua. Mas, sabe como é, todo mundo espera ter uma casinha própria.

Por isso estou aqui, no blog da tia Renata, para pedir ajuda. Se você souber de algum lugar grande, uma casa, um sítio, uma chácara e de uma família que queira ter uma amiga verdadeira, boas lambidas pela manhã e muito chamego mande um email para renatinha@gmail.com

Você pode morar no Rio, em SP, Campinas ou região. A tia vai me levar até você.

Muitas lambidas,

Bela.

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Mundo doido, mundo doido. Todos precisam é de gentileza

Mundo doido, mundo doido. Todos precisam é de gentileza

Tá tudo muito estranho. As pessoas não se olham mais nas ruas. Ou olham para o chão ou para os seus celulares. Quando desviam o olhar, pode acreditar, é daqueles perdidos, sem rumo. Nos bares, acontece o mesmo. A mesa pode ser para umas 10 pessoas, mas, ao menos, umas cinco vão estar com a cara enfiada no telefone.

Outro dia, no fretado, um homem estava lendo um livro sobre como achar um amor. Na frente dele, uma mulher estava procurando homens no Tinder. Um não viu o outro e eles estavam há uns 30 cm de distância. Que loucura isso. Ninguém cumprimenta mais as pessoas no elevador, ninguém dá bom dia a desconhecidos recorrentes. Ok, daí você me pergunta o que são desconhecidos recorrentes, Renata. Explico: são aquelas pessoas que estão sempre no seu caminho. O segurança do prédio vizinho, por exemplo. Certamente você não tem nenhuma relação com ele, não sabe seu nome ou nada de sua vida, mas custa dar um bom dia ao passar pelo homem de terno que passa o dia de pé na rua? Não custa né. É uma gentiliza que ficou esquecida. Raros são os casos.

É aquela velha história. Todo mundo reclama, mas poucos fazem algo para mudar o mundo. Sim, cumprimentar as pessoas e ser feliz e cordial também ajuda a mudar o mundo. Temos que acreditar nestas pequenas atitudes, nestes pequenos gestos, nos sorrisos pela manhã. Volta e meia o mural do Facebook parece o muro das lamentações. Quase que diariamente leio alguém reclamando da política, do aumento dos impostos, da violência, dos namorados infiéis. Gente, dá pra mudar tudo isso.

Demora? Sim. Mas é possível? mil vezes sim. Vamos mudar!!! Lembrando que toda mudança externa começa com internamente. Então, vamos refletir e entender o que podemos melhorar nas nossas vidas para replicar, replicar, replicar e mudar o mundo. Simples assim.

38 anos. viva!

38 anos. viva!

Pronto, fiz 38 anos. Foi indolor até, sabiam. Na verdade, foi como qualquer outro dia. Acordei cedo, fui ao trabalho e tal. A única diferença foi mesmo o samba com os amigos campineiros e o bolo no fim da noite. De resto, tudo na mesma. E que bom! Isso mesmo, que bom poder comemorar meus 38 anos com tudo em cima, com saúde, alegria de viver, com meu amor, meu cachorro, minha família e com amigos.

Bom saber que os 38 estão longe de ser aquilo que eu imaginava que seria. E estão melhor do que eu poderia imaginar. Na verdade, não seria capaz de, aos 13, prever onde estaria hoje, qual seria minha formação, como seria meu casamento e, veja bem, em que cidade estaria morando.

Não posso dizer que está tudo como planejado ou mesmo diferente do planejado por um motivo simples: não sou do tipo que faz planos. Tenho sido levada pela vida. Foram assim os últimos 38 anos e, acredito, serão assim os próximos anos.

Arrependimentos? Alguns. Mas quem não os têm, não viveu plenamente. Foram muitos erros, muitos acertos e um tanto de risada. Não posso dizer que vida é ruim para mim, pelo contrário. Ao ler as notícias, então, vejo como a vida tem sido generosa comigo nestes 38 anos. Não que tudo tenha sido um mar de rosas. Não foi. Mas quem vive em um mar de rosas, provavelmente, não vive. Essa pessoa deve se esconder em algum castelo medieval, no meio do nada, sem contato com outros seres humanos, sem ler notícias, numa clausura.

Eu não. Eu vivo, respiro, brigo, brinco, danço, choro, esperneio, viajo, trabalho, converso, leio, me emociono, me decepciono e faço o mesmo com outras pessoas…. faz tudo parte da vida né. Ao menos da minha. E, ó, tá bom assim. Que venham os 39, 40, 41, 42, 43, 44, 45, 46, 47, 48, 49, 50, 51 ,52, 53, 54, 55,56…..