Cape Town – preparativos para a viagem

muisenbergO último setembro foi diferente de todos os outros. Claro, completei 39 anos, mas a diferença não residiu no meu envelhecimento, mas em uma série de eventos. O primeiro deles, a mudança de apartamento. Foi cansativo, mas é muito bom poder morar em um espaço maior. Foi também o mês em que acabou meu contrato temporário no G1 e, aí sim, começou a aventura.

Antes de começar a procurar outro emprego, Wellington e eu decidimos que era chegada a hora de tirar da gaveta um antigo sonho: fazer um intercâmbio. E assim foi. No começo do ano eu já havia pesquisado a respeito e, por questões financeiras, havia optado por dois lugares: Malta ou Cape Town. Se fosse viajar, seria para um destes lugares. Mas, quando setembro chegou, não tivemos dúvida e fechamos com a África do Sul mesmo.

E foi incrível. Foi melhor do que eu poderia imaginar. E por uma série de fatores. Mas, vamos começar do básico. Caso você, leitor, queira um dia fazer um intercâmbio, recomendo que busque a ajuda de uma agência de INTERCÂMBIO. Parece besteira falar isso, mas conheci algumas pessoas que fecharam os cursos com agências de viagens e… deu ruim. Elas perderam dinheiro, não conseguiram visto para o país que desejavam, entre outros problemas.

Depois de escolhida a agência, estude bastante o destino. Eu assisti a vários vídeos sobre a Cidade do Cabo, sobre a escola que havia escolhido, meios de transporte, custo de vida e li bastante sobre os hábitos dos moradores, peculiaridades, histórias… Bem, a África do Sul é muito rica. Há muito o que aprender com o povo e com seu passado recente de segregação, mas este será tema de outro post.

Daí você pode estar se perguntando: Nossa, mas fazer intercâmbio com 39 anos? Não está velha? Não ficou com medo de deixar o marido sozinho? E a minha resposta para tantas “dúvidas” é NÃO!!!

lalPrimeiro que não acredito em limite de idade para estudar o que quer que seja. Na minha turma havia gente de todos os países e idades. Havia um francês que largou o emprego e mudou com esposa e três filhos para a Cidade do Cabo. Decidiram estudar inglês e ele devia ter quase 50. Havia também uma angola de mais de 40, que também mudou com os filhos, um brasileiro de 40 e poucos. Como podem observar, o limite está na cabeça de cada um.

E também não fiquei com medo de ficar longe do Wellington. Ele é bem grandinho e não requer maiores cuidados rs. Sabe comer, se vestir, tomar banho.. tudo sozinho rs. E, de verdade, ficar ou não no Brasil, de ‘olho nele’ não iria impedir que ele fizesse o que bem tivesse vontade. Quem trai, o faz em qualquer lugar, não é mesmo. E sob qualquer vigilância.

Mas, voltando aos preparativos da viagem. Depois de escolhida a cidade, ter estudado sobre o destino, a escola…. chegou a hora de escolher a acomodação. Eu tinha a opção de ficar na própria escola ou em casa de família, mas decidi alugar um quarto no AirBnB. Nunca havia me hospedado pelo site, mas sempre ouvi dizer que era uma boa opção. Pesquisei sobre alguns locais próximos à escola e fiz a melhor escolha possível. Fiquei na casa de uma sul africana, solteira, de 35 anos, e que é uma pessoa incrível: Maria.

A casa era muiiito bem localizada: a 200 metros da praia e a 500 metros da escola. Era charmosa, limpa, com uma cama confortável e, claro, uma poodle fofa que me fazia companhia sempre que possível, a Zoey.

Além da comodidade, privacidade,…. ficar na casa da Maria acabou se mostrando a melhor escolha porque eu pude conversar muiiito com ela. E sobre tudo. Aprendi bastante sobre a cidade, o sistema educacional, a economia, a atual situação política e, claro, sobre homens. Acabei fazendo uma amiga e isso não tem preço, não é. Passeamos,  bebemos vinho, assistimos a filmes juntas. Foi perfeito.

Outro importante ponto a destacar nesta fase de preparativos é a burocracia. Achei que meu passaporte estava Ok e paguei a viagem toda. Daí… percebi que o mesmo estava vencido e foi aquela aventura. Mas consegui urgência, visto que eu iria viajar em 20 dias, e meu novo passaporte ficou pronto em uma semana.

O bom da África do Sul é que, se você vai ficar menos de três meses, não precisa de visto. De resto, só mesmo vacina para a febre amarela, que eu já havia tomado, e o seguro de viagem. Como podem perceber, não há nenhuma grande burocracia. Escolher a África do Sul é bem prático. Vale ressaltar que, como eles foram colonizados por ingleses, o sotaque britânico é um plus a mais, rs, é lindo e charmoso.

Foi uma experiência incrível e, ao final, eu já estava lamentando não poder ficar mais tempo. Infelizmente, se ficasse mais de um mês, eu iria reprovar em algumas matérias na pós-graduação que estou fazendo na USP e esta não era uma opção.

Bem, sobre a preparação da viagem, é isso. Contarei em outros posts sobre a chegada à cidade, as primeiras descobertas, o curso e o que há de legal para fazer em Cape Town. Inté.

 

 

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