10 anos deste blog!!!

velas-dez-anosE hoje me dei conta que este blog completa 10 anos em agosto. Isso mesmo, 10 anos. Caramba, há quanto tempo escrevo nesta plataforma (não vou citar o Reflexões Victais para não me sentir tão velha). E, olha, com tanta correria do trabalho, horas e horas no trânsito, saber que ainda tenho este lugar é reconfortante.

Aqui fiz grandes amigos, pessoas que trouxe para o mundo real, que se abriram comigo, com as quais me senti livre para falar meus maiores medos. Também criei alguns desafetos, é verdade, mas eles são a minoria. Tantas e tantas histórias passaram por aqui. Até amigos eu aproximei e casei via blog (já separaram, mas faz parte né).

Há alguns meses um destes leitores veio cobrar mais posts e mais histórias engraçadas. Gente, não tenho mais 30 anos. To batendo na casa dos 40, amigos casados, eu mesma casada… a vida não tem tantos causos estranhos. Sem contar que eu também não sou mais aquela menina, né? Tudo muda. E ainda bem.

Como adoro uma festa, já pensei em organizar uma no próximo fim de semana, quando estarei no Rio. Que tal? 10 anos não são 10 dias né. Bora comemorar!!

Dias dos Pais: principal data do varejo no triemestre.

Mais um dado bacana no Insight do Google. Eles fizeram um estudo mostrando o interesse de pesquisa e, consequentemente, de compras a respeito do Dia dos Pais. A expectativa é  que faturamento com a data alcance R$ 2 bilhões. Se você ainda não fechou sua campanha ou vai fazer aqueles últimos ajustes para aproveitar a reta final,corre que ainda dá tempo. Está na dúvida? Então, veja os dados:

pais

 Principal data do varejo para o terceiro trimestre, o Dia dos Pais vem ganhando relevância quando comparada às outras datas sazonais. O faturamento do varejo para a data e a sua representatividade no calendário anual do e-commerce cresceram 12% em 2016, com um ticket médio de R$ 441.

 Se em 2015 apenas 53% do público pretendia pesquisar antes de comprar os presentes de Dia dos Pais, em 2016 esse número deu um salto para 81%, provando que o consumidor está cada vez mais atento a como gasta seu dinheiro.

 Sites de buscas, comparadores de preço e sites de avaliação foram o destino favorito na hora de fazer essa pesquisa, seguidos das lojas online. Aproximadamente 67% dos pedidos se concentram em cinco categorias: moda e acessórios, livros, telefonia, eletrodomésticos e perfumes e cosméticos.

As projeções mostram que 20 milhões de brasileiros devem comprar presentes até o dia 13 de agosto e as mulheres entre 20 e 34 anos são o público com maior afinidade com a data. Destes, 16 milhões são internautas e 6 milhões são e-shoppers.

Dados do Google mostram que, embora o interesse pelo Dia dos Pais comece a aparecer por volta da segunda semana de julho, é na semana anterior à comemoração que as buscas disparam. Então, como falei lá em cima, corre. Ainda dá tempo de bolar uma campanha bacana e aumentar suas vendas!

O poder dos cachos: uma revolução

cachos

Para quem não conhece, o Google BrandLab é um programa focado em acelerar a estratégia digital de parceiros. No fim de 2016, o Google lançou este laboratório em  São Paulo e seus especialistas começaram a fazer uma imersão profunda em algumas marcas marcas.

Este mês o Google decidiu dividir com a gente, público, alguns dos grandes insights e o mais recente deles é sobre cachos. O laboratório notou um aumento de 309% no interesse por cabelos afros e, pela primeira vez, o interesse por cabelos cacheados superou o por cabelos lisos nas buscas do Google.

Sem dúvida esta é uma tendência fruto da luta de muitas mulheres que, nos últimos anos, têm valorizado mais sua beleza natural e buscado o fortalecimento da identidade negra.

 A ditadura do alisamento está em queda. As pesquisas do Google Trens mostraram que a busca por “transição capilar” cresceram 55% nos últimos 2 anos. Você que trabalha com beleza está preparado para esta revolução?

 Os dados do buscador mostraram que 3 em cada 5 mulheres cacheadas usam o YouTube para aprender a cuidar dos cabelos e 50% das buscas no YouTube são relacionadas a cabelo!!

Cape Town – a cidade: primeiras impressões

capetownAs aulas só começariam na segunda, mas cheguei na sexta-feira. E foi uma decisão muito acertada. A Maria, que me hospedou, me buscou no aeroporto e já na viagem até a casa dela pude perceber o quão acertada foi a minha escolha. Cape Town é uma cidade incrível: linda, organizada e limpa! E cheia de flores exóticas e muito bonitas. Parece bastante com o Rio de Janeiro, mas só no quesito linda rs.

Imprensada entre a montanha, a famosa Table Moutain, e o mar, a cidade tem um visual único. É colorida, alegre, divertida. Todos nas ruas parecem estar felizes, muita gente se exercita ao ar livre. Não faltam bares e restaurantes charmosos ao longo da orla. As ruas são extremamente limpas e as pessoas são cordeais.

E venta!! Como venta! Ao menos na primavera. A Maria disse que no verão o vento para de soprar, o que deve ser ótimo.Por volta do meio dia a temperatura beirava os 30 graus, mas à noite…. aí era complicado. Ao menos pra mim, carioca. Fazia frio e a situação ficava ainda pior com tanto vento. Mas, ok, tudo suportável.

A primeira coisa que fiz ao chegar na casa da Maria foi pedir para ir ao supermercado. E assim me encaminhei ao Woolworth mais próximo para comprar coisas básicas, alguma comida, sabonete… essas coisinhas. A Maria me deixou lá de carro, mas voltei a pé para casa.  Depois do banho e de um lanche rápido, de volta para a rua.

waterfrontFui caminhando de Sea Point, bairro onde me hospedei, até o Waterfront, um shopping com lojas incríveis, cinema, restaurantes, bares, docas… enfim, um lugar lindo que reúne de tudo um pouco.Essa roda gigante aí ao lado fica lá também.

A paisagem é encantadora e há sempre músicos e artistas de rua fazendo algum tipo de performance. Há também um mercadinho de comidinhas huuummm (Food Market), bem especial. Minha vontade era comer lá todos os dias, mas iria engordar horrores se o fizesse. A foto está aí embaixo. Não vou dar nenhum clique nas comidas porque é bem capaz de a gente engordar apenas olhando para a foto rs.

food-marketO artesanato local vendido no Waterfront, sobretudo no Water Shed, é encantador. E, de novo, a vontade que eu tinha era de comprar tudo. Mas o objetivo da viagem não era turismo/compras… então esse instinto gastador ficou de lado. Sério, comprei o básico do básico. Vale ressaltar que, apesar de o real valer quase quatro vezes mais que o Rand, moeda local, o preço dos produtos é equivalente. Tirando a comida em restaurantes, que é mesmo muito mais barata que no Brasil, o resto dá na mesma.

bancoNo dia seguinte decidi percorrer o centro da cidade e descobri que eles oferecem três diferentes tipos de Walking Tour. E todos gratuitos!! O primeiro que fiz foi o Historic Tour, que passa nos principais pontos da cidade como o Slave Museum, onde eram negociados os escravos, o Botanical Gardens, o parlamento e, pasmem, até por um pedaço do Muro de Berlim. Isso mesmo, quando foi presidente, Mandela trouxe de uma viagem à Alemanha, um pedaço do muro e o fincou no Centro da cidade para que todos lembrem sempre do que a intolerância é capaz de fazer.

Este tour histórico também nos leva a locais onde ainda há bancos da época do apartheid. Bancos onde só brancos podiam sentar e outros especiais para os não brancos. Muito doido tudo isso. E imaginar que o apartheid só acabou em  1994. Na verdade, ele nem deveria ter existido. Por ser muito recente, a segregação é ainda muito visível no país.

cityhallOutro ponto alto do tour é que o guia nos leva para o City Hall (da foto ao lado), local onde Mandela fez seu primeiro discurso como presidente. E é muito interessante ouvir da boca de uma pessoa que estava lá, naquela praça lotada, totalmente espremido, sobre a emoção de ver/ouvir Mandela falar como presidente. Deve ter sido mesmo muito incrível.

O segundo dos Free Walking Tour que fiz foi o  Bo-Kaap tour, que nos leva para o bairro das muitas casinhas coloridas. A história deste tour é incrível e o fiz duas vezes. Bo-Kaap é conhecido como o bairro malaio e é também o local onde foi construída a primeira mesquita do país e que reúne o maior número de muçulmanos.

bokaap2O motivo de as casas terem recebido cores tão vibrantes? Bem, não se sabe ao certo como começou. Mas contaram no tour que teria começado com uma senhora que não sabia ler e escrever e decidiu pintar a casa com uma cor bem chamativa para que pudessem lhe entregar as contas. Outro guia me disse que um médico queria diferenciar sua casa das outras, já que a arquitetura é beeemm semelhante, e teria tacado um vermelho na fachada.

bokaap3Na época da escravidão, o bairro foi declarado como sendo exclusivamente para moradia dos escravos. E escravos vindos de outros países da África, Índia, Malásia e Indonésia… fixaram moradia por ali.

O terceiro tour gratuito que fiz foi no District 6, mas este merece um post exclusivo. A história deste bairro é pesada e merece ser lembrada para que nunca mais aconteça. Fica aqui, então, a dica para que façam esses passeios gratuitos. E façam logo que chegarem à cidade. Dá para ter uma ideia de como se posicionar no centro da cidade e saber um pouco mais sobre a cultura e história local.

Confesso que fiquei surpresa com o desinteresse de alguns alunos em fazer este tipo de passeio. Insisti com alguns e os convenci a tentar. E eles adoraram. É mesmo um must do. Espero que, se um dia puder ir à Cape Town, caro leitor, faça estes três passeios. A satisfação é garantida.

 

Cape Town – preparativos para a viagem

muisenbergO último setembro foi diferente de todos os outros. Claro, completei 39 anos, mas a diferença não residiu no meu envelhecimento, mas em uma série de eventos. O primeiro deles, a mudança de apartamento. Foi cansativo, mas é muito bom poder morar em um espaço maior. Foi também o mês em que acabou meu contrato temporário no G1 e, aí sim, começou a aventura.

Antes de começar a procurar outro emprego, Wellington e eu decidimos que era chegada a hora de tirar da gaveta um antigo sonho: fazer um intercâmbio. E assim foi. No começo do ano eu já havia pesquisado a respeito e, por questões financeiras, havia optado por dois lugares: Malta ou Cape Town. Se fosse viajar, seria para um destes lugares. Mas, quando setembro chegou, não tivemos dúvida e fechamos com a África do Sul mesmo.

E foi incrível. Foi melhor do que eu poderia imaginar. E por uma série de fatores. Mas, vamos começar do básico. Caso você, leitor, queira um dia fazer um intercâmbio, recomendo que busque a ajuda de uma agência de INTERCÂMBIO. Parece besteira falar isso, mas conheci algumas pessoas que fecharam os cursos com agências de viagens e… deu ruim. Elas perderam dinheiro, não conseguiram visto para o país que desejavam, entre outros problemas.

Depois de escolhida a agência, estude bastante o destino. Eu assisti a vários vídeos sobre a Cidade do Cabo, sobre a escola que havia escolhido, meios de transporte, custo de vida e li bastante sobre os hábitos dos moradores, peculiaridades, histórias… Bem, a África do Sul é muito rica. Há muito o que aprender com o povo e com seu passado recente de segregação, mas este será tema de outro post.

Daí você pode estar se perguntando: Nossa, mas fazer intercâmbio com 39 anos? Não está velha? Não ficou com medo de deixar o marido sozinho? E a minha resposta para tantas “dúvidas” é NÃO!!!

lalPrimeiro que não acredito em limite de idade para estudar o que quer que seja. Na minha turma havia gente de todos os países e idades. Havia um francês que largou o emprego e mudou com esposa e três filhos para a Cidade do Cabo. Decidiram estudar inglês e ele devia ter quase 50. Havia também uma angola de mais de 40, que também mudou com os filhos, um brasileiro de 40 e poucos. Como podem observar, o limite está na cabeça de cada um.

E também não fiquei com medo de ficar longe do Wellington. Ele é bem grandinho e não requer maiores cuidados rs. Sabe comer, se vestir, tomar banho.. tudo sozinho rs. E, de verdade, ficar ou não no Brasil, de ‘olho nele’ não iria impedir que ele fizesse o que bem tivesse vontade. Quem trai, o faz em qualquer lugar, não é mesmo. E sob qualquer vigilância.

Mas, voltando aos preparativos da viagem. Depois de escolhida a cidade, ter estudado sobre o destino, a escola…. chegou a hora de escolher a acomodação. Eu tinha a opção de ficar na própria escola ou em casa de família, mas decidi alugar um quarto no AirBnB. Nunca havia me hospedado pelo site, mas sempre ouvi dizer que era uma boa opção. Pesquisei sobre alguns locais próximos à escola e fiz a melhor escolha possível. Fiquei na casa de uma sul africana, solteira, de 35 anos, e que é uma pessoa incrível: Maria.

A casa era muiiito bem localizada: a 200 metros da praia e a 500 metros da escola. Era charmosa, limpa, com uma cama confortável e, claro, uma poodle fofa que me fazia companhia sempre que possível, a Zoey.

Além da comodidade, privacidade,…. ficar na casa da Maria acabou se mostrando a melhor escolha porque eu pude conversar muiiito com ela. E sobre tudo. Aprendi bastante sobre a cidade, o sistema educacional, a economia, a atual situação política e, claro, sobre homens. Acabei fazendo uma amiga e isso não tem preço, não é. Passeamos,  bebemos vinho, assistimos a filmes juntas. Foi perfeito.

Outro importante ponto a destacar nesta fase de preparativos é a burocracia. Achei que meu passaporte estava Ok e paguei a viagem toda. Daí… percebi que o mesmo estava vencido e foi aquela aventura. Mas consegui urgência, visto que eu iria viajar em 20 dias, e meu novo passaporte ficou pronto em uma semana.

O bom da África do Sul é que, se você vai ficar menos de três meses, não precisa de visto. De resto, só mesmo vacina para a febre amarela, que eu já havia tomado, e o seguro de viagem. Como podem perceber, não há nenhuma grande burocracia. Escolher a África do Sul é bem prático. Vale ressaltar que, como eles foram colonizados por ingleses, o sotaque britânico é um plus a mais, rs, é lindo e charmoso.

Foi uma experiência incrível e, ao final, eu já estava lamentando não poder ficar mais tempo. Infelizmente, se ficasse mais de um mês, eu iria reprovar em algumas matérias na pós-graduação que estou fazendo na USP e esta não era uma opção.

Bem, sobre a preparação da viagem, é isso. Contarei em outros posts sobre a chegada à cidade, as primeiras descobertas, o curso e o que há de legal para fazer em Cape Town. Inté.

 

 

O inesperado

O inesperado

IMG_5384(1)A vida é sempre uma surpresa. A cada dia, quando abrimos os olhos, temos que sair da cama preparados para tudo, definitivamente tudo: do pedido de casamento à morte de alguém querido. De um resultado de exame à demissão. De uma batida de carro ao encontro de um envelope de dinheiro no chão. Qualquer coisa pode acontece. Boas e ruins.

Hoje está sendo um dia curioso. Um mix de emoções. Que coisa doida. Só tenho a agradecer por estar viva.  Um colega de trabalho foi demitido e fiquei pensando: certamente ele não esperava, sem dúvida deveria alguns planos, talvez umas dívidas. Já passei por isso e conheço alguns jornalistas que, recentemente, também perderam seus empregos. É desolador.

Por isso deixo aqui registrado meu apoio e solidariedade a todos que estão tendo que se reinventar, e não são poucos. Espero que todos consigam  reassumir as rédeas de suas vidas, sempre de cabeça erguida, e dar a volta por cima. Sim, se tem algo que aprendi nessa vida é que não há nada como um dia após o outro. Então, vida que segue.

Por que escolhi a imagem de uma densa Mata Atlântica para ilustrar o post? Por que ali dentro ocorre um pouco de tudo: vida, luta, morte.

Para onde estamos indo?????

Para onde estamos indo?????

caminhos

O sentimento é o mais estranho possível.Revolta? Não. Decepção? Também não. É uma tristeza mesmo, uma melancolia, um sentimento de vazio. É assim que costumo me sentir todas as vezes que aposto em algo errado ou em alguém que eu prezava muito e que dá uma bela pisada na bola comigo. E, pode acreditar, não foram poucas as vezes em que isso aconteceu. Inclusive na família. E continua acontecendo. A impressão que tenho é que não há antídoto para este problema, não há defesa. Nem mesmo o tempo nos dá jogo de cintura para lidar com algumas situações.

Acho também que sou um pouco mestre na arte de escolher caminhos errados. Sim, há de ter alguma explicação plausível para tanto. Qual? Ainda não sei. Talvez descubra algo daqui a alguns anos.

A única certeza que tenho hoje é das coisas que realmente quero e do que é importante para mim. Sim, isso já é bastante, estou no caminho certo. O que preciso fazer? Arregaçar as mangas, fazer uma bela faxina em minha vida. É certo que já comecei este caminho. Longo, diga-se de passagem, mas um caminho extremamente necessário.

Daí você, que me lê com carinho, deve estar se perguntando: “Mas de que diabos a Renata está falando?” Quer mesmo saber? Bem, pouco importa. Motivos não me faltam, acredite. E você, leitor, também já deve ter passado por situações semelhantes, ter sentido o mesmo.

Sabe quando a gente é alvejado por tiro de todos os lados. Por isso, fica aqui apenas um momento de reflexão de que precisamos, cada vez mais, valorizar as pessoas que realmente nos amam. E falo aqui daquele amor incondicional. Do amor de quem nos respeita e nos admira pelo que a gente é e não pelo que tem ou pelo que aparenta ser. Eu aparento ser um tanto de coisas, eu sei, mas estou longe, bem longe, de ser o que a maioria pensa de mim.

Certamente passo mensagens erradas. Grande falha que tenho tentado corrigir (vai aparecer meia dúzia de amigas dizendo que estou fazendo uma avaliação errada sobre a minha pessoa, mas acho que estou sendo realista mesmo). É muito complicado, beirando os 39 anos de vida, ter que reaprender a ser gente, a falar, se posicionar, a agir e reagir a determinadas situações. Que impotência!! Que coisa estranha!!

Que mundo extremamente caótico e bipolar este em que vivemos. Cada vez mais pessoas matam por religião e até mesmo por um pretenso amor. Onde já seu viu… matar por amor?? Pois é, mas acontece. E há quem morra (se mate) pelo mesmo motivo. Não entendo, definitivamente, eu não entendo.

Há quem diga que o problema é a falta de religião. Mas essa é uma desculpa que não me desce, fica aqui, entalado na garganta mesmo. Vejo tantos pregadores por aí cometendo os maiores pecados, até mesmo sobre a vida. Está tudo fora da ordem.

Tenho muitos amigos perdidos também, que não gostam mais de seus trabalhos, de suas famílias, que pensam em mudar completamente o que fazem, alguns até já trilharam este caminho. Mas os problemas não são apenas de ordem financeira, de trabalho…

São crises existenciais. Vejo gente que não sabe para onde ir, olhar, não tem ideia do que fazer. Neste sentido, me sinto até privilegiada. Sei que estou no meio do tiroteio, mas sei de quem (e do que devo) me proteger.

Espero achar uma solução para meus problemas e espero que meus amigos também encontrem seus caminhos. Até porque, na maioria das vezes, a gente não sabe mesmo para onde está indo. Vamos, ao menos, curtir a viagem.