Para onde estamos indo?????

Para onde estamos indo?????

caminhos

O sentimento é o mais estranho possível.Revolta? Não. Decepção? Também não. É uma tristeza mesmo, uma melancolia, um sentimento de vazio. É assim que costumo me sentir todas as vezes que aposto em algo errado ou em alguém que eu prezava muito e que dá uma bela pisada na bola comigo. E, pode acreditar, não foram poucas as vezes em que isso aconteceu. Inclusive na família. E continua acontecendo. A impressão que tenho é que não há antídoto para este problema, não há defesa. Nem mesmo o tempo nos dá jogo de cintura para lidar com algumas situações.

Acho também que sou um pouco mestre na arte de escolher caminhos errados. Sim, há de ter alguma explicação plausível para tanto. Qual? Ainda não sei. Talvez descubra algo daqui a alguns anos.

A única certeza que tenho hoje é das coisas que realmente quero e do que é importante para mim. Sim, isso já é bastante, estou no caminho certo. O que preciso fazer? Arregaçar as mangas, fazer uma bela faxina em minha vida. É certo que já comecei este caminho. Longo, diga-se de passagem, mas um caminho extremamente necessário.

Daí você, que me lê com carinho, deve estar se perguntando: “Mas de que diabos a Renata está falando?” Quer mesmo saber? Bem, pouco importa. Motivos não me faltam, acredite. E você, leitor, também já deve ter passado por situações semelhantes, ter sentido o mesmo.

Sabe quando a gente é alvejado por tiro de todos os lados. Por isso, fica aqui apenas um momento de reflexão de que precisamos, cada vez mais, valorizar as pessoas que realmente nos amam. E falo aqui daquele amor incondicional. Do amor de quem nos respeita e nos admira pelo que a gente é e não pelo que tem ou pelo que aparenta ser. Eu aparento ser um tanto de coisas, eu sei, mas estou longe, bem longe, de ser o que a maioria pensa de mim.

Certamente passo mensagens erradas. Grande falha que tenho tentado corrigir (vai aparecer meia dúzia de amigas dizendo que estou fazendo uma avaliação errada sobre a minha pessoa, mas acho que estou sendo realista mesmo). É muito complicado, beirando os 39 anos de vida, ter que reaprender a ser gente, a falar, se posicionar, a agir e reagir a determinadas situações. Que impotência!! Que coisa estranha!!

Que mundo extremamente caótico e bipolar este em que vivemos. Cada vez mais pessoas matam por religião e até mesmo por um pretenso amor. Onde já seu viu… matar por amor?? Pois é, mas acontece. E há quem morra (se mate) pelo mesmo motivo. Não entendo, definitivamente, eu não entendo.

Há quem diga que o problema é a falta de religião. Mas essa é uma desculpa que não me desce, fica aqui, entalado na garganta mesmo. Vejo tantos pregadores por aí cometendo os maiores pecados, até mesmo sobre a vida. Está tudo fora da ordem.

Tenho muitos amigos perdidos também, que não gostam mais de seus trabalhos, de suas famílias, que pensam em mudar completamente o que fazem, alguns até já trilharam este caminho. Mas os problemas não são apenas de ordem financeira, de trabalho…

São crises existenciais. Vejo gente que não sabe para onde ir, olhar, não tem ideia do que fazer. Neste sentido, me sinto até privilegiada. Sei que estou no meio do tiroteio, mas sei de quem (e do que devo) me proteger.

Espero achar uma solução para meus problemas e espero que meus amigos também encontrem seus caminhos. Até porque, na maioria das vezes, a gente não sabe mesmo para onde está indo. Vamos, ao menos, curtir a viagem.

Feliz Ano Novo!!

Feliz Ano Novo!!

Feliz Ano Novo, cambada! Isso mesmo, o ano começou. E não apenas porque acabou o carnaval, mas os sábios chineses comemoram a chegada do ano novo lunar e o ano do macaco. O que isso significa ? Bem, para você, eu não sei, mas li bastante a respeito daquele que será o meu ano do macaco. Te contar que fiquei bem animada. Viva o ano do macaco!!!

Aliás, aproveitando a energia do ano novo, de novo, porque não pararmos para refletir um pouco sobre o que temos feito da nossa vida? Este carnaval foi frenético, não pela quantidade de blocos e folia a que fui, mas pelo tanto de informação que recebi. Soube de alguns babados, como diria o Ego, e fiquei de queixo caído. Não pelos babados, mas pelas reações das pessoas aos acontecimentos.

Juro que, por mais que tente, não consigo entender pessoas que semeiam a discórdia e esperam colher flores. Queridos, no máximo os espinhos. Depois, assisto a diversas publicações de lamentos nas redes sociais, sobretudo no Facebook. O que esse povo espera? Falam mal dos outros, fazem e acontecem, e, depois, quando os amigos viram as costas, decidem posar de santo na internet? De vítima? Gente, é hora de agir como maior de idade e assumir as atitudes que tem. Ninguém é idiota por muito tempo.

Falou mal dos outros? Ajudou a encobrir traições? Traiu? Agora, aguenta. Não adianta bancar o santo (a). É o que sempre digo, pode demorar, mais as máscaras sempre caem. A verdade aparece. Também não adianta colocar foto feliz na internet se a vida é uma bosta. Propaganda enganosa, uma hora, acaba por ser descoberta. Família margarina? Até quando? Feliz a todo segundo? Jura? #acordapravida.

Se estou dando o recado para alguém específico? Não. É pra uma galera mesmo, para o coletivo, porque a quantidade de sacanagem que tenho visto é tamanha, não dá para personificar em uma única pessoa. Reclama-se muito dos políticos, disso, daquilo, mas olhar para o próprio umbigo, cuidar da própria vida é diferente né, é dolorido, não é para todos, mas deveria.

Sim, você, cativo leitor, quer saber sobre o que exatamente estou falando, mas, por envolver menores de idade, me reservo o direito a não entrar em detalhes. Sem dúvida, os envolvidos, caso leiam este blog, irão se identificar.  Que o ano do macaco e esta energia de recomeço que paira no ar possam fazer com que as pessoas reflitam um pouco sobre o que ganham/perdem quando fazem mal aos outros. Na minha modesta opinião, não vale a pena. Não dá para ser feliz em cima da tristeza alheia, este é o tipo de felicidade que nunca quis, que nunca me interessou.

Não gosto de gente vazia, de gente que curte colocar lenha no fogo alheio. Cuidem das suas vidas. Se quiserem cuidar da minha ou de qualquer outro, agradeço,mas façam isso cuidando do nosso planeta. Cuidem dos bens comuns a todos e não da vida de A, B ou C. Olhem para dentro e façam algo pela coletividade. Sejam felizes. É de graça, não custa nada. Tentem! Feliz Ano Novo!

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Feliz Aniversário, Lilica

Feliz Aniversário, Lilica

Hoje é também um dia especial porque é aniversário de uma das minhas melhores e mais antigas amigas, a Liliane. São mais de 25 anos de amizade, lealdade, parceria, risadas, lágrimas e companheirismo.

Durante todo estes anos, muitas foram as viagens, papos, dificuldades. E, mesmo sem estar ao lado dela todos os dias, sei que a Lilica é o tipo de amiga que terei por toda a vida e com quem poderei contar sempre. E a recíproca é mais que verdadeira.

Então, registro aqui, meus mais sinceros votos de felicidades para esta amiga. Que 2016 seja um ano mágico para ela. Será!!!

bolo

As amizades e o caminho

As amizades e o caminho

sementeUma coisa é certa: NÃO VIVO SEM AMIGOS. Sim, tem gente que consegue, mas fico arrepiada só de pensar nesta possibilidade. Talvez a parte mais complicada da minha mudança foi ter deixado amigos e parentes (os que considero amigos, claro) para trás. Tá, ok, vão dizer que não deixei ninguém para trás e que estou sempre em contato com eles via whats app, facebook, twitter, telefone … MAS NÃO É A MESMA COISA. Também não vale dizer que tenho o Wellington. Por mais que ele seja maravilhoso e esteja sempre presente para ouvir minhas histórias, NÃO É A MESMA COISA.

Amigo bom aquele que está ali, ao seu lado, olhando nos seus olhos enquanto você conta os maiores absurdos ou desgraças. É o que te abraça de verdade, sabe. Que te dá esporro. Que conta um segredo super cabeludo. Aquele com quem se pode falar ao pé do ouvido. E é com dó no coração que confesso não ter fiz nenhum destes aqui pela banda de SP. Melhor, fiz, mas a pessoa se mudou pra Suíça. Assim fica difícil, né Karen rs

Não to dizendo que joguei fora meus amigos. NUNCA. Tenho poucos e bons amigos de verdade e os levarei para a vida. Mas sinto falta deles. Queria um clone de cada um aqui em Campinas. Como a tecnologia ainda não permite abraços virtuais que, de fato, sejam reconfortantes, estou na missão “fazer amigos”. Diria que tenho alguns resultados positivos e que, se tudo continuar da forma que está, terei em breve muitos bons amigos.

Um desafio, eu sei, mas gosto de aventuras. Se fosse mais nova, certamente já teria um milhão de novos amigos. Mas, sabem como é, a idade nos deixa com o pé atrás. A gente ouve uma história, conta uma coisa aqui, outra acolá e vai caminhando, meio que patinando, neste novo terreno.  Se tem uma coisa que aprendi nos meus 37 anos foi ter paciência para esperar a nova safra. Já plantei as sementes. Resta esperar.

A vida em São Paulo e a saudade do Rio de Janeiro

A vida em São Paulo e a saudade do Rio de Janeiro

Mudei há 7 meses. Não parece, eu sei. A sensação é a de que cheguei ontem aqui em São Paulo. Não que sete meses não seja muito tempo. É sim tempo suficiente, mas a cidade é tão grande, empolgante e tem tanto a oferecer que sinto como se não conhecesse nem 1%. Tenho a sensação de que estou sempre perdendo algo, sempre por fora do melhor bar, restaurante, balada, show. ÉTUDOAOMESMOTEMPOAGORA!!! Paranóia total… deve ser o trânsito ou a poluição.Sei lá.

Talvez essa sensação se acentue porque também vivo em Campinas. Ou seja, tenho duas grandes cidades a conhecer, lembrar as ruas, descobrir melhores caminhos para fugir do trânsito, atalhos e, claro, fazer amigos. Aliás, fazer amigos é algo bem difícil em Sampa ou mesmo em Campinas. Não vejo por aqui aquela descontração do amigo do amigo do amigo que acabou de te conhecer e logo te chama para tomar um chope em qualquer esquina do Rio de Janeiro. Não que não tenha feito amizades, mas é bem diferente. Sempre ouvi falar que seria assim, mas vivenciar é mesmo uma experiência pessoal e intransferível. Não estou dizendo que é uma experiência ruim, mas é bem diferente.

Do que sinto falta? Do Rio, claro, de sua paisagem, da praia, das montanhas, do clima, dos amigos verdadeiros e, sem a menor dúvida, da minha família. Por mais que a gente reclame de ter que ir na casa da mãe ou da sogra aos finais de semana, é morando longe que a gente sente falta desses momentos. Tá certo, existem milhões meios de comunicação hoje em dia e o Whats App é um dos meus maiores aliado, mas não é a mesma coisa. Por mais que tenhamos à nossa disposição ícones e emoticons variados, não dá pra sentir cheiro, abraçar ou expressar devidamente aquela emoção sentida.

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Morar longe significa ainda perder boa parte das conquistas e alegrias dos parentes, não acompanhar o crescimento da sobrinha, não ajudá-la com o dever de casa, com as provas do semestre, não presenciar os ataques de histeria deste ou daquele familiar. Acredite, até mesmo dos ataques de histeria a gente sente falta. Morar longe dá um novo sentido à palavra saudade. E olha que eu pensei entender de saudades, afinal o Wellington passou um ano na Austrália.

Mas e o lado bom de estar longe do Rio? Existe? Sim! O único lado realmente bom é poder voltar. Não que a vida aqui não seja boa em Campinas/São Paulo, pelo contrário. E estou amando cada segundo e curtindo a experiência. Mas, sim, os poucos dias que passo em casa, no Rio, são mágicos. A gente quase nunca briga com os parentes, é tudo lindo, festivo, bonito. A cidade meio que nos abraça.

Por mais dias que possa ter de folga, eles sempre são insuficientes para matar a saudade de todos, para ir a todos os lugares, revisitar os cantinhos mais queridos … Bem, vou parar o texto por aqui, to ficando sentimental demais. O importante é pensar que o Natal está chegando e, em breve, estarei na minha cidade maravilhosa e cercada de gente especial. Que venha 2015!!!

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Amo minhas amigas

Na linha de deixar claro meus sentimentos por todos com quem me importo, deixo aqui registrado minha profunda admiração pelas minhas amigas de todas as horas. As que vejo sempre, as que não encontro nunca. Amigas que estão ali, sempre a postos. As do chat diário e as que vejo/falo raramente. Obrigada por fazerem parte da minha vida, por dividirem seus problemas comigo e ouvirem os meus. Obrigada pelos conselhos e até mesmo pelas brigas.  Obrigada pela mãozinha nas horas de desespero e também pelos muitos momentos de diversão.

Outro dia recebi um email de uma dessas amigas com várias fotos minhas. Fotos, claro, que eu nem lembrava da existência. Fotos do passado, fotos de diversos momentos da minha vida. E o que elas tinham em comum? A presença de amigos.  Claro que a gente encontra muita tralha pelo meio do caminho, mas faz parte. É preciso aprender a separar o joio do trigo, saber em quem podemos mesmo confiar, a quem acatar os conselhos. Quem de fato quer o nosso bem? parece uma pergunta simples, mas a resposta nem sempre é tão transparente.  Como saber quem presta? Siga seu coração. No fundo, a gente sempre sabe.

 

Sobrevivi

Caros amigos, sobrevivi aos festejos dos meus 35 anos. Na verdade, hoje recebi um email com as fotos dos 30 anos da amiga Luana e percebi, na verdade, que eu tenho de agradecer por ter sobrevivido à festa dela. Jesus Maria do Céu. Depois de ter vistos minhas fotos na festa sou super solidária à Lindsay Lohan, Britney Spears e Paris Hilton. Não se pode mais tomar um pilequinho em paz. Milhares de flashes registraram momentos que, sinceramente, não fossem as fotos, eu teria dito que não tinha feito ahahahah Trash total e 100% divertido.

Mas, voltando aos meus 35 anos. Foi muito bom comemorar ao lado de parentes e amigos queridos. Me diverti bastante e senti falta de apenas uma pessoa: meu namorado. Mas, tudo bem, daqui a uns dias embarco para a Austrália e resgato o moço.