Para onde estamos indo?????

caminhos

O sentimento é o mais estranho possível.Revolta? Não. Decepção? Também não. É uma tristeza mesmo, uma melancolia, um sentimento de vazio. É assim que costumo me sentir todas as vezes que aposto em algo errado ou em alguém que eu prezava muito e que dá uma bela pisada na bola comigo. E, pode acreditar, não foram poucas as vezes em que isso aconteceu. Inclusive na família. E continua acontecendo. A impressão que tenho é que não há antídoto para este problema, não há defesa. Nem mesmo o tempo nos dá jogo de cintura para lidar com algumas situações.

Acho também que sou um pouco mestre na arte de escolher caminhos errados. Sim, há de ter alguma explicação plausível para tanto. Qual? Ainda não sei. Talvez descubra algo daqui a alguns anos.

A única certeza que tenho hoje é das coisas que realmente quero e do que é importante para mim. Sim, isso já é bastante, estou no caminho certo. O que preciso fazer? Arregaçar as mangas, fazer uma bela faxina em minha vida. É certo que já comecei este caminho. Longo, diga-se de passagem, mas um caminho extremamente necessário.

Daí você, que me lê com carinho, deve estar se perguntando: “Mas de que diabos a Renata está falando?” Quer mesmo saber? Bem, pouco importa. Motivos não me faltam, acredite. E você, leitor, também já deve ter passado por situações semelhantes, ter sentido o mesmo.

Sabe quando a gente é alvejado por tiro de todos os lados. Por isso, fica aqui apenas um momento de reflexão de que precisamos, cada vez mais, valorizar as pessoas que realmente nos amam. E falo aqui daquele amor incondicional. Do amor de quem nos respeita e nos admira pelo que a gente é e não pelo que tem ou pelo que aparenta ser. Eu aparento ser um tanto de coisas, eu sei, mas estou longe, bem longe, de ser o que a maioria pensa de mim.

Certamente passo mensagens erradas. Grande falha que tenho tentado corrigir (vai aparecer meia dúzia de amigas dizendo que estou fazendo uma avaliação errada sobre a minha pessoa, mas acho que estou sendo realista mesmo). É muito complicado, beirando os 39 anos de vida, ter que reaprender a ser gente, a falar, se posicionar, a agir e reagir a determinadas situações. Que impotência!! Que coisa estranha!!

Que mundo extremamente caótico e bipolar este em que vivemos. Cada vez mais pessoas matam por religião e até mesmo por um pretenso amor. Onde já seu viu… matar por amor?? Pois é, mas acontece. E há quem morra (se mate) pelo mesmo motivo. Não entendo, definitivamente, eu não entendo.

Há quem diga que o problema é a falta de religião. Mas essa é uma desculpa que não me desce, fica aqui, entalado na garganta mesmo. Vejo tantos pregadores por aí cometendo os maiores pecados, até mesmo sobre a vida. Está tudo fora da ordem.

Tenho muitos amigos perdidos também, que não gostam mais de seus trabalhos, de suas famílias, que pensam em mudar completamente o que fazem, alguns até já trilharam este caminho. Mas os problemas não são apenas de ordem financeira, de trabalho…

São crises existenciais. Vejo gente que não sabe para onde ir, olhar, não tem ideia do que fazer. Neste sentido, me sinto até privilegiada. Sei que estou no meio do tiroteio, mas sei de quem (e do que devo) me proteger.

Espero achar uma solução para meus problemas e espero que meus amigos também encontrem seus caminhos. Até porque, na maioria das vezes, a gente não sabe mesmo para onde está indo. Vamos, ao menos, curtir a viagem.

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Cansei de esperar o príncipe encantado

Hoje cedo, voltando do laboratório aqui no Itaim Bibi, passei por uma senhorinha. Ela devia ter uns 70 anos, cabelos todos brancos, cara emburrada. No entanto, um detalhe me fez querer ser amiga da vovó: a camiseta dela.

A senhora usava uma camisa branca com uma imagem de princesa da Disney e a frase: Cansei de esperar o príncipe encantado.

Me identifiquei na hora, claro. Não só pela frase, mas pelo estado de espírito da senhora. Deus queira que eu envelheça assim. Achei a cena espirituosa, assim como a vovó.

sapo

Aliás, é o que desejo a todas as minhas amigas: que a gente possa envelhecer com bom humor, que a gente sempre mantenha os olhos abertos e os pés na realidade.

De fato, príncipe encantado não existe. Vamos ficar mesmo com os sapos, amigas. Alguns valem a pena. Acreditem.

estresse nível hard

Esta semana está complicada. Sério. Tá difícil mesmo. Acho que a chegada do Scooby aqui em casa me afetou muito. Não tenho preparo emocional para lidar com situações de abandono. Não entendo porque um cachorro tão fofo e amigável é largado na rua. Não consigo olhar para a cara dele e ficar bem com isso. Me estressa a cada novo dia que ele passa aqui, não que eu não curta a companhia dele, mas porque não temos estrutura física (e eu emocional) para mais um cachorro e para lidar com os ciúmes do Mutley.

To como uma louca, pela casa toda, atrás deles, tentando apartar os dois. Quando não estamos em casa, são melhores amigos, dividem a minha cama, domem juntos, uma festa,  mas… quando estamos por perto, Mutley não nos deixa chegar perto do amiguinho e quer todo carinho e atenção para ele. Olha, não sei como lidar.

Sim, existem situações piores. Certamente se fossem filhos de verdade eu teria que voltar para a terapia urgente. Não sei se tenho como ter dois ou mais filhos. Vou rever meus desejos rs

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A dura vida de um cachorro abandonado/perdido

IMG_20150331_150338Esta semana começou diferente. Segunda pela manhã estava no banho enquanto o Wellington passeava com o nosso cachorro. Tudo normal, até que meu celular tocou. Era o Wellington pedindo para que eu fosse até a portaria do prédio. Saí correndo, achando que algo havia acontecido com ele ou com o Mutley. Mas, eis que chego na portaria e dou de cara com o a fofura da foto ao lado, no colo do Wellington. Ele estava ali, com essa carinha de carente, aceitando qualquer afago. Super magro, mas limpo, sem pulgas, carrapatos e com uma coleira, mas sem identificação. O que fazer? Bem, aquela cena já era um convite para que todos subissem. E assim foi feito. Não quis água ou comida. Só carinho mesmo.

Em seguida, nos arrumamos e seguimos para o petshop onde levamos o Mutley para seus cuidados semanais. E lá foi ele, calmo, sem esboçar nenhum som, choro, latido. Tomou banho e ficou ainda mais lindo e cheiroso.

Em seguida veio a dúvida: e agora? Quem nos conhece sabe que temos um cachorro muito ciumento e que não gosta de se relacionar com outros animais. Em dezembro resgatamos outro cachorrinho e o Mutley ficou para morrer. Sorte que conseguimos doá-lo em 24 horas. Mutley agradeceu. Mas, “e agora?” Esta deve ser a pergunta que Mutley está se fazendo. “Este intruso vai ficar aqui por muito tempo? Usando a minha cama? Bebendo a minha água? comendo a minha ração? Recebendo carinho dos meus pais?” Pois é, a vida de Mutley não está fácil. Ele não suporta ver afagos no colega, que estamos chamando de Scooby.

Mutley chora, dá mordidas no Scooby, faz de um tudo para atrapalhar o colega. Uma pena. Uma dó. E é por isso que meu coração fica ainda mais apertadinho a cada negativa que ouvimos quando oferecemos Scooby para alguém. Queria que ele fosse recebido com muito amor em uma nova família. Já tentei diversas ONGs em Campinas, mas tudo o que fazem é divulgar a foto dele em redes sociais. É, caros amigos, a vida é dura até mesmo para um cachorro abandonado/perdido que foi resgatado.

Além de estar sem rumo, carente, triste, é preciso encarar ainda a fera do Mutley e incerteza do futuro: haverá algum novo lar para ele? “novos pais? novos afagos? E estes dois que estão me beijando, vão me dar para outra familia?”, deve se perguntar Scooby.

Não sei o que o futuro reserva. Tenho apenas a certeza de que, para a rua, Scooby não voltará. Fica aqui o apelo para que alguma boa alma o receba em casa e se abra a este maravilhoso mundo que é ter um CÃOpanheiro. Quem souber de alguém que queira e possa adotar o Scooby, favor encaminhar um email para renatinha@gmail.com

Podemos levá-lo para qualquer lugar aqui na região de Campinas ou mesmo para SP ou RJ. Divuguem!

Obrigada!

Cinquenta tons de cinza

Olha, começo dizendo que acho uma puta sacanagem o fato de a venda de Cinquenta tons mais escuros só começar em 15 de setembro. Como ficarei até lá? O que faço com minha curiosidade? Estou apegada à Christian Grey e Ana Steele. E sim, o livro me deixou um tanto perturbada. Sorri, chorei, me emocionei de fato. Consegui imaginar os personagens, vivenciar seus dramas, medos, suas alegrias. E tudo isso é mérito da autora: Erika Leonard James.  Não concordo com a ‘crítica’ de que este seja um soft porn para mulheres. Classificar o livro como pornografia feminina é desmerecer e, digo mais, é um recibo de que não entendeu a história.

Muito mais que cenas de sexo, o livro aborda questionamentos como: ‘qual o meu limite?’, ‘como é possível se apaixonar tão rápido?’, ‘por que o outro me abala tanto?’, ‘por que me sujeito a isso ou aquilo?’ … entre muitos outros questionamentos e não estou falando de sexo. Relações são muito mais que sexo. Ainda estou absorvendo o livro. E, sim, é uma história de amor.    

Nas nuvens

Sim, estou nas nuvens. A cada novo dia, a distância fica menor. Ele está voltando !!! A vida vai tomando novo rumo, as peças vão se encaixando. Coisas que, há um ano não faziam muito sentido, hoje estão bem claras em minha cabeça. É muito amor e paz interior. Dá um certo medo, é verdade. Mas, qual seria a graça viver sem medo algum? To é me jogando.

Que os dias passem logo, que as noites sozinhas se esgotem. Que o sol me ilumine e a lua controle minha ansiedade. O amor tudo pode, tudo consegue, tudo realiza. Desejo que todos possam sentir este amor, ao menos uma vez na vida, e que possam se sentir felizes com apenas uma ligação.

Ah, o amor….

… tão bom amar e ser amada, ouvir que faz falta…. ah, o amor. Estou apaixonada, boba, ridícula. To daquele jeito que anda por aí com um belo sorriso no rosto, do tipo que não se importa quando dá uma topada em qualquer pedra mal colocada no meio de uma calçada. Um tipo de felicidade difícil de explicar. O que aconteceu? Nada de diferente. Simplesmente acordei assim e fui recebendo doses de amor ao longo do dia, sobretudo no almoço, e daí fiquei ainda mais boba e apaixonada. ❤ !!!

Queria que todos pudessem sentir o mesmo, que deixassem suas paranóias para trás, que largassem a insegurança no banheiro de casa e fossem pras ruas mais confiantes e felizes. Sim, a felicidade precisa de certa dose de confiança. Não falo apenas da confiança no outro, mas, sobretudo, da confiança em si. É preciso tomar uma dose diária de amor próprio para manter a alegria no peito.

Não adianta um belo salário, uma casa enorme, uma família linda se faltar alegria. E aí, já tomou sua dose de felicidade hoje?

Amar sem sacrifícios

Hoje uma amga querida me mandou um email com o link para um blog onde o autor apresentava seus argumentos contrários ao texto do Ivan Martins (republicado aqui) de que o amor tem de ser fácil. Não vou reproduzir o endereço do blog ou o texto porque não concordo. Respeito a opinião do autor, mas não acredito que “Alimentar um amor é, na maioria das vezes, viver de sacrifício”.

Um amor de sacrifícios não me serve, não me satisfaz.. Também não concordo qdo ele diz que “amar é lutar. É suar, é surpreender, é desgastar a mente, o corpo, a alma, se possível.” Isso não é amor.

Pra mim o amor é leve, me alimenta, é gratuito. Amo alguém e ponto. Não vou lutar para que o outro me ame ou valorize meu amor, não vou travar batalhas internas ou externas para me fazer aceita no coração alheio. O amor, na maioria das vezes, é unilateral, é o dar sem esperar receber. Claro que todo mundo quer receber em troca, mas isso é luxo. Qdo acontece, viva !!!

Não quero um amor que me faça lutar ou  que me faça abrir mão dos meus sonhos. Isso não é amor. Também não quero que ninguém faça isso por mim. Não quero um amor heróico, não preciso de conquistas homéricas. O amor tem que fluir e respeitar nossas vontades individuais. Se isso não acontecer, quando isso não acontecer mais, é hora de ir embora.

O amor tem de ser fácil. Bobeira mesmo a gente só valorizar o que é difícil e sofrido em nossa vida. Temos de aprender a dar valor ao que nos é oferecido gratuitamente, de mão beijada, como o amor de nossa mãe, irmã, tia,…. tem que ser algo assim, livre de “poréns” ou “exijo isso ou aquilo”.

Não quero uma prisão. Relacionamentos não podem ser prisões. Acho que já comentei aqui que minha metáfora para relacionamentos é uma gaiola. Sim, isso mesmo, uma gaiola. Mas com a porta aberta. O amor verdadeiro é o que deixa livre. A porta está aberta, fica quem quer, sem sacrifícios.

Só posso agradecer… pensar… dormir…

… por hoje ser sexta-feira e por terça ser feriado. Vou aproveitar muiiiito estes dias de folga. E, sinceramente, não to me importando com a previsão de chuva. Quero mesmo é dormir, me enrolar num edredom e ali ficar, por horas, dormindo, pensando, refletindo.

De uns dias pra cá tenho me sentido um tanto incomodada com o rumo de algumas coisas na minha vida. Tudo muito rápido, muito acelerado. Pior, tudo muito superficial. As relações humanas estão por um fio. Descartamos coisas/pessoas como num passe de mágica. Isso sem falar com a clara percepção que tenho da falsidade. Nossa, alguns se vendem por pouco, tão pouco, e se submetem a situações vexatórias por migalhas, incluindo aqui as migalhas de amor.

Estou profundamente  incomodada com relatos sombrios de algumas amigas sobre seus relacionamentos amorosos ou mesmo sobre a falta deles. Sempre mais do mesmo. Há quem tope fazer programas chatos, receba tapas, se exponha a brigas mil só pra ter um parceiro ao lado, para ter quem apresentar em festas de família. Isso é tããããão pequeno.

A vontade que tenho é de dar um tapa na cara destas pessoas e gritar: Aloww maluca, acorda. Este cara simplesmente não está a fim de você. Ele te trai. Ele tem pau pequeno. Ele não te merece. Ele não respeita suas vontades. Ele ignora suas amizades, sua família, seus pensamentos, seus anseios. Ou seja, ele ignora tudo o que você era antes de conhecê-lo. O que está fazendo ao lado de uma pessoa assim?

Infelizmente me falta coragem para jogar tão abertamente com algumas amigas. Já com outras… bem, com outras menos queridas e infiéis prefiro não falar nada mesmo e deixar que continuem com trastes. Uma espécie de castigo, se é que me entendem. Maldade mesmo rs.

Há ainda a preguiça dos falsos julgamentos morais. Gentem que diz “acho um absurdo fulana ficar com ciclano” ou “Jamais faria isso xxx”. Como assim?? Por que tanto julgamento? Ok, julgue, mas não espalhe. Guarde algumas coisas só para você. E não me tire por suas pequenez. Aliás, não julgue ninguém pela sua incapacidade. Argumente, sempre!

Enfim, por tudo isso e muito mais sinto necessidade de dormir o sono tranquilo. Me acordem na quarta. Obrigada.

sono….

…. to caindo de sono, mas quem convence meu cérebro a desligar? Não consigo. Milhões de coisas na cabeça. Trabalho, amigos, sonhos, futuro, medos. Tem de um tudo neste pequeno espaço que sustento com o pescoço. Hoje fiquei uns 20 minutos com uma amiga meeeeega querida no telefone. O assunto era a tal da desilusão amorosa pela qual ela está passando. Chora todos os dias, perdeu 6 quilos, mal consegue trabalhar. O intestino dela está desregulado e, volta e meia, ela acorda durante a madrugada para escrever cartas de amor. Cartas que nunca vai enviar. Sei bem como é isso porque já passei por todas estas etapas. Há 4 anos tirei carteirinha de Grand Mestre do Pé na Bunda. Tenho propriedade.

A gente sempre acha que não vai se recuperar, que é impossível da a volta por cima. O tempo parece correr beeemmm devaaaggarrr. Tudo é um saco e a gente não tem a menor vontade de sair com os amigos. Achamos todos e tudo muito chato. Depressão clássica pós fim traumático de relacionamento. Rola também uma certa decepção com os homens em geral. Pensamos que todos são iguais, uns canalhas e blá, blá, blá. Mas, mesmo que não pareça, o tempo passa e tudo isso acaba. Sei que é meio impossível acreditar nisso e minha amiga disse estar cansada de ouvir que vai passar e que este momento nunca chega. Retruquei que ela precisa ter fé em mim, que sei bem do que falo, e garanti a ela que vai passar.

Uma das teclas que esta amiga batia era repetida “Logo agora que decidi acreditar no amor, que estava feliz, que me entreguei, tomei um pé, me dei mal e tal. Nunca mais vou sentir nada assim na vida. Se tiver um AVC, quem vai cuidar de mim??”. Amigaaaa, disse a ela, vc tem um filho lindo, parentes maravilhosos e amigos. Você não precisa de um homem ao seu lado caso tenha um AVC. Alowww, acorda.

Ela até riu um pouco, mas duvido que tenha compreendido. Na verdade, acho que muito pouca gente compreende que a gente não precisa de um par para ser feliz ou se completar simplesmente porque não somos incompletos. Vamos repensar este mito do amor romântico. Não existe a tal metade da laranja, pelo menos não a minha, e isso por um motivo simples: admitir que falta uma metade, minha cara metade, é dizer que não me sinto completa. E, na boa, se tem algum sentimento forte em mim é este da plenitude, da certeza de que sou inteira, única, completa.

Esta minha amiga é linda, inteligente, culta, tem um ótimo emprego, bons amigos, sabe de tudo um pouco. Ela é completa e maravilhosa. É do tipo de pessoa que nunca nos deixa entediados. Por isso aposto que em breve ela vai dar a volta por cima e cansar desta fase depre. Fiquei feliz por ela ter topado fazer terapia, o que acho fundamental nestes períodos traumáticos que entremeiam nossa vida. Estou na torcida.

PS: Não vou entrar no mérito do cara que partiu o coração desta amiga. O que ele fez ou não para ela pouco importa.

Sobre o amor…

… hj recebi por email uma mensagem de Osho. Um trecho dizia “O amor de verdade é como uma flor de verdade.”  E concordo plenamente. Ou seja, o amor acaba, morre, se despetala. Tente não regá-lo e deixá-lo exposto ao sol para ver o que acontece?  E isso para qualquer amor, até o de mãe. Não dá pra imaginar que uma mãe que tenha sofrido o pão que o diabo amassou na mão de um filho, ainda alimente qualquer amor por ele.

Certa vez, a trabalho, fui ao enterro de um bandido tão escroto, mas tão filho da puta, que nem a mãe dele apareceu. Na verdade, só tinha jornalista mesmo por lá. Ali, percebi como o ser humano pode mesmo ser desprezível até mesmo por quem deveria amar sob qualquer condição: nossa mãe.

Logo, se você quer um amor duradouro, alimente-o. Dê água, comida, sombra e carinho.

Tenho…

…. andado um pouco longe do cinema, mas esta semana consegui uma brecha na agenda e fui com o Kadu. Vimos “Idas e vindas do amor”. O filme é bacaninha, totalmente mulherzinha, mas saímos do cinema com a impressão que eram tantos os personagens, que algumas histórias não tiveram muito apelo, tempo. Sei lá, ficou meio inacabado. Sem contar com as dezenas de clichês. Se indico? Claro. Cinema quase sempre é a maior diversão. Se vc não quiser pensar por duas horas, vale sim gastar alguns reais com este filme.

Sobre o amor

O texto é longo, eu sei, mas é lindo. Vale a pena cada palavra, cada reflexão. É do brilhante Ferreira Gullar.

Sobre o amor

Houve uma época em que eu pensava que as pessoas deviam ter um gatilho na garganta: quando pronunciasse — eu te amo —, mentindo, o gatilho disparava e elas explodiam. Era uma defesa intolerante contra os levianos e que refletia sem dúvida uma enorme insegurança de seu inventor. Insegurança e inexperiência. Com o passar dos anos a idéia foi abandonada, a vida revelou-me sua complexidade, suas nuanças. Aprendi que não é tão fácil dizer eu te amo sem pelo menos achar que ama e, quando a pessoa mente, a outra percebe, e se não percebe é porque não quer perceber, isto é: quer acreditar na mentira. Claro, tem gente que quer ouvir essa expressão mesmo sabendo que é mentira. O mentiroso, nesses casos, não merece punição alguma.

Por aí já se vê como esse negócio de amor é complicado e de contornos imprecisos. Pode-se dizer, no entanto, que o amor é um sentimento radical — falo do amor-paixão — e é isso que aumenta a complicação. Como pode uma coisa ambígua e duvidosa ganhar a fúria das tempestades? Mas essa é a natureza do amor, comparável à do vento: fluido e arrasador. É como o vento, também às vezes doce, brando, claro, bailando alegre em torno de seu oculto núcleo de fogo.

O amor é, portanto, na sua origem, liberação e aventura. Por definição, anti-burguês. O próprio da vida burguesa não é o amor, é o casamento, que é o amor institucionalizado, disciplinado, integrado na sociedade. O casamento é um contrato: duas pessoas se conhecem, se gostam, se sentem a traídas uma pela outra e decidem viver juntas. Isso poderia ser uma coisa simples, mas não é, pois há que se inserir na ordem social, definir direitos e deveres perante os homens e até perante Deus. Carimbado e abençoado, o novo casal inicia sua vida entre beijos e sorrisos. E risos e risinhos dos maledicentes. Por maior que tenha sido a paixão inicial, o impulso que os levou à pretoria ou ao altar (ou a ambos), a simples assinatura do contrato já muda tudo. Com o casamento o amor sai do marginalismo, da atmosfera romântica que o envolvia, para entrar nos trilhos da institucionalidade. Torna-se grave. Agora é construir um lar, gerar filhos, criá-los, educá-los até que, adultos, abandonem a casa para fazer sua própria vida. Ou seja: se corre tudo bem, corre tudo mal. Mas, não radicalizemos: há exceções — e dessas exceções vive a nossa irrenunciável esperança.

Conheci uma mulher que costumava dizer: não há amor que resista ao tanque de lavar (ou à máquina, mesmo), ao espanador e ao bife com fritas. Ela possivelmente exagerava, mas com razão, porque tinha uns olhos ávidos e brilhantes e um coração ansioso. Ouvia o vento rumorejar nas árvores do parque, à tarde incendiando as nuvens e imaginava quanta vida, quanta aventura estaria se desenrolando naquele momento nos bares, nos cafés, nos bairros distantes. À sua volta certamente não acontecia nada: as pessoas em suas respectivas casas estavam apenas morando, sofrendo uma vida igual à sua. Essa inquietação bovariana prepara o caminho da aventura, que nem sempre acontece. Mas dificilmente deixa de acontecer. Pode não acontecer a aventUra sonhada, o amor louco, o sonho que arrebata e funda o paraíso na terra. Acontece o vulgar adultério — o assim chamado —, que é quase sempre decepcionante, condenado, amargo e que se transforma numa espécie de vingança contra a mediocridade da vida. É como uma droga que se toma para curar a ansiedade e reajustar-se ao status quo. Estou curada, ela então se diz — e volta ao bife com fritas.

Mas às vezes não é assim. Às vezes o sonho vem, baixa das nuvens em fogo e pousa aos teus pés um candelabro cintilante. Dura uma tarde? Uma semana? Um mês? Pode durar um ano, dois até, desde que as dificuldades sejam de proporção suficiente para manter vivo o desafio e não tão duras que acovardem os amantes. Para isso, o fundamental é saber que tudo vai acabar. O verdadeiro amor é suicida. O amor, para atingir a ignição máxima, a entrega total, deve estar condenado: a consciência da precariedade da relação possibilita mergulhar nela de corpo e alma, vivê-la enquanto morre e morrê-la enquanto vive, como numa desvairada montanha-russa, até que, de repente, acaba. E é necessário que acabe como começou, de golpe, cortado rente na carne, entre soluços, querendo e não querendo que acabe, pois o espírito humano não comporta tanta realidade, como falou um poeta maior. E enxugados os olhos, aberta a janela, lá estão as mesmas nuvens rolando lentas e sem barulho pelo céu deserto de anjos. O alívio se confunde com o vazio, e você agora prefere morrer.

A barra é pesada. Quem conheceu o delírio dificilmente se habitua à antiga banalidade. Foi Gogol, no Inspetor Geral quem captou a decepção desse despertar. O falso inspetor mergulhara na fascinante impostura que lhe possibilitou uma vida de sonho: homenagens, bajulações, dinheiro e até o amor da mulher e da filha do prefeito. Eis senão quando chega o criado, trazendo-lhe o chapéu e o capote ordinário, signos da sua vida real, e lhe diz que está na hora de ir-se pois o verdadeiro inspetor está para chegar. Ele se assusta: mas então está tUdo acabado? Não era verdade o sonho? E assim é: a mais delirante paixão, terminada, deixa esse sabor de impostura na boca, como se a felicidade não pudesse ser verdade. E no entanto o foi, e tanto que é impossível continuar vivendo agora, sem ela, normalmente. Ou, como diz Chico Buarque: sofrendo normalmente.

Evaporado o fantasma, reaparece em sua banal realidade o guarda­roupa, a cômoda, a camisa usada na cadeira, os chinelos. E tUdo impregnado da ausência do sonho, que é agora uma agulha escondida em cada objeto, e te fere, inesperadamente, quando abres a gaveta, o livro. E te fere não porque ali esteja o sonho ainda, mas exatamente porque já não está: esteve. Sais para o trabalho, que é preciso esquecer, afundar no dia-a-dia, na rotina do dia, tolerar o passar das horas, a conversa burra, o cafezinho, as notícias do jornal. Edifícios, ruas, avenidas, lojas, cinema, aeroportos, ônibus, carrocinhas de sorvete: o mundo é um incomensurável amontoado de inutilidades. E de repente o táxi que te leva por uma rua onde a memória do sonho paira como um perfume. Que fazer? Desviar-se dessas ruas, ocultar os objetos ou, pelo contrário, expor-se a tudo, sofrer tudo de uma vez e habituar­se? Mais dia menos dia toda a lembrança se apaga e te surpreendes gargalhando, a vida vibrando outra vez, nova, na garganta, sem culpa nem desculpa. E chegas a pensar: quantas manhãs como esta perdi burramente! O amor é uma doença como outra qualquer.

E é verdade. Uma doença ou pelo menos uma anormalidade. Como pode acontecer que, subitamente, num mundo cheio de pessoas, alguém meta na cabeça que só existe fulano ou fulana, que é impossível viver sem essa pessoa? E reparando bem, tirando o rosto que era lindo, o corpo não era lá essas coisas… Na cama era regular, mas no papo um saco, e mentia, dizia tolices, e pensar que quase morro!…

Isso dizes agora, comendo um bife com fritas diante do espetáculo vesperal dos cúmulos e nimbos. Em paz com a vida. Ou não.

O texto acima foi extraído do livro “A estranha vida banal”, editora José Olympio – 1989, e consta da antologia “As 100 melhores crônicas brasileiras”, Editora Objetiva, pág. 279 – Rio de Janeiro – 2005, organização e introdução de Joaquim Ferreira dos Santos.

Sobre o otimismo e o amor…

… Rubio, caro amigo, vi seu comentário sobre a falta de otimismo no amor, visto que seu casamento acabou há 4 anos. Pois bem, não tinha me tocado, mas meu casamento também acabou num dia 20 de maio, mas de 2006. Apesar disso, continuo acreditando na vida, nas pessoas, em mim. Pasme, posso não parecer tão romântica quanto a maioria das mulheres, não desejo príncipes em cavalos brancos ou sonho com castelos de diamantes, mas também acredito no amor.

Não creio naquele discurso de amor eterno e tal, isso é besteira. Mas acho que é possível ter relações prazerosas, baseadas na confiança, carinho, amizade, companheirismo e, claro, no amor. Por quanto tempo? Isso não faz diferença. Se for por um dia, 10 dias, 20 dias, xx anos, … o que vale é viver este sentimento, ter momentos, lembranças.

Sou da teoria de que a dor é inevitável e expressamente correspondente à intensidade do amor. Quanto mais se ama, mais se sofre. E não há nada de errado nisso. Só beleza. Isso é que é ser otimista hein…

O amor é lindo,…

…. mas é brega rs. Ontem, enquanto conversava por telefone com meu namorado disse a ele: “Você já percebeu que sua vida tá melhorando depois que me conheceu? Estou te trazendo sorte”. Era uma brincadeira, tava levantando meu ego rs. No que levantei a bola, ele cortou: “Mesmo se nada disso estivesse acontecendo, não teria problema. Ter conhecido você já foi minha maior sorte” ahahahah caímos na gargalhada imediatamente. É fofo, mas é clichê demais né. Adorei ouvir. Ele adorou falar, mas já sabia, de imediato, que o diálogo viria para o blog.

De fato coisas boas estão acontecendo para mim e para ele. Que tudo né.

O que dizer….

… Volta e meia acontecem algumas coisas que nos deixam sem palavras. Ontem, por Gtalk, uma amiga querida me contou uma situação específica de sua vida que me deixou assim: sem palavras. O que dizer? A pergunta martela minha cabeça desde ontem.

Sei que já falei um monte para ela por Gtalk, mas sinto que preciso dizer mais. Quero ajudar, se é que isso é possível né. Pois bem, vou pontuar algumas coisas que penso. Todas com base minhas experiências pessoais.

1- Deixar o outro ir. Sim, parece estranho e não concordo plenamente com a afirmação (pq a gente não deixa né, o outro simplesmente vai), mas de fato quando a gente não pode fazer nada, nos cabe o consolo. Não arranque os cabelos. Não adianta tentar prender alguém por palavras, por atos, por nada. Deixe que o outro siga a com a vida dele.

2- Não ofenda quem já te fez muito feliz. Sei que pode soar como algo inatingível, mas é totalmente possível. E depois que o tempo passa a gente sente um orgulho danado de nunca ter apelado para baixarias. Ainda mais quando se tem um filho com a outra pessoa. Para que magoar? Falar que o outro não presta, que é escroto, que agiu assim ou assado, de forma errada… mesmo que a gente esteja coberta de razão, xingar, jogar na cara, chamar de pau pequeno, burro e afins não vai resolver o problema. Não vai trazer a pessoa amada de volta. Não vai aliviar nosso peito. Baixaria não pode ter lugar nestas horas. Mantenha a classe e o humor.

3- Procure os amigos, mas os verdadeiros. Qualquer separação é ruim. Até mesmo a perda de um cachorro (e me refiro ao animal mesmo) pode ser traumática, causar depressão e tal. Neste momentos, o melhor a fazer é reunir bons amigos, beber, conversar, sair para dançar, ver um filme.

4- Não use seu filho para ter seu ex por perto. Se ele não quer ver a criança como vc acha que um pai normal poderia ou deveria fazer, azar o dele. Do seu filho tb, é verdade, mas aí você pode compensar de outra forma. Se o cara não quer ver todo finde ou a cada 15 dias, sorry para ele. É ele o otário que está perdendo momentos preciosos da criação de uma coisa fofa e falante. Não peça por visitas, por presentes, por nada, talvez apenas por $$ para que seu filho possa ter boas roupas e um bom colégio. Tirando isso não pontue motivos pelos quais ele deveria ser um pai presente.

5- Geralmente quando terminamos um relacionamento temos a necessidade de sair gritando com o outro, contar todas as coisas que nos incomodam, revelar que aquela atitude logo depois do banho ou a forma como ele faz sexo e tal não é muito bacana. Na boooa, pq fazemos isso (ou melhor, vcs fazem isso, pq eu não faço)? Para que melhorar um homem para outra. Sim, pq é isso o que acontece, o cara percebe que realmente tinha várias atitudes desagradáveis, concorda com vc, muda e aí outra vaca se beneficia dos seus toques, dos seus anos de observação. No way. Não faça isso. Deixa o cara se sentindo com os seus 343543 mil defeitos. Deixa ele usar pochete se achando, sacou?

6- No mais, um conselho escroto, mas de grande valia. Tenho uma amiga que sempre repete o mantra “A fila anda e é dupla”. E ela está coberta de razão.

É isso amiga, sei que é leitora do blog, espero ter ajudado um pouco mais. Desejo sorte nesta nova fase. Você é uma mulher inteligente, bonita e bacana. Sua felicidade não pode estar fundamentada em um merda qualquer. Vida que segue.

Sobre o amor…

Hj, de papo com duas amigas no Gtalk sobre relacionamentos, me ocorreram vários pensamentos. Eis alguns:

1 – Tenho receio de relações repentinas, de amores loucos. Acho que loucura e amor não combinam. O amor é, para mim, algo mais sereno, conquistado, no dia-a-dia, nas pequenas coisas. Acho estranho qdo, de uma hora pra outra, uma pessoa descobre em outra a razão da sua vida. Como assim?? sei lá meio distorcido.

2 – Poucas pessoas têm coragem de se entregar ao amor porque no fim, e sempre há um fim nem que seja a morte, um dos dois sempre sofre e saber disso, conscientemente, saber que pode se foder e mesmo assim topar… caralho ! que coragem. Não é para qualquer um. Melhor sofrer de amor que nunca ter experimentado dele.

3 – Acho bacana quando uma pessoa se entrega ao sofrimento. Tem que sofrer mesmo, com vontade. Mas é preciso saber a hora de parar. Acho que a dor é proporcional ao amor sentido. Se uma pessoa sofre muito deve levantar as mãos para os céus e agradecer. Isso significa que ela amou pra caralho. Tem gente que não tem idéia do que é isso. Conheço pessoas que podem contar nos dedos das mãos do Lula (da que falta um dedo) quantos amores teve. Isso é foda né.

4 – Em um relacionamento, na vida em geral, a gente nunca sabe o que pode acontecer. A outra pessoa pode ser a melhor surpresa de toda a nossa vida vida. Mesmo que tudo pareça jogar contra, que aparentemente a relação tenha 90% de dar errado, e por n motivos, vale a pena arriscar pq existe 10% de chance de tudo dar certo, de ser feliz.

5 – Amar é como pular de asa delta. Dá um medo do caralho quando a gente tá na rampa. Quando começa a correr então, nossa, dá vontade de parar. Mas o voo é ótimo, tão bom que, mesmo quando acaba, a gente tem vontade de saltar de novo. O amor é viciante.

Post roubado

Como tb li o livro e concordo muiiito com Bauman, roubei o post de Felipe Damo do blog Os textos que não mostrei para ninguém. Muito bom!!!

“Acabei de ler Amor Líquido, do pensador polonês Zygmunt Bauman, que conheci na faculdade falando do mundo moderno, mas só fui – de fato – ler com mais atenção depois da apresentação de André Pinheiro. Bauman trata da fragilidade dos laços humanos nesse mundão louco de hoje em dia. Fala de um tempo que ele chama de modernidade líquida, onde nada mais é sólido – e que tem por símbolo o “homem sem vínculos”.

O pensamento reflete em parte a crise das instituições que estamos presenciando. Não há referência para mais nada. Nem igreja, partidos, tampouco ideais. Os valores vêm sendo diariamente relativizados. Com o amor e com as relações inter-pessoais não é diferente.

Cecília Meireles um dia perguntou: “morrem nos mares da vida todos os rios do amor?”. Bauman repete a pergunta, porém de uma forma diferente.

Ele defende que em uma sociedade onde tudo muda tanto e com tanta rapidez, o homem está cada vez mais inseguro. Como o homem precisa de segurança e ordem por uma questão de saúde mental, o ritmo desvairado do mundo transforma a cabeça do homo modernus em um caleidoscópio. Para se defender o homem se fecha e – temendo sofrer – renega relações duradouras, vínculos e compromissos. “A solidão produz insegurança – mas o relacionamento não parece fazer outra coisa”, diz ele.

Para André Pinheiro, pode ser um convite ao exercício do desapego. Ele que nos alerta para a o fato de “ser errático, volátil, impreciso e caminhante”,

Mas se por um lado a obra de Bauman é um balde de água fria naqueles que ainda acreditam que possam ser felizes ao lado de alguém, por outro lado serve como uma indagação inquietante. “Somos mesmo assim?” , devemos nos perguntar. Será que depois de milênios de evolução não conseguimos criar relações estáveis, saudáveis e que nos tornem pessoas melhores com os outros? Vamos continuar tratando as pessoas de forma supérflua, descartável e utilitária?

Mais do que um enterro definitivo da relação conjugal, Bauman parece dar um grito de alerta para o homem, cada vez mais afundado em uma lógica que oscila do niilismo ao hedonismo com a rapidez que a conveniência pede.
Não quero parecer mais romântico do que já sou. Mas sempre resta uma esperança de que um dia a gente acha a pessoa certa. A esperança de que a gente pode até já estar com a pessoa certa. A esperança de que dá pra confiar em alguém que não te fará sofrer pelo simples fato de que ela gosta de você. Pelo simples fato de que ela já evoluiu e já parece ser bastante crescida pra não sair por aí fazendo merda.

Sempre que vejo o mundo com olhos vagabundos me choco com a impossibilidade aparente das coisas darem certo. É muita gente, muitas coisas, muitos elementos nestes sistemas. Parece que nunca vai ser possível essa engrenagem funcionar. Sempre aparece na minha mente a imagem daquele jogo do Nintendo Wii, onde em um campo de futebol um boneco cabeceia bolas, oscilando da direita para a esquerda. Em alguns casos surgem chuteiras das quais o personagem precisa desviar, sob a pena de ser atingido em cheio por uma delas. Com o tempo e com a velocidade crescente das bolas lançadas, você começa a cabecear freneticamente, na esperança de acertar o maior número de bolas possível, mesmo sabendo que o choque com as chuteiras será inevitável.

Assim me parece o mundo e seus amores, muitas vezes. A gente entra num ritmo tão louco que nem mais consegue distinguir bolas de chuteiras, acertos de erros, ou uma pessoa legal de alguém cruel.

A insegurança é um demônio escondido logo atrás da porta do quarto.”

Para pensar sobre o amor…

Temer o amor é temer a vida, e aqueles que temem a vida já estão praticamente mortos.”
( Bertrand Russell )

“A suprema felicidade da vida é a convicção de ser amado por aquilo que você é; ou, mais corretamente, de ser amado apesar daquilo que você é.”
( Victor Hugo )

Muito bom

” Como diz Nelson Rodrigues, no amor, ninguém tem o direito de exigir nada, o único direito que se tem é o de aceitar o que a outra pessoa dá de todo coração e com um máximo de espontaneidade. O amor é uma aposta na liberdade e não um inferno cotidiano de brigas que acaba levando ao divórcio pois, como também diz o grande Nelson, “não há pior solidão do que estar mal acompanhado… Mais vale o deserto do Saara”.”, este é um trecho da coluna desta semana de Betty Milan, no site da Veja.

As colunas são fantásticas. Recomendo a todos. Já virei fã.

Muito bom…

.. Recebi por mail, de uma amiga, que diz ser um texto do Arnaldo Jabor. A autoria, pouco importa, vamos eternizar as palavras, o que é muito mais importante: (sim, to lesgislando em causa própria rs)

“A medida que envelheço, e convivo com outras, valorizo mais as mulheres que estão acima dos 30. Estas são algumas razões do porquê:
– Uma mulher de 30 nunca o acordará no meio da noite para perguntar: “O que você está pensando?”
Ela não se importa com o que você está pensando, mas se dispõe de coração se você tiver intenção de conversar.
– Se a mulher de 30 não quer assistir ao jogo, ela não fica à sua volta resmungando. Ela faz alguma coisa que queira fazer. E, geralmente é alguma coisa bem mais interessante.

– Uma mulher de 30 se conhece o suficiente para saber quem é, o que quer e quem quer. Poucas mulheres de 30 se incomodam com o que você pensa dela ou sobre o que ela está fazendo.

– Mulheres dos 30 são honradas. Elas raramente brigam aos gritos com
você durante a ópera ou no meio de um restaurante caro. É claro, que se você merecer, elas não hesitarão em atirar em você, mas só
se ainda assim elas acharem que poderão se safar impunes.

– Uma mulher de 30 tem total confiança em si para apresentar-te para suas melhores amigas. Uma mulher mais nova com um homem tende a
ignorar mesmo sua melhor amiga porque ela não confia no cara com outra mulher. E falo por experiência própria. Não se fica com quem não confia, vivendo e aprendendo né???

Mulheres se tornam psicanalistas quando envelhecem. Você nunca precisa confessar seus pecados para uma mulher de 30. Elas sempre sabem….

– Uma mulher com mais de 30 fica linda usando batom vermelho. O mesmo não ocorre com mulheres mais jovens.
– Mulheres mais velhas são diretas e honestas. Elas te dirão na cara se você for um idiota, se você estiver agindo como um!

– Você nunca precisa se preocupar onde se encaixa na vida dela. Basta agir como homem, e o resto deixe que ela faça;.

– Sim, nós admiramos as mulheres com mais de 30 por um “sem” números de razões. Infelizmente, isso não é recíproco.
Para cada mulher de mais de 30, estonteante, inteligente, bem apanhada e sexy, existe um careca, velho, pançudo em calças amarelas bancando o bobo para uma garçonete de 22 anos.

Senhoras, EU PEÇO DESCULPAS:

Para todos os homens que dizem, “porque comprar uma vaca se você pode beber o leite de traça?”, aqui está a novidade para vocês: Hoje em dia 80% das mulheres são contra o casamento, sabe por quê?

Porque as mulheres perceberam que não vale a pena comprara um porco inteiro só para ter uma lingüiça. Nada mais justo.”

Felicidade …

… sim, felicidade resume bem meu estado de espírito neste momento. Até agora o finde foi, digamos assim, PERFEITO. Me sinto amada, querida, feliz. Isso mesmo. Bons programas, boa companhia. Sexta, acreditem, troquei o samba por uma boa taça de vinho. Perdi Beth Carvalho, mas não me arrependi. Acredite. Ontem fui com um amigo ao teatro assistir Tom e Vinícius. A peça é beeem bacana. Dá vontade de sair cantando, mas dei uma segurada na onda para não estragar o musical. De lá, seguimos para o niver de um amigo em Santa Teresa. Bem, vou parar este post aqui pq, sem dúvida, esta festa merece algo à parte. Em breve rs.