O primeiro dia do resto da minha vida

tireoide

Hoje, 9 de outubro de 2015, é um dia especial. Sim, os astrólogos falam muito que hoje mercúrio volta ao seu curso normal e que isso será bom para todo mundo, sobretudo para os virginianos. Mas não me refiro à astrologia. Hoje é um dia especial porque comecei meu tratamento hormonal. Acordei às 7h, tomei um monte de remédios, esperei meia hora, tomei outros tantos. Uma rotina e tanto, mas importante. Além de colocar a casa em ordem, devo emagrecer. E isso é bom.

Nunca liguei para as gordurinhas. Nunca deixei de ir à praia/piscina de biquini. Sempre usei camisas regatas mostrando os braços gordos. Afinal, imagina se iria passar calor no Rio de Janeiro porque to com os braços gordos. Jamais!!! Sou uma pessoa do tipo #gordafeliz Caguei mesmo para a opinião dos outros com relação à minha forma física. Mas, acredite, muita gente passou anos apontando o dedo para mim, contando minhas celulites (que amo e fazem parte de cada coxinha gostosa comida rs) e até mesmo escrevendo ofensas aqui neste blog.

É chato? Sim. Mas gente maluca tem em todo canto, sabemos bem, e não vale a pena nem bater boca com elas. Sempre acho que, quando nos incomodamos muito com uma pessoa, devemos prestar atenção no que não está legal na nossa vida. É como dizem, inveja é uma merda. A pessoa pode ser magra e linda e, mesmo assim, invejar uma que é gorda. Por que? Porque a felicidade não está em uma balança, como sabemos bem.

Agora, sabe como é, chega uma hora que a idade pesa, os hormônios ficam totalmente descontrolados e começam a colocar a nossa saúde em risco, a nos causar problemas, pequenos e grandes incômodos. E é exatamente o que está rolando com meu corpo agora. Tenho hipotireoidismo e umas cositas a mais.

Depois de penar para encontrar um bom endocrinologista (teve um que não me pediu exames e disse que eu era gorda porque comia muito e que, certamente meu marido também era gordo. Ahahahaha, só rindo de um médico desse. Wellington é a pessoa mais magra que conheço e a que come mais. O cara ainda me passou uma fórmula milagrosa para emagrecer. Papel este que foi devidamente rasgado), enfim, consegui uma consulta com um médico maravilhoso.

gorduraEle é calmo, divertido, passa duas horas fazendo desenhos e me explicando todos os meus hormônios,como funcionam e afetam todo o funcionamento do corpo. Pediu 329843054 mil exames de sangue (foram mais de 20 tubos), sete exames de imagens, marcadores tumorais, TUDO o que você, caro leitor, puder imaginar. Descobri um monte de coisinhas chatas: nódulos, miomas. É como sempre digo, para tudo na vida há uma solução. To indo buscar a minha.

Prescreveu dezenas de medicamentos: hormônios, vitaminas e afins. Também farei uma dieta bem restritiva. Ele vai fazer o acompanhamento diário, via internet, e presencial uma vez por semana. Tentará modular todos os meus hormônios e isso é ótimo.

Do meu lado, posso prometer que cumprirei o tratamento à risca. Hora de colocar a saúde em dia e pensar no futuro, nos meus 80 e poucos anos, nas coisas que ainda viverei. Sim, mega difícil fazer este experimento. Sempre fui muito hoje, apenas o hoje e para sempre o hoje, mas a vida está me forçando a olhar pra frente. Então, vamos lá. Não sou de ficar parada. Vida que segue. Boa sorte para mim e, claro, para os que poderão lidar com as minhas mudanças de humor via hormônios. Já to até pedindo desculpas antecipadas.

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Que horas ela volta?

filme

Sábado Well e eu fomos ao cinema assistir ao festejado ‘Que horas ela volta?’ e, sinceramente, o filme é mesmo isso tudo o que estão falando. É sensível, bonito, crítico e fiel. Impossível, sendo brasileiro, não conhecer nenhuma Val, a personagem de Regina Casé, que se mudou para São Paulo a fim de dar melhores condições de vida para sua filha Jéssica.

Ao longo dos meus 38 anos posso dizer que conheci,ao menos umas 10. To falando daquelas com quem convivi mesmo, das que foram empregadas da família, de vizinhos, parentes. São muitas Vals neste país. Não vou ficar aqui contando o filme, mas recomendo que assistam e façam uma boa reflexão sobre como tratamos as pessoas, sobre como educamos nossos filhos e sobre o que esperar de uma sociedade que age como os patrões da Val no filme.

Se você é do tipo que quer ir ao cinema,mas não quer pensar a respeito, vá assim mesmo. Vale a pena conferir a atuação de Regina Casé. Totalmente fora da caixinha, ela dá um show de interpretação.

2016 vem aí e vem com tudo!

O que posso dizer de 2016 que nem começou,mas já considero pacas? Pois é, essa semana inicio um tratamento hormonal com um endocrinologista que promete deixar todos os meus hormônios, que estão descontrolados, na medida. O processo vai ser longo, chato, custoso, exigirá uma série de cuidados e restrições, mas promete, viu. A ideia é ficar como a cadela da foto rs: magra!

eu

Vou me livrar do hipotireoidismo e outras coisinhas a mais. Farei uma dieta bem restritiva e que tem tudo para me deixar com raiva da hora do almoço. Comprei até uma balança (algo que eu já havia abolido da minha vida há alguns anos) Tudo dando certo, serei uma pessoa com alguns bons quilos a menos e a saúde em dia.

Em seguida, irei me preparar para uma cesária, isso mesmo, uma cesária rs. Não, definitivamente, não estou grávida, mas preciso tirar um mioma bem grandinho do meu útero e o médico vai mesmo meter a faca. Ele avisou sem dó ou piedade. Ou seja, começarei 2016 novinha em folha. A Renata 3.8 versão 2016 vai bombar. A conferir!

Desejos realizados? terei todos!!

A bela e fofa cidade de Holambra, no interior de SP, realiza todos os anos a Expoflora, um evento daqueles bem programa de índio, mas do tipo que vale a pena ir. Eles vendem belas flores, produtos holandeses, comidas maravilhosas, doces dos deuses… fazem ainda uma parada das flores animada e a esperada chuva de pétalas de rosas.

São 3 minutos e meio de pétalas voando sobre as pessoas. Diz a lenda que as pessoas que conseguirem pegar as pétalas ainda no ar terão seus desejos realizados. Ano passado, Wellington e eu chegamos atrasados (porque preferimos seguir a bandinha) e não pegamos nenhuma. Mas, este ano, cara leitora, nos posicionamos 20 minutos antes do início da chuva e esperamos. O resultado? Conseguimos pegar várias pétalas. Ou seja: todos os nossos desejos serão realizados.

O primeiro deles já aconteceu: Bela foi adotada. Agora, vamos esperar pelos próximos. Vou dando os detalhes por aqui rs.

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Expresso do amor ou do desamor?

Vocês já foram em um brinquedo chamado Expresso do amor? Ele costuma ser encontrado naqueles parques de diversões vintage. A primeira vez que Wellington e eu fomos, há uns 3 anos, estávamos em Sidney, em um parque super vintage chamado Luna Park. Esse é um parque 100% anos 20 e aí está boa parte da diversão. Lá, o Expresso do Amor se chama Tango Train.

O brinquedo é simples: cadeiras para duas ou três pessoas dispostas em formato circular. Quando a música começa, o brinquedo inicia o giro, sentido horário, em baixa velocidade. Mas, à medida que a música vai ficando mais agitada, a velocidade do brinquedo vai aumentando, a força centrífuga nos empurra contra a cadeira, querendo nos expulsar mesmo do brinquedo,  e é impossível não se divertir.

tango train

O chato é que a pessoa que está sentada na ponta sempre se fode. Isso mesmo, esta pessoa costuma ser esmagada por quem senta do lado de dentro do brinquedo. Preciso deixar claro que a primeira vez que fomos neste brinquedo, eu era esta pessoa. A gente ria tanto, mas tanto que lá pelas tantas começamos a brigar. Mas como, Renata? Simples. O Well se empolgou e começou a colocar mais peso no corpo dele contra o meu corpo. Conclusão: saí de lá ferrada, dolorida e sem achar a menor graça.

Só que o mundo dá voltas e fomos novamente ao Luna Park. Desta segunda vez, troquei de lugar com ele e, óbeveo, acabamos brigando. Fiz questão de colocar meu peso contra o corpo dele e já viu né. Daí eu passei a chamar o brinquedo de expresso do desamor.

Passados alguns anos decidimos voltar ao brinquedo. Desta vez já em solo brasileiro, na Expoflora, em Holambra. Combinamos de não sacanear mais o coleguinha e deixar apenas a força centrífuga. E foi mega divertido. Fomos ano passado e voltamos este ano. Super recomendo!!

E, sinceramente, vale a pena perder uns cinco minutinhos do lado de fora, observando a cara das pessoas no brinquedo. São muitas caretas. Diversão garantida para quem está rodando ou só observando.

Bela foi adotada!!!

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Deu certo!! A Bela foi adotada e vai hoje para sua nova casa. Ela terá um irmão peludo e dois mini irmãos humanos, uns fofos. Eles se conheceram no domingo, na cãovivência que acontece na Unicamp. Um dos meninos já queria ter levado a Bela para casa na mesma hora, mas a mãe disse que iria pensar.

Acredito que o menino tenha enchido tanto o saco da mãe que ontem ela mandou mensagem avisando que ficaria com a Bela ❤

É muito amor neste mundo, muita gente bacana, de coração enorme e que sabe ser mais bacana adotar que comprar um cachorro. Certeza que Bela dará muitas lambidas nesta família.

Oi, eu sou a Bela e preciso de um lar.

Oi, me chamo Bela e fui encontrada vagando pelas ruas de Campinas. Quem me encontrou não sabe se estou perdida ou se fui abandonada. Tenho pouco mais de um ano e fui castrada. Isso mesmo, ainda tenho os pontos da castração. Sou bem dócil, adoro dar e receber carinhos, como ração e faço minhas necessidades no jornal. Gosto de correr e brincar.

Hoje moro em um lugar provisório, ainda na rua, mas em uma lixeira desativada que arrumaram para mim. Uma turma legal, sabe, que me dá banho, comida, água e muito carinho. Ganhei até uma coleira nova e de perua. Mas, sabe como é, todo mundo espera ter uma casinha própria.

Por isso estou aqui, no blog da tia Renata, para pedir ajuda. Se você souber de algum lugar grande, uma casa, um sítio, uma chácara e de uma família que queira ter uma amiga verdadeira, boas lambidas pela manhã e muito chamego mande um email para renatinha@gmail.com

Você pode morar no Rio, em SP, Campinas ou região. A tia vai me levar até você.

Muitas lambidas,

Bela.

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Mundo doido, mundo doido. Todos precisam é de gentileza

Tá tudo muito estranho. As pessoas não se olham mais nas ruas. Ou olham para o chão ou para os seus celulares. Quando desviam o olhar, pode acreditar, é daqueles perdidos, sem rumo. Nos bares, acontece o mesmo. A mesa pode ser para umas 10 pessoas, mas, ao menos, umas cinco vão estar com a cara enfiada no telefone.

Outro dia, no fretado, um homem estava lendo um livro sobre como achar um amor. Na frente dele, uma mulher estava procurando homens no Tinder. Um não viu o outro e eles estavam há uns 30 cm de distância. Que loucura isso. Ninguém cumprimenta mais as pessoas no elevador, ninguém dá bom dia a desconhecidos recorrentes. Ok, daí você me pergunta o que são desconhecidos recorrentes, Renata. Explico: são aquelas pessoas que estão sempre no seu caminho. O segurança do prédio vizinho, por exemplo. Certamente você não tem nenhuma relação com ele, não sabe seu nome ou nada de sua vida, mas custa dar um bom dia ao passar pelo homem de terno que passa o dia de pé na rua? Não custa né. É uma gentiliza que ficou esquecida. Raros são os casos.

É aquela velha história. Todo mundo reclama, mas poucos fazem algo para mudar o mundo. Sim, cumprimentar as pessoas e ser feliz e cordial também ajuda a mudar o mundo. Temos que acreditar nestas pequenas atitudes, nestes pequenos gestos, nos sorrisos pela manhã. Volta e meia o mural do Facebook parece o muro das lamentações. Quase que diariamente leio alguém reclamando da política, do aumento dos impostos, da violência, dos namorados infiéis. Gente, dá pra mudar tudo isso.

Demora? Sim. Mas é possível? mil vezes sim. Vamos mudar!!! Lembrando que toda mudança externa começa com internamente. Então, vamos refletir e entender o que podemos melhorar nas nossas vidas para replicar, replicar, replicar e mudar o mundo. Simples assim.

38 anos. viva!

Pronto, fiz 38 anos. Foi indolor até, sabiam. Na verdade, foi como qualquer outro dia. Acordei cedo, fui ao trabalho e tal. A única diferença foi mesmo o samba com os amigos campineiros e o bolo no fim da noite. De resto, tudo na mesma. E que bom! Isso mesmo, que bom poder comemorar meus 38 anos com tudo em cima, com saúde, alegria de viver, com meu amor, meu cachorro, minha família e com amigos.

Bom saber que os 38 estão longe de ser aquilo que eu imaginava que seria. E estão melhor do que eu poderia imaginar. Na verdade, não seria capaz de, aos 13, prever onde estaria hoje, qual seria minha formação, como seria meu casamento e, veja bem, em que cidade estaria morando.

Não posso dizer que está tudo como planejado ou mesmo diferente do planejado por um motivo simples: não sou do tipo que faz planos. Tenho sido levada pela vida. Foram assim os últimos 38 anos e, acredito, serão assim os próximos anos.

Arrependimentos? Alguns. Mas quem não os têm, não viveu plenamente. Foram muitos erros, muitos acertos e um tanto de risada. Não posso dizer que vida é ruim para mim, pelo contrário. Ao ler as notícias, então, vejo como a vida tem sido generosa comigo nestes 38 anos. Não que tudo tenha sido um mar de rosas. Não foi. Mas quem vive em um mar de rosas, provavelmente, não vive. Essa pessoa deve se esconder em algum castelo medieval, no meio do nada, sem contato com outros seres humanos, sem ler notícias, numa clausura.

Eu não. Eu vivo, respiro, brigo, brinco, danço, choro, esperneio, viajo, trabalho, converso, leio, me emociono, me decepciono e faço o mesmo com outras pessoas…. faz tudo parte da vida né. Ao menos da minha. E, ó, tá bom assim. Que venham os 39, 40, 41, 42, 43, 44, 45, 46, 47, 48, 49, 50, 51 ,52, 53, 54, 55,56…..

UBER x TAXI

To calada até hoje a respeito desta disputa entre motoristas do UBER e taxistas porque, sinceramente, ainda não usei o serviço do UBER para poder avaliar. No entanto, as notícias que leio a respeito me deixam chocadas. É crescente o número de notícias relatando que taxistas estão agredindo motoristas que usam o app UBER,  ameaçando e até espancando passageiros. Como pode? Que mundo selvagem. Há espaço para todos, camaradas.

Espero que a regulamentação do UBER venha logo. Pelo depoimento de amigos, parece ser um bom serviço e, vamos combinar, se a demanda está crescendo, se as pessoas preferem usar UBER aos táxis comuns ou mesmo os especiais, há de existir um bom motivo: carros mais novos, serviço qualificado, motoristas educados e prestativos, disponibilidade maior? Provavelmente. Vamos deixar o livre mercado agir e determinar o que as pessoas querem. Se elas querem o UBER, que os governos regulamentem logo e que a polícia comece a agir para punir bandidos travestidos de taxistas que sequestram, espancam e tocam o terror nas grandes cidades.

Sonho com o dia…

…. em que farei a louca e trocarei todos os móveis da minha casa de uma só vez. Sim, verdade, eu já troquei a sala inteira e tal. Mas a ideia é dar uma repaginada maluca em uma única tacada. Um dia, sem dúvida, hei de fazer. Depois mostrarei as fotos do antes e depois.

O que falta para tal ato de loucura e coragem? Dinheiro,ora bolas. Porque, para comprar tudo o que desejo de uma levada só, precisarei de uns R$ 100 mil de uma única vez. Não há marido jornalista que resista a um impulso consumista deste tamanho. Por isso, amigos, continuarei comprando a telesena rs.

Assuntos futuros

Tantas coisas aconteceram nos últimos dias, tantas informações, que fica até complicado colocar tudo no ‘papel’. Vamos tentar resumir alguns pontos para, mais tarde, escolher o que vale a pena ser aprofundado:

  • Minha sobrinha completou 10 anos. Que alegria. Um momento único, que me levou ao passado, ao dia do nascimento dela, ao dia anterior, quando toda a família se reuniu na minha casa para celebrar a vida. Nossa, um verdadeiro filme. Eu estava tomando café da manhã quando meu cunhado ligou dizendo que minha irmã tinha entrado em trabalho de parto e que eles já estavam na maternidade. Literalmente, voei pelas ruas e cheguei, em tempo recorde, do Horto a Botafogo, no Rio de Janeiro. Foi um momento especial e que ficará para sempre na memória de toda a família.

É muito legal ver que aquele ser pequenino e indefeso se transformou em uma menina espera, inteligente, animada e popular. A festa da Giovanna foi um arraso e bastante divertida. Onde foi? Dentro de um ônibus!!! Tempos super modernos. Rodamos a Zona Sul do Rio, paramos na Lagoa, no Leme…. sempre com o som giga hiper blast alto. As meninas dançaram para valer, sem vergonha alguma. Sério, elas têm muito gingado. Até coreografia ensaiaram e exibiram no buzão. Sucesso absoluto.

  • Foi dia dos pais. Mais uma data sem a presença física do meu queridão. E, como era de se esperar, foi um momento de chororo entre alguns membros da família (to incluída neste grupo).
  • E, no dia dos pais, soube de uma história bizarra de abuso paterno. Algo bem escroto, maldoso, violento mesmo, impensável. Fiquei passada. Este, sem dúvida, é um tema que abordarei depois. Seria impossível escrever sobre ele em meio a tantos assuntos. Até porque é algo sério e que merece ampla reflexão.
  • Meus exames de médicos estão ficando prontos. Oh, my god!!!! To até com medo de voltar no médico. E, claro, este será tema para um post futuro. Vou esperar ter o parecer de um profissional para tecer qualquer comentário aqui depois.
  • Tive uma conversa bem esclarecedora com uma amiga de infância. É tão bom poder conversar abertamente com alguém que me conhece há mais 25 anos e que me entende e tal. Claro, o oposto também vale. Certeza de que deixei umas caraminholas na cabeça desta amiga. Temos muito a pensar!!!!

Enfim, basicamente, são estes os 5 pontos que pretendo escrever nos próximos dias. Ainda estou processando algumas informações. Mas o bagulho tá agitado. E, fica a dica, se não vai me chupar, não me amasse!

Quem mexeu na minha propina?

Definitivamente sou uma pessoa ultrapassada. Como percebi? Simples, basta ler os jornais. A cada dia uma nova manchete afirma que fulano de tal recebeu xx milhões de propina.  Todo mundo recebe propina neste país, menos eu. Logo, to me sentindo muito por fora.

Não sei nem mais o que conversar nas rodinhas dos melhores bares dos hotéis de São Paulo. To por fora! Ultrapassada. Sei lá, meus pais e avós me ensinaram a ser uma pessoa direita, a seguir regras, leis e tal. Mas acho que perdi alguma lição na escola da vida.

Onde este povo aprendeu a fazer tantas maracutaias? Que faculdade eles frequentaram? Eu não aprendi. Tem MBA para isso? Tem que ter estudado na Suíça? As aulas são em inglês? Onde se aprende a roubar? A impressão que tenho é de que sou uma das poucas pessoas a não cometer tal ato. Sou virgem, vejam só. Uma virgem de 37 anos!! Quem mexeu na minha propina?

Trabalhei em uma grande empresa que é foco de uma das muitas investigações da PF. Lá dentro, soube de alguns casos e de pessoas que faziam acertos daqui e dali, fraudavam contratos e tal. Achava, e podem me chamar de ingênua, que aquelas pessoas eram uma minoria. Mas, infelizmente, estava enganada.

Parece que toda grande empresa envolvida em obras e contratos públicos já molhou a mão de um bocado de políticos Brasil afora. E não dá para culpar apenas os presidentes, há toda uma turma envolvida: diretores, gerentes, advogados.

Sou muito working class mesmo. To à margem desta roubalheira. E, que fique claro, não é um lamento por estar excluída do grupo. Pelo contrário. To é feliz por ser pobre. Olha que coisa estranha, a pessoa é feliz por ser pobre e não ter feito parte de nenhum acordo, em nenhuma empresa. Jamais imaginei.

Não sei vocês, mas hoje, quando vejo uma pessoa estacionar um super carro, daqueles que custam o valor de um bom apartamento, penso: será que ele trabalhou MESMO para comprar este carro ou foi propina? Será que esta gente que mora nos prédios de luxo à beira mar conseguiu suas fortunas trabalhando? Sei lá, fico achando que, ao menos, metade destas pessoas faturou essa grana alta fazendo algo ilegal: propina, prostituição ou drogas.

Sim, claro, a maioria da população brasileira é formada por gente boa e trabalhadora. Na dúvida, basta chegar às 18h na Estação da Luz e olhar para aqueles rostos cansados, para aquela gente espremida nos vagões. Dá um certo conforto e a certeza de que não estamos sós no grupo dos trabalhadores honestos.

Mas, pergunto-me: basta ter esta certeza? Não é preciso fazer mais? Não sei, fica a pergunta aí para você. Como podemos muda, DE VERDADE, este nosso país.

Prazer, tiazona

É oficial: virei tiazona ahahahahah. Sim estou rindo, e rindo muito. E, só para deixar claro: estou achando essa nova situação bem bacana. Quando isso aconteceu? Como? Não sei ainda. O fato é que já faz algum tempo que virei conselheira de pessoas mais jovens.

De alguma forma e por algum motivo, eles gostam dos meus conselhos. E, faça-se justiça, não apenas meninas novinhas pedem meus aconselhamentos, tem gente mais velha, até bem mais velha que eu, que curte meus conselhos. Wellington acha que eu deveria cursar psicologia e ganhar alguns trocados com esse talento. Mas, sei lá, acho mais divertido fazer assim, pela intuição mesmo, de graça, por prazer e diversão.

É tão legal quando a gente aconselha uma pessoa e, tempos depois, a pessoa dá um feedback e conta o desenrolar de uma história. É interessante vislumbrar cenários, propor saídas, soluções. E é mais interessante ainda saber que a gente ajudou alguém a manter um casamento feliz ou a resolver uma situação qualquer do passado. Essa satisfação já me basta. Que eu possa continuar aconselhando e ajudando pessoas.

Estado Islâmico: até quando?

Não consigo entender a matança que o tal Estado Islâmico vem promovendo. Dá nojo ler as matérias. Sinto uma repulsa imensa ao saber que eles jogam homossexuais do alto de edifícios, que promovem matanças com crianças, jornalistas e todo o tipo de gente inocentes. Nenhum Deus quer isso.

É muita brutalidade, uma falta de humanidade absurda. Não dá para acreditar que somos mesmo todos seres humanos. Somos da mesma espécie? Sei lá, tenho algumas dúvidas. Esse povo não tem coração e também não tem cérebro, não pensa, na raciocina. Essa fé cega é assustadora. Essa luta sem fim por território e poder é muito arcaica.

Não entendo também quem não se comova com o sofrimentos dos moradores das cidades que já foram tomados pelo exército do EI. Sofro a cada notícia que, confesso, já pulei muitas vezes as páginas de notícias internacionais para não me contaminar com tanto sofrimento e dor.

Espero que, um dia, meus filhos e netos possam viver em um mundo pacificado, onde a luta por dinheiro, poder e território não tire tantas vidas e provoque tamanha dor.

A distância nos dá clareza

Morar em outra cidade tem muitos prós e contras, mas, sem dúvida, a distância nos dá algo que, em situações normais de pressão e temperatura, não perceberíamos. Sobre o que estou falando? Sobre a capacidade de perceber exatamente quem é nosso amigo. Sim, a distância é reveladora nestes casos. Passamos a perceber quem sente nossa falta, quem se importa com a nossa vida, quem sofre com nossos problemas e quem apenas quer se alimentar, como um vampiro, do nosso tempo, da nossa vida, da nossa alegria.

Essas amizades vampirescas só nos fazem mal. São pessoas invejosas, que não conseguem dar um rumo à suas próprias vidas e que se matam para saber detalhes da vida alheia. É triste, mas tem gente que prefere viver a vida dos outros a ter a própria vida. Me pergunto: como??? Isso mesmo, como pode?? Por que viver a vida de outra pessoa se temos 24horas por dia para serem gastos conosco? Por que vender algo que não somos?

A sociedade vem sendo corroída, e há algum tempo, por esse bichinho peçonhento chamado inveja. Quantas pessoas já passaram pela minha vida que juravam amizade eterna e que, na verdade, só queriam sugar da minha alegria de viver, do meu entusiasmo, a minha energia ou força de trabalho? Ainda bem que estou longe desta turma. E bem longe. Desse tipo de gente não quero receber nem parabéns via Facebook no meu aniversário.

O lado chato dessa distância é não poder abraçar os amigos verdadeiros toda vez que a gente precisa ou que a gente sabe que o amigo precisa. Estar longe em algumas situações, como a morte, é muito ruim. Há alguns meses uma pessoa que foi muito importante na minha vida perdeu o pai. Nossa, como lamentei estar longe e não poder abraçar este amigo e devolver a ele o carinho que o mesmo me deu quando foi meu pai a morrer. Sim, vibrei boas intenções, mandei mensagens e tal, mas não é a mesma coisa. Nada substitui um abraço apertado. Até porque muitas vezes, diria até que na maioria delas, um bom abraço é tudo o que precisamos.  Não palavra, música, olhar, nada que substitua um abraço apertado.

É ruim também em casos de notícias boas: o nascimento de uma criança, por exemplo.  É chato mandar um parabéns apenas por email ou telefone. Acho bacana ir até a maternidade, fazer festa, fotos, abraçar os pais, ver a emoção dos avós, os olhos cheios de água. São momentos únicos na vida de qualquer família e não poder participar é bem chato.

Mas, ok, vida que segue. A vida é feita de escolhas e eu decidi tocar o meu barco para longe e ser feliz de outra forma. Desculpem o lamento virtual, é que, às vezes, faltam amigos reais, gente de carne, osso e emoção, para dar umas risadas na hora do almoço ou num churrasco/samba qualquer aos finais de semana. Vamos que vamos!

Dica de filme: “Enquanto somos jovens”

Sábado, Wellington e eu passamos o dia em SP e aproveitamos para assistir ao filme “Enquanto somos jovens”, em cartaz no Belas Artes, e é impossível não recomendar. Não sei se é porque estou chegando aos 40 (faltam 2 anos) ou se o filme é bom mesmo, só sei que é impossível não se identificar com o filme, sobretudo com algumas partes. O filme é mesmo um tapa na nossa cara e nos revela algumas coisas:

  • Todo mundo envelhece. Aceite
  • Temos idades certas para fazermos algumas coisas
  • Para outras tantas coisas, somos livres, independente da idade. Temos que aproveitar nosso curto tempo na terra e curtir
  • Ter um parceiro em sintonia com nossas vontades e desejos torna a vida mais leve e divertida
  • A gente não precisa violentar nossa essência para ser aceito em alguma turma. Temos que respeitar nossos limites

Ok, tá achando que estas lições servem para tudo, né? E servem mesmo. Estou sendo mais enigmática porque não quero revelar o filme. Mas, fica a dica, vá ao cinema e divirta-se.

Sobre astrologia e outras coisas

Tenho lido bastante sobre astrologia. É um tema que me fascina, que prende minha atenção. Sigo astrólogos no twitter, facebook, instagram. Faço meu trânsito uma vez ao ano. Enfim, tenho admiração e respeito pelo trabalho dos astrólogos e um encantamento natural pela forma como eles conseguem tirar mensagens dos astros e seus movimentos.

No entanto, tenho lido tanta coisa que, confesso, fico confusa. Ter vênus retrógrado é bacana? Uns dizem que sim. Outros, que não. E este é apenas um tipo de confusão. Nem mesmo os astrólogos se entendem rs. Reparei também que há uma galera muito tosca no YouTube. Uns vídeos bem mal produzidos. Confesso que, nestes casos, quando a astróloga aparece com um batom rosa pink na boca, daqueles bem vibrantes, eu perco um pouco o foco e começo a julgar o cenário, o figurino… uma bosta, eu sei. Mas esta é uma das minhas fraquezas. Eu julgo as pessoas. Sim, normal, também me julgam, eu sei, mas gostaria de ser um pouco mais flexível quanto a isso.

Também queria ter mais tolerância com pessoas burras. Já escrevi a respeito umas 33244543 mil vezes, mas não aprendo. Sempre fico irritada. O que acaba sendo danoso apenas à minha saúde. Bem verdade que tenho tentado lidar melhor com este problema, mas ainda não cheguei ao nível que gostaria. Um dia, quem sabe. Rezarei todos os dias para alcançar esta graça. Que Deus me livre das pessoas burras e, caso não seja possível, que me dê paciência e uma dose extra de carinho para lidar com estas pessoas. Ah, que lembre também de tirar do meu caminho gente que é mal agradecida, mal humorada e, claro, escrota.

Bela entrevista: Ivan Izquierdo

O Globo publica hoje uma bela entrevista com o médico e cientista Ivan Izquierdo a respeito das memórias. A íntegra da entrevista pode ser lida aqui. De todos os trechos, o que mais chamou a minha atenção foi o seguinte:

As memórias e as emoções andam juntas?

Completamente. Emoções intensas fazem lembrar melhor. Todo mundo sabe exatamente com quem estava e a que horas quando Ayrton Senna morreu. Ninguém sabe o que fazia no dia anterior. Emoções intensas estimulam um neurônio muito próximo das estruturas que fazem a memória. Em meio a vários processos, os dois estabelecem uma relação. Nunca vou esquecer de onde estava na hora que mataram o presidente Kennedy. Estava indo comprar cigarro na tabacaria de um hotel e o rádio anunciou. Eu posso lembrar exatamente da expressão facial de três mulheres que estavam lá.

Mas também peguei apego pelas perguntas a seguir:

A memória difere com o gênero? Homens esquecem aniversários de casamento…

Não. Com a cultura que rodeia o gênero. A mulher é educada para ser mãe, ter um um lar. O homem criado para ser um malandrão. Então ele prefere não se lembrar do dia que lhe amarraram as mãos. Vai lembrar do dia anterior, em que ainda era livre.

A grande oferta e pouca profundidade na internet influencia a forma como guardamos as informações?

Na verdade ajuda. Chegou-se a pensar que o uso excessivo da internet atrapalharia a memória, nos tornaria pouco interessados. Mas estimula porque podemos lembrar de muito mais itens, já que temos acesso a mais coisas.
Fantástico, não? Impossível discordar do médico. Assim como ele, eu também lembro exatamente o que estava fazendo no dia da morte do Senna ou mesmo na posse do Obama. Lembro de coisas mais pessoais, claro, como o que fazia e até mesmo pensava minutos antes da morte do meu pai ou da minha avó Yolanda. Também sei onde estava, com quem e o que fazia quando soube da morte do meu avô Guilherme.

E, como esquecer, o diálogo que tive com cada um dos meus ex? Impossível. Também lembro da emoção que senti nos 15 anos da minha irmã Danieli e que havia uma enorme torcida para o meu primeiro beijo na boca. Sim, eu tinha 12 anos e havia uma platéia de adolescentes de 15, todos na torcida, vibrando. Como esquecer? Não dá mesmo. As minhas memórias estão de mãos dadas com as minhas emoções. Lembro até que minha roupa estava um lixo quando minha sobrinha nasceu, mas fui correndo para a maternidade sem pestanejar. São muitos momentos, uns tristes e outros muito alegres. Todos inesquecíveis. Amém.

Achei interessante a observação dele sobre a oferta de informação na internet. Esta é uma dúvida que sempre tenho: estou absorvendo tudo o que leio? A impressão que tenho é a de que não consigo, mas, garante o médico, a internet está nos ajudando e estimulando. Vamos observar rs.

A vida está de parabéns!

Olha, tenho quase 38 anos e preciso tirar o chapéu para a vida. De verdade, está de parabéns. A vida está sempre me pregando peças. A cada novo dia, uma surpresa, uma novidade. Nem sempre são boas, que fique registrado. Mas, ok, faz parte. Espero um dia aprender a lidar melhor com algumas situações. Que Deus possa me dar um balde de paciência todos os dias ao sair da cama. Sim, eu sei que Ele tem coisas mais importantes com o que se preocupar, mas não custa registrar o apelo.

Como terminar um relacionamento?

É possível terminar um relacionamento sem ferir a outra pessoa ou ferir a si próprio? Sinceramente, não sei. talvez quando as duas partes estiverem de acordo. Mas, vejam, bem, até nestes casos, se as partes estão de acordo significa que elas já estão em um nível de tamanho desgaste, mas tamanho desgaste, que já não vale a pena tentar mais nada. Nestes casos, acredito, o sofrimento chegou antecipado e dividido em algumas parcelas nem tão suaves assim.

Sei lá, quando a gente ama alguém, se entrega, faz planos, sonha e tal, acredito que fica um vazio quando a relação acaba. E isso, claro, serve para quem está colocando o ponto final ou sendo chutado. Já estive dos dois lados e foi uma merda nas duas vezes. Claro que, quando a gente toma o pé na bunda, sem esperar qualquer ação neste sentido, a gente fica mais frágil, quer entender o que aconteceu e, na maioria das vezes, guarda uma mágoa.

Por isso, caros amigos, pergunto: como terminar um relacionamento? Sinceramente, não sei como fazer isso de forma correta. Melhor, de forma menos dolorosa para todos os envolvidos. Talvez porque a gente passe a vida acreditando que tudo o que chega ao fim é triste. Lamentamos quando um bom filme ou livro acaba. Lamentamos quando uma viagem muito sensacional acaba. Lamentamos quando acabamos de comer alguma sobremesa gostosa. Passamos a vida lamentando, sofrendo por pequenas coisas. Por que haveríamos, então, de aceitar com prazer o fim de um relacionamento? Acho que não dá mesmo para acabar de boa, sem mágoas, sem ressentimentos.

O tempo, como já disse inúmeras vezes, acaba cuidando das feridas e, quando a gente menos percebe, perde a casquinha do machucado e tá pronto pra outra ferida. É o ciclo da vida. Nascer, crescer, amar, sofrer, amar de novo e, então, morrer.

Criança voadora

Hoje eu tive um sonho louco. OK, praticamente todos os sonhos são loucos, mas este foi especial. Tem todo um contexto, que não vou citar aqui, o que importa é: eu estava trabalhando, na rua, como repórter e, do nada, no meio de uma ventania, um bebê voador caiu em meus braços. Isso mesmo, era uma ventania muito forte e um bebê estava voando, sendo arrastado pelo vento e chegou em meus braços. Doido, não?

Daí, claro, eu decidia adotar a criança. Afinal, a cegonha, Zeus, Deus ou o vento havia me enviado aquele bebê. E foi isso. Fim. Eu adotei a criança voadora. O que isso significa??

índios querem colocar fogo nas torres de transmissão. WTF

Então é isso, índios querem colocar fogo nas torres de transmissão que ligam Itaipu a SP. MEO DEOS, era só o que faltava. Vejam aqui. Agora, me expliquem, por que os índios reivindicam projetos sociais e a liberação de R$ 7 milhões para a comunidade indígena? Eles não são índios? Não deveriam viver como índios? Sei lá, posso ser atrasada e tal, mas não entendo. Pra mim, índio devia ficar no seu canto, na sua terra, vivendo na sua cultura. Se quiser celular, internet, televisão e geladeira, ok, sem nenhum problema, mas saia da aldeia, amigo. Se junte à cidade ou, ok, viva no campo, mas saia da aldeia. Apenas acho que não combina.

Daí, ok, eles querem ficar na aldeia, querem a grana do governo (mas não pagam impostos) e ainda querem que eu fique sem luz? Sorry, assim fica difícil defender estes índios.

INDIOS-PROTESTO-ortigueira

Saiam do armário, please

leo

Ontem, no cabeleireiro, o papo rendeu. Sempre rende né, sobretudo quando se fala de putaria. Entre uma tintura e outra, ele corria para o celular e, claro, toda bicha que se preze tem a língua maior que a boca (Adoroooo). E acabamos conversando sobre a vida amorosa dele. O cara está frenético e saindo com vários gatinhos que ele conheceu através de apps de relacionamentos com tinder e scruff. O nível dos caras realmente é bom, vi algumas fotos (até peladinhos).

O que me deixou tristinha foi perceber vários caras que se dizem heteros, inclusive um que mora perto lá de casa, mas que adoram uma rola. Isso mesmo, não é novidade para mim porque outros amigos gays já me contaram de casos com homens que são casados ou têm namoradas, mas a quantidade de homens nesta condição e que saem com este cabelereiro é que me deixou impressionada. São muitos. Muitos mesmo. O que tem de errado nisso? Bem, a meu ver, nada. Desde que o homem em questão tenha deixado claro para a esposa/namorada que ele curte comer ou ser comido por uns homens de vez em quando. Se a mulher topar, ótimo. Não é pra mim, confesso. Ficaria bem puta e decepcionada se descobrisse algo do gênero.

E não é puritanismo. Apenas acho que o acordado não sai caro. Meu primeiro namorado hoje é gay, é meu amigo e estou OK com isso. Também não poderia ser diferente. Éramos adolescentes, super novos, e acho válido ele ter reconsiderado suas escolhas ao sair da adolescência (se bem que acho que não é uma escolha, mas, enfim, escrevi assim para o rápido entendimento, depois conversamos a respeito). Hoje ele é casado com um cara muito bacana e tal. Há uns anos eles me deram uma carona e conversamos um pouco. Fiquei bem feliz por ele. Como podem perceber, ok, o fato de o cara se tornar/ser gay não é um problema. Só acho sacanagem quando a pessoa leva uma vida dupla, escondida. Aí é foda.

Outra vez, visitando outro amigo gay, o encontrei todo feliz em casa. Ele mora perto da praia e estava radiante. Um carinha gato, sarado, típico menino do Rio de Janeiro, tinha acabado de fazer um boquete nele antes de ir pedalando para a praia. O detalhe? O cara saiu de lá, deu uma lavada na boca e foi encontrar a namorada. A pobre nada sabia e estava esperando o cara na praia, toda gata, magrinha, de biquini (vi uma foto dela no Facebook do cara). Uma puta sacanagem. Se ela soubesse, ok, nenhum problema. Mas pra que mentir? (ela nem imagina, meu amigo me confidenciou).

Entendo que sair do armário não é tarefa das mais fáceis, sobretudo para quem tem família conservadora, mas mentir assim para uma mulher, que nada tem a ver com a história, é uma falta de respeito e uma falha no caráter absurda.

De boa, façam como o Léo Aquila e o noivo dele. Os dois são homens, com paus, têm filhos e tá todo mundo feliz.Vão casar na Igreja e isso é maravilhoso. Todos sabem, se conhecem e tal. Não há porque ser um problema. A sociedade mudou, o que importa é a felicidade de cada um. Quer dar o cu? Dá. Quer chupar uma piroca? Chupa. Quer fazer suruba? Faça. Quer trocar de sexo? Troque. Quer sair com alguém do mesmo sexo? Saia. Tá tudo permitido, desde que todos estejam de acordo. Não vale mentir, até porque a primeira mentira sempre contamos para nós mesmos.

O cara que é casado ou tem namorada e esconde que sente tesão por outro homem está, em primeiro lugar, mentindo para si mesmo. E isso é triste. Vamos ser verdadeiros. Vamos assumir nossas vontades, nossos desejos. E, claro, sem magoar ninguém. Ah, mas eu tenho uma namorada e só agora descobri que curto pica. Porra, larga a menina. Vai ser feliz chupando sua rola em paz ou arrume uma mulher que tope sua situação bissexual e não se importe. Tem gente que topa, que curte, que aceita. Mas viva a verdade. Não se magoe, não esconda seus desejos. Não seja dissimulado. A vida é curta para fazer cu doce.