Das viagens que eu faria novamente

Melbourne - arte por todos os lados
Harbour Bridge
Harbour Bridge

Todo mundo tem um lugar no mundo em que gostaria de estar mais de uma vez na vida, não é mesmo. Como boa pessoa que sou (ou acho que sou) também tenho estes lugares. Austrália, França e Itália estão no meu top five. Nas outras duas colocações entram Búzios e Maceió Vamos às explicações:

1 – Austrália: foi neste lindo país que vivi momentos de grande euforia e tristeza. Já fui para lá duas vezes, mas iria outras tantas. As cidades são belas, o povo é hospitaleiro, é tudo organizado e maravilhoso. Por tudo isso, os momentos felizes ganham dos tristes e fazem da Austrália meu lugar favorito no mundo (de todos os que conheço, claro).

2 – França: Se eu não colocasse Paris na segunda colocação vocês poderiam me chamar de maluca. Teriam toda razão. A cidade me encantou de uma forma única. Certamente moraria ali e me prederia naqueles cafés sem culpa.

3 – Itália: Roma foi paixão à primeira vista, mas Florença me fisgou. É muita beleza em um lugar só. E a comida é APENAS maravilhosa.

4 – Búzios: Esse é o meu xodó no Rio de Janeiro. Apenas AMO com todas as minhas forças. Praiais lindas, paz, tranquilidade.

5 – Maceió: As praias mais bonitas do Brasil. OK, tem Fernando de Noronha, mas estou tentando ser justa e deixando Noronha na categoria Clóvis Bornay, não tem pra ninguém.

Mas estes são apenas os 5 favoritos. AMO Noronha, Buenos Aires, EUA e, acreditem, até Brasília. Se pudesse, levaria o resto da minha vida viajando. Voltando a tantos lugares lindos por onde passei e conhecendo cada cantinho desse Brasil e do Mundo. E, por favor, não me venha sugerir mudar de profissão. Não quero virar comissária de bordo. Nada contra o trabalho, simplesmente gostaria de viajar como turista, sem qualquer tipo de preocupação/obrigação. Apenas para curtir mesmo, conhecer pessoas e lugares especiais. Já que a gente não leva nada desta vida, gostaria apenas de viajar.

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Melbourne – Austrália

Arte por todos os lados

Foram apenas 4 dias, mas, provavelmente, foram os 4 dias mais intensos da minha viagem com o Wellington pela Austrália. E pelos mais variados motivos. Melbourne, sem dúvida, jamais será esquecida. A cidade é linda, bem organizada e com muitas atrações, sobretudo as noturnas. Sim, é fria, mas é como SP… dá pra suportar com um bom casaco. Se eu moraria lá? Definitivamente. O CBD (Central Business District) é muito charmoso, limpo, organizado, com diversas lojas de marcas, de design, de tudo o que você imaginar. Fiquei louca só de fazer o trajeto aeroporto-hotel.

Ficamos hospedados no Fórmula 1 por motivos de: custo e localização. Sim, como mencionei antes, hospedagem em TODA a Austrália é algo bem caro e ficar em uma rede barata era necessário porque planejamos fazer passeios caros. Por sorte, este hotel é MEGA bem localizado. Fica na Elizabeth Street, bem no centrão mesmo.

Melbourne é uma cidade fácil de se localizar e circular. A cidade oferece um sistema de bondes/ônibus gratuitos que circulam pelo Centro, pelos principais pontos turísticos, e com uma qualidade/horários adequados. É também uma cidade com muitas obras de artes espalhadas.  Dá gosto de ver as esculturas, uma mais linda que a outra.

St Paul´s Cathedral – linda por fora e por dentro

Vale entrar na St Paul´s Cathedral. É linda por dentro e por fora e é um lugar com muita paz. Mas, o melhor de Melbourne, na minha opinião, é mesmo a noitada. A cidade oferece restaurantes e cafés ótimos e as boates… bem, são todas muito animadas. Eu e Wellington, sem dúvida, nos divertimos mais lá que em qualquer outra cidade da Austrália. Vale lembrar também que foi em Melbourne onde vimos mais australianos, de fato. Explico: os asiáticos invadiram a Austrália, estão em todos os cantos, uma praga rs. E, em Melbourne, eles ainda são minoria !!!

Como fiz no post sobre Sydney, vamos por partes. Começarei por Phillip Island, que fica a 90 minutos de carro/ônibus de Melbourne e é parada obrigatória. Você já vai entender …

Phillip Island – Impossível falar em Melbourne e não mencionar este paraíso dos pingüins. Isso mesmo, se você quiser ter uma experiência única com estes bichinhos fofinhos, você precisa ir até Phillip Island. http://www.penguins.org.au/

Uma experiência única

Eu e Wellington pagamos pelo Ultimate Penguin Tour, o que significa que, além de pagarmos mais caro, entramos para um seleto grupo de 10 pessoas e tivemos uma experiência, de fato, incrível. Fomos de carro até determinado local da ilha e depois seguimos, a pé, pela areia da praia até um ponto de observação. Com roupas apropriadas de borracha, o que nos protegeu de uma certa garoa, ficamos ali, sentados por aproximadamente uma hora. Cada um com seu monóculo com visão noturna. Sim, estava de noite e o céu … nossa, nunca vi nada igual. Centenas de milhares de estrelas, constelações lindíssimas. Mas, ok, foco no passeio.

Pouco depois de anoitecer, breu total, os pingüins começaram a sair do mar. Isso mesmo. O objetivo do passeio era ver os pingüins saírem do mar, cruzarem a areia e seguirem rumo aos filhotes para alimentá-los. Claro que, a parte da alimentação, não estávamos autorizados a ver. Não podíamos falar, fazer qualquer barulho. Tínhamos que ficar ali, sentados, de olho, apenas observando, sem interferir no meio ambiente. Assistimos ‘apenas’ ao ballet dos pingüins.

E eles saem do mar de forma tão bonitinha. São muito fofos. Andam, geralmente, em dupla ou grupos de 4 ou 6 pinguins e se embalançam, da direita pra esquerda, num ritmo muito peculiar, cadenciado. Vez ou outra, os mais gordinhos que, segundo o guia são os mais saudáveis, caíam de barriga na areia. Gentem, eles não agüentam o próprio peso na areia e tombam.   Tem como não amar?? Muito fofos, desengonçados .. vontade de levar um pingüim pra casa, óbeveo, colocar no colo e colocar pra ninar. Rs

Muito fofos

Acabado o ballet, seguimos novamente pela areia e voltamos para a sede do centro de conservação dos pingüins a pé. Momento tenso, confesso, eu e Well tínhamos que chegar às 22h para pegarmos o ônibus de volta pra Melbourne, mas, por instrução do guia, não poderíamos correr muito. Explico: toda vez que um ou mais pingüins passavam pela gente na estrada, tínhamos que parar e dar passagem pros fofinhos. Não podemos mesmo interferir na rotina deles e isso, apesar de ser muito bacana, quase nos deixou, literalmente, ilhados. Mas, ok, deu tudo certo.

Aliás, falando em ônibus, vale ressaltar que, só depois de comprarmos nossos tíquetes para o passeio na internet, descobrimos que não havia transporte público para Phillip Island. Quer dizer, tem, mas os ônibus param de circular às 17h. Ou seja, não serve para quem quer ver os pingüins de perto, só pra quem quer visitar a ilha. Por isso, acabamos contratando um passeio destes bem pra turistão mesmo. E, quer saber, foi ótimo.

Antes de chegarmos emPhillip Island, o buzum parou em dois lugares: Churchill Island e Koala Conservation Centre. Neste último não fizemos muita questão de entrar. Já tínhamos visto Coalas e estávamos famintos. Mas o passeio em Churchill Island recomendo. O lugar é uma fazenda, com uma puta vista pro mar e nos dá a possibilidade de tocar nos animais e conhecer um pouco mais de suas rotinas. Aprendemos como tosar uma ovelha, por exemplo. E … falando em ovelhas … Wellington se apaixonou por uma rs, brincadeira, claro, mas ele, de fato, ficou encantado com as bichinhas. E elas foram tão receptivas. Foi muito legal poder alimentá-las e ter um contato mais íntimo com estes seres fofinhos. Por tudo isso e muito mais, por experiências que não puderam sequer serem fotografadas (como é o caso da parada dos pingüins) super recomendo o passeio à Phillip Island. Simplesmente imperdível. Ah, vale lembrar que é em Phillip Island que acontece a corrida de motovelocidade e passamos bem pertinho do circuito, é muito bacana !!!

As ovelhas são muito amáveis e comilonas

 

Comida –  A cidade possui mais de 3 mil restaurante e uma boa parte deles está na região do Crown, o cassino da cidade. São diversos tipos de culinária e pra todos os bolsos. Na primeira noite, jantamos no Café Baci´s. Minha lasanha estava excelente, sério, parecia até a da minha mãe, que eu considero ser a melhor do mundo. No dia seguinte, na praia de Sta Kilda, almoçamos no local com o pior serviço de toda a região. Sério, levou muito, mas muito tempo para que algum garçon nos atendesse. E não era implicância com o casal. Vimos muitos clientes desistindo porque o atendimento era péssimo. Mas, como bons brasileiros famintos, decidimos ficar no The Beachcomber Café. Não foi lá estas coisas, mas deu pro gasto. Experimentamos também um bom vinho no La Vita Buona, local que descobrimos despretensiosamente. Mas o destaque, sem dúvida, fica para o Roule Gallete, uma creperia francesa (sim, todos lá falavam francês) muito charmosa e com crepes divinos. Gostamos tanto que voltamos ao local para tomar café da manhã.

Noitada: Graças ao Foursquare, encontramos o The Toff in Town. Ficava perto do nosso hotel e é muito divertido. Gostamos tanto do lugar que fomos na quinta e na sexta. Sinceramente, preferimos na quinta, que estava um pouco mais vazio e pudemos ser mais performáticos na pista de dança rs. Sexta, com o local mais cheio, imaginem só, tomei alguns banhos de cerveja. Mas, ok, quem ta na pista é pra se molhar rs. Foi bastante divertido e até no palco dancei, mas um pouquinho só. No sábado fomos a uma balada dos anos 80 no Club Retro. Também foi bem divertido, mas nada superou a noite de quinta. Dica para as mulheres: podem ir sem medo pra Austrália. Lá tem muito mais homens que mulheres e é impossível ir a uma balada sem que, ao menos, um cara GATO chegue em você. Wellington teve que engolir o ciúmes algumas vezes rs, mas ele nega, claro rs.

Barefoot pela primeira vez na vida – como as australianas rs

Preciso revelar que voltei descalça das baladas. Sim barefoot é comum na Austrália, mas nunca tinha feito. Tirando o frio, até que é bom voltar pra casa sem salto, com os pés bem plantados no chão. No segundo dia o fofo do Wellington me acompanhou só porque eu disse que estava muito frio <3.

Federation Square – Wi-fi de graça e com sinal de boa qualidade, sem limite de horas. Sim, isso é possível na Federation Square, que fica ao lado do centro de informações ao turista e de alguns restaurantes. Nem preciso falar que Wellington queria ir pra lá todos os dias né rs

Wellington abusando do wi-fi

Praia: Melboune é uma cidade fria e vivem comparando com SP, mas há uma grande diferença. Melbourne tem praia. Sta Kilda é bem bonita, ta sempre lotada e, adivinhem, existe uma unidade do Luna Park por lá. Óbveo que fomos. Focamos nas montanhas russas e, confesso, deu medo. Além de serem construídas de madeira, uma delas, a mais antiga, tem como freios uma pessoa. Isso mesmo, uma pessoa. Explico. Um funcionário do parque fica em pé entre os dois vagões da montanha russa. Estranho né? Pois bem, a pessoa vai puxando o freio nas quedas. Bizzaro e muito divertido. Amei.

Sta Kilda

Próximo à praia está localizado também o jardim botânico da cidade. E é tão fofinho. Muiiito menor que o de Sydney, mas tem seu charme. Descansamos deitadinhos no gramado, namoramos, conversamos, vimos uns peixinhos fofos e vimos um pouco de um jogo de xadrez com peças gigantes.

xadrez pra passar o tempo

Medibank Icehouse –  Imaginem uma pista de gelo enorme com DJ e iluminação. Sim, isso existe em Melbourne. O lugar é tão bacana que os patinadores profissionais da Austrália treinam lá. Claro que fomos conhecer e patinar. Mas, sinceramente, não foi tão bom. Os patins estavam meio gastos, um tanto largos no tornozelo e isso me deixou com receio. Não queria me quebrar e inviabilizar o resto da viagem. Lembrei imediatamente de Paris, quando patinei no alto da Torre Eiffel e me ferrei de verde e amarelo. Tive um problema no joelho e fiquei puxando da perna por uns 4 dias. Uma merda. Por isso, dei umas 4 voltinhas e sentei. Wellington ainda arriscou um pouco, mas não muito mais.

pista gigante rs

Ficamos poucos dias, mas foram muito produtivos. Queria ter ficado um pouco mais na cidade. Quem sabe um dia, volto. Se quiser saber um pouco mais da cidade, recomendo este site http://www.melbourne.vic.gov.au/Pages/default.aspx

Austrália e eu

    Observação: post gigantesco, eu sei. Escrevi sobre Sydney e vou dar um tempo pra falar sobre Melbourne e Port Douglas. Vou poupar vocês rs

Harbour Bridge

A Austrália sempre foi um sonho distante, um país que um dia, quem sabe, depois de ter rodado o mundo, eu conheceria. Pois bem, a vida sempre nos surpreende e, nos últimos 10 meses visitei a Austrália duas vezes. Isso mesmo, duas vezes. Por que? Por amor, claro. Meu namorado foi estudar lá por um ano e não me contive, fui visitá-lo. Acho que na minha vida tudo é mesmo exagerado.

Lembro que, assim que voltei da primeira vez, escrevi uns posts sobre Perth, a primeira cidade onde ele morou. Escrevi sobre alguns programas, praias bacanas e impressões sobre a organização da cidade, dos transportes … Deixei para contar sobre o réveillon em Sydney e a vida na cidade grande depois. E o depois chegou.

Voltei há duas semanas e ainda estou me organizando. Sim, acostumar o corpo, que quer dormir quando se quer ficar acordado, é complicado. Ainda mais porque em Sydney o horário de verão começou antes que o nosso. Ou seja, perdi 2 horas de vida este ano rs . Tenho muitas coisas a contar. A viagem teve uns percalços, mas, no fim, deu tudo certo. Saldo positivo. Além de passar mais dias em Sydney do que da primeira vez que fui à Austrália, agora visitei também Melbourne e Port Douglas. Fiz passeios incríveis, incluindo um vôo de balão e um delicioso mergulho na Grande Barreira de Corais. Mas, vamos por parte:

1)     O Réveillon: Na verdade, na Austrália se comemora o New Year´s Eve. Eu e meu gatinho festejamos a chegada de 2012 no bar da famosa e maravilhosa Sydney Opera House. A festa foi muito boa, música de boa qualidade, pessoas animadas, uma energia bem bacana. A comida, dizia o caro ingresso que pagamos, era liberada, mas não era tão farta. Lembro que eu e Wellington tínhamos que sair correndo atrás dos garçons. A bebida, também bastante cara, era paga. Mas, na boa,  quem já foi até o outro lado do mundo não deve ficar regulando o valor que se paga na bebida, ainda mais em uma festa de fim de ano. Os fogos foram muito bonitos e muito diferentes do que eu já tinha visto. A organização da cidade, que fez com que milhões de pessoas chegassem até a região da Harbour Bridge para ver a queima de fogos, precisa ser destacada. Não vimos nenhuma confusão e o metrô e ônibus funcionaram perfeitamente, sempre nos horários estabelecidos. Uma beleza.

Um espetáculo !

2)     As praias: Sim, Sydney tem belas praias (As de Perth não devem em nada). Todo mundo, certamente, já ouviu falar de Bondi Beach e suas maravilhosas piscinas oceânicas. Mas é preciso destacar ainda Manly, Palm Beach e Dee Why, praias do Norte, que, a meu ver, merecem um reconhecimento maior dos turistas. Aliás, praticamente todas as praias possuem piscinas oceânicas e, sinceramente, isso deveria ser copiado aqui no Brasil. Em dias de mar agitado, as piscinas são TUDO. Banheiros públicos gratuitos, água filtrada à disposição. Tudo muito limpo e organizado. Defeito? Sim, há defeitos. A legislação não permite venda de bebida alcoólica nas praias e nas ruas próximas. Bem, eu, que não bebo muito, não liguei pra isso, mas sei que a maioria dos brasileiros sofre. Também não há vendedores ambulantes nas areias e, confesso, senti falta disso. As mulheres são mais liberais, mas até certo ponto. Vi algumas fazendo topless, mas usando calcinhas de biquíni enormes o suficientes para abrigarem 3 crianças da Etiópia. Qual a lógica do libera em cima e esconde embaixo???

Palm Beach

3)     Compras: O dólar australiano é mais caro que o americano e isso dificulta bastante, mas não impede boas compras, claro. Voltei com as malas cheias das duas viagens. Em Sydney, a George Street é uma loucura, ainda mais no dia 26 de dezembro, quando fazem o Boxing Day com descontos de até 70%. Sério, parecia que estava na 25 de março ou na Saara em véspera de Natal. Era muita gente, um formigueiro e todos comprando muito. Eu e Wellington também entramos nessa onda e compramos de um tudo, até TV ele garantiu rs. Mas isso foi na primeira viagem. Nesta última fui mais comedida e preferi gastar meu dinheirinho em passeios turísticos mesmo. Não me arrependo.

4)     Sydney Opera House: Vale a pena pagar pela visita guiada. O lugar é muito bacana por dentro e a vista que se tem de Sydney é espetacular. Ah, claro, a gente fica conhecendo os bastidores do teatro, a história de alguns shows, musicais,… Recomendo. (http://www.sydneyoperahouse.com/)

Estrutura impressionante

5)     Harbour Bridge: Como da primeira vez, eu e Wellington não tivemos coragem de pagar quase 300 dólares para escalar a famosa ponte de Sydney. Uma jornada de 4 horas. Mas, atravessamos a ponte a pé e pagamos pela visita a um dos pilares da ponte e, este sim, foi um dinheiro bem empregado. Além de assistirmos a um vídeo sobre a construção da ponte, os desafios … tivemos a oportunidade de fazermos belas fotos da ponte e da cidade lá de cima. Super recomendo. Um passeio barato e imperdível. (Se quiser escalar, clique no link http://www.bridgeclimb.com/)

Vista panorâmica de um dos pilares da ponte

6)     Taronga Zoo: Sim, ir ao zoológico de Sydney (http://taronga.org.au/taronga-zoo)  é um passeio fundamental. Além de ver animais que não temos aqui como o Canguru e o Coala, existem uma infinidade de bichos e pássaros impressionantes. Sim, há uma exibição com pássaros adestrados que é muito bacana. E, mais uma vez (ta virando clichê, eu sei), a vista da cidade é muito linda. Talvez a mais bonita que se possa ter. Obs: Os cangurus são bem tranquilos durante o dia. Eles passam horas dormindo… são muito ativos no início da manhã. Cruzamos com 2 naa estrada de Port Douglas para Cairns, mas essa história fica pra outro post.

Uns fofos

7)     Royal Botanic Garden: Passando por trás da Ópera House, chegamos ao Royal Botanic Garden (http://www.rbgsyd.nsw.gov.au/welcome/royal_botanic_garden).  Gramado lindo, flores belas, uma area reservada para plantas exóticas, uma pirâmide de vidro maravilhosa e muita paz. Sim, o jardim botânico é o lugar ideal para se fazer um picnic. Eu e Wellington comemos Tin Tan (chocolate australiano com biscoito que merece todas as honras) e água, mas deu pro gasto. Passamos boas horas deitados naquele gramado, curtindo a natureza, o sol e um ao outro, claro.

Estufa em formato de pirâmide

8)     Luna Park: Nada como a tradição. Inaugurado em 1935, o Luna Park  (http://www.lunaparksydney.com/) ainda conserva a atmosfera do século passado. Um charme que garante toda diversão. E a montanha russa de madeira?? Gentem, dá muito medo, parece que vamos cair nas curvas. Sensacional. Rimos muito e nos divertimos como nunca. Já tínhamos ido ao parque no início do ano, mas decidimos voltar e foi tudo de bom. Descobrimos novos brinquedos, senti medo e euforia… tudo ao mesmo tempo. (Também fomos ao Luna Park de Melbourne, mas o de Sydney é melhor)

Diversão garantida

9)     Noitada: Sim, os australianos sabem se divertir. Dançamos salsa no Ivy (http://merivale.com.au/ivybar) e também fomos ao La Cita (http://lacita.com.au/) e sacodimos o esqueleto em um piano bar muito legal, o Mysnkis (http://www.hotelcremorne.com.au/articles/Minskys/6), que fica no bairro de Mosman, no norte da cidade. Também tivemos uma noite divertida em um boliche, no Strike Bowling, (http://www.strikebowling.com.au/ )seguido por um karaokê. Cantei, cantei, cantei e, claro, desafinei com louvor. Foi ótimo. Foi caro, só o Karaokê custou AUD$ 80 por duas horas. Mas ficamos em uma sala reservada, com um sistema de som ótimo, uma seleção musical variada, iluminação… tudo de bom. Recomendo.

Casal que desafina unido, permanece unido

10) Restaurantes: Tendo dinheiro, se come muito bem. São centenas de opções para todos os gostos.  Jantamos à luz de velas no charmoso e romântico La Rosa Bar e Pizza, que fica na The Strand Árcade, na Pitt Street  Não vou me aprofundar muito nesse tópico porque comida é algo muiiito pessoal. Fomos também ao Jet Bar Caffe, ao Wolfies (que é bem bacana, tem o atendimento mais rápido que já vi na vida e que fica na região do The Rocks), ao Cargo Bar, ao Bescetti, ao Arax , ao bar da Opera House e, claro, como todo bom viajante que vai ficando sem dinheiro com o passar dos dias, fomos ao Mc Donald´s.

Café da manhã no Bescetti

11) Paddington Markets e Paddy´s Markets: Como boa turista, confundi os dois mercados. Um erro grosseiro. O primeiro, o Paddington Markets (http://www.paddingtonmarkets.com.au/) super recomendo. É uma feirinha de artesanato fofa, com produtos descolados e gente bacana que acontece todos os sábados faça chuva ou sol. Fica no bairro de Paddington. O segundo (http://www.paddysmarkets.com.au/) é bom apenas para quem quer comprar tranqueiras baratas. Só vá se tiver muiiito tempo sobrando. E, por favor, não faça como eu e caia no papo daqueles chineses. Fiz uma massagem que me deixou ainda mais dolorida. Tá aí um momento para esquecer em Sydney rs.

12) Sydney Tower: Como bons turistas, visitamos também a Sydney Tower, o prédio mais alto de Sydney (são 309 metros) e fizemos um passeio muito bacana, que foi andar no entorno do prédio, lá em cima, agarrados à estrutura por uma corda de segurança, no que eles chamam de Skywalk. O interessante do passeio, além da vista, claro, é que ficamos em pé numa plataforma de vidro e, em determinado momento, a plataforma se movimenta. Ficamos, literalmente, em cima da cidade, por cima das pessoas na calçada, fora dos limites do prédio. Doida que sou, segui os conselhos da guia e pulei na plataforma. Wellington gelou e quis me matar (acho que as outras pessoas do tour também), mas sou confiante e acreditei no sistema de segurança do prédio. Ufa! Deu tudo certo. Se quiser ter uma ideia do que estou falando, vela o site (http://www.sydneytowereye.com.au/)

13) Hospedagem: Se você está pensando em ir para a Austrália, saiba que, ao menos, metade do seu orçamento será gasto em hotéis. Até mesmo os albergues são caros. Mas, ok, é como eu disse antes, quem vai para o outro lado do mundo não deve ficar regulando esse tipo de coisa.

Bem, estas foram as minhas impressões. Claro que poderia falar muito mais, fiz amigos, conheci pessoas interessantes, assisti espetáculos na rua, fui ao Museu de Arte Contemporânea, poderia falar sobre algumas regiões interessantes, como o The Rocks, ou mesmo sobre o chique bairro de Mosman. Também não comentei sobre os dois jantares agradáveis na casa da família postiça do Wellington… foram 18 dias e seria impossível contar tudo e todas as minhas impressões, meus momentos alegres … Existe um mundo de informações sobre Sydney na internet e não cabe aqui ficar relatando tudo. Recomendo este site oficial  (http://www.cityofsydney.nsw.gov.au/) Se decidir conhecer, boa viagem. Aposto que, apesar das muitas e muitas horas de voo, você não vai se arrepender. Mas, é como sempre digo, não há nada melhor que voltar pra casa, pra nossa família, amigos e pra nossa vidinha. Viva a minha cidade maravilhosa do Rio de Janeiro e suas belas praias.

Salvem a Grande Barreira de Corais !!

Estou legislando em causa própria. Como boa parte dos amigos já sabe, mês que vem voltarei à Austrália. E, está em meus planos, mergulhar na Grande Barreira de Corais. Talvez por isso tenha recebido hoje um email pedindo que eu assine uma petição que pode ajudar a impedir  que magnatas da mineração construam um dos maiores portos de embarque e desembarque de navios cheios de carvão em cima do ecossistema da Grande Barreira de Corais — dando acesso a 8 bilhões de toneladas extras de carvão, responsável pela destruição do nosso planeta, e colocando em risco a sobrevivênvia dessa impressionante área, um Patrimônio Natural da Humanidade.

A Grande Barreira de Coral é composta por cerca de 2900 recifes, 600 ilhas continentais e 300 atóis de coral. Neste ecossistema complexo vivem cerca de 1500 espécies de peixe, 360 espécies de coral, 5000 a 8000 espécies de moluscos, 400 a 500 espécies de algas marinhas, 1330 espécies de crustáceos e mais de 800 espécies de equinodermes.

Diz o email: “Ativistas na Austrália já estão pressionando o governo e até mesmo a UNESCO se pronunciou, mas é um banco público dos EUA que é a espinha dorsal desse projeto. Uma pressão global sobre este banco pode envergonhá-lo internacionalmente e colocá-lo no centro das atenções das questões climáticas durante o debate eleitoral nos Estados Unidos.

Vamos aumentar a pressão sobre o presidente do banco, Fred Hochberg, e exigir que suspendam o financiamento do projeto de mineração na barreira de corais. Temos apenas alguns dias — agora, o presidente deste banco se encontra na Austrália participando de reuniões. Clique abaixo para se juntar ao chamado para salvar a barreira de corais e a Avaaz entregará as nossas vozes para o sr. Hochberg:

http://www.avaaz.org/po/the_great_barrier_coal_mine_global/?bpInsdb&v=17177

O enorme projeto do porto de carvão levaria a já sensível barreira de corais a um ponto limite próximo de sua destruição ao construir um terminal de exportação dentro das águas em que se encontram os corais — e inundando o mercado com mais 8 bilhões de toneladas de carvão exportados. Esse novo porto permitiria que até 20 navios navegassem por dia sobre essas águas puras, levando o carvão da Austrália até a China. Nós já vimos o tipo de dano que estes navios podem causar em 2012 quando um navio afundou, deixando uma ferida de 3 km de comprimento no ecossistema único dos corais.

Nesse momento, a proposta está encontrando empecilhos após a UNESCO relatar que o desenvolvimento de carvão é prejudicial aos corais, e o governo australiano interveio no projeto e solicitou uma revisão do relatório ambiental. Se conseguirmos cortar o financiamento na fonte, podemos causar mais um impacto ao projeto e ajudar a impedir por completo a operação de mineração.

O Banco de Exportações-Importações dos EUA já está enfrentando problemas no país com a política local e quer evitar quaisquer outras polêmicas. Um protesto gigante neste momento pode impedí-los de destruir ainda mais o maior e mais espetacular cenário submarino do mundo. Assine agora e a Avaaz entregará a mensagem diretamente para o presidente do banco, Fred Hochberg:

http://www.avaaz.org/po/the_great_barrier_coal_mine_global/?bpInsdb&v=17177

Milhões de membros da Avaaz em todo o mundo lutaram pelo nosso planeta — erguendo suas vozes nas negociações sobre mudanças climáticas em Copenhague e no Rio de Janeiro, e garantindo vitórias para proteger nossos oceanos na Austrália, e a Amazônia no Brasil. Agora, vamos nos unir mais uma vez para proteger a majestade da Grande Barreira de Corais da ganância da mineração.

Com esperança,

Emma, Allison, Emily, Ricken, Paul, Wissam e toda a equipe da Avaaz”

Outras informações (em inglês):

Ministro do Meio Ambiente da Australia, Tony Burke, chama de “caótica” a aprovação de mineração na barreira de corais (ABC)
http://www.abc.net.au/news/2012-06-05/burke-labels-reef-mine-approval-a-shambolic-joke/4053188

Mina de carvão da Gina Rinehart suspensa por conta da Grande Barreira de Corais (Herald Sun)
http://www.heraldsun.com.au/business/gina-rineharts-alpha-coal-mine-halted-over-great-barrier-reef-fears/story-fn7j19iv-1226384699070

Rinehart se diz confiante da aprovação do grupo de mineração GVK (LiveMint.com)
http://www.livemint.com/2012/07/02001724/Rinehart-confident-of-GVK-appr.html

Diga para o Ex-Im Bank dos EUA: Não use o dinheiro de impostos para destruir a Grande Barreira de Corais (Huffington Post)
http://www.huffingtonpost.com/mary-anne-hitt/tell-us-exim-bank-dont-us_b_1757638.html

Tea Party Compra Briga Perdida sobre o Banco de Exporações-Importações dos EUA (Bloomberg)
http://www.bloomberg.com/news/2012-05-16/tea-party-picks-losing-fight-over-u-s-export-import-bank.html

Austrália: parte 3 – Praias

Sim, mudei o cabeçalho do blog. Foto linda né. Fiz com o celular na praia de Scarborough, em Perth, Austrália. Linda praia. Aliás, não fui a uma praia na Austrália em que pudesse dizer: temos melhores no Brasil. Provavelmente temos. Já fui a muitas: mergulhei em Fernando de Noronha e conheci suas praias mais belas, fui a todas as praias da cidade do Rio de Janeiro, visitei algumas em Salvador, outras em Maceió, Natal, Porto de Galinhas, Recife, Espírito Santos… Mas em nenhuma delas encontrei a estrutura que vi nas praias australianas.

Cottesloe Beach - Perth

Em todas que visitei encontrei banheiros públicos limpos (incluindo papel higiênico), sacos gratuitos para que as pessoas recolham seus lixos e as fezes de seus cachorros, chuveiros bons (sem ser aquela gambiarra das praias cariocas) e areias LIMPAS. Cottesloe é um exemplo a ser copiado em todas praias do mundo.

Chuveiros sem aquela bomba de água como gambiarra - tudo legalizado

Também não há qualquer tipo de ambulante passando de um lado pro outro, berrando e abafando o som divino que vem do mar. Não há crianças jogando areia em quem só quer curtir um dia de sol. Tudo muito ordenado, civilizado. Em algumas praias existem daquelas churrasqueiras que mostrei em outro post. Para usar, basta chegar com sua carne e pronto. Ligue a churrasqueira e divirta-se com amigos e familiares.

Vale ressaltar que é proibida a venda ou consumo de qualquer bebida alcoólica nas praias e nas ruas próximas. Isso deve ser chato pra quem curte uma cervejinha na praia, mas, pra mim, isso não faz a menor falta. Quem quiser consumir qualquer outro tipo de bebida ou comida, tem que levar de casa ou comprar nas lojas/restaurantes próximos às praias. Super tranquilo.

Este é um dos banheiros da praia de Manly, em Sydney

Chegar nas praias é também moleza. Dá pra ir de ônibus sem nenhum perrengue e até de trem. Já imaginou como seria isso na Barra da Tijuca??
Se as praias de Perth são lindas, as de Sydney… nossa. Agora, me diz, o que é Bondi Beach??? Manly também é bem bonita, mas nada é igual a Bondi.

Para ir para Bondi, basta pegar o trem até Bondi Junction e de lá pegar um ônibus que nos deixa em frente ao paraíso. Sem possibilidade de erro. Muito bom conhecer um país onde tudo é lindo e funciona perfeitamente.

Curtindo uma piscina em Bondi Beach

Sacou a piscina atrás de mim na foto? Então, esta é uma das duas piscinas cravadas no meio da pedra em Bondi Beach. Perfeito !! A água do Pacífico invade a piscina e a completa ininterruptamente… isso mesmo, há renovação permanente da água. Uma maravilha. Para usar as piscinas e toda uma estrutura com sauna e afins, basta pagar 5,50 dólares australianos. Vale muito a pena porque aproveitamos a água do mar e ficamos longe das gigantes ondas, surfistas e suas pranchas.

Bondi Beach ou paraíso, como preferir chamar

Olhando as fotos e visitando, dá pra entender porque muitos estudantes de Sydney preferem morar em Bondi, uma mini Búzios. Vale lembrar que o pôr do sol é lá pelas 19h30. São muitas e muitas horas de sol. Bondi conta com restaurantes e bares fofos, muita gente bonita e jovem. Um programa obrigatório, sem dúvida, para quem visita a Austrália.

Destino final: Austrália!!! Parte 1 – Perth

Depois de uma semana na Itália, segui minha peregrinação até o destino final: a Austrália. Por que ir para tão longe? bem, sempre tive vontade de conhecer, mas, de fato, não estava na minha lista de prioridades. Acontece que a vida, sempre a vida, nos prega umas peças e, desta vez, decidiu levar meu namorado por um ano para a Austrália. Óbeveo que fui atrás dele rs.

Então, depois de fazer conexões em Paris e Singapura (e quase morrer de asma correndo no gigantesco aeroporto de Singapura para trocar de terminal e seguir viagem) finalmente, cheguei em Perth, capital e maior cidade do estado de Western Australia. Não sabia, mas descobri que Perth é a quarta maior cidade do país. De fato, não falta riqueza. Muitos e muitos prédios lindos, a construção civil está a pleno vapor, obra para todos os lados e tudo muito organizado.

Foi em Perth que vi os primeiros aborígenes da minha vida e também coalas e cangurus. Isso sem falar que nadei com golfinhos, mas vamos com calma rs. Cada bichinho terá seu espaço neste blog rs. O mais importante, e o que eu queria de fato, acabei encontrando logo no aeroporto: meu namorado. Nossa, como foi bom reencontrá-lo depois de dois meses de ligações telefônicas pelo viber e afins. A viagem se pagou ali. Sim, é preciso mencionar que viajar para a Austrália não é nada barato. Só de passagem aérea foram uns R$ 5 mil (e olha que paguei barato).

Banhada pelo Oceano Índico, Perth é uma das cidades mais isoladas de todo o planeta, fica bem no cantinho oeste da Austrália, onde o sol é forte, quase não chove e venta muito. A cidade apresenta um crescimento acima da média nacional e tem sua economia baseada na exportação de ouro, níquel, ferro e alumínio.

Mas, o que impressionou mesmo, ainda mais a uma moradora do Rio de Janeiro, foi o cuidado do governo com os moradores/visitantes. A cidade é toda organizada, pensada, estruturada. TUDO funciona perfeitamente. Dá até vergonha de algumas coisas aqui do Rio. O sistema de transporte é um bom exemplo.

A cidade oferece três linhas gratuitas, isso mesmo, gratuitas, que cobrem todo o centro da cidade. E, pasmem, não é preciso nem sinalizar para que o motorista pare o buzum. Basta ficar nos pontos de ônibus específicos. Detalhe: os pontos avisam quanto tempo falta pro próximo ônibus passar. E, acreditem, a espera nunca passa de 7 minutos. Estou falando dos Cats: yellow cat, blue cat e red cat. O sistema é invejável e não consigo imaginar isso funcionando em NENHUMA cidade do Brasil.

Ponto de ônibus compartilhado entre as linhas do red cat e do yellow cat

Os parques da cidade e as praias (que serão objeto de um post exclusivo) também oferecem estrutura de banheiro, equipamentos de ginásticas, bebedouro e até mesmo churrasqueira. Incrível, não? Tudo limpo, bem cuidado e DE GRAÇA!!! . Fiquei besta de ver que até o papel higiênico é de boa qualidade. Primeiro mundo é mesmo outra coisa né. Dá pra imaginar algo assim no Rio?? Eu, por mais que tente e gostaria, não consigo.

Exemplo de churrasqueira. São muitas pelos parques e praias

Claro, tudo que é muito bom precisa ter um defeitinho né. Para mim, o único defeito de Perth é que TUDO na cidade fecha super cedo. Tente jantar depois das 22h… praticamente impossível. Só mesmo na região de Northbridge, reduto das baladas, é possível encontrar algo para comer e, até lá, os restaurantes fecham antes da meia noite. Isso, sinceramente, torna a cidade meio que inviável pra mim. Sei lá, acho que só com 65 anos moraria em um lugar tãoooo tranquilo. Sim, deve ser ótimo para criar os filhos, mas como não os tenho ainda…

O Rio Swan é bem bonito e abriga um pôr do sol invejável. Confesso que não me animei muito para fazer passeio pelo rio, mas foi muito bom passar uma parte da manhã sentada à beira do mesmo, observando e curtindo a brisa. Bem, depois conto mais um pouquinho. Fiquei super bem impressionada com as praias. Vale a pena visitar, sem dúvida.

PS: Crédito das fotos. A primeira é de um certo canguru que está morando em Perth. As outras são minhas mesmo, fiz com o celular.

Exportações

Então, o Brasil foi o quarto maior exportador do mundo no ano passado. O dado é surpreendente, eu sei, mas o que me intriga mesmo neste bolo de exportações é o sucesso das sandálias Havaianas. OK, são bonitinhas, não soltam as tiras e blá, blá, blá, mas nada, NADA, justifica a febre que as sandálias são lá fora.

Sério, durante minhas férias na Austrália pude perceber que 9 entre 10 pessoas que usavam sandálias de borracha estavam usando Havaianas. Os estrangeiros AMAM. Geral de havaianas nas praias e até em shoppings.

Em Sydney, em um dos principais prédios comerciais, há uma loja gigantesca da marca, com um super telão que exibe imagens dos desfiles das escolas de samba aqui do Rio. Um case de sucesso mundial, um mistério rs que, sem dúvida, ajuda a engrossar as estatísticas econômicas do pais. Parabéns à marca.

Chegou o grande dia

Sim, passados seis meses, chegou o grande dia: meu namorado vai para a Austrália. Ficará lá por um ano. Ótimo para ele, eu sei. Péssimo para mim, fazer o que. Bem, desde então começo minha contagem regressiva para as férias, quando embarcarei rumo à Perth. Até lá, é confiar na tecnologia 3G, no viber, msn e afins.

Mas, a reflexão do dia é: saber o futuro não nos alivia a dor. Bem, pelo menos é o que acho. Explico: volta e meia converso com amigas sobre o futuro e sobre a “injustiça” que é não sabermos das coisas que vão acontecer. Falo de coisas em geral. Estar por aí, testando a sorte, é um desafio de paciência. Sei que não temos outra alternativa, por mais que frequentemos cartomantes, astrólogos ou qualquer outro oráculo. É preciso calma, viver um dia por vez. Eis que a viagem do meu namorado comprova que saber o futuro não ajuda em nada, a dor é a mesma.

Há seis meses conversamos sobre a viagem. Nós dois sabíamos que este momento iria chegar e, apesar disso tudo, não nos sentimos preparados para esta despedida temporária. Até mesmo desistir da viagem já passou pela cabeça dele hoje (e sei que isso não tem relação apenas comigo). Super entendo. Saber que este dia iria chegar não fez com que a gente acordasse mais sereno hoje. Isso não muda nada. O que resta? a resiliência.