Itália – parte 1: Roma

As férias foram deliciosas e tenho muito a contar. Pensei em falar primeiro das coisas que mais gostei, mas decidi contar em ordem cronológica ou pelo menos tentar. Por isso, começo por Roma, meu primeiro destino. A capital da Itália é muito bonita, ordenada e fica linda no Natal. Igrejas majestosas, homens e mulheres lindos, bem arrumados, povo alegre, que fala alto, que sacode os braços ao falar.

Passei uma semana na cidade e, sem dúvida, o lugar que mais gostei foi a Fontana de Trevi. Não sei explicar o motivo. Sempre imaginava um chafariz meio mequetrefe, um lugar pequeno e repleto de moedas. No entanto, me deparei com algo 20 vezes maior, bem iluminado e com uma aura linda, uma energia fantástica. Antes mesmo de ver a fonte, caminhando pelas ruas laterais, começamos a ouvir o som da água circulando e isso já nos deixa feliz. Bem, pelo menos foi o que senti.

Fontana de Trrevi - Majestosa

Fiz questão de colocar esta foto, bem de lado, para destacar a amplitude da fonte. Linda, não? Gostei tanto do lugar que voltei três vezes, sentei em frente à fonte, observei os turistas, o fluxo da água, os detalhes das esculturas. À noite a fonte fica ainda mais bela. Claro que joguei minha moedinha, uma apenas, com o objetivo de voltar à cidade. Bem, deu certo. Visitei Roma pela primeira vez em dezembro de 2011 e voltei no início de 2012, mas isso explico depois rs.

O meu segundo lugar em Roma é o Coliseu ou Anfiteatro Flaviano, como preferir chamar. Que estrutura estupenda !!! Utilizada por 500 anos. Incrível. Imagina aquilo cheio… que vibração, que energia.  Visitei duas vezes: à noite e de dia. Foi muito bacana ter feito o passeio com uma guia (é baratinho, vale a pena pagar), aprendi muito sobre o local, sobre a própria história de Roma, de Nero, sobre a hierarquia da sociedade e como cada casta sentava nas arquibancadas: as mais ricas ficavam na parte de baixo e as mais pobres, em cima. Não sabia, por exemplo, que o subsolo do Coliseu tinha uma estrutura de corredores, de elevadores que erguiam animais … muito bacana.  Um verdadeiro símbolo do Império Romano.

Coliseu

Roma é também um belo lugar para fazer compras, para bater perna e observar as pessoas. Como fui para lá duas semanas antes do Natal, peguei a cidade toda iluminada, uma graça. As vitrines estavam super caprichadas e a loja da Fendi estava bárbara. Todos os dias, à noite, eles faziam um espetáculo com música e simulação de neve que era a coisa mais fofa e emocionante. Quase chorei quando vi, sério. De fato, sabem bagunçar o emocional das pessoas rs. A multidão se aglomerava na porta da loja.

Gostei também da Piazza Navonna, a minha praça preferida e onde está a Embaixada Brasileira, da Piaza di Spagna, com sua bela escadaria, e, claro, da Praça de São Pedro, no Vaticano. Aliás, vale a pena pagar para subir até a cúpula da Basílica de São Pedro. A vista que se tem do Vaticano e de Roma é de tirar o fôlego. Por falar nisso, prepare-se para subir os muiiiiitos degraus. Quase fiquei com asmas, mas valeu a pena.

Vista do topo da Basílica de São Pedro

Lá no Vaticano, vale ainda pagar para ter um áudio-guia no Museu do Vaticano. Graças ao guia fiquei sabendo que a escolha do Papa se dá no interior da Capela Sistina, a bela e maravilhosa capela com afrescos pintados por artistas como Michelangelo, Rafael e Botticelli. Nossa, fiquei horas na capela, olhando cada detalhe. Pena não poder fazer fotos lá dentro. Até que tentei, na encolha, mas não ficou muito legal. Meu encontro com o Papa será detalhado em outro post. Contarei tudo.

Outro lugar que gostei de conhecer foi a a famosa Bocca della Veritá, a Boca da Verdade, máscara de Tristão com a boca aberta, feita em mármore, a quem a lenda medieval atribui o poder de morder os dedos da mão de um mentiroso que ousasse inseri-la na abertura. Bem, coloquei a mão lá dentro e estou com tudo no lugar. Ou seja, só falo a verdade Rá. A boca fica na igreja Santa Maria in Cosmedin. Visitei o subsolo da igreja, onde estão alguns túmulos e, confesso, não senti uma energia legal. Deu um certo nervoso.

Deslocamento

Se deslocar por Roma é tarefa fácil. O metrô nos leva a todos os lugares, ou quase todos. Caminhar é também uma boa opção, mas cansa, é verdade. O hotel onde me hospedei era bem perto da Estação Ferroviária Roma Termini. Foi de lá que peguei, por exemplo, o trem que me levou para Florença, mas isso é outro post. Portanto, se for para Roma, tente se hospedar perto de uma estação de trem ou metrô, isso vai facilitar em muito sua vida.

Circulei de ônibus também, mas daqueles de turistas mesmo porque queria pegar vento no rosto e ouvir sobre a cidade. Para quem não sabe, estes ônibus têm um sistema de som com várias línguas. Dá para entender bem o espanhol, vai por mim. Uma forma barata de ter um guia e de conhecer a cidade.

Internet

Do que senti falta em Roma? Bem, senti falta de lugares com wifi. Sério, era um custo achar restaurantes que disponibilizassem wifi. Gente burra, não? Eu, como turista, só parava para almoçar/jantar em locais que me permitissem checar emails, mandar fotos para a família, ler o twitter, falar no celular com o namorado via viber…. Custa tanto assim agradar a clientela??? Aloooowww romanos, bora ver isso ae. Enfim, apesar deste detalhe, se puder, vá à Roma !!! Depois conto mais da cidade, das lojas de luxo e das ruas chiques!!!

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