A vida em São Paulo e a saudade do Rio de Janeiro

Mudei há 7 meses. Não parece, eu sei. A sensação é a de que cheguei ontem aqui em São Paulo. Não que sete meses não seja muito tempo. É sim tempo suficiente, mas a cidade é tão grande, empolgante e tem tanto a oferecer que sinto como se não conhecesse nem 1%. Tenho a sensação de que estou sempre perdendo algo, sempre por fora do melhor bar, restaurante, balada, show. ÉTUDOAOMESMOTEMPOAGORA!!! Paranóia total… deve ser o trânsito ou a poluição.Sei lá.

Talvez essa sensação se acentue porque também vivo em Campinas. Ou seja, tenho duas grandes cidades a conhecer, lembrar as ruas, descobrir melhores caminhos para fugir do trânsito, atalhos e, claro, fazer amigos. Aliás, fazer amigos é algo bem difícil em Sampa ou mesmo em Campinas. Não vejo por aqui aquela descontração do amigo do amigo do amigo que acabou de te conhecer e logo te chama para tomar um chope em qualquer esquina do Rio de Janeiro. Não que não tenha feito amizades, mas é bem diferente. Sempre ouvi falar que seria assim, mas vivenciar é mesmo uma experiência pessoal e intransferível. Não estou dizendo que é uma experiência ruim, mas é bem diferente.

Do que sinto falta? Do Rio, claro, de sua paisagem, da praia, das montanhas, do clima, dos amigos verdadeiros e, sem a menor dúvida, da minha família. Por mais que a gente reclame de ter que ir na casa da mãe ou da sogra aos finais de semana, é morando longe que a gente sente falta desses momentos. Tá certo, existem milhões meios de comunicação hoje em dia e o Whats App é um dos meus maiores aliado, mas não é a mesma coisa. Por mais que tenhamos à nossa disposição ícones e emoticons variados, não dá pra sentir cheiro, abraçar ou expressar devidamente aquela emoção sentida.

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Morar longe significa ainda perder boa parte das conquistas e alegrias dos parentes, não acompanhar o crescimento da sobrinha, não ajudá-la com o dever de casa, com as provas do semestre, não presenciar os ataques de histeria deste ou daquele familiar. Acredite, até mesmo dos ataques de histeria a gente sente falta. Morar longe dá um novo sentido à palavra saudade. E olha que eu pensei entender de saudades, afinal o Wellington passou um ano na Austrália.

Mas e o lado bom de estar longe do Rio? Existe? Sim! O único lado realmente bom é poder voltar. Não que a vida aqui não seja boa em Campinas/São Paulo, pelo contrário. E estou amando cada segundo e curtindo a experiência. Mas, sim, os poucos dias que passo em casa, no Rio, são mágicos. A gente quase nunca briga com os parentes, é tudo lindo, festivo, bonito. A cidade meio que nos abraça.

Por mais dias que possa ter de folga, eles sempre são insuficientes para matar a saudade de todos, para ir a todos os lugares, revisitar os cantinhos mais queridos … Bem, vou parar o texto por aqui, to ficando sentimental demais. O importante é pensar que o Natal está chegando e, em breve, estarei na minha cidade maravilhosa e cercada de gente especial. Que venha 2015!!!

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Rio de Janeiro: The City of Samba

Viva o Rio de Janeiro. Recebi este vídeo por email e achei fantástico. Muito melhor que qualquer propaganda já feita pela cidade. A impressão que se tem é que as pessoas desfilando no carnaval são, na verdade, brinquedinhos. Muito bonito mesmo, bela edição. Parabéns aos criadores Keith Loutit e Jarbas Agnelli.

 

Constatações:

1 – Quero uma mesa de sinuca na minha próxima casa

2- Quero um cachorro de pêlo baixo

3 – Quero conhecer Londres

4 – O Rio de Janeiro é mesmo uma cidade maravilhosa, mas também sou grata à São Paulo.

5 – Amo meu namorado

6 – To feliz com o rumo que minha vida está tomando

7 – Tenho amigos fantásticos e leais

8- Minha família é foda e louca rs

9 – Adoro tomar banho no mar

10 – Vou deixar meu cabelo crescer novamente

Viva o Rio de Janeiro

Olhai por nós !

Sim, o Rio de Janeiro continua lindo e constatar isso é fácil. Como? Basta ir ao Pão de Açúcar e ao Corcovado para, duplamente, admirar as belezas desta cidade maravilhosa. O sol maravilhoso dos últimos dias ajudou um pouco, verdade, mas, na boa, tem como não amar esta cidade? As praias, o verde, o azul do céu, o contorno das montanhas… tudo muito bonito.  Alguns acham os passeios caros (R$ 53 para subir no Pâo de Açúcar e R$ 36 para subir no Trem do Corcovado), mas acredito que os valores são justos. Cobrar menos faria o número de turistas triplicar e seria um tanto chato não ter espaço e silêncio para curtir tamanha beleza natural.

Rio visto do Morro da Urca

Algumas dicas para turistas:

1) Vá sem pressa !!! Admirar a cidade de cima é um privilégio, portanto não fique impaciente com as filas para subir, tampouco com pressa para descer. Curta cada momento. Isso vale para o Corcovado e para o Pão de Açúcar.

2) A fila para subir o Morro da Urca é rápida. Os bondinhos partem a cada 20 minutos e, dependendo da companhia, a espera será bem agradável. Acredite. A Urca é um bairro lindo, curta cada cantinho dele.

3) Ao chegar no Morro da Urca, aproveite para sentar em um dos bancos de madeira e aprecie a paisagem. Sim, faça fotos, mas pare um pouco, respire e ouça a natureza. A sensação de paz, tranquilidade e a beleza que se vê do alto … estonteante.

4) Vale a pena subir até o Pão de Açúcar. Mais alto, mais belo. Se quiser, leve uns biscoitos, sucos e faça um rápido lanche lá em cima. Existem mesas de concreto e banquinhos cravados em plena mata, em local reservado, longe da profusão de turistas.

No Corcovado

5) Sim, há muitos turistas nestes locais e pode ser que você tenha de esperar um tempo para fazer uma foto em determinado local. Mas, ok, é assim em qualquer local do mundo. Local importante, claro. Tenha paciência.

6) O melhor caminho para visitar o Cristo Redentor é de bondinho. Deixe o carro em casa e suba de bonde. Além do caminho ser mais bonito, no meio da mata da Floresta da Tijuca, você não fica na fila para subir até o monumento. Ok, tem uma fila para pegar o bonde, mas passar rápido e você já comprar o tíquete com o horário do bonde marcado. Não tem erro. Ah, a vista do Corcovado é linda e possibilita um 360º da cidade. Observar a discrepância entre as zonas Norte e Sul é fundamental.

7) Leve a máquina fotográfica. Sim, parece idiota, mas eu, por exemplo, não planejei estes passeios, rumei para lá apenas com meu celular na mão. Sim, as fotos ficaram um tanto boas, mas poderiam ter ficado 100% melhores se eu estivesse com uma máquina profissional.