Das viagens que eu faria novamente

Melbourne - arte por todos os lados
Harbour Bridge
Harbour Bridge

Todo mundo tem um lugar no mundo em que gostaria de estar mais de uma vez na vida, não é mesmo. Como boa pessoa que sou (ou acho que sou) também tenho estes lugares. Austrália, França e Itália estão no meu top five. Nas outras duas colocações entram Búzios e Maceió Vamos às explicações:

1 – Austrália: foi neste lindo país que vivi momentos de grande euforia e tristeza. Já fui para lá duas vezes, mas iria outras tantas. As cidades são belas, o povo é hospitaleiro, é tudo organizado e maravilhoso. Por tudo isso, os momentos felizes ganham dos tristes e fazem da Austrália meu lugar favorito no mundo (de todos os que conheço, claro).

2 – França: Se eu não colocasse Paris na segunda colocação vocês poderiam me chamar de maluca. Teriam toda razão. A cidade me encantou de uma forma única. Certamente moraria ali e me prederia naqueles cafés sem culpa.

3 – Itália: Roma foi paixão à primeira vista, mas Florença me fisgou. É muita beleza em um lugar só. E a comida é APENAS maravilhosa.

4 – Búzios: Esse é o meu xodó no Rio de Janeiro. Apenas AMO com todas as minhas forças. Praiais lindas, paz, tranquilidade.

5 – Maceió: As praias mais bonitas do Brasil. OK, tem Fernando de Noronha, mas estou tentando ser justa e deixando Noronha na categoria Clóvis Bornay, não tem pra ninguém.

Mas estes são apenas os 5 favoritos. AMO Noronha, Buenos Aires, EUA e, acreditem, até Brasília. Se pudesse, levaria o resto da minha vida viajando. Voltando a tantos lugares lindos por onde passei e conhecendo cada cantinho desse Brasil e do Mundo. E, por favor, não me venha sugerir mudar de profissão. Não quero virar comissária de bordo. Nada contra o trabalho, simplesmente gostaria de viajar como turista, sem qualquer tipo de preocupação/obrigação. Apenas para curtir mesmo, conhecer pessoas e lugares especiais. Já que a gente não leva nada desta vida, gostaria apenas de viajar.

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Destino final: Austrália!!! Parte 1 – Perth

Depois de uma semana na Itália, segui minha peregrinação até o destino final: a Austrália. Por que ir para tão longe? bem, sempre tive vontade de conhecer, mas, de fato, não estava na minha lista de prioridades. Acontece que a vida, sempre a vida, nos prega umas peças e, desta vez, decidiu levar meu namorado por um ano para a Austrália. Óbeveo que fui atrás dele rs.

Então, depois de fazer conexões em Paris e Singapura (e quase morrer de asma correndo no gigantesco aeroporto de Singapura para trocar de terminal e seguir viagem) finalmente, cheguei em Perth, capital e maior cidade do estado de Western Australia. Não sabia, mas descobri que Perth é a quarta maior cidade do país. De fato, não falta riqueza. Muitos e muitos prédios lindos, a construção civil está a pleno vapor, obra para todos os lados e tudo muito organizado.

Foi em Perth que vi os primeiros aborígenes da minha vida e também coalas e cangurus. Isso sem falar que nadei com golfinhos, mas vamos com calma rs. Cada bichinho terá seu espaço neste blog rs. O mais importante, e o que eu queria de fato, acabei encontrando logo no aeroporto: meu namorado. Nossa, como foi bom reencontrá-lo depois de dois meses de ligações telefônicas pelo viber e afins. A viagem se pagou ali. Sim, é preciso mencionar que viajar para a Austrália não é nada barato. Só de passagem aérea foram uns R$ 5 mil (e olha que paguei barato).

Banhada pelo Oceano Índico, Perth é uma das cidades mais isoladas de todo o planeta, fica bem no cantinho oeste da Austrália, onde o sol é forte, quase não chove e venta muito. A cidade apresenta um crescimento acima da média nacional e tem sua economia baseada na exportação de ouro, níquel, ferro e alumínio.

Mas, o que impressionou mesmo, ainda mais a uma moradora do Rio de Janeiro, foi o cuidado do governo com os moradores/visitantes. A cidade é toda organizada, pensada, estruturada. TUDO funciona perfeitamente. Dá até vergonha de algumas coisas aqui do Rio. O sistema de transporte é um bom exemplo.

A cidade oferece três linhas gratuitas, isso mesmo, gratuitas, que cobrem todo o centro da cidade. E, pasmem, não é preciso nem sinalizar para que o motorista pare o buzum. Basta ficar nos pontos de ônibus específicos. Detalhe: os pontos avisam quanto tempo falta pro próximo ônibus passar. E, acreditem, a espera nunca passa de 7 minutos. Estou falando dos Cats: yellow cat, blue cat e red cat. O sistema é invejável e não consigo imaginar isso funcionando em NENHUMA cidade do Brasil.

Ponto de ônibus compartilhado entre as linhas do red cat e do yellow cat

Os parques da cidade e as praias (que serão objeto de um post exclusivo) também oferecem estrutura de banheiro, equipamentos de ginásticas, bebedouro e até mesmo churrasqueira. Incrível, não? Tudo limpo, bem cuidado e DE GRAÇA!!! . Fiquei besta de ver que até o papel higiênico é de boa qualidade. Primeiro mundo é mesmo outra coisa né. Dá pra imaginar algo assim no Rio?? Eu, por mais que tente e gostaria, não consigo.

Exemplo de churrasqueira. São muitas pelos parques e praias

Claro, tudo que é muito bom precisa ter um defeitinho né. Para mim, o único defeito de Perth é que TUDO na cidade fecha super cedo. Tente jantar depois das 22h… praticamente impossível. Só mesmo na região de Northbridge, reduto das baladas, é possível encontrar algo para comer e, até lá, os restaurantes fecham antes da meia noite. Isso, sinceramente, torna a cidade meio que inviável pra mim. Sei lá, acho que só com 65 anos moraria em um lugar tãoooo tranquilo. Sim, deve ser ótimo para criar os filhos, mas como não os tenho ainda…

O Rio Swan é bem bonito e abriga um pôr do sol invejável. Confesso que não me animei muito para fazer passeio pelo rio, mas foi muito bom passar uma parte da manhã sentada à beira do mesmo, observando e curtindo a brisa. Bem, depois conto mais um pouquinho. Fiquei super bem impressionada com as praias. Vale a pena visitar, sem dúvida.

PS: Crédito das fotos. A primeira é de um certo canguru que está morando em Perth. As outras são minhas mesmo, fiz com o celular.

Itália – parte 1: Roma

As férias foram deliciosas e tenho muito a contar. Pensei em falar primeiro das coisas que mais gostei, mas decidi contar em ordem cronológica ou pelo menos tentar. Por isso, começo por Roma, meu primeiro destino. A capital da Itália é muito bonita, ordenada e fica linda no Natal. Igrejas majestosas, homens e mulheres lindos, bem arrumados, povo alegre, que fala alto, que sacode os braços ao falar.

Passei uma semana na cidade e, sem dúvida, o lugar que mais gostei foi a Fontana de Trevi. Não sei explicar o motivo. Sempre imaginava um chafariz meio mequetrefe, um lugar pequeno e repleto de moedas. No entanto, me deparei com algo 20 vezes maior, bem iluminado e com uma aura linda, uma energia fantástica. Antes mesmo de ver a fonte, caminhando pelas ruas laterais, começamos a ouvir o som da água circulando e isso já nos deixa feliz. Bem, pelo menos foi o que senti.

Fontana de Trrevi - Majestosa

Fiz questão de colocar esta foto, bem de lado, para destacar a amplitude da fonte. Linda, não? Gostei tanto do lugar que voltei três vezes, sentei em frente à fonte, observei os turistas, o fluxo da água, os detalhes das esculturas. À noite a fonte fica ainda mais bela. Claro que joguei minha moedinha, uma apenas, com o objetivo de voltar à cidade. Bem, deu certo. Visitei Roma pela primeira vez em dezembro de 2011 e voltei no início de 2012, mas isso explico depois rs.

O meu segundo lugar em Roma é o Coliseu ou Anfiteatro Flaviano, como preferir chamar. Que estrutura estupenda !!! Utilizada por 500 anos. Incrível. Imagina aquilo cheio… que vibração, que energia.  Visitei duas vezes: à noite e de dia. Foi muito bacana ter feito o passeio com uma guia (é baratinho, vale a pena pagar), aprendi muito sobre o local, sobre a própria história de Roma, de Nero, sobre a hierarquia da sociedade e como cada casta sentava nas arquibancadas: as mais ricas ficavam na parte de baixo e as mais pobres, em cima. Não sabia, por exemplo, que o subsolo do Coliseu tinha uma estrutura de corredores, de elevadores que erguiam animais … muito bacana.  Um verdadeiro símbolo do Império Romano.

Coliseu

Roma é também um belo lugar para fazer compras, para bater perna e observar as pessoas. Como fui para lá duas semanas antes do Natal, peguei a cidade toda iluminada, uma graça. As vitrines estavam super caprichadas e a loja da Fendi estava bárbara. Todos os dias, à noite, eles faziam um espetáculo com música e simulação de neve que era a coisa mais fofa e emocionante. Quase chorei quando vi, sério. De fato, sabem bagunçar o emocional das pessoas rs. A multidão se aglomerava na porta da loja.

Gostei também da Piazza Navonna, a minha praça preferida e onde está a Embaixada Brasileira, da Piaza di Spagna, com sua bela escadaria, e, claro, da Praça de São Pedro, no Vaticano. Aliás, vale a pena pagar para subir até a cúpula da Basílica de São Pedro. A vista que se tem do Vaticano e de Roma é de tirar o fôlego. Por falar nisso, prepare-se para subir os muiiiiitos degraus. Quase fiquei com asmas, mas valeu a pena.

Vista do topo da Basílica de São Pedro

Lá no Vaticano, vale ainda pagar para ter um áudio-guia no Museu do Vaticano. Graças ao guia fiquei sabendo que a escolha do Papa se dá no interior da Capela Sistina, a bela e maravilhosa capela com afrescos pintados por artistas como Michelangelo, Rafael e Botticelli. Nossa, fiquei horas na capela, olhando cada detalhe. Pena não poder fazer fotos lá dentro. Até que tentei, na encolha, mas não ficou muito legal. Meu encontro com o Papa será detalhado em outro post. Contarei tudo.

Outro lugar que gostei de conhecer foi a a famosa Bocca della Veritá, a Boca da Verdade, máscara de Tristão com a boca aberta, feita em mármore, a quem a lenda medieval atribui o poder de morder os dedos da mão de um mentiroso que ousasse inseri-la na abertura. Bem, coloquei a mão lá dentro e estou com tudo no lugar. Ou seja, só falo a verdade Rá. A boca fica na igreja Santa Maria in Cosmedin. Visitei o subsolo da igreja, onde estão alguns túmulos e, confesso, não senti uma energia legal. Deu um certo nervoso.

Deslocamento

Se deslocar por Roma é tarefa fácil. O metrô nos leva a todos os lugares, ou quase todos. Caminhar é também uma boa opção, mas cansa, é verdade. O hotel onde me hospedei era bem perto da Estação Ferroviária Roma Termini. Foi de lá que peguei, por exemplo, o trem que me levou para Florença, mas isso é outro post. Portanto, se for para Roma, tente se hospedar perto de uma estação de trem ou metrô, isso vai facilitar em muito sua vida.

Circulei de ônibus também, mas daqueles de turistas mesmo porque queria pegar vento no rosto e ouvir sobre a cidade. Para quem não sabe, estes ônibus têm um sistema de som com várias línguas. Dá para entender bem o espanhol, vai por mim. Uma forma barata de ter um guia e de conhecer a cidade.

Internet

Do que senti falta em Roma? Bem, senti falta de lugares com wifi. Sério, era um custo achar restaurantes que disponibilizassem wifi. Gente burra, não? Eu, como turista, só parava para almoçar/jantar em locais que me permitissem checar emails, mandar fotos para a família, ler o twitter, falar no celular com o namorado via viber…. Custa tanto assim agradar a clientela??? Aloooowww romanos, bora ver isso ae. Enfim, apesar deste detalhe, se puder, vá à Roma !!! Depois conto mais da cidade, das lojas de luxo e das ruas chiques!!!