Para onde estamos indo?????

caminhos

O sentimento é o mais estranho possível.Revolta? Não. Decepção? Também não. É uma tristeza mesmo, uma melancolia, um sentimento de vazio. É assim que costumo me sentir todas as vezes que aposto em algo errado ou em alguém que eu prezava muito e que dá uma bela pisada na bola comigo. E, pode acreditar, não foram poucas as vezes em que isso aconteceu. Inclusive na família. E continua acontecendo. A impressão que tenho é que não há antídoto para este problema, não há defesa. Nem mesmo o tempo nos dá jogo de cintura para lidar com algumas situações.

Acho também que sou um pouco mestre na arte de escolher caminhos errados. Sim, há de ter alguma explicação plausível para tanto. Qual? Ainda não sei. Talvez descubra algo daqui a alguns anos.

A única certeza que tenho hoje é das coisas que realmente quero e do que é importante para mim. Sim, isso já é bastante, estou no caminho certo. O que preciso fazer? Arregaçar as mangas, fazer uma bela faxina em minha vida. É certo que já comecei este caminho. Longo, diga-se de passagem, mas um caminho extremamente necessário.

Daí você, que me lê com carinho, deve estar se perguntando: “Mas de que diabos a Renata está falando?” Quer mesmo saber? Bem, pouco importa. Motivos não me faltam, acredite. E você, leitor, também já deve ter passado por situações semelhantes, ter sentido o mesmo.

Sabe quando a gente é alvejado por tiro de todos os lados. Por isso, fica aqui apenas um momento de reflexão de que precisamos, cada vez mais, valorizar as pessoas que realmente nos amam. E falo aqui daquele amor incondicional. Do amor de quem nos respeita e nos admira pelo que a gente é e não pelo que tem ou pelo que aparenta ser. Eu aparento ser um tanto de coisas, eu sei, mas estou longe, bem longe, de ser o que a maioria pensa de mim.

Certamente passo mensagens erradas. Grande falha que tenho tentado corrigir (vai aparecer meia dúzia de amigas dizendo que estou fazendo uma avaliação errada sobre a minha pessoa, mas acho que estou sendo realista mesmo). É muito complicado, beirando os 39 anos de vida, ter que reaprender a ser gente, a falar, se posicionar, a agir e reagir a determinadas situações. Que impotência!! Que coisa estranha!!

Que mundo extremamente caótico e bipolar este em que vivemos. Cada vez mais pessoas matam por religião e até mesmo por um pretenso amor. Onde já seu viu… matar por amor?? Pois é, mas acontece. E há quem morra (se mate) pelo mesmo motivo. Não entendo, definitivamente, eu não entendo.

Há quem diga que o problema é a falta de religião. Mas essa é uma desculpa que não me desce, fica aqui, entalado na garganta mesmo. Vejo tantos pregadores por aí cometendo os maiores pecados, até mesmo sobre a vida. Está tudo fora da ordem.

Tenho muitos amigos perdidos também, que não gostam mais de seus trabalhos, de suas famílias, que pensam em mudar completamente o que fazem, alguns até já trilharam este caminho. Mas os problemas não são apenas de ordem financeira, de trabalho…

São crises existenciais. Vejo gente que não sabe para onde ir, olhar, não tem ideia do que fazer. Neste sentido, me sinto até privilegiada. Sei que estou no meio do tiroteio, mas sei de quem (e do que devo) me proteger.

Espero achar uma solução para meus problemas e espero que meus amigos também encontrem seus caminhos. Até porque, na maioria das vezes, a gente não sabe mesmo para onde está indo. Vamos, ao menos, curtir a viagem.

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Doação de órgãos: não seja egoísta, sobretudo na morte. Doe!!!

doacaoSe tem uma coisa que não entendo é gente que bate no peito e diz em voz alta que não é doadora de órgãos. Daí pergunto: Vai usar o coração depois de morto? Fígado? Rins? Acha mesmo que se doar as córneas vai enxergar melhor do outro lado da vida? Simplesmente não entendo.

Ok, a pessoa tem o direito de ser egoísta, escrota o que for. Pode fazer o que quiser em vida, mas e na morte? Pra que ser egoísta na morte? Prefere ter os órgãos comidos por bichos do que ajudar outra pessoa? Sério, acho que esta gente que não é a favor da doação de órgãos não merece nenhuma consideração e respeito. Sim, eu sei que muitos são religiosos. Mas aí pergunto: que Deus é esse?

Já fiz algumas reportagens sobre doação, entrevistei familiares, pessoas que aguardavam nas longas filas, que haviam feito transplantes. É tudo muito chocante. O sofrimento destas famílias é tocante, singular, entristecedor. Não adianta que nunca vou entender uma pessoa que não consegue amar o outro a ponto de doar algo que não lhe serve mais.

Graças a Deus hoje quem decide pela doação dos órgãos no Brasil é a família. Já avisei lá em casa que vou doar tudo de todo mundo. Os meus também estão disponíveis, que fique bem claro. E doação de medula? Gente, é a coisa mais simples do mundo. Basta fazer um cadastro, tirar um pouquinho de sangue e pronto. O doador só é acionado caso seja compatível com alguma das 34935845 mil pessoas que aguardam na interminável fila. E a recuperação é tranquila. Dói? Sim, mas bem pouquinho. Vale muito a pena o sacrifício.

Registro também que é válida a doação de outros órgãos em vida. Quer maior gesto de amor do que tirar um próprio pedaço da carne e dar para alguém que amamos? Doação é vida, é gentileza, amizade, amor. Vamos doar, povo!

Ainda tá indeciso? Então clica aqui e aqui e fique por dentro do assunto. Informação nunca é demais.

38 anos. viva!

Pronto, fiz 38 anos. Foi indolor até, sabiam. Na verdade, foi como qualquer outro dia. Acordei cedo, fui ao trabalho e tal. A única diferença foi mesmo o samba com os amigos campineiros e o bolo no fim da noite. De resto, tudo na mesma. E que bom! Isso mesmo, que bom poder comemorar meus 38 anos com tudo em cima, com saúde, alegria de viver, com meu amor, meu cachorro, minha família e com amigos.

Bom saber que os 38 estão longe de ser aquilo que eu imaginava que seria. E estão melhor do que eu poderia imaginar. Na verdade, não seria capaz de, aos 13, prever onde estaria hoje, qual seria minha formação, como seria meu casamento e, veja bem, em que cidade estaria morando.

Não posso dizer que está tudo como planejado ou mesmo diferente do planejado por um motivo simples: não sou do tipo que faz planos. Tenho sido levada pela vida. Foram assim os últimos 38 anos e, acredito, serão assim os próximos anos.

Arrependimentos? Alguns. Mas quem não os têm, não viveu plenamente. Foram muitos erros, muitos acertos e um tanto de risada. Não posso dizer que vida é ruim para mim, pelo contrário. Ao ler as notícias, então, vejo como a vida tem sido generosa comigo nestes 38 anos. Não que tudo tenha sido um mar de rosas. Não foi. Mas quem vive em um mar de rosas, provavelmente, não vive. Essa pessoa deve se esconder em algum castelo medieval, no meio do nada, sem contato com outros seres humanos, sem ler notícias, numa clausura.

Eu não. Eu vivo, respiro, brigo, brinco, danço, choro, esperneio, viajo, trabalho, converso, leio, me emociono, me decepciono e faço o mesmo com outras pessoas…. faz tudo parte da vida né. Ao menos da minha. E, ó, tá bom assim. Que venham os 39, 40, 41, 42, 43, 44, 45, 46, 47, 48, 49, 50, 51 ,52, 53, 54, 55,56…..

No dia da minha morte…

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A avó de uma amiga está internada, no CTI, e a família já foi avisada que não há nada mais a ser feito. Triste, eu sei, mas esta amiga está bem consciente de que a avó viveu plenamente tudo o que podia, foi feliz, criou uma família linda e, enfim, está pronta para partir. Belo, não?

Sim, há beleza na morte. Há beleza em olhar a vida de uma pessoa e pensar que ela já pode morrer, que foi feliz e realizada. Claro que, de fato, nunca vamos saber se a pessoa foi mesmo tão feliz ou realizada assim. Até porque as pessoas mentem. E mentem não só para a sociedade, mas, inclusive, para si mesmas.

Com medo de mudanças, com medo de encarar a realidade, é muito comum que a gente, e estou 100% incluída, acabe dando uma esquecida em algumas coisas que não estão lá muito boas nas nossas vidas ou, o que talvez seja mais recorrente, a gente faz de conta que está sempre tudo bem, que sempre tomamos as melhores decisões e tal.

Como não tenho motivos para esconder nada, assumo que tenho sim uma meia dúzia de coisas que me arrependo. Se as faria de forma diferente? Claro. Só repete os mesmos erros quem é burro. Se pudesse, não teria feito algumas coisas estúpidas, teria conduzido algumas situações de outra forma e tal.

Esta seria minha fórmula do sucesso ou felicidade? Claro que não. Certamente tenho clareza de que tal fórmula não existe e que todas estas microcagadas na minha vida acabaram por formar meu caráter e, pode acreditar, gosto de quem sou.

Então, diante de toda esta explanação, fica o registro de que, daqui a uns 70 anos, quando for morrer (super otimista), gostaria que minha família pudesse dizer o mesmo que minha amiga diz sobre a avó: que descanse em paz, minha avó fez tudo o que quis na vida e foi feliz. Acho que, neste momento, sem dúvida, estarei realizada.

Das boas coisas da idade e o que eu queria de volta…

velas“O bom de ficar velho é que a gente fica com preguiça de sofrer”. A frase não é minha. Acabei de roubar de uma amiga, a querida Beatriz Azevedo, que também tem 37 anos e decidiu escrever sobre os benefícios da idade. São muitos, é verdade, e ela os lista aqui nesse texto. Ao fim, ela pede uma reflexão e pede para que a gente escreva sobre a nossa passagem, sobre o que ganhamos/perdemos com a idade.

Como disse lá, ganhamos e perdemos muito. Pelo menos foi assim comigo. Mesmo assim, não trocaria meus 37 pelos meus 27. Não queria estar na mesma casa, no mesmo emprego, com o mesmo marido. Também não queria ter a mesma aparência. Se pudesse, a única coisa que eu gostaria que o tempo me devolvesse são algumas pessoas. Isso mesmo, algumas. E bem poucas: meu pai, meus avós e alguns amigos que, apesar da pouca idade, também já partiram para outra dimensão.

Se tenho arrependimentos? Sim, claro. E acho que não seria mais feliz se não os tivesse. Eles fazem parte da vida e me tornaram este ser estranho que sou hoje rs. Mais cedo, bem antes de saber que a Beatriz escreveria sobre o tema, coloquei lá no meu twitter que, por vezes, gostaria de estar cinco anos à frente ou uns 20 anos atrás. Isso mesmo. Se existisse esta tal máquina do tempo, gostaria de fazer estas duas viagens.

Ir cinco anos à frente, ansiosa que sou, para saber se as escolhas que estou fazendo agora, no presente, vão resultar naquilo que desejo/espero. E voltar 20 anos para poder abraçar, conversar e contar causos com estas pessoas queridas e especiais que já partiram. Um sonho maravilhoso, eu sei, mas impossível. Uma pena.

Enquanto sonho com o impossível, vou vivendo, errando, aprendendo… e isso é maravilhoso. Se as escolhas que fiz agora não resultarem no que gostaria, paciência. Não será a primeira e, provavelmente, não será a última vez. Portanto, que venham novos erros, novos arrependimentos, novas lágrimas. O que eu quero é viver!

Já disse “Eu te amo” hj?

Então, já disse “eu te amo” para alguém hoje? Então corre, pega o telefone e diga. Sei lá, a gente nunca sabe quando será a última vez. Hoje acordei com a ligação de uma amiga querida. Ela contava que outra amiga ficou viúva. Gentem, ficar viúva com menos de 40 anos e com uma criança pequena pra criar não deve ser mole. Mesmo se ela fosse rica, milionária, a ausência daquela pessoa será sempre sentida, sempre fará falta.

A causa da morte do marido da moça? Acidente de carro. Isso mesmo, essa estupidez. A pessoa pega o carro pra fazer coisas banais do dia-a-dia e não volta mais. Sei lá, a pessoa vai comprar pão na padaria, sai de casa meio brigado com a esposa e morre. (Não to dizendo que isso aconteceu, mas é uma hipótese). Daí é isso, acabou. Á última vez que vc verá a pessoa será em um caixão e vc não vai poder dizer mais nada a ela. Até poderá dizer, mas sem garantias de que será ouvido.

Dessa forma estúpida, bem típica da morte, a gente vai deixando sentimentos pra trás, não resolve as coisas. Quando soube da notícia, fui pro banho e lá, depois de pensar um pouco, decidi passar a mão no telefone e ligar pra Austrália.

Momentos antes eu tinha tido uma pequena discussão com meu namorado sobre a forma como eu devo levar $$ pra viagem: dólar ou VTM. Olha que estupidez brigar por isso. Não queria sair pra trabalhar com essa briguinha no mue currículo e por isso tratei de resolver a pendenga.

Sério, o dia que eu morrer quero ter a certeza de que não tenho pendências emocionais com ninguém, quero deixar tudo resolvido, quero ir bem. Sei lá se isso é possível, talvez não seja, mas quero acreditar que vou levar minha vida terrena em paz com as pessoas que amo e que conseguirei preservar isso. Se é pra ter meta na vida, acho que esta é uma das boas e me comprometo a perseguí-la.

status de relacionamento

Volta e meia converso com amigas sobre a importância que damos aos rótulos. Já escrevi sobre o tema, inclusive. São importantes, eu sei e cobro alguns, não vou negar, mas não são tudo. Aliás, estão longe disso. Prefiro ter uma relação de verdade, com amor, cumplicidade, parceria, amizade… que um rótulo.

Hoje, mais uma vez, refleti sobre o tema e por duas situações diferentes. Explico: 1) soube, no enterro do meu amigo Antonio, que ele casou, já no hospital, com a Lu, aquela que na prática já era sua esposa, sua companheira. Casou com a mulher que ficou ao seu lado nos momentos mais difíceis de sua vida. Atitude bacana, linda, repleta de amor. Fiquei feliz quando soube. Por ele. Por ela. Sem dúvida um ato de pura felicidade, mas que já poderia ter acontecido. Não precisava ter sido no leito de um hospital. Fato. Não cabe a ninguém julgar o porque disso ou daquilo agora. Estou apenas relatando um ocorrido.

2) Outro caso me chegou por email. O namorado de uma amiga postou no perfil do Facebook dela a seguinte mensagem:

“Fico pensando que poderia haver no Facebook o status: Em um relacionamento FELIZ.
Isso descreveria que vc se encontra numa situação onde há vontade ao invés de obrigação. Onde há carinho, admiração, cuidado.
Enfim, todas essas coisas que nos dão liberdade, mas fazem a gente ficar e querer mais, muito mais, por se sentir feliz.” 

É isso!! Ele está em um relacionamento feliz e não no tal relacionamento sério, que o  site oferece como opção. E é esta felicidade que importa. Estão juntos por vontade, por amor, por querer. Estão livres e dessa forma conseguem usufruir do amor de uma forma bela. Achei lindo.

Eu também estou em um RELACIONAMENTO FELIZ !! Se quero casar? Claro! Sempre! mas, hoje, sinceramente, não faria aquela tal festa que um dia comecei a pagar. Talvez faça um encontro mais íntimo, como o do Antonio e da Lu (tirando a parte do hospital, claro). Acho que prefiro uma reunião para poucos, mas fiéis e amados amigos e parentes.

Lindo, tocante, perfeito

Copiei, deliberadamente, o texto abaixo do blog da Rosana,  Querido Leitor, porque fiquei tocada. As palavras não são de Rosana (esta fez uma bela tradução), mas da irmã de Steve Jobs, Mona Simpson, e nos dá uma outra perspectiva sobre vida, morte, enfim… coisas com as quais não consigo parar de pensar. Segue o texto:

By MONA SIMPSON
Published: October 30, 2011

Fui criada como filha única de mãe solteira. Por sermos pobres e por saber que meu pai era um imigrante sírio, eu imaginava que fosse parecido com Omar Sharif.  Eu sonhava que ele era rico e bondoso e que entraria em nossa vida (e no nosso apartamento ainda sem mobília) para nos ajudar. Mais tarde, depois que conheci meu pai, tentei acreditar que ele havia mudado de telefone sem deixar um endereço de contato porque era um revolucionário idealista, arquitetando um novo mundo para o povo árabe.

 

Mesmo sendo feminista, passei a vida inteira esperando um homem para amar, um homem que pudesse me amar também. Durante décadas pensei que esse homem seria meu pai. Aos 25 anos eu encontrei esse homem e ele era meu irmão.

 

Nessa época eu morava em Nova York e estava tentando escrever meu primeiro romance. Eu tinha um emprego numa pequena revista, um escritório que tinha o tamanho de um closet, com mais três aspirantes a escritor. No dia que um advogado ligou para mim – eu, uma garota de classe média da Califórnia que infernizava o patrão para nos dar seguro saúde – e disse que seu cliente rico e famoso era meu irmão desaparecido há muitos anos, o editor mais jovem enlouqueceu. Estávamos em 1985 e trabalhávamos numa revista de vanguarda, mas eu havia caído num enredo de um romance de Charles Dickens e, de fato, era disso que a gente mais gostava.

 

O advogado se recusou a me dizer o nome de meu irmão e meus colegas começaram uma rodada de apostas. O principal candidato: John Travolta. Eu desejava secretamente que fosse um descendente literário de Henry James – alguém com mais talento que eu, alguém que fosse naturalmente brilhante.

Quando conheci Steve, ele era um cara da minha idade e de jeans, com aparência de árabe ou judeu e mais bonito do que o Omar Sharif.

Fizemos uma longa caminhada – algo que, por acaso, nós dois gostávamos muito de fazer. Não me lembro bem o que conversamos naquele primeiro dia, só sei que ele parecia alguém que eu tinha escolhido para ser meu amigo. E me contou que trabalhava com computadores.

Eu não sabia muito sobre computadores. Eu ainda trabalhava numa máquina de escrever manual da Olivetti.

Eu disse para Steve que recentemente eu estava considerando a possibilidade de comprar um computador: algo chamado Cromemco.

Steve disse que era melhor eu esperar um pouco. Que estava construindo algo que seria incrivelmente lindo.

Eu quero contar algumas coisas que aprendi com Steve, durante três períodos distintos, ao longo dos 27 anos que convivi com ele. Não são períodos de anos, mas de estados de existência. Sua vida inteira. Sua doença. Sua morte.

Steve trabalhava com aquilo que ele amava. Ele trabalhava muito. Todos os dias.

É uma coisa incrivelmente simples, mas verdadeira.

Ele era o oposto de distraído.

Steve unca se envergonhou de trabalhar duro, mesmo quando os resultados eram fracassos. Se uma pessoa inteligente como Steve não tinha vergonha de experimentar, talvez eu também não devesse me envergonhar disso.

Quando foi demitido da Apple, foi muito doloroso. Ele me contou sobre um jantar em que 500 líderes do Silicon Valley encontraram o então presidente em exercício. Steve não foi convidado.

Ele estava magoado, mas continuou indo trabalhar na Next. Todos os dias.

A novidade não era o valor mais importante para Steve. A beleza era.

 

Para um inovador Steve era incrivelmente leal. Se ele gostava de uma camisa, ele encomendava de 10 a 100 delas. Na casa em Palo Alto o número de camisetas pretas de algodão e gola alta deve ser suficiente para  todas as pessoas aqui nessa igreja.

Ele não dava importância para tendências ou truques. E gostava de pessoas da sua idade.

Sua filosofia estética me faz lembrar de uma frase que eu li e que era mais ou menos assim:”Moda é aquilo que parece lindo agora mas se torna feio depois; arte é o que pode parecer feio agora mas se torna lindo depois”.

Steve sempre quis a beleza depois.

Ele estava pronto para ser incompreendido.

Depois de não ser convidado para a festa, ele dirigiu o terceiro ou quarto carro esporte preto para a Next, onde ele e sua equipe estavam silenciosamente inventando a plataforma que permitiria que  Tim Berners-Lee criasse a World Wide Web.

Steve era como uma garotinha quando falava sobre o amor. O amor era sua virtude suprema, seu deus dos deuses.  Ele acompanhava e se preocupava com a vida amorosa das pessoas que trabalhavam com ele.

 

Quando ele via um homem que poderia parecer arrebatador para uma mulher, ligava pra ele e perguntava: “Ei, você é solteiro? Você quer vir jantar comigo e com minha irmã?”

Eu me lembro quando ele me ligou no dia em que conheceu Laurene. “Então, tem essa mulher linda e ela é muito inteligente e  tem um cachorro e eu vou me casar com ela.”

Quando Reed nasceu, ele começou um novo fluxo que nunca mais parou. Ele era um pai físico, com cada um de seus filhos. Ele se preocupava com os namorados de Lisa , com as viagens e o tamanho das saias de Erin e com a segurança de Eve junto aos cavalos que ela adorava.

Nenhum de nós que esteve na festa de formatura de Reed vai esquecer a cena de Reed e Steve dançando juntos uma música lenta.

 

Seu amor extremo por Laurene o sustentava. Ele acreditava que o amor acontecia o tempo todo, em todo lugar. Dessa forma tão importante, Steve nunca foi irônico, nunca foi cínico, nunca foi pessimita. Eu ainda tento aprender tudo isso.

Steve se tornou um sucesso ainda jovem e sentia que isso o isolou. A maioria das escolhas que fez a partir de quando eu o conheci foram projetadas para dissolver as paredes em torno dele. Um garoto de classe média de Los Altos, ele se apaixonou por uma garota de classe-média de New Jersey. Era importante para os dois cuidar de Lisa, Reed, Erin e Eve com os pés no chão, como crianças normais. A casa deles não intimidava ninguém com excesso de arte ou brilho; na verdade, durante os primeiros anos em que convivi com Steve e Lo juntos, o jantar era servido na grama e às vezes consistia de um único vegetal. Muito desse único vegetal.  Apenas um. Brócoli. Da estação. Preparado de forma simples. Apenas com o tempero recém colhido.

Mesmo quando já era um jovem milionário Steve sempre foi me buscar no aeroporto. Lá estaria ele em pé, em suas calças jeans.

Quando um membro da família ligava para ele no trabalho, sua secretária Linetta respondia: “seu pai está numa reunião. Você quer que eu o interrompa?”

Quando Reed insistia em se vestir de bruxa a cada Halloween, Steve, Laurene, Erin e Eve, todos aderiam.

Uma vez eles resolveram reformar a cozinha; levou anos. Eles cozinhavam num fogareiro na garagem. O prédio da Pixar, em reforma no mesmo período, foi construído em metade do tempo. E isso é tudo sobre a casa de Palo Alto. Os banheiros continuaram antigos. Mas – e isso faz toda diferença – ela havia sido uma ótima casa para começar a vida; Steve garantiu que isso fosse assim.

Isso não quer dizer que ele não desfrutou do seu sucesso: ele gostava muito de viver seu sucesso, só que com alguns zeros a menos. Ele me disse que adorava ir às lojas de bicicletas de Palo Alto e perceber que ele poderia comprar a melhor bicicleta da loja.

E assim ele fez.

Steve era humilde. Steve gostava de aprender sempre.

Uma vez ele me disse que se tivesse sido criado de forma diferente, ele teria se tornado um matemático. Ele falava com reverência sobre as faculdades e adorava andar em volta do campus de Stanford. No último ano de sua vida ele estudou um livro de pinturas de Mark Rothko, um artista que ele não havia conhecido até então, pensando no que poderia inspirar as pessoas nas paredes de um futuro campus da Apple.

Steve era refinado . Que outro CEO conhece a história dos chás de rosas Ingleses e Chineses e tem uma rosa favorita David Austin?

Ele tinha surpresas em seus bolsos. Garanto que Laurene vai descobrir algumas delas – músicas que ele amava, um poema que ele recortou e guardou numa gaveta, – mesmo depois de vinte anos de um casamento vivido a dois o tempo todo. Eu falava com ele dia sim, dia não, mas quando eu abri o New York Times e vi uma nova característica da empresa, eu fiquei surpresa e maravilhada ao ver o esboço de uma escada perfeita.

Com seus quatro filhos, sua mulher, com todos nós, Steve se divertiu muito.

Ele valorizava a felicidade.

E então ele ficou doente e vimos sua vida de comprimir para um círculo muito pequeno. Ele que adorava andar por Paris. Que havia descoberto uma lojinha que fazia macarrão artesanal em Kyoto. Que esquiava graciosamente montanha abaixo. E esquiava mal no cross-country. Nunca mais.

Com o tempo, até mesmo pequenos prazeres como um bom pêssego não mais o atraíam.

E, no entando, o que me surpreendia e que foi o que aprendi a partir de sua doença, era o quanto ainda havia depois que tudo foi tirado dele.

Lembro de meu irmão aprendendo a andar novamente. Depois de seu transplante de fígado, uma vez por dia ele ficava em pé, apoiado sobre pernas que pareciam finas demais para sustentá-lo, os braços encaixados no encosto da cadeira. Ele andava com aquela cadeira pelos corredores do Hospital Memphis até a sala das enfermeiras e depois sentava um pouco sobre a cadeira, descansava, dava a volta e começava a andar novamente. Ele contava seus passos e, a cada dia, tentava ir um pouco além.

Laurene se ajoelhava e olhava dentro dos olhos dele.

“Você consegue, Steve”, ela dizia. Os olhos deles se abriam. Seus lábios se apertavam.

Ele tentou. Ele sempre, sempre tentou e sempre com muito amor no âmago de cada tentativa. Ele era um homem intensamente emocional.

Eu percebi durante esse período aterrorizante que Steve não estava suportando a dor por si mesmo. Ele tinha objetivos: a formatura de seu filho Steve, a viagem de sua filha Erin para Kyoto, o lançamento de um barco que ele estava construindo e no qual pretendia levar sua família para uma volta ao mundo e com o qual viajaria com Laurene quando ele se aposentasse.

Mesmo doente, seu gosto, seu julgamento e discernimento se mantiveram. Ele teve 67 enfermeiros até encontrar os profissionais ideias nos quais ele confiava totalmente, os três que ficaram com ele até o final. Tracy. Arturo. Elham.

Uma vez, quando Steve havia contraído uma pneumonia insistente, seu médico proibiu tudo – até gelo. Estávamos numa UTI padrão. Steve, que não gostava de furar fila ou ter privilégios através de seu nome, confessou que nessa única ocasião, gostaria de ter um tratament especial.

Eu disse a ele: Steve, esse é um tratamento especial.

Ele chegou perto de mim e disse: “eu quero que seja um pouquinho mais especial.”

Entubado, quando ele já não podia mais falar, ele pediu um bloco de notas. E desenhou alguns aparelhos para sustentar um iPad numa cama de hospital. Ele desenhou monitores fluidos e equipamentos de raios-X. Ele redesenhou aquela unidade de tratamento não suficientemente especial. E toda vez que sua mulher entrava naquela sala, eu via um sorriso se redesenhar em seu rosto.

As coisas mais importantes, importantes mesmo, acredite, ele escrevia em seu caderno. Ele queria mais. É assim que tem que ser.

Com isso tudo ele queria que desobedecêssemos os médicos e déssemos um pedaço de gelo para ele.

Nenhum de nós sabe ao certo por quanto tempo ainda vamos estar aqui. Nos melhores dias de Steve, mesmo no último ano, ele embarcou em projetos e cobrou promessas de seus amigos da Apple para que fossem levados até o fim. Alguns construtores de barcos da Holanda tem um uma linda carcaça de aço inoxidável para ser coberta com madeira.  Suas três filhas continuam solteiras, as duas mais novas ainda jovens, e ele queria entrar na Igreja com elas da mesma forma que ele me conduziu no dia do meu casamento.

Todos nós, no final, morremos no meio do caminho. No meio de uma história. Ou de muitas histórias.

Eu acho que não é exatamente correto dizer que a morte de uma pessoa que conviveu durante anos com um câncer foi uma morte inesperada. Mas a morte de Steve foi inesperada para nós.

O que eu aprendi com a morte do meu irmão é que o caráter é essencial. O que ele era foi como ele morreu.

Na terça-feira pela manhã ele me ligou para pedir que eu fosse correndo para Palo Alto. Seu tom de voz era afetivo, querido, amoroso, mas parecia alguém  cujas malas já estavam amarradas ao carro, alguém que já estava no início de sua jornada, apesar dele lamentar de verdade o fato de estar nos deixando.

Ele começou sua despedida e eu o interompi. Eu disse “Espere. Eu estou chegando. Estou num táxi para o aeroporto, mas já chego”.

“Eu estou falando isso agora porque eu temo que você não consiga chegar a tempo, querida.”

Quando eu cheguei, ele e sua Laurene estavam brincando juntos, como parceiros que viveram e trabalharam juntos todos os dias de sua vida. Ele olhou para os olhos de seus filhos sem conseguir desfazer a conexão.

Até duas horas da tarde, sua esposa conseguiu fazer com que ele conversasse com seus amigos da Apple.

E então, depois de um tempo, ficou claro que ele não mais acordaria entre nós.

Sua respiração mudou. Ficou forte, deliberada, intencional. Eu podia sentí-lo contando seus passos novamente, empurrando um pouco mais além.

Foi isso que eu aprendi: ele estava trabalhando nesse projeto. A morte não foi algo que aconteceu com Steve, mas algo que ele conquistou.

Ele me disse que, quando estava se despedindo de mim e me dizendo que lamentava muito por não poder envelhecer junto comigo como havíamos planejado,  estava indo para um lugar melhor.

Dr. Fischer deu a ele uma chance de 50/50 de conseguir atravessar a noite.

Ele conseguiu sobreviver àquela noite, com Laurene a seu lado da cama, às vezes sobressaltada quando havia uma pausa maior entre suas respirações. Ela e eu nos entreolhávamos e então ele respiraria fundo e começaria novamente.

Isso tinha que acontecer. Mesmo nesse momento, ele tinha um perfil bonito, o perfil de um absolutista, um romântico. Sua respiração indicava uma jornada árdua, um caminho íngreme, altitude.

Ele parecia estar escalando.

Mas com aquela vontade, aquela ética de trabalho, aquela força, havia também aquela doce capacidade de Steve para a maravilha, a crença do artista no ideal, no fato de que haveria mais beleza depois.

As palavras de Steve, horas antes, foram monossilábicas, repetidas três vezes.

Andes de embarcar, ele olhou para sua irmã adotiva Patty, depois um bom tempo para seus filhos, depois para sua companheira de vida Laurene e então por cima dos seus ombros, além de todos eles.

As palavras finais de Steve foram:

OH WOW. OH WOW. OH WOW.

 

 

Mona Simpson é escritora e professor de Inglês na Universidade da Califórnia, Los Angeles. Ela leu essa eulogia para seu irmão, Steve Jobs, no dia 16 de outubro durante a cerimônia póstuma realizada na Memorial Church da Universidade de Stanford.

 

Vida que segue

Na última sexta perdi um amigo. E quando digo que perdi, é literal. Ricardo morreu, aos 42 anos, de infarto. Um grande jornalista. Um grande amigo. Uma perda e tanto que nos faz lembrar, mais uma vez, de nossa insignificância e das coisas que realmente importam. Por isso é válido dizer que amamos quem realmente amamos, abraçar aqueles que merecem nosso chamego, ceder nossos ouvidos e ombros aos amigos.

Hoje uma amiga me contou que fez algo incrível. Difícil, é verdade, mas com uma importância simbólica extrema. Fiquei feliz por ela, de verdade, mesmo sabendo que o resultado esperado não será alcançado. Sinceramente, o resultado pouco importa. O que vale é que ela teve coragem de se expor, de colocar tinta em seus sentimentos, de se fazer valer.  Raridade.

O que vale a pena nessa vida?

Não sei se vc, prezado leitor, já se fez esta pergunta. Mas eu, como pensadora voraz, a repito quase que semanalmente. O que vale a pena nessa vida? Por que vivemos? Vale aguentar tudo para ter um amor, uma casa, um carro, uma viagem, um emprego, um amigo, uma roupa de marca, o celular da moda, frequentar os melhores bares, ….. ? tenho lá minhas dúvidas. Na verdade, não tenho dúvida alguma: NÃO VALE A PENA. Simples assim. Tá na dúvida? Dá uma passada no cemitério mais próximo da sua casa e veja o que as pessoas que ali estão sepultadas levaram consigo. NADA. No máximo uma roupa bacana e uma jóia de família que, certamente, foi roubada dias após o sepultamento. Triste, eu sei, mas é a verdade.

Daí vc pode se perguntar: por que vivemos? Bem, simples novamente: porque é bom pra caralho amar, viajar, trabalhar, passear, comprar coisas que gostamos, comer, trepar, dançar,…. mas não a qualquer custo. Sempre dá pra achar o caminho do meio. Sempre. Ainda não achei, mas to quase lá.

Perfeito. Obrigada, Steve

http://vimeo.com/9834821

Simplesmente perfeito. O cara era um gênio. Sensacional a parte de olhar para o passado para, então, ligar os pontos  e na confiança que temos de ter no futuro. É mesmo importante descobrir o que amamos e a quem amamos. Seguem algumas frases que pesquei do vídeo:

“Às vezes a vida te bate com um tijolo na cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me fez continuar foi que eu amava o que eu fazia. Você precisa encontrar o que você ama. E isso vale para o seu trabalho e para seus amores.Seu trabalho irá tomar uma grande parte da sua vida e o único meio de ficar satisfeito é fazer o que você acredita ser um grande trabalho. E o único meio de se fazer um grande trabalho é amando o que você faz. Caso você ainda não tenha encontrado[ o que gosta de fazer], continue procurando. Não pare. Do mesmo modo como todos os problemas do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer relacionamento longo, só fica melhor e melhor ao longo dos anos. Por isso, continue procurando até encontrar, não pare”.

“Lembrar que estarei morto é a ferramenta mais importante para me ajudar a fazer grandes escolhas na vida.  Por que quase tudo – todas as expectativas externas, todo o orgulho, todo o medo de se envergonhar ou de errar – isto tudo cai diante da face da morte, restando apenas o que realmente é importante. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira para eu saber evitar em pensar que tenho algo a perder”.

” Você já está nu, não há razão para não seguir seu coração”

“A morte é provavelmente a melhor invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela tira o velho do caminho para dar espaço ao novo”.

“Seu tempo é limitado, então não gaste vivendo a vida de outra pessoa”

“Tenha a coragem de seguir seu coração e sua intuição. Eles, de alguma forma, já sabem o que é bom. Tudo mais é secundário”

Assisti…

…. alguns vídeos e vi muitas fotos sobre a tragédia no Haiti. cheguei a ficar com o estômago virado, enjoada mesmo. Não pelas imagens que vi, mas pelas que imaginei. Quem trabalha ou já trabalhou, como eu, em redação de jornal sabe que o que vai ao ar é apenas 1% da realidade. Acredito que as redações tenham recebido fotos piores e isso me deixa profundamente triste. Triste por imaginar que a situação é bem pior do que, daqui, podemos ver. Triste saber que milhares de pessoas passarão outra noite na rua, com medo, fome, sujas e, a maioria, machucada.

Tudo isso me faz pensar que o homem é, de fato, capaz de causar muitas desgraças, mas a natureza, sem dúvida alguma, sabe dar o troco e nos dá tapas na cara, como este terremoto, com uma frequência cada vez maior. Quem sobreviverá? Como levar nossas vidas? São inquietações que só reforçam em mim o conceito de “Aproveite o agora, o hoje”.

Uma das minhas maiores dificuldades é trabalhar com planejamento. Escolher hoje quem vai tocar na igreja durante meu casamento em dezembro é 100% incompatível com meu jeito de pensar. No entanto, me vejo fazer este tipo de plano. Isso me angustia. Até mesmo pq pode ser tudo em vão. Ok OK, eu faço, encaro, mas registro aqui meu sentimento de impotência diante de coisas como o tempo, a vida, a natureza, o improvável.

Cervejinha

Recebi por mail do meu Tio Carlos. Vale a pena ler até o fim:

“ESSA É PARA A VIDA TODA!

Um professor de filosofia parou na frente da classe e sem dizer uma palavra, pegou um vidro de maionese vazio e o encheu com pedras de uns 2 cm de diâmetro. Olhou para os alunos, e perguntou se o vidro estava cheio.

Todos disseram que sim.
Ele então, pegou uma caixa com pedregulhos bem pequenos, jogou-os dentro do vidro agitando-o levemente, os pedregulhos rolaram para os espaços entre as pedras.
Tornou a perguntar se o vidro estava cheio.
Os alunos concordaram: agora sim, estava cheio!

Dessa vez, pegou uma caixa com areia e despejou dentro do vidro preenchendo o restante.
Olhando calmamente para as crianças o professor disse:
– Quero que entendam, que isto, simboliza a vida de cada um de vocês.
As pedras são as coisas importantes: sua família, seus amigos, sua saúde, seus filhos, coisas que preenchem a vida.

Os pedregulhos são as outras coisas que importam: como o emprego, a casa, um carro…
A areia, representa o resto: as coisas pequenas…
Experimentem colocar, a areia primeiro no vidro, e verão que não caberá as pedras e os pedregulhos…
O mesmo vale para suas vidas.
Priorizem, cuidar das pedras, do que realmente importa.
Estabeleçam suas prioridades.
O resto é só areia!

Após ouvirem a mensagem tão profunda, um aluno perguntou ao professor se poderia pegar o vidro, que todos acreditavam estar cheio, e fez novamente a pergunta:
– Vocês concordam que o vidro esta realmente cheio?
Onde responderam, inclusive o professor:

– Sim está!
Então, ele derramou uma lata de CERVEJA dentro do vidro.
A areia ficou ensopada, pois a cerveja foi preenchendo todos os espaços restantes,
e fazendo com que ele, desta vez ficasse realmente cheio.
Todos ficaram surpresos e pensativos com a atitude do aluno, incluindo o professor.

ENTÃO ELE EXPLICOU:

NÃO IMPORTA O QUANTO SUA VIDA ESTEJA CHEIA DE COISAS E PROBLEMAS, SEMPRE SOBRA ESPAÇO PARA UMA CERVEJINHA!!!!!!!!

É possível ter tudo na vida?

Amor, saúde, dinheiro, felicidade, paz interior. É possível ter tudo isso na vida ao mesmo tempo? Para uma amiga não. Ela diz, de forma bem resignada, que está muito satisfeta no amor. Finalmente, passado longo e tenebroso inverno, ela tem um namorado bacana e está apaixonada. No entanto, a moça passa agruras no trabalho. Depois de reclamar, eis que ela manda “Também, né, não dá pra ter tudo na vida”.

Como não??? Claro que dá. Eu já tive e afirmo com todas as letras: É POSSÍVEL TER TUDO NA VIDA. Claro que tudo o que é bom dura pouco (o que é ruim tb). Não dá pra manter 100% de euforia, com tudo na vida no devido lugar, por anos a fio (bem, pelo menos é o que acho, até pq, se assim fosse, viver seria chato pra caralho), mas é possível encontrar o perfeito equilíbrio entre amor, trabalho, sucesso e realização pessoal.

Minha gente, não vamos desanimar. O emprego tá ruim, muda. O coração tá vazio, preencha. A vida tá sem cor, faça novos amigos, vá a um templo budista ou mesmo à Igreja Universal. Move yourself !!! Parte da nossa felicidade (boa parte) depende de nós. Nada de conformismo.

É fácil reclamar e ficar parada. Sei lá, tenho amigas que reclama há anos de seus respectivos empregos. Algumas odeiam o que fazem. Não consigo entender pq não vão atrás de outra coisa que lhes dê satisfação. Façam como Cacá que fez outra faculdade. Sim, leva tempo. Pode durar até 4 ou 5 anos, mas acaba. O que não dá para tolerar é uma situação prolongada de inastisfação pessoal.

O namorado é um escroto? O marido te trai? Se vira pra dar o pé na bunda dele o quanto antes. Sei que não é fácil tomar este tipo de atitude, mas não dá para ficar congelado frente às dificuldades. É cômodo reclamar de braços cruzados. Sei lá, comodismo me incomoda muiiiito. Sempre incomodou.

Aliás, não consigo mesmo lidar com gente assim. Me dá aflição. Sei que já estou mudando o rumo do post. Melhor parar por aqui antes que eu escreva mais que o desejado…